Friedrich Wilhelm Nietzsche

Friedrich Wilhelm Nietzsche

Friedrich Wilhelm Nietzsche

Nietzsche nasceu em 15 de Outubro de 1844 na cidade de Rocken (Alemanha) e morreu no dia de 25 de Agosto de 1900 aos 55 anos em Weimar. Nietzsche foi um importante filósofo clássico alemão do século XIX. Caracterizava-se pela tradição de estudo de escolas tradicionais da época como Filosofia Contemporânea, Filosofia Continental, Romantismo.

Seus principais interesses eram na Epistemologia1, Ética2, Ontologia3, Filosofia da Historia4, Psicologia5.

Suas ideias notáveis eram de questionamentos e interpretações principalmente em relação à morte de Deus, vontade de poder, eterno retorno, super-homem, perspectivismo6, Apolíneo e Dionisíaco7.

Ainda jovem Nietzsche teve muita influencia teórica e filosófica nas obras de Schopenhauer8. Mesmo tendo influência de Schopenhauer ele adquiriu pensamento e ideologia de influência grego-antigo, e também de pré-socráticos principalmente de Heráclito9, e Empédocles10.

A partir de 1879 devido a problemas de saúde Nietzsche deixa o cargo de professor de Filosofia e procura viver em outras cidades para melhorar sua saúde e sua vida filosófica, mudando-se para cidades como Veneza, Gênova, Turim, e Nice.

Características

Suas ideias se baseiam numa aforisma que tem como objetivo e característico uma ideologia moralista. Suas obras podemos dizer que tinha um suave tom polêmico, pois nelas existiam ideias e conceitos da inexistência de Deus e da alma, e que na vida não havia um sentido. Nietzsche abordava o antissemitismo, foi dai que seus pensamentos e ideologias foram usados como tópicos por Hitler contra os judeus. Nietzsche contra-atacava os valores e a moral, pelo fato que por ele já eram existentes na sociedade por outras civilizações. Para ele a civilização foi criada por fortes, inteligentes, e líderes de massa. Ainda afirma que cada pessoa tem seu valor. Os super-homens para Nietzsche são aqueles que possuem coragem, vontade de poder e que com seus próprios valores conseguem a auto realização; são exemplos; Napoleão, Lutero e Goethe11. Podemos afirmar que Nietzsche tenta propor uma nova forma de reavaliação ética e moral a sociedade.

Em suas obras vemos críticas bastante negativas a Kant, Wagner, Sócrates, Platão, Aristóteles, Xenofonte, Martinho Lutero, à metafísica12, ao utilitarismo13, antissemitismo, socialismo, anarquismo, fatalismo14, teologia, cristianismo, budismo, à concepção de Deus, ao pessimismo, estoicismo, ao iluminismo e à democracia. Para Nietzsche, fatalismo, sexualidade e confiança são as características do "pessimismo corajoso" do super-homem.

Dentre os poucos elogios deferidos por Nietzsche, coletamos citações, muitas vezes com ressalvas a Schopenhauer8, Spinoza, Dostoiévski, Shakespeare, Dante, Napoleão, Goethe, Darwin, Leibniz, Pascal, Edgar Allan Poe, Lord Byron, Musset, Leopardi, Kleist, Gogol, Voltaire e ao próprio Wagner15, grande amigo e confidente de Nietzsche até certo momento. Ele era, sem dúvida, muito apreciador da Natureza, dos pré-socráticos e das culturas helénicas.

Como para Nietzsche a moral e os valores morais não tem importância para uma pessoa muitos o comparam com as ideias, conceitos, e ideologias do niilismo, ou seja, uma forma de ideologia onde não há um sentido e sim possui uma desvalorização, um não sentido das coisas, ausência de finalidade, onde os valores, a ética, a moral, a verdade ficam sem nexos e sentido “uma bagunça ideológica”.

Obras

O Nascimento da Tragédia – 1872. Sobre a Verdade e a Mentira em Sentido Extramoral -. Considerações Extemporâneas · Hymnus an das Leben · Humano, Demasiado Humano – 1878. Aurora. A Gaia Ciência – 1882. Assim Falou Zaratustra – 1883. Além do Bem e do Mal – 1886. Genealogia da Moral – 1887. O Caso de Wagner · Crepúsculo dos Ídolos – 1888. O Anticristo – 1888 (escrito) / 1895 (publicado). Ecce Homo – 1989. Nietzsche contra Wagner – 1895. A Vontade de Poder (póstumo) – 1906.

Frases históricas de Nietzsche

"O Homem evolui dos macacos? É, existem macacos!" "Será o Homem um erro de Deus, ou Deus um erro dos Homens?" "Há homens que já nascem póstumos." "Deus está morto. Viva Perigosamente. Qual o melhor remédio? - Vitória!".

Notas

1. Epistemologia (conhecimento, ciência, estudo), também chamada de teoria do conhecimento científico, é o ramo da filosofia que trata da natureza, das origens e da validade do conhecimento.

2. Ética é a parte da filosofia dedicada aos estudos dos valores morais e princípios ideais do comportamento humano.

3. Ontologia (do grego ontos "ente" e logoi, "ciência do ser") é a parte da metafísica que trata da natureza, realidade e existência dos entes. A ontologia trata do ser enquanto ser, isto é, do ser concebido como tendo uma natureza comum que é inerente a todos e a cada um dos seres.

4. A filosofia da história é o campo da filosofia ou da história (dentro da 'teoria da história') que observa sobre a dimensão temporal da existência humana como existência humana sócio-política e cultural; teorias do progresso, da evolução e teorias da descontinuidade histórica; significado das diferenças culturais e históricas, suas razões e consequências.

5. Psicologia ("alma", "mente", "palavra", "razão" ou "estudo") "é a ciência que estuda o comportamento (tudo o que organismo faz) e os processos mentais (“experiências subjetivas inferidas através do comportamento”). Myers (2008), p.8.

6. Perspectivismo é a visão filosófica que toda percepção e pensamento têm lugar a partir de uma perspectiva que é alterável. O conceito foi criado por Leibniz. O desenvolvedor e mais proeminente defensor da ideia é Nietzsche. Ele influenciou ideias similares em filósofos como José Ortega y Gasset.

7. O Nascimento da Tragédia no Espírito da Música foi o primeiro título dado por Nietzsche à sua obra também conhecida simplesmente por O Nascimento da Tragédia. Em 1886 seria reeditada com o título O Nascimento da Tragédia, ou helenismo e pessimismo que, conforme as traduções, se reverte também como O Nascimento da Tragédia ou Mundo Grego e Pessimismo. Apolo é apresentado por Nietzsche como o deus do sonho, das formas, das regras, das medidas, dos limites individuais. O apolíneo é a aparência, a individualidade, o jogo das figuras bem delineadas. Apolo representa domínio da imagem, da metáfora, isto é, da dissimulação. Esta categorização identifica a conceptualização com a aparência. Mas Apolo representa também o equilíbrio, a moderação dos sentidos e, num certo sentido, a própria civilidade, ou melhor, o modo como esta é ordinariamente compreendida. Dioniso é apresentado como o gênio ou impulso do exagero, da fruição, da embriaguez extática, do sentido místico do Universo, da libertação dos instintos. É o deus do vinho, da dança, da música e ao qual as representações de tragédias eram dedicadas. Dionísio representa, portanto, o irracional, a quebra das barreiras impostas pela civilização, à dissolução dos limites dos indivíduos e o eterno devirem. Dioniso é o princípio metafísico do ser que é assim, paradoxalmente, compreendido como eterno fluir.

8. Arthur Schopenhauer (Danzig, 22 de fevereiro de 1788 — Frankfurt, 21 de setembro de 1860) foi um filósofo alemão do século XIX. Seu pensamento sobre o amor é caracterizado por não se encaixar em nenhum dos grandes sistemas de sua época. Sua obra principal é "O mundo como vontade e representação" (1819), embora o seu livro "Parerga e Paralipomena" (1851) seja o mais conhecido. “Schopenhauer foi o filósofo que introduziu o budismo e o pensamento indiano na metafísica alemã.” (ArthurSchopenhauer (em português). UOL - Educação. Página visitada em 21 de setembro de 2012.).

9. Heráclito de Éfeso (Éfeso, aprox. 535 a.C. - 475 a.C.) foi um filósofo pré-socrático considerado o "pai da dialética". Recebeu a alcunha de "Obscuro" principalmente em razão da obra a ele atribuída por Diógenes Laércio, Sobre a Natureza, em estilo obscuro, próximo ao das sentenças oraculares.

10. Empédocles (Agrigento, 495/490 - 435/430 a.C) foi um filósofo, médico, legislador, professor, mítico além de profeta, foi defensor da democracia e sustentava a ideia de que o mundo seria constituído por quatro princípios: água, ar, fogo e terra.

11. Johann Wolfgang von Goethe (28 de Agosto de 1749 — Weimar, 22 de Março de 1832) foi um escritor alemão e pensador que também fez incursões pelo campo da ciência. Como escritor, Goethe foi um dos mais importantes figuras da literatura alemã e do Romantismo europeu, nos finais do século XVIII e inícios do século XIX.

12. A metafísica (do grego antigo= depois de, além de; e = natureza ou física) é uma das disciplinas fundamentais da filosofia. Os sistemas metafísicos, em sua forma clássica, tratam de problemas centrais da filosofia teórica: são tentativas de descrever os fundamentos, as condições, as leis, a estrutura básica, as causas ou princípios primeiros, bem como o sentido e a finalidade da realidade como um todo ou dos seres em geral.

13. Em Filosofia, o utilitarismo é uma forma de consequencialíssimo, ou seja, ele avalia uma ação (ou regra) unicamente em função de suas consequências.

14. Na filosofia greco-romana, o fatalismo é a concepção que considera serem o mundo e os acontecimentos produzidos de modo irrevogável. E também a crença de que uma ordem cósmica, dita Logos, preside a vida quotidiana. Mas, em geral, é uma corrente aceita por quem se põe de maneira impassível diante dos acontecimentos, não tendo a crença de que pode exercer um papel na sua modificação. É, assim, uma doutrina que afirma que todos os acontecimentos ocorrem de acordo com um destino fixo e inexorável, não controlado ou influenciado pela vontade humana e que, embora aceite um poder sobrenatural preexistente, não recorre a nenhuma ordem natural, recusando, assim, a predestinação. Também costuma ser confundido com determinismo. Exerceu influência, especialmente, sobre os antigos hebreus e alguns pensadores gregos.

15. Wilhelm Richard Wagner (Leipzig, 22 de maio de 1813 — Veneza, 13 de fevereiro de 1883) foi um maestro, compositor, diretor de teatro e ensaísta alemão, primeiramente conhecido por suas óperas (ou "dramas musicais", como ele posteriormente chamou). As composições de Wagner, particularmente essas do fim do período, são notáveis por suas texturas complexas, harmonias ricas e orquestração, e o elaborado uso de Leitmotiv: temas musicais associados com caráter individual, lugares, ideias ou outros elementos. Por não gostar da maioria das outras óperas de compositores, Wagner escreveu simultaneamente a música e libreto, para todos os seus trabalhos.

Deus está morto! Deus permanece morto! E quem o matou fomos nós! Como haveremos de nos consolar, nós os algozes dos algozes? O que o mundo possuiu, até agora, de mais sagrado e mais poderoso sucumbiu exangue aos golpes das nossas lâminas. Quem nos limpará desse sangue? Qual a água que nos lavará? Que solenidades de desagravo, que jogos sagrados haveremos de inventar? A grandiosidade deste ato não será demasiada para nós? Não teremos de nos tornar nós próprios deuses, para parecermos apenas dignos dele? Nunca existiu ato mais grandioso, e, quem quer que nasça depois de nós, passará a fazer parte, mercê deste ato, de uma história superior a toda a história até hoje!”.

(NIETZSCHE, Friedrich. A Gaia Ciência, §125.)

FIP/MAGSUL – FACULDADES INTEGRADAS DE PONTA PORÃ CURSO DE DIREITO – INTRODUÇÃO AO ESTUDO DO DIREITO I – IED (1º Semestre) Professor: Ricardo Soares Sanches

Anderson Silveira Brites Acadêmico

Conceito: Friedrich Wilhelm Nietzsche

INTRODUÇÃO AO ESTUDO DO DIREITO I – IED

Ponta Porã – MS 20 de Março de 2013

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