atlas de histologia

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(Parte 2 de 4)

Texto - A Preparação de Lâminas Histológicas: Fixação e Coloração

Texto - As Fibras Relação de Lâminas

Atlas Eletrônico de Histologia Lâmina 08

Lâmina 08 - ESTÔMAGO PAS c/ Hematoxilina

O PAS é um tipo de coloração que evidencia compostos glicídicos (substâncias PAS+). No estômago, ele cora de púrpura as mucoproteínas secretadas pelo epitélio de revestimento da mucosa gástrica (fotos). Este epitélio é classificado como epitélio de revestimento prismático simples e é formado exclusivamente por células secretoras (Geneser, 1987).

•Lâmina 34 - ESTÔMAGO HE

Texto - O Tecido Epitelial de Revestimento Relação de Lâminas

Atlas Eletrônico de Histologia Lâmina 10

Lâmina 10 - MASTÓCITOS Fucsina-Resorcina

Os mastócitos têm importância fundamental na defesa do nosso organismo.

Eles estão estrategicamente localizados nas vizinhanças de vasos sangüíneos do tecido conjuntivo, onde combatem antígenos que porventura penetrem na circulação através de líquido tecidual ou de descontinuidades epiteliais. Os mastócitos funcionam como "sentinelas", uma vez que possuem alta sensibilidade, com IgE específicos de antígenos que já apareceram no corpo. Quando estes antígenos reaparecem, e são percebidos através de seu IgE específico, provocam a liberação de mediadores químicos situados em vesículas dentro dos mastócitos. Esta é a base da reação inflamatória.

Os grânulos dos mastócitos contém importantes substâncias de função fisiológica e farmacológica. Entre elas, cita-se a heparina, a histamina e a serotonina.

A heparina representa 30% do conteúdo total do mastócito. É uma glicosilaminoglicana sulfatada e, por isso, apresenta metacromasia (ver o texto A Preparação de Lâminas Histológicas: Fixação e Coloração). Ela possui a capacidade de impedir a coagulação sangüínea, inibindo a agregação das plaquetas.

A histamina compõe mais de 10% do conteúdo total do mastócito. Ela é uma amina derivada do aminoácido histidina e tem um profundo efeito sobre a musculatura lisa visceral, contraindo-a. Entre as paredes de células epiteliais que não estão unidas por junções de oclusão, a histamina separa as membranas, causando vazamento de plasma.

A serotonina é uma amina derivada do aminoácido triptofano. Assim como a histamina, a serotonina também possui propriedades vaso-ativas. A serotonina está presente apenas nos mastócitos de certas espécies, como o rato e o camundongo.

No homem, ela se localiza nas plaquetas.

Os mastócitos são responsáveis ainda pela liberação de dois outros mediadores químicos da anafilaxia. Um destes mediadores possui ação semelhante à da histamina, porém sua atuação nos músculos lisos e, conseqüentemente, na permeabilidade vascular é mais lenta. Este mediador é conhecido como SRS-A (slow-reacting substance of anaphylaxis). O outro mediador é responsável pela atração dos eosinófilos ao local da inflamação. É, portanto, um agente quimiotáxico, conhecido como ECF-A (eosinophil chemotactic factor of anaphylaxis).

Devem-se observar os mastócitos com núcleo em negativo, granulações de heparina, fibras elásticas (finas) e fibras colágenas (grossas).

Texto - O Tecido Conjuntivo

Texto - As Fibras Relação de Lâminas

Atlas Eletrônico de Histologia Lâmina 1

Lâmina 1 - HISTIÓCITOS (pele injetada) HE

Esta lâmina evidencia os histiócitos, que são macrófagos fixos. Para a visualização dos histiócitos, o animal recebe injeções de tinta da China, que é por eles fagocitada. O que se vê corado nas lâminas é, portanto, tinta da China fagocitada pelos histiócitos. O mesmo método é utilizado na Lâmina 46 - FÍGADO DE COELHO inj. vasc. HE para a visualização da células de Kupffer. Consulte o texto O Tecido Conjuntivo para aprender mais sobre os principais tipos de células constituintes desse tecido.

Texto - O Tecido Conjuntivo Relação de Lâminas

Atlas Eletrônico de Histologia Lâmina 12

Lâmina 12 - CARTILAGEM ELÁSTICA HE

A cartilagem elástica pode ser encontrada no pavilhão auditivo, no conduto auditivo externo, na trompa de Eustáquio, na epiglote e na cartilagem cuneiforme da laringe.

Este tipo de cartilagem é muito semelhante à cartilagem hialina (lâmina 14).

A principal diferença é que seus condrócitos sintetizam, além de fibras colágenas e substância intercelular amorfa, fibras elásticas. As fibras elásticas são responsáveis pela grande elasticidade da epiglote e do pavilhão auditivo.

Na foto podem ser observados traços das fibras elásticas na matriz amorfa, condroblastos, condrócitos e o pericôndrio com suas duas zonas (fibrosa e condrogênica),

lâmina 13 ( CARTILAGEM ELÁSTICA Orceína )

A cartilagem elástica também pode ser observada pela coloração Orceína na

Texto - As Cartilagens

Texto - As Fibras Relação de Lâminas

Atlas Eletrônico de Histologia Lâmina 13

Lâmina 13 - CARTILAGEM ELÁSTICA Orceína

A Orceína é um tipo de coloração que evidencia as fibras elásticas, presentes em grande quantidade na cartilagem elática, juntamente com fibras colágenas. A Orceína cora as fibras elásticas de vermelho-escuro, e podem ser vistas também na túnica muscular das artérias elásticas (ver Lâmina 90 - ARTÉRIA ELÁSTICA Orceína ).

•Lâmina 12 - CARTILAGEM ELÁSTICA HE

Texto - As Cartilagens

Texto - As Fibras Relação de Lâminas

Atlas Eletrônico de Histologia Lâmina 14

Lâmina 14 - CARTILAGEM HIALINA HE

A cartilagem hialina é a variedade mais encontrada no nosso corpo e, portanto, a mais estudada. É encontrada no disco epifisário, permitindo o crescimento longitudinal dos ossos. Neste disco, a cartilagem hialina apresenta os condrócitos dispostos em fileiras ou colunas paralelas, comumente recebendo a designação de cartilagem seriada.

Os principais locais onde a cartilagem hialina é encontrada no adulto são: fossas nasais, traquéia e brônquios, extremidade ventral das costelas e recobrindo a superfície dos ossos longos.

A matriz da catilagem hialina contém fibrilas de colágeno tipo I imersas em substância fundamental amorfa. As fibrilas de colágeno não podem ser visualizadas em preparados comuns, pois , além de possuírem reduzidas dimensões, seu índice de refração é muito semelhante ao da substância amorfa.

A parte amorfa da matriz é composta por macromoléculas de proteoglicanas.

As proteoglicanas consistem em uma parte central, protéica, de onde se irradiam as moléculas de glicosaminoglicanas (condroitina 4-sulfato, condroitina 6-sulfato, queratossulfato). O ácido hialurônico é outra glicosaminoglicana presente na matriz, porém esta é uma molécula muito grande, que integra várias proteoglicanas.

Em torno dos condrócitos, a matriz torna-se pobre em colágeno. Estas zonas, ricas em proteoglicanas, são metacromáticas, basófilas e se coram mais intensamente pela técnica PAS.

De acordo com sua localização no tecido cartilaginoso, os condrócitos apresentam formas diversas. Assim, na periferia da cartilagem eles possuem forma elíptica, com o maior eixo paralelo à superfície. Já na parte central da cartilagem, os condrócitos são arredondados, formando grupos de até oito células originadas de um único condroblasto por divisão mitótica. Devido a sua origem comum, estes agrupamentos de condrócitos são chamados de grupos isógenos.

Na lâmina podem-se observar vários grupos isógenos. O processo histológico provoca retração dos condrócitos e da matriz, permitindo a observação das lacunas em que os grupos isógenos se encontram. In vivo, estas lacunas não podem ser visualizadas.

Com exceção da cartilagem fibrosa, que se localiza revestindo as articulações (cartilagem articular), todas as demais cartilagens possuem um revestimento de tecido conjuntivo conhecido como pericôndrio (do grego peri, ao redor de, e chondros, cartilagem), que é essencial para a preservação dos condrócitos, pois é nesta camada que os condrócitos se originam. O pericôndrio também é responsável pela nutrição da cartilagem, por sua oxigenação e pela eliminação de refugos metabólicos, pois nele se encontram os vasos sangüíneos e linfáticos que não estão presentes na cartilagem.

O pericôndrio possui duas camadas: fibrosa e condrogênica. A camada profunda é chamada condrogênica e possui células arredondadas que, por mitose, originarão os condrócitos. Esta camada é responsável pelo crescimento aposicional da cartilagem. A camada superficial do pericôndrio é composta por tecido cojuntivo denso regularmente disposto, fibrócitos, fibroblastos e fibras colágenas

A maior parte do crescimento do tecido cartilaginoso durante a vida pós-natal ocorre por aposição de novas células a partir da camada mais profunda do pericôndrio (camada condrogênica). Nas primeiras fases da vida da cartilagem pode ocorrer a divisão de células que se encontram na parte central da cartilagem. Este tipo de crescimento é conhecido como crescimento intersticial, e se torna inviável com o passar do tempo porque a matriz da cartilagem torna-se mais rígida.

Nas preparações em HE, a coloração é devida principalmente aos glicosaminoglicanos sulfatados das proteoglicanas. A zona ao redor das lacunas, como já foi dito, é rica em proteoglicanas e pobre em colágenos, corando-se mais intensamente pela hematoxilina.. Com o azul-de-toluidina, as glicosaminoglicanas coram-se de vermelho, pois são metacromáticas. O PAS cora as estruturas glicoprotéicas da matriz.

Para conhecer mais os outros tipos de cartilagens, consulte o texto As Cartilagens.

Texto - As Cartilagens

Texto - As Fibras Relação de Lâminas

Atlas Eletrônico de Histologia Lâmina 15

Lâmina 15 - CARTILAGEM FIBROSA HE

A cartilagem fibrosa ou fibrocartilagem é um tipo de cartilagem cuja matriz é formada por colágeno tipo I e I (com predomínio do tipo I), o que a torna acidófila. Trata-se de um tecido de transição entre o conjuntivo denso (tendões - lâmina 95) e a cartilagem hialina - lâmina 14. Encontra-se nos discos intervertebrais e na sínfise púbica, onde o seu limite com o conjuntivo denso não está bem definido (Junqueira, 1990). Se caracteriza por não possuir pericôndrio e apresentar os condrócitos formando fileiras alongadas. A cartilagem fibrosa costuma aparecer com algumas estriações mais coradas que são conseqüência de falhas na preparação das lâminas.

Texto - As Cartilagens

Texto - As Fibras Relação de Lâminas

Atlas Eletrônico de Histologia Lâmina 16

Lâmina 16 - OSSO COMPACTO DESGASTADO

Nesta lâmina podemos observar o tipo de osso mais encontrado no adulto. O osso secundário, também chamado delamelar ou haversiano, apresenta-se formado pelos mesmos componentes do tecido ósseo primário. A diferença para o tecido ósseo primário é a organização das fibras colágenas em lamelas, cuja espessura varia de 3 a 7 µm e que se orientam concentricamente ao redor de canais com vasos, formando os sistemas de Havers (osteons).

Os canais de Havers comunicam-se entre si, com a cavidade medular e com a superfície externa do osso por meio de canais transversais ou oblíquos, denominados canais de Volkmann, que atravessam as lamelas ósseas. Todos esses canais se formam quando a matriz óssea se forma ao redor de canais preexistentes.

Na diáfise óssea, as lamelas arranjam-se de modo a formar quatro sistemas distintos. Um deles é o sistema de Havers, já apresentado anteriormente. Os outros são: sistema circunferencial externo, sistema circunferencial interno e sistema intermediário. Os sistemas circunferenciais interno e externo são formados por lamelas paralelas entre si.. Localizam-se, respectivamente, em torno do canal medular do osso e próximo do periósteo.

Texto - O Tecido Ósseo Relação de Lâminas

Atlas Eletrônico de Histologia Lâmina 17

Lâmina 17 - OSSO CHATO DESCALCIFICADO

A descalcificação é um dos métodos específicos para a visualização do tecido ósseo. O tecido é primeiramente fixado com um fixador histológico comum e depois mergulhado em solução diluída de ácido nítrico. Com a descalcificação, o osso amolece e, se for comprido suficiente, é possível até mesmo se dar um nó nele. Depois, é preparado em lâminas da mesma forma que são preparados os outros tecidos moles.

Na foto podem ser observados os osteoclastos, células multinucleadas que fazem a reabsorção do tecido ósseo, e os osteócitos, células adultas do tecido ósseo.

Texto - O Tecido Ósseo Relação de Lâminas

Atlas Eletrônico de Histologia Lâmina 18

Lâmina 18 - EPÍFISE ÓSSEA HE

A cartilagem epifisária localiza-se entre o tecido ósseo das epífises e o da diáfise. Distinguem-se na epífise óssea 5 zonas, que são, a partir da porção epifisária:

1.Zona de cartilagem em repouso: existe a cartilagem hialina sem qualquer alteração morfológica.

2.Zona de cartilagem seriada ou de multiplicação: formam-se fileiras ou colunas paralelas resultantes da divisão acelerada dos condrócitos.

3.Zona de cartilagem hipertrófica: nesta zona os condrócitos estão muito volumosos, com citoplasma rico em glicogênio.

4.Zona de cartilagem calcificada: ocorre a mineralização dos delgados tabiques de matriz cartilaginosa e a morte dos condrócitos.

5.Zona de ossificação: nesta zona, os capilares sangüíneos e células indiferenciadas originadas por divisão mitótica de células provenientes do periósteo invadem as cavidades deixadas pelos condrócitos mortos. Destas células indiferenciadas formam-se os osteoblastos. Eles localizam-se sobre os restos da matriz cartilaginosa calcificada e sobre os tabiques desta, depositam a matriz óssea. Alguns destes osteoblastos são aprisionados pela matriz óssea, transformando-se em osteócitos. Denominam-se espículas ósseas as estruturas formadas por uma parte central cartilaginosa e uma parte periférica de tecido ósseo primário.

Texto - O Tecido Ósseo Texto - As Cartilagens Relação de Lâminas

Atlas Eletrônico de Histologia Lâmina 2

Lâmina 2 - TEC. MUSC. LISO, ESTRIADO ESQUELÉTICO E CARDÍACO

Nesta lâmina estão agrupados os três tipos de tecidos musculares: na foto 1, o tecido muscular liso (encontrado também nas lâminas de vísceras); na foto 2, o tecido muscular estriado esquelético (ver também lâmina 30 - LÍNGUA HE - foto 3 ); e na foto 3, o tecido muscular cardíaco (ver também Lâmina 86 - CORAÇÃO HE ).

As células musculares lisas se confundem com as cardíacas. Ambas são bastante acidófilas (se coram de vermelho), mas as cardíacas possuem estrias e discos intercalares, que as lisas não têm (para a melhor visualização das estrias e dos discos intercalares recomenda-se diminuir a intensidade da iluminação do microscópio). Ambas possuem os núcleos localizados no centro da célula, ao contrário da célula muscular estriada esquelética, onde o núcleo se localiza sempre na periferia. As células musculares lisas formam feixes bem definidos; já os feixes formados pelas células estriadas não são tão nítidos.

No músculo cardíaco, devem-se notar as fibras de Purkinje, responsáveis pelo controle do ritmo cardíaco (ver foto 1 da lâmina 86 - CORAÇÃO HE ) e os discos intercalares, formados por segmentos que se unem como degraus de uma escada (foto 2 da lâmina 86 - CORAÇÃO HE ).

Texto - O Tecido Muscular Relação de Lâminas

Atlas Eletrônico de Histologia Lâmina 23

Lâmina 23 - GÂNGLIO LINFÁTICO DRH

Os gânglios linfáticos também são denominados linfonodos e encontram-se espalhados pelo corpo. A linfa, antes de desembocar no sistema venoso, atravessa pelo menos um linfonodo. Os linfonodos contêm células especializadas na fagocitose de antígenos no nosso organismo. Durante o combate imunológico, os linfonodos comumente aumentam de tamanho e se tornam palpáveis.

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