atlas de histologia

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(Parte 3 de 4)

Os linfonodos podem ser divididos em parênquima e estroma. O estroma é composto por tecido conjuntivo e envolve o parênquima, emitindo trabéculas para seu interior e dividindo-o em septos. A coloração de Del Rio Hortega (DRH) evidencia as fibras reticulares quem constituem o estroma, devido a tonalidade de preto assumida por elas.

Outras lâminas DRH:

•Lâmina 25 - BAÇO DRH •Lâmina 80 - CEREBELO (impregnação - DRH)

Texto - As Fibras Relação de Lâminas

Atlas Eletrônico de Histologia Lâmina 25

Lâmina 25 - BAÇO DRH

A principal estrutura a ser observada nesta lâmina são as fibras reticulares, que existem em grande quantidade no baço, sendo fortemente coradas pelo DRH com uma tonalidade amarronzada.

Embora a foto acima seja de gânglio linfático DRH, ela serve perfeitamente para mostrar as fibras reticulares.

Outras lâminas DRH:

•Lâmina 23 - GÂNGLIO LINFÁTICO DRH •Lâmina 80 - CEREBELO (impregnação - DRH)

Texto - As Fibras Relação de Lâminas

Atlas Eletrônico de Histologia Lâmina 30

Lâmina 30 - LÍNGUA HE

Nesta lâmina podem-se observar vários feixes de fibras musculares estriadas esqueléticas dispostas em três planos, que entrecruzam-se. Na foto 1 aparecem feixes cortados horizontalmente e na foto 3, verticalmente. A língua é um órgão muscular e possui também funções relacionadas com a percepção de estímulos gustativos. Entre os feixes musculares, há grande abundância de tecido conjuntivo.

A mucosa da língua é formado por epitélio de revestimento estratificado pavimentoso (foto4). A superfície inferior da língua é delgada e lisa, enquanto a superfície superior é irregular, devido à presença de papilas (foto 2). Estas papilas diferenciam-se em três tipos: circunvaladas (valadas), filiformes e fungiformes.

Papilas circunvaladas: encontram-se distribuídas no sulco em forma de "V" que divide a língua em corpo e raiz. Têm forma circular, com a base mais estreita que o ápice. Há um espaço entre a papila e a zona circundante que é preenchido por secreção proveniente de glândulas que se localizam profundamente na papila.

Papilas filiformes: é o tipo de papila mais freqüente na superfície da língua.

Têm formato cônico e estreito e são relativamente elevadas. A alta concentração deste tipo de papilas permite que a língua possua uma textura extremamente áspera, facilitando a captação de alimentos durante a lambedura.

Papilas fungiformes: não estão presentes em grande quantidade como as papilas filiformes. Podem estar mais concentradas em certas áreas da língua. O ápice desta papila é arredondado. Da papila primária podem-se perceber pequenas projeções em direção ao epitélio de revestimento lingual, conhecidas como papilas secundárias.

Os receptores gustativos da língua encontram-se nas papilas fungiformes e circunvaladas, protegidos por estruturas denominadas botões gustativos. Estes receptores estão mais concentrados nas zonas ao redor das papilas circunvaladas.

A inervação aferente (sensitiva) dos 2/3 anteriores ao "V" lingual é dada pelo intermédio de Wrisberg do nervo facial (VII par craniano). A porção que se encontra atrás do "V" lingual é inervada pelo nervo glossofaríngeo (XI par craniano).

A inervação eferente (motora) dos músculos intrínsecos da língua é dada pelo nervo hipoglosso (XII par craniano).

•Lâmina 31 - LÍNGUA MALLORY

Texto - O Tecido Muscular Relação de Lâminas

Atlas Eletrônico de Histologia Lâmina 31

Lâmina 31 - LÍNGUA MALLORY

A principal diferença entre a lâmina 30 ( LÍNGUA HE) e esta lâmina 31 (LÍNGUA MALORY), é que nesta a coloração Malory evidencia as fibras colágenas. Assim como na coloração HE, aqui também é possível observar o epitélio estratificado pavimentoso, o tecido conjuntivo frouxo comum e as fibrocélulas musculares estridas esqueléticas.

•Lâmina 30 - LÍNGUA HE

Texto - As Fibras

Texto - O Tecido Muscular Relação de Lâminas

Atlas Eletrônico de Histologia Lâmina 32

Lâmina 32 - ESÔFAGO E PILORO HE

O esôfago é uma estrutura tubular do trato digestivo. Através dele, os alimentos deglutidos passam para o estômago, onde ocorrerá o processo da digestão química, onde atuam diversas substâncias. Para se proteger dessas substâncias, o epitélio esofágico é dotado de várias camadas que necessitam de constante renovação. Essa renovação celular ocorre devido às mitoses das células epiteliais basais. Este tipo de epitélio é classificado, portanto, de epitélio de revestimento estratificado pavimentoso não-queratinizado. Em certos animais, pode ocorrer uma camada de queratina para maior proteção.

Na submucosa do esôfago podem ser visualizadas as glândulas esofágicas, que não se coram muito pelo HE. As fotos 2 e 3 mostram uma glândula esofágica e seu ducto em dois diferentes aumentos (32X e 100X).

Depois da submucosa há a camada muscular. Durante todo o percurso do esôfago, ocorre uma substituição gradual no tipo de músculo que compõe esta camada. Inicialmente, no terço superior, há praticamente músculo estriado. No terço médio, já é possível observar razoáveis quantidades de músculo liso, que irão substituir o músculo esquelético. No terço inferior, finalmente, a quantidade de músculo liso é muito maior que a quantidade de músculo esquelético.

É importante salientar que o músculo esquelético do terço superior do esôfago não está sob nosso controle voluntário, visto que o movimento de deglutição é voluntário apenas nos seus estágios iniciais.

Revestindo externamente o esôfago, há uma camada composta por tecido conjuntivo, que é responsável por unir esta estrutura a outros órgãos. Esta camada denomina-se adventícia.

O piloro constitui a porção do estômago que se comunica com o duodeno através do esfincter pilórico. Sua mucosa é constituída por epitélio semelhante ao do estômago, pois o piloro é uma porção desse órgão. Portanto, seu epitélio é classificado como epitélio de revestimento simples prismático. As fotos 4 e 5 mostram o epitélio pilórico com aumentos de 32X e 100X, respectivamente.

Texto - O Tecido Epitelial de Revestimento Relação de Lâminas

Atlas Eletrônico de Histologia Lâmina 34

Lâmina 34 - ESTÔMAGO HE

O estômago é uma estrutura dilatada do tubo digestivo cuja principal função é a liquefação do bolo alimentar (formação do quimo) e a digestão de determinados alimentos. Tem reduzida capacidade absortiva, restrita a água, sais, álcool e certas drogas.

O epitélio de revestimento do estômago é classificado como epitélio de revestimento simples prismático produtor de muco. Na mucosa gástrica, não existem células caliciformes. A produção do muco protetor é efetuada pelas células mucosas. Este muco pode ser evidenciado pela coloração PAS na lâmina 08 - ESTÔMAGO PAS.

A superfície do estômago invagina-se, formando fossetas gástricas. No fundo destas fossetas, abrem-se glândulas cujo nome está relacionado com a região do estômago a que elas pertencem. As quatro regiões do estômago são: cárdia, corpo, fundo e piloro. Histologicamente, não há diferenças entre a região do corpo e a região do fundo. Portanto, no estômago, distinguem-se apenas três tipos de glândulas, ao invés de quatro. São elas:

Glândulas fúndicas: localizadas na região fúndica e no corpo do estômago.

Glândulas cárdicas: localizadas na região cárdica do estômago e na porção inferior do esôfago (neste local, estas glândulas são denominadas glândulas cárdicas esofágicas). As glândulas cárdicas são tubulares, podendo ser ramificadas ou não-ramificadas, e possuem freqüentemente a porção terminal enovelada. Produz secreção mucosa.

Glândulas pilóricas: localizam-se na região pilórica do estômago.

Mais externamente, existem duas ou mais camadas de músculo liso que, ao se contrairem, ajudam na expulsão do material produzido pelas glândulas.

Texto - O Tecido Epitelial de Revestimento

Texto - As Glândulas: Tecido Epitelial Glandular Relação de Lâminas

Atlas Eletrônico de Histologia Lâmina 35

Lâmina 35 - DUODENO HE

O duodeno é primeira porção do intestino delgado. Assim como no restante do aparelho digestivo, há presença de epitélio de revestimento prismático simples com células caliciformes produtoras de muco (ver a foto 2 da lâmina 37 - INTESTINO GROSSO). No duodeno, também costumam estar presentes as glândulas de Brunner, um tipo de glândula composta.

As fotos 1 e 2 mostram o epitélio e as glândulas de Brunner em 32X e 100X, respectivamente. A foto 3 mostra várias glândulas de Brunner isoladas.

Texto - O Tecido Epitelial de Revestimento

Texto - As Glândulas: Tecido Epitelial Glandular Relação de Lâminas

Atlas Eletrônico de Histologia Lâmina 36

Lâmina 36 - JEJUNO-ÍLEO HE

O epitélio do jejuno e do íleo, assim como o da maior parte do tubo digestivo é do tipo simples prismático com células caliciformes (ver a foto 2 da lâmina 37 - INTESTINO GROSSO HE). Esse epitélio reveste os vilos, expansões da mucosa intestinal que têm o objetivo de aumentar a superfície de absorção dos alimentos.

No jejuno-íleo também estão presentes as glândulas de Lieberkühn, constituídas de epitélio glandular exócrino tubular simples. Elas aparecem como estrturas ocas, redondas ou alongadas, dependendo da direção do corte, forradas por um epitélio semelhante ao da luz intestinal.

As glândulas de Lieberkühn e o epitélio prismático simples podem ser observados na foto 1 em 32X, e na foto 2 em 100X.

Texto - O Tecido Epitelial de Revestimento

Texto - As Glândulas: Tecido Epitelial Glandular Relação de Lâminas

Atlas Eletrônico de Histologia Lâmina 37

Lâmina 37 - INTESTINO GROSSO HE

O intestino grosso é revestido de epitélio prismático simples com células caliciformes (foto 2). Na mucosa do intestino grosso existem as glândulas de Lieberkühn, constituídas de epitélio glandular exócrino tubular simples.

Na foto 1 estão bem visíveis os feixes de fibrocélulas lisas que circundam a mucosa intestinal.

Texto - O Tecido Epitelial de Revestimento

Texto - As Glândulas: Tecido Epitelial Glandular Relação de Lâminas

Atlas Eletrônico de Histologia Lâmina 38

Lâmina 38 - INTESTINO GROSSO Goldner

A coloração de Goldner permite a visualização das fibras colágenas, que se destacam por corarem-se intensamente de verde. Elas são o componente fibroso mais abundante da submucosa intestinal, que se localiza sob a mucosa intestinal. Esta submocosa é composta por tecido conjuntivo frouxo comum.

Aqui também são visíveis as inúmeras células caliciformes do epitélio intestinal.

Texto - O Tecido Epitelial de Revestimento

Texto - O Tecido Conjuntivo Relação de Lâminas

Atlas Eletrônico de Histologia Lâmina 41

Lâmina 41 - SUBLINGUAL HE

Nesta lâmina podemos visualizar os ácinos mistos da glândula salivar sublingual. Os ácinos da glândula sublingual, embora mistos, possuem um predomínio de células mucosas, sendo, por isso, classificados como epitélio gândular exócrino acinar misto com predomínio de células mucosas. Por isso, a lâmina é fracamente corada pelo HE. Veja as principais diferenças entre as células acinares mucosas e serosas no texto As Glândulas: Tecido Epitelial Glandular.

Texto - As Glândulas: Tecido Epitelial Glandular Relação de Lâminas

Atlas Eletrônico de Histologia Lâmina 42

Lâmina 42 - SUBMANDIBULAR HE

Essa glândula, também denominada submaxilar, é classificada como epitélio glandular exócrino acinar misto com predomínio de ácinos serosos. Morfologicamente, essas glândulas são classificadas como glândulas compostas alveolares ou glândulas túbulo-alveolares.

Na glândula submandibular pode ser observado um ácino misto, formado por uma porção mucosa e uma porção serosa com forma semelhante a uma meia-lua. Este tipo de ácino é conhecido como capacete seroso de Gianuzzi.

A célula mucosa pode ser facilmente observada, pois seus grânulos de mucigênio não se coram pelo HE. O núcleo fica achatado contra a base da célula.

Ainda pode ser observado um sistema de ductos excretores bastante desenvolvido, encarregado de eliminar a saliva (foto 1).

Texto - As Glândulas: Tecido Epitelial Glandular Relação de Lâminas

Atlas Eletrônico de Histologia Lâmina 43

Lâmina 43 - SUBMANDIBULAR Mallory

A glândula salivar submandibular, ao contrário da sublingual, possui predomínio de células acinares serosas. Por esse motivo, seu epitélio é classificado como epitélio glandular exócrino acinar misto com predomínio de células serosas (veja o texto As Glândulas: Tecido Epitelial Glandular para aprender a diferenciar as células acinares mucosas e serosas).

A coloração Mallory permite a visualização das fibras colágenas, que aparecem coradas de verde.

Texto - As Glândulas: Tecido Epitelial Glandular Relação de Lâminas

Atlas Eletrônico de Histologia Lâmina 4

Lâmina 4 - PARÓTIDA HE

A glândula parótida faz parte das glândulas salivares maiores. É dividida em lóbulos por septos de tecido conjuntivo ricos em fibras colágenas. O tecido conjuntivo (estroma) contém linfócitos e plasmócitos. Estes últimos sintetizam imunoglobulinas do tipo A (IgA) que contribuem para a defesa da cavidade bucal contra microorganismos patogênicos.

O parênquima é composto pela unidade morfo-funcional da glândula, o adenômero. Este é constituído pelos seguintes componentes:

Ácinos: são compostos por células piramidais, basófilas, agrupadas em torno de uma luz central e revestidas por células mioepiteliais. O núcleo dessas células é esférico e localiza-se no pólo basal. O produto da secreção é seroso e fica acumulado em grânulos no pólo apical da célula.

Ductos intercalados: são a continuação da luz dos ácinos. Também possuem um revestimento de células mioepiteliais, que estão relacionadas com a movimentação do produto de secreção, pois possuem capacidade contrátil. Seu epitélio é classificado como epitélio simples cúbico baixo.

Ductos estriados: são formados por epitélio simples primático. Suas células apresentam mitocôndrias na porção basal.

Ductos excretores: são circundados por uma quantidade de tecido conjuntivo superior à dos outros ductos. São formados por epitélio pseudo-estratificado; porém, nas áreas em que os ductos se aproximam do epitélio oral, os ductos são constituídos por epitélio estratificado pavimentoso.

Texto - As Glândulas: Tecido Epitelial Glandular

Texto - O Tecido Epitelial de Revestimento Relação de Lâminas

Atlas Eletrônico de Histologia Lâmina 45

Lâmina 45 - FÍGADO DE PORCO HE

O Figado é dividido em diversos lóbulos. Cada lóbulo está cercado por uma linha não corada que é a região onde existia tecido adiposo, o qual é eliminado na fixação. No centro de cada lóbulo, existe a veia centro-lobular, para onde convergem diversos capilares chamados sinusóides. Por serem vasos, os sinusóides são revestidos internamente de endotélio, cujos núcleos aparecem de forma alongada e bem corados. Acompanhando os inusóides, estão os cordões de hepatócitos, que são as células típicas do fígado, possuindo núcleos grandes e menos corados que os endoteliais.

•Lâmina 46 - FÍGADO DE COELHO inj. vasc. HE .

Texto - O Tecido Epitelial de Revestimento

Texto - As Glândulas: Tecido Epitelial Glandular

Texto - Os Vasos: Artérias e Veias Relação de Lâminas

Atlas Eletrônico de Histologia Lâmina 46

Lâmina 46 - FÍGADO DE COELHO inj. vasc. HE

Nesta lâmina é possivel a visualização das células de Kupffer, um tipo especial de macrófago fixo que se localiza entre os hepatócitos. É injetado no animal vivo certa quantidade de uma tinta especial, denominada tinta da China. Essa tinta, que possui tonalidade preta, é fagocitada pelas células de Kupffer, permitindo a sua visualização.

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