Engeworld-n5-Valvulas Manuais-maio-2013

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Nos primeiros contatos com esse novo conceito fiquei impressionado ao ver como ferramentas tão simples como os gráficos de controle permitiam aos times envolvidos, não só identificar imensas oportunidades de melhoria nos processos que estudavam, mas, principalmente, tinham o poder de integrar todos os envolvidos por meio de uma linguagem simples e facilmente compreendida.

coluna qualidade

Com o passar do tempo e a gradual substituição dos programas de Qualidade Total pela implantação das normas da série ISO9000, o CEP foi perdendo espaço, até chegarmos aos dias de hoje, em que são raras as empresas que dele fazem uso.

Apesar de a gestão de processos ter sido adotada por um grande número de empresas, estas parecem não eleger o CEP como metodologia para controlar, monitorar e melhorar seus projetos, ainda que a sua correta utilização já tenha demonstrado uma grande capacidade de promover melhoria e aprendizado.

Talvez tenha predominado a visão de que CEP e gráficos de controle são a mesma coisa, e que somente são aplicáveis a processos industriais, mas isso, de forma alguma corresponde à realidade. O CEP, como filosofia, reúne conceitos universais, que podem ser aplicados a processos de qualquer natureza e dimensão.

Entre os pontos que, ao meu ver, fazem do CEP uma filosofia tão poderosa, destaco: a identificação e separação das causas comuns de causas especiais de variação. Como sabemos, cada uma delas produz efeitos distintos sobre o processo e, por isso, devem ser tratadas de formas também distintas. Isso não é possível se não formos capazes de separá-las; o “Pensamento Estatístico”, a base sobre a qual sua abordagem se desen- volve, nos orienta a atuar a partir da observação dos padrões de variação do processo, ou seja, com base em fatos, nos obrigando a deixar de lado o famoso e prejudicial “achismo”, ao qual estamos tão acostumados; por último, saliento a forma como sua aplicação pode se transformar em uma poderosa ferramenta de linguagem e comunicação entre os diversos níveis envolvidos.

Infelizmente, e digo com algum saudosismo, parece que não sobraram muitos adeptos e amantes do CEP para dar hoje um novo impulso à sua aplicação: quem se habilita?

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TODOS OS DIAS Terex. Suporte global para atender você em nível local

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40 | engeworld | maio 2013 hAzArd And operABility studies (hAzop) tualmente uma das técnicas de gerenciamento de riscos mais aplicadas no desenvolvimento de um projeto é o HAZOP

(Hazard and Operability Study) – uma metodologia fundamental para a análise de problemas de operabilidade de processos, que permite a tomada de ações corretivas, a verificação de oportunidades de melhorias e a redução de risco das operações.

A técnica identifica tanto problemas que podem comprometer a segurança das instalações e dos colaboradores, quanto aqueles que podem interferir na continuidade operacional da instalação ou perda de especificação do produto coluna segurança

Todo o processo de HAZOP envolve o mapeamento e a documentação dos processos, que são objeto de análise, e o adequado gerenciamento de modificações e de equipes de trabalho, as quais são formadas por multiprofissionais com conhecimentos do projeto, processos, operações, manutenções, segurança e meio ambiente etc.

A metodologia é baseada em um procedimento que gera perguntas de maneira estruturada e sistemática por meio de um conjunto de palavras-guias, aplicadas a pontos críticos do sistema em estudo para identificação dos desvios. Uma vez encontradas as causas e consequências de cada tipo de desvio, é possível propor medidas para controlar ou eliminar o perigo, ou para sanar o problema de operabilidade da instalação. As palavras-chaves/palavras-guias são palavras-guias desvios considerados

Não, nenhumNegação do propósito do projeto (ex.: nenhum fluxo)

MenosDecréscimo quantitativo (ex.: menos fluxo)

Mais, maiorAcréscimo quantitativo. (ex.: mais fluxo) Também, bem comoAcréscimo qualitativo (ex.: também)

Parte deDecréscimo qualitativo. (ex.: parte do fluxo)

ReversoOposição lógica do propósito do projeto (ex.: fluxo)

Outro que , senãoSubstituição completa (ex.: outro que) aplicadas às variáveis identificadas no processo (pressão, temperatura, fluxo, composição, nível etc.), gerando os desvios que nada mais são que os riscos potenciais.

A ferramenta pode ser utilizada em diferentes estágios da “vida” de uma instalação, sendo que o ideal é utilizá-la na fase de projeto de novos sistemas/unidades, quando já se dispõe de fluxogramas de engenharia e de processo de instalação ou durante modificações ou ampliações dos sistemas/ unidades de processo. Porém, ela pode ser utilizada também como revisão geral de segurança de unidades em operação.

Não se pode executar o HAZOP de uma planta antes de dispor dos diagra-

A metodologia é baseada em um procedimento que gera perguntas de maneira estruturada e sistemática por meio de um conjunto de palavrasguias, aplicadas a pontos críticos do sistema em estudo para identificação dos desvios

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Com 10 anos de experiência como engenheira de segurança do trabalho, em empresas de grande porte, Daniela Atienza Guimarães é diretora adjunta da APAEST (Associação Paulista de Engenheiros de Segurança do Trabalho) e docente do curso de Engenharia de Segurança do Trabalho da FEI (Faculdade de Engenharia Industrial).

proposta de diretrizes para a gestão dos riscos e ações de emergência, tanto ambientais como de segurança do trabalho vanTagens da uTiliZação da ferramenTa: • melhoria do desempenho operacional da empresa, dentro de condições seguras; • melhoria da qualidade do projeto sob os aspectos da segurança do trabalho e meio ambiente; • proposta de diretrizes para a gestão dos riscos e ações de emergência, tanto ambientais como de segurança do trabalho; • identificação de questões ligadas à qualidade do produto e da manutenção associadas a desvios operacionais.

mas de tubulação e instrumentação, pois o estudo deverá contemplar todas as modificações oriundas das análises para evitar gastos desnecessários.

42 | engeworld | maio 2013 queBrA de pArAdigmAs:

como os recursos humAnos podem trABAlhAr esse temA? ecentemente assisti a uma palestra muito interessante sobre o tema “Quebra de paradigmas”, na qual o apresentador abordou qual deve ser o papel do novo líder frente às corporações e a importância da área de Recursos Humanos como um facilitador desse processo.

Quem ainda não se ambientou à expressão citada, deve se recordar de alguma situação em que uma mudança significativa ocorreu, indicando que algo novo transpõe o antigo, criando novas versões, ideias, oportunidades ou até mesmo valores.

coluna rh

No mundo moderno quem manda é a tecnologia e quanto mais exigimos facilidades, mais rápido a tecnologia nos obedece, acelerando o mercado de consumo e garantindo lucros expressivos.

Algumas corporações realizam a quebra de paradigmas de forma natural, principalmente aquelas voltadas aos ramos de tecnologia e telecomunicações, que precisam inovar constantemente seus microcomputadores e telefones celulares. Na realidade, se prestarmos atenção, quem pede por mudanças e atualizações somos nós. A geração atual, mais conhecida como Y, quer tudo para ontem, na mão, com fácil acesso e “touch screen”.

Não existe mais teclado, mouse com fio, grandes notebooks ou celulares sem acesso a internet. No mundo moderno quem manda é a tecnologia e quanto mais exigimos facilidades, mais rápido a tecnologia nos obedece, acelerando o mercado de consumo e garantindo lucros expressivos. No entanto, quando falamos de relacionamento, a regra não funciona tão bem assim. Um exemplo disso é quando a área de Recursos Humanos precisa contratar um trainee ou um jovem recém-formado e o gestor da vaga quer uma pessoa focada em resultado, mas que saiba aguardar o tempo necessário para se desenvolver e crescer.

Aí encontramos um exemplo típico de quebra de paradigmas: como fazer as

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Cynthia Chazin Morgensztern é psicóloga e coach graduada pela Universidade Mackenzie, além de pós-graduada em Gestão Estratégica de Pessoas e com MBA em Gestão Educacional. Possui dois títulos de educação continuada na Faculdade Getúlio Vargas nas áreas de administração e economia e acumula 15 anos de experiência na área de Recursos Humanos de empresas nacionais e multinacionais. Site: w.primeirovoce.com E-mail: cynthia@primeirovoce.com gerações anteriores entenderem que o jovem rápido e comprometido de hoje não é o mesmo de dez anos atrás? Este profissional quer acensão dinâmica, feedback diário do trabalho, reconhecimento com bonificação e, principalmente, tecnologia em suas mãos.

O desafio da área de RH é fazer este líder compreender as diferenças entre as gerações e a tal da quebra de paradigmas. É preciso sensibilizar, mostrar o novo cenário, criar sessões de convivências que valorizem os tipos de profissionais que caminham juntos e têm momentos diferentes de vida. Algumas técnicas utilizadas são contratação de palestras, treinamentos e comunicação estratégica para driblar o tema com êxito e tranquilidade. Eu poderia citar vários exemplos, mas prefiro concluir o tema indicando quatro benefícios de se vencer paradigmas no âmbito corporativo:

1A quebra de paradigmas amplia o campo de visão do ser humano e, consequentemente, desperta no profissional seu talento criativo;

2A troca de experiências entre diferentes gerações surge a partir do momento em que os profissionais mostram-se dispostos a vencer as barreiras impostas por crenças e valores. Isso porque cada geração sempre terá algo a acrescentar e quando se somam as experiências de todos os integrantes do time, o resultado final pode ser demasiadamente positivo;

3Ela permite a sobrevivência da organização, a qual necessita acompanhar o ritmo das inovações tecnológicas e, para tanto, acreditar que as mudanças são altamente necessárias em todas os modelos de gestão;

4 A quebra de paradigmas faz com que o líder trabalhe junto aos seus liderados de forma mais eficaz, aproveitando todo o potencial deles para a conquista de resultados e de caminhos gloriosos, investindo na boa colheita de todos e não apenas de um pequeno grupo de trabalho.

Destaco a área de Recursos Humanos como fortalecedora deste tema e facilitadora de um conceito que vive entre nós há anos, mas que nunca foi tão forte e agressivo como hoje. Boa sorte a todos!

4 | engeworld | maio 2013 enTreVisTa o “plAnejAmento” energético BrAsileiro raduado em Engenharia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, mestre e doutor em

Engenharia Nuclear pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e pelo Massachusetts Institute of Technology, respectivamente, com livre-docência pela Universidade de São Paulo, onde é professor titular, Ildo Sauer, ex-diretor executivo da Petrobras, dirige agora o Instituto de Eletrotécnica e Energia da Universidade de São Paulo (IEE/USP).

Em entrevista concedida à Engeworld, Sauer fala como os modelos de exploração da energia se estabeleceram no mundo e no Brasil e faz críticas contundentes à ineficiência do planejamento energético do país. É ele quem introduz o tema: “Há quase um século dois grandes caminhos se cristalizaram para atender a uma necessidade social da apropriação da energia. Na mobilidade de pessoas e circulação de mercadorias, os combustíveis líquidos, derivados de petróleo, se impuseram por razões técnicas e econômicas. No sistema urbano, industrial e da força motriz, a energia elétrica acabou predominando. Essas duas formas substituíram o carvão, que comandou a Revolução Industrial, impulsionando os teares e as fábricas, e depois, os trens e os navios, que proveram a circulação de mercadorias e pessoas com uma velocidade muito grande. Na transição do século XIX para o século X, aquelas duas formas (petróleo e energia elétrica) se impuseram, mas isso não quer dizer que permanecerão para sempre”. Sauer continua: “Depois de disputar e suplantar o álcool e o carro elétrico, o petróleo dominou, a partir de 1910 e principalmente 1911, quando o craqueamento catalítico se impôs. A partir daí, grandes conglomerados, formados por grupos que detinham as tecnologias, se aliaram ao sistema financeiro e praticamente dividiram o mundo entre eles.

A indústria automobilística se consolidou de um lado. A elétrica se consolidou do outro e formou uma associação que produzia equipamentos de conversão das formas naturais de energia em eletricidade, para a geração, transmissão, distribuição e uso final de toda a cadeia de produtos da chamada linha branca. O sistema econômico que se estruturou nessas condições ainda atua hoje aí substancialmente.”

engeworld | maio 2013 | 45 (1) 2187-9355 | zell@zell.com.br

Zell Ambiental

Líder no desenvolvimento de soluções ambientais e de segurança, a Zell Ambiental comercializa uma grande variedade de equipamentos e serviços para: Detecção Fixa e Portátil de Gases, Monitoramento da Qualidade da Água e de Metais em Água, Análise de Gases (CEM ᤀs), Monitoramento de Particulados e Monitoramento de Radiação Não- Ionizante, além de Suporte Técnico Especializado. Entre em contato e solicite um orçamento! engeWorld - O que faz com que a energia tenha papel tão relevante? sauer - Com a Revolução e após a Revolução Industrial ficou muito claro que a apropriação social da energia nas estruturas sociais de produção e circulação é que permitiram o incremento extraordinário da produtividade social do trabalho, a explosão populacional do mundo, o processo de urbanização, industrialização e também, na agricultura, da chamada agroindustrialização. De forma que, com milhões de habitantes, sem essa organização da produção, nós não estaríamos aqui. Esse é o contexto em que nós nos encontramos. Hoje, não existe falta de fontes de energia no mundo, nem para a mobilidade de pessoas e circulação de mercadorias, tampouco para a produção de eletricidade. O que está em discussão no mundo inteiro, e também no Brasil, é a apropriação de fontes que atendam aos atributos para a estrutura social, hoje hegemônica, de produção, isto é, que possam ser mobilizadas e apropriadas por processos de produção com menos capital e trabalho diretamente aplicado. A menor reserva conhecida de recursos (finitos) é a do petróleo e é a mais disputada ainda exatamente por ser a que com menos capital e menos trabalho permite apropriar mais energia, gerando mais excedente econômico. E isso continua sendo a grande questão: quais são as formas naturais de energia que podem ser captadas com menos capital e menos trabalho, e agora, adicionalmente, atendendo aos requisitos da regulação ambiental? engeWorld - E qual é a situação brasileira? sauer - No Brasil também não há falta de energia. Temos um enorme potencial hidráulico, da ordem de 250.0 MW, dos quais, pouco mais de

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