NBR-13133 (Levantamento Topografico)

NBR-13133 (Levantamento Topografico)

(Parte 4 de 7)

NBR 13133/199411

5.21.1 O levantamento altimétrico dos pontos de detalhe pode ser realizado por nivelamento trigonométrico e/ou taqueométrico, a partir dos vértices das poligonais (principais, secundárias e auxiliares), cujas altitudes ou cotas devem ser determinadas a partir das referências de nível do apoio topográfico, por meio de nivelamento geométrico ou por nivelamento trigonométrico. Se feito por nivelamento geométrico, os vértices são obrigatoriamente medidos em mudanças do instrumento; se por trigonométrico, com controle de leituras ré e vante.

5.21.2 Todos os elementos observados (ângulos, distâncias, altura do instrumento, altura do sinal, leituras nas miras e outros elementos que possibilitem os cálculos) devem ser registrados, em cadernetas apropriadas, de forma clara, ordenada, completa, precisa e impessoal. Além disso, ela deve conter croquis dos detalhes a representar, com indicação dos pontos visados e medições complementares de distâncias destinadas a servir de verificação, ou mesmo, para completar o levantamento. A boa ordenação dos elementos colhidos no campo é indispensável aos cálculos e desenho correto e completo da planta que, normalmente, são efetuados por profissionais diferentes.

5.21.3 Os cálculos podem ser executados diretamente nas próprias cadernetas de campo, por meio de calculadoras, transcrevendo os resultados nestas, ou em planilhas apropriadas, ou ainda por computadores. Neste caso, as saídas impressas devem registrar os dados de entrada, resultados e outros elementos característicos, como erros de fechamento angular e linear e sua forma de distribuição.

5.2 Os registros dos dados, tanto os coletados no campo como os calculados, devem ser feitos de forma hierarquizada, dependendo dos métodos e processos adotados para a coleta dos dados.

5.2.1 Planimetricamente, recomenda-se os critérios estabelecidos em 5.2.1.1 a 5.2.1.3.

5.2.1.1 Leituras angulares

5.2.1.1.1 As poligonais devem ter ângulos lidos e registrados com precisão.

5.2.1.1.2 Para os pontos de detalhe, os ângulos podem ser lidos com a mesma precisão de leitura direta do teodolito.

5.2.1.2 Medidas lineares

5.2.1.2.1 As poligonais devem ter seus lados medidos e registrados conforme estabelecido em 6.4.

5.2.1.2.2 Os lados, quando medidos por estadimetria, devem ser lidos e registrados os três fios estadimétricos com as leituras em milímetros.

5.2.1.2.3 Para os pontos de detalhe, as medidas devem ser lidas e registradas em centímetros, quando utilizados medidores eletrônicos ou trenas.

5.2.1.3 Concordância das medidas

Processados os cálculos, as coordenadas analíticas devem ser registradas de forma concordante com as medidas observadas.

5.2.2 Altimetricamente, os resultados dos cálculos devem ser registrados até milímetros, centímetros e decímetros, respectivamente, para as altitudes ou cotas obtidas por nivelamento geométrico, nivelamento trigonométrico e nivelamento estadimétrico.

5.23 Os elementos levantados no campo, devidamente calculados e compensados, devem ser lançados na escala predeterminada, numa base dimensionalmente estável quadriculada, constituindo-se no original topográfico.

5.23.1 A quadriculação da base deve ser realizada com a utilização de coordenatógrafos de boa qualidade ou mesa de desenho automático (plotter) em quadrículas de 10 cm de lado.

5.23.2 Os processos e instrumentos utilizados na elaboração do original topográfico devem estar de acordo com a escala adotada e não devem conduzir erros de graficismo que prejudiquem a exatidão conseguida nas operações de campo.

5.23.3 Os pontos do apoio topográfico planimétrico devem ser lançados por suas coordenadas planorretangulares no sistema topográfico adotado, utilizando-se, preferencialmente, coordenatógrafo de boa qualidade ou mesa de desenho automático.

5.23.4 As referências de nível do apoio topográfico devem ter as suas altitudes ou cotas assinaladas até o milímetro, se estas foram obtidas por nivelamento e contranivelamento geométrico, e até o centímetro, se por nivelamento trigonométrico.

5.23.5 As altitudes ou cotas dos vértices das poligonais secundárias devem ser assinaladas até o milímetro, centímetro ou decímetro se foram obtidas por nivelamento geométrico, trigonométrico ou taqueométrico, respectivamente.

5.23.6 O lançamento dos pontos de detalhe pode ser realizado por suas coordenadas planorretangulares ou por meio de suas coordenadas polares, no sistema topográfico adotado.

5.23.7 Os pontos de detalhe devem ter sua altitudes ou cotas assinaladas até o decímetro quando tomadas diretamente sobre o terreno, não importando o processo de nivelamento adotado. Quando os pontos de detalhe forem materializados e suas altitudes ou cotas determinadas por nivelamento geométrico, estas devem ser registradas até os centímetros.

5.23.8 As curvas de nível devem ser traçadas a partir dos pontos notáveis definidores do relevo, passando pelas interpolações controladas nas altitudes ou cotas entre pontos de detalhe. As curvas-mestras, espaçadas de cinco em cinco curvas, devem ser reforçadas e cotadas. No caso de haver poucas curvas-mestras, as intermediárias também devem ser cotadas.

5.24 O desenho topográfico final do levantamento topográfico deve ser obtido por copiagem do original topográ-

12NBR 13133/1994 fico, de forma permanente sobre base dimensionalmente estável, e deve utilizar as convenções topográficas adotadas nesta Norma (ver Anexo B). Alternativamente, pode ser substituído por mesa de desenho automático.

5.24.1 As plantas devem ser apresentadas em formatos definidos pela NBR 10068, adequadas à finalidade do levantamento topográfico pelas suas áreas úteis, com representação de quadrículas de 10 cm de lado, trazendo nas bordas da folha as coordenadas planorretangulares de identificação da linha que representam, comportando, ainda, moldura, convenções e identificadores segundo modelo definido pela destinação do levantamento.

5.24.2 A toponímia, os números e outras referências devem ser desenhados de acordo com a NBR 6492.

5.24.3 Os vértices das poligonais do apoio topográfico e as referências de nível devem estar lançadas nas plantas, sendo estas com as suas altitudes ou cotas assinaladas conforme 5.2.2 e os vértices locados por suas coordenadas conforme 5.2.1.3.

5.24.4 No desenho final também devem ser registradas as origens planimétrica e altimétrica, bem como a finalidade do levantamento.

5.25 O relatório técnico, quando do término de todo e qualquer levantamento topográfico ou serviço de topografia, deve conter, no mínimo, os seguintes tópicos:

f)descrição do levantamento ou do serviço executado;

j)equipe técnica e identificação do responsável técnico; l) documentos produzidos; m)memórias de cálculo, destacando-se: -planilhas de cálculo das poligonais;

-planilhas das linhas de nivelamento. 6 Condições específicas

6.1 As condições específicas para o levantamento topográfico referem-se apenas às fases de apoio topográfico e de levantamento de detalhes, que são as mais importantes em termos da definição de sua exatidão (erros sistemáticos e erros acidentais).

6.2 As condições específicas fundamentam-se na seleção de métodos, processos e aparelhagem que assegurem propagações de erros acidentais no levantamento topográfico, não excedentes às tolerâncias admissíveis por suas destinações, no objetivo da compatibilização das medidas angulares, lineares e de desníveis.

6.3 A vinculação (ou amarração) do levantamento topográfico ao SGB deve ter a mesma exatidão do apoio topográfico em sua ordem superior, levando em consideração as hipóteses estabelecidas em 5.3.

6.4 Considerando as finalidades do levantamento topográfico, a densidade de informações a serem representadas e a exatidão necessária a cada finalidade, podem-se elaborar as Tabelas 5 a 9, que consubstanciam conjuntos de elementos, isolados ou combinados, formando as seguintes classes:

a)oito classes de levantamento planialtimétrico de áreas, abrangendo métodos de medição, escalas de desenho, eqüidistantes de curvas de nível e densidade mínima de pontos a serem medidos estão apresentadas na Tabela 5; b)duas classes de levantamento planialtimétrico cadastral, abrangendo métodos de medição, escalas de desenho, eqüidistâncias das curvas de nível e densidade mínima de pontos a serem medidos estão apresentadas na Tabela 6; c)cinco classes de poligonais planimétricas, abrangendo aparelhagem, procedimentos, desenvolvimentos e materialização, estão apresentadas na Tabela 7; d)quatro classes de nivelamento de linhas ou circuitos e de seções, abrangendo métodos de medição, aparelhagem, desenvolvimentos e tolerâncias de fechamento, estão apresentadas na Tabela 8; e)duas classes de levantamento para rede de referência cadastral municipal, abrangendo aparelhagem, métodos de medição, desenvolvimento de poligonais e tolerâncias aceitáveis para as linhas de nivelamento após o ajustamento e materialização de vértices e referências de nível, estão apresentadas na Tabela 9.

6.4.1 Para estabelecer a metodologia de um levantamento topográfico, deve-se considerar sua finalidade básica e dimensões da área a ser levantada, enquadrando-o em uma das classes de levantamento topográfico planialtimétrico ou levantamento planialtimétrico cadastral, constantes nas Tabelas 5 e 6.

6.4.1.1 Para este enquadramento, devem ser considerados os argumentos de entrada das referidas tabelas, ou seja: escala de desenho adequada, eqüidistância de curvas de nível necessária e densidade de pontos a serem medidos por hectare, segundo o grau de detalhamento suscitado pela finalidade do levantamento ou pelas condições locais.

NBR 13133/199413

6.4.1.2 Definida a classe de levantamento, deve-se obedecer à metodologia correspondente, estabelecida nas referidas tabelas para cada classe de levantamento.

6.4.2 As finalidades das cinco classes de poligonais planimétricas apresentadas na Tabela 7 referem-se a:

a)Classe IP - Adensamento da rede geodésica - (transporte de coordenadas); b)Classe IIP - Apoio topográfico para projetos básicos, executivos, como executado, e obras de engenharia; c)Classe IIIP - Adensamento do apoio topográfico para projetos básicos, executivos, como executado, e obras de engenharia; d)Classe IVP - Adensamento do apoio topográfico para poligonais IIIP. Levantamentos topográficos para estudos de viabilidade em projetos de engenharia; e)Classe VP - Levantamentos topográficos para estudos expeditos.

Tabela 5 - Levantamento topográfico planialtimétrico

Densidade mínima de pontos a serem medidos por hectare

acima de entrede até
20%10% e 20% 10%

dodas curvasTerreno comTerreno comTerreno com desenhode nível declividadedeclividadedeclividade

Poligonais planimétricas, perimétricas e internas da classe V P ou de ordem superior. Estações das poligonais niveladas conforme nivelamento

I PAda classe IV N ou de ordem superior. Pontos1:5000 5 m432 irradiados medidos taqueometricamente com leitura dos três fios sobre miras devidamente comparadas, visada máxima de 150 m, teodolito classe 1.

Poligonais planimétricas da classe IV P ou de ordem superior. Estações das poligonais niveladas pela classe I N ou de ordem superior.

I PAPontos irradiados medidos taqueometricamente1:2000 2 m1075 com leitura dos três fios sobre miras devidamente comparadas, visada máxima de 150 m, teodolito classe 1.

Poligonais planimétricas da classe I P ou de ordem superior. Estações das poligonais niveladas pela classe I N ou de ordem superior.

I PAPontos irradiados medidos1:10001 m322518 taqueometricamente com leitura dos três fios sobre miras devidamente comparadas, visada máxima de 100 m, teodolito classe 1.

Poligonais planimétricas da classe I P ou de ordem superior. Estações das poligonais niveladas pela classe I N ou de

Escala Eqüidistância Classe Metodologia

/continua

14NBR 13133/1994

Densidade mínima de pontos a serem medidos por hectare

acima de entrede até
20%10% e 20% 10%

dodas curvasTerreno comTerreno comTerreno com desenhode nível declividadedeclividadedeclividade

Mesmo método de medição da classe V P,

V PAexceto as linha de base que serão de 40 m1:2000 2 m 16128 Seçõesem 40 m e o levantamento das seções ou e/ou16 transv.transversais que será o de pontos1:1000 pontos espaçados, no máximo, 40 m um do outro. cotados

Poligonais planimétricas e locação das linhas de base de 20 m em 20 m, com estacas de madeira, por poligonais de classe IV P ou de ordem superior. Nivelamento das linhas-base e das poligonais com nivelamento classe I N

transv.taqueométricas, definindo pontos de 1:500pontos

VI PA ou de ordem superior. Levantamento das1:1000 1 m362518 Seçõesseções transversais com medidas ou e/ou mudança de declividade ecotados espaçados, no máximo a cada 30 m com leitura dos três fios, miras devidamente comparadas, visada máxima de 150 m, teolodolito classe 1. Em faixas com áreas superiores a 100 ha, recomendam-se poligonais classe I P.

Poligonais planimétricas e locação das linhas de base estaqueadas de 10 m em 10 m, por poligonais de classe IV P ou de ordem superior. Os pontos transversais nas 1 m

VII PAseções transversais, estaqueados também e/ou malhade 10 m em 10 m, com poligonais de1:500 pontos--- classe VI P ou de ordem superior. Emcotados áreas superiores a 100 ha, recomendam-se poligonais da classe I P. Nivelamento com classe I N.

Mesmo método de medição da classe VII PA, exceto o estaqueamento das1:1000 1 m

VIII PAlinhas-base que será de 20 m em 20 m ou e/ou--- malhae o levantamento das seções transversais1:500 pontos que é o de pontos estaqueados de 20 mcotados em 20 m.

Classe Metodologia

/continuação Escala Eqüidistância

NBR 13133/199415

Tabela 6 - Levantamento planialtimétrico cadastral

Densidade mínima de pontos a serem medidos por hectare

acima de entrede até
20%10% e 20% 10%

dodas curvasTerreno comTerreno comTerreno com desenhode nível declividadedeclividadedeclividade

Poligonais planimétricas I P ou de ordem superior. Nas áreas superiores a 100 ha, recomendam-se poligonais de classe I P. Pontos de divisa ou notáveis, irradiados com MED, ou medidos à trena de aço. Os demais pontos cadastrais podem ser medidos estadimetricamente, leitura dos três

Poligonais planimétricas de classe I P ou de ordem superior. Pontos de divisa ou notáveis, irradiados com MED ou medidos à trena de aço. Os demais pontos cadastrais podem ser medidos estadimetricamente, leitura dos três fios, ou com auto-redutor, visada máxima de 80 m,

I PACteodolito classe 2. Estações das poligonais1:5001 m605040 niveladas conforme classe I N ou de ordem superior. Pontos irradiados para nivelamento, medidos taqueometricamente, leitura dos três fios sobre miras devidamente comparadas, visada máxima de 100 m, teodolito classe 2.

Notas: a)Escalas maiores devem respeitar, no mínimo, as exigências da classe I PAC.

b)Para levantamentos com representação em escalas de desenho maiores que 1:500 (1:250, 1:200, etc.) estas devem ser estudadas caso a caso, observando-se sempre, no mínimo, o método de medição de classe I PAC.

Classe Metodologia Escala Eqüidistância

6.4.3 As finalidades das quatro classes de nivelamento de linhas ou circuitos e seções apresentadas na Tabela 8 referem-se a:

a)Classe IN - Nivelamento geométrico para implantação de referências de nível (RN) de apoio altimétrico; b)Classe IIN - Nivelamento geométrico para determinação de altitudes ou cotas em pontos de segurança (PS) e vértices de poligonais para levanta- mentos topográficos destinados a projetos básicos, executivos, como executado, e obras de engenharia; c)Classe IIIN - Nivelamento trigonométrico para determinação de altitudes ou cotas em poligonais de levantamento, levantamento de perfis para estudos preliminares e/ou de viabilidade em projetos; d)Classe IVN - Nivelamento taqueométrico destinado a levantamento de perfis para estudos expeditos.

(Parte 4 de 7)

Comentários