Manual de Pavimentação

Manual de Pavimentação

(Parte 1 de 4)

MINISTRO DOS TRANSPORTES Dr. Odacir Klein

DIRETOR GERAL DO DNER Dr. Raimundo Tarcísio Delgado

DIRETOR DE DESENVOLVIMENTO TECNOLÓGICO Eng.º Paulo Cesar Lima

CHEFE DA DIVISÃO DE CAPACITAÇÃO TECNOLÓGICA Eng.º Ivan Conceição

Engº Salomão Pinto Engº Ernesto Preussler Engº Clauber Santos Campello Engº Henrique Alexis Ernesto Sanna

Engº Regis M. Rodrigues Engº João Menescal Fabrício Engº Alayr Malta Falcão Engº Arjuna Sierra

Engº Sílvio Figueiredo Mourão

(Departamento Nacional de Estradas de Rodagem)

Engº Henrique Wainer (Associação Brasileira de Normas Técnicas)

Engº Abner Ávila Ramos (Associação Brasileira de Consultores de Engenharia)

Engº Guioberto Vieira de Rezende

(Associação Brasileira de Normas Técnicas)

Engº Alberto Costa Mattos

(Departamento Nacional de Estradas de Rodagem)

Engº Paulo José Guedes Pereira

(Associação Brasileira de Normas Técnicas)

Engº Jorge Nicolau Pedro

(Departamento Nacional de Estradas de Rodagem)

Engº Galileo A. de Araújo

(Associação Brasileira de Normas Técnicas)

Engº Celito M. Brugnara

(Departamento Nacional de Estradas de Rodagem)

Engº Reynaldo Lobianco

(Associação Brasileira de Normas Técnicas)

Engº Gervásio Rateke

(Departamento Nacional de Estradas de Rodagem)

Engº Belmiro P. T. Ferreira

(Associação Brasileira de Normas Técnicas)

Econ. Nilza Mizutani (Associação Brasileira de Normas Técnicas)

PRIMEIRA EDIÇÃO ELABORADA EM 1960 POR:

Engº Rosendo de Souza Engº Hélio Melo Pinto Engº Aloísio Bello Gomes de Mattos Engº Henrique Alexis Ernesto Sanna Engº Guilherme Furtado Schmidt Engº Antônio Pimenta Engº Heretiano Zenaide Filho Engº Renato Ribeiro Alves Engº Jacques de Medina Engº Edmilson Tavares Lemos Engº Mário Kabalem Restom Engº Paulo Alvim Monteiro de Castro Engº João Maggioli Dantas Engº Ernesto Baron Engº Murilo Lopes de Souza Engº Washington Juarez de Brito Engº Paulo de Castro Benigno Engº Franscisco Assis Basílio Químico Raimundo Isalo Vieira Engº José de Arimathéa Machado Químico Paulo Baptista Rodrigues Engº Franscisco de Faria Vaz Engº Ruy Barbosa da Silva Engº Armando Martins Pereira Engº Rafael Gontijo de Assunção Engº Galileo Antenor de Araújo Engº Saul Birman Engº Francisco Bolivar Lobo Carneiro Química Wanda Trigo Loureiro Engº Gontran do Nascimento Maia

Brasil. Departamento Nacional de Estradas de Rodagem.

de Capacitação Tecnológica.
Manual de pavimentação. - 2 ed. - Rio de Janeiro,
1996.
320p. (IPR. Publ., 697).
1. Pavimentação - Manuais. I. Série. I. Título.

Diretoria de Desenvolvimento Tecnológico. Divisão CDD 625.80202

2ª edição

RIO DE JANEIRO 1996

DEPARTAMENTO NACIONAL DE ESTRADAS DE RODAGEM DIRETORIA DE DESENVOLVIMENTO TECNOLÓGICO DIVISÃO DE CAPACITAÇÃO TECNOLÓGICA Rodovia Presidente Dutra, km 163 - Centro Rodoviário 21240-0 - RIO DE JANEIRO - RJ Tel.: (021) 371 - 5888 Fax.: (021) 371 - 8133

TÍTULO: MANUAL DE PAVIMENTAÇÃO Primeira edição original: 1960

TEXTO REVISADO EM 1996 Revisão: DNER / ABNT Contrato DNER / ABNT PG-145/94-0

Aprovado pelo Conselho Administrativo do DNER em 13 de março de 1996, Resolução nº 24 / 96, Sessão nº CA / 10 / 96

Impresso no Brasil/Printed in Brazil

Os serviços de pavimentação a cargo do Departamento Nacional de Estradas de Rodagem apresentaram um grande impulso em sua realização, inclusive, com a criação do Instituto de Pesquisas Rodoviárias em 1957, quando houve um substancial aumento nas pesquisas sobre materiais e métodos de ensaio e procedimentos e no acervo normativo correspondente.

Como conseqüência dessa atividade e do esforço de um grupo seleto de técnicos e profissionais do DNER, surgiu em 1960 a primeira edição do Manual de Pavimentação, visando normalizar e uniformizar no âmbito da Autarquia, as especificações de serviços e as técnicas de construção referentes à pavimentação de rodovias, estabelecendo conceitos e definindo critérios a serem adotados para as diversas fases dos serviços.

Face ao tempo decorrido desde essa primeira impressão e, sobretudo, tendo em vista o progresso tecnológico que atingiu não só os equipamentos mas também os materiais empregados, tornou quase obrigatória a revisão do Manual para que fosse procedida a competente atualização a fim de atender aos objetivos de sua utilização.

Assim, o Manual de Pavimentação devidamente revisto e atualizado, é encaminhado ao meio rodoviário para que os técnicos e profissionais que labutam na atividade possam beneficiar-se de sua aplicação e que possamos caminhar para a necessária uniformização e normalização de métodos e procedimentos.

Solicita-se, pois, aos que utilizarem este Manual, que enviem sua contribuição através de sugestões e críticas para a Diretoria de Desenvolvimento Tecnológico-IPR, na Rodovia Presidente Dutra, km 163, Centro Rodoviário, Parada de Lucas, Rio de Janeiro, RJ, Cep. 21240-330, aos cuidados da Divisão de Capacitação Tecnológica.

Engº Paulo Cesar Lima Substituto do Diretor da DrDTc

SUMÁRIO
Capítulo 1 - INTRODUÇÃO13
Capítulo 2 - NORMAS E DOCUMENTOS DE CONSULTA17
Capítulo 3 - DEFINIÇÕES BÁSICAS25
Capítulo 4- INTERFERÊNCIAS COM O MEIO AMBIENTE27
4.1 - Generalidades27
4.2 - Estudo de Impacto Ambiental28
4.3 - Procedimentos Administrativos da AIA29
4.4 - Impactos Ambientais de Obras Rodoviárias32
PAVIMENTAÇÃO41
5.1 - Materiais Terrosos41
5.1.1 - Introdução41
5.1.2 - Origem dos Solos41
5.1.2.1 - Solos Residuais41
5.1.2.2 - Solos Transportados43
5.1.2.2.1 - Solos de Aluvião4
5.1.2.2.2 - Solos Orgânicos4
5.1.2.2.3 - Solos Coluviais45
5.1.2.2.4 - Solos Eólicos46
5.1.3 - Descrição dos Solos46
5.1.4 - Identificação dos Solos48

Capítulo 5- MATERIAIS INCORPORADOS ÀS OBRAS DE 5.1.5 - Propriedades Gerais dos Solos...........................................................49

5.1.5.1 - Forma das Partículas49
5.1.5.2 - Índices Físicos50
5.1.5.3 - Propriedades Físicas e Mecânicas53
5.1.6- Caracteristicas dos Solos...................................................................56
5.1.6.1 - Granulometria56
5.1.6.2 - Limites de Consistência60
5.1.6.3 - Índice de Grupo61
5.1.6.4 - Equivalente de Areia62
5.1.6.5 - Índice de Suporte Califórnia (Califórnia Bearing Ratio)62
5.1.7 - Compactação de Solos6
5.1.8 - Resiliência dos Solos73
5.1.8.1 - Fatores que Afetam o Módulo Resiliente dos Solos Granulares74
5.1.8.3 - Métodos de Ensaio (DNER-ME 131/94)78
5.1.9 - Classificação dos Solos79
5.1.9.1 - Classificação TRB80
5.1.9.2 - Sistema Unificado de Classificação de Solos82
5.1.9.3 - Gráfico de Plasticidade84
5.1.9.4 - Classificação MCT90
5.1.9.5 - Classificação Resiliente94
5.1.9.6 - Análise das Classificações96
5.2 - Materiais Pétreos102
5.2.1 - Definição102
5.2.2 - Classificação103

2 5.1.8.2 - Fatores que Afetam o Módulo Resiliente dos Solos Finos Coesivos. 76 5.2.3 - Características Tecnológicas ..............................................................106

5.2.3.1 - Conceituação106
5.2.3.2 - Determinação das Características Fundamentais107
5.2.3.2.1 - Agregado Graúdo107
5.2.3.2.2 - Agregado Miúdo115
5.2.3.2.3 - Material de Enchimento: Fíler117
5.3 - Materiais Betuminosos117
5.3.1 - Generalidades117
5.3.2 - Cimento Asfáltico117
5.3.3 - Asfalto Diluído118
5.3.4 - Emulsão Asfáltica118
5.3.5 - Alcatrão120
5.3.6 - Característica Organolépticas dos Materiais Betuminosos121
5.3.7 - Ensaios e Especificações122
5.3.7.1 - Cimento Asfáltico122
5.3.7.1.1 - Penetração122
5.3.7.1.2 - Espuma - Água122
5.3.7.1.3 - Densidade Relativa123
5.3.7.1.4 - Solubilidade - Teor de Betume123
5.3.7.1.5 - Ponto de Fulgor123
5.3.7.1.6 - Ductilidade124
5.3.7.1.7 - Ponto de Amolecimento124
5.3.7.1.8 - Índice de Suscetibilidade Térmica124
5.3.7.1.9 - Ensaio de Oliensis "Spot Test"126
5.3.7.1.10 - Efeito do Calor e do Ar - Perda por Aquecimento126
5.3.7.1.1 - Teor de Parafina126
5.3.7.2- Asfalto Diluído ...................................................................................132
5.3.7.2.1 - Água132
5.3.7.2.2 - Densidade Relativa135
5.3.7.2.3 - Destilação135
5.3.7.2.4 - Ponto de Fulgor135
5.3.7.2.5 - Viscosidade135
5.3.7.3- Emulsão Asfáltica...............................................................................138
5.3.7.3.1 - Carga da Partícula138
5.3.7.3.2 - Ensaio de pH138
5.3.7.3.3 - Peneiramento139
5.3.7.3.4 - Sedimentação139
5.3.7.3.5 - Viscosidade139
5.3.7.3.6 - Mistura com Fíler Silício-Ruptura139
5.3.7.3.7 - Destilação139
5.3.7.3.8 - Mistura com Cimento - Ruptura140
5.3.7.3.9 - Resistência à Água140
5.3.7.3 10 - Desemulsão141
5.3.7.4 - Alcatrão141
5.3.7.4.1 - Flutuação141
5.3.7.4.2 - Índice de Sulfonação141
5.3.7.4.3 - Viscosidade Engler142
5.3.7.4.4 - Ensaio de Água146
5.3.7.4.5 - Destilação146

4 5.3.7.4.6 - Ponto de Amolecimento .....................................................................146

5.3.7.4.7 - Solubilidade146
5.3.7.4.8 - Densidade Relativa146
Pavimentação146
5.4 - Materiais Diversos149
5.4.1 - Aglomerantes Hidráulicos149
5.4.1.1 - Cal Hidraúlica149
5.4.1.1.1 - Definição149
5.4.1.1.2 - Matérias-Primas e Fabricação149
5.4.1.1.3 - Especificações150
5.4.1.2 - Cimento Portland150
5.4.1.2.1 - Definições151
5.4.1.2.2 - Especificações152
5.4.2 - Aditivos para Concretos152
5.4.2.1 - Generalidades152
5.4.2.2 - Definição152
5.4.2.3 - Classificação e Finalidades152
5.4.2.3.1 - Aceleradores153
5.4.2.3.2 - Incorporadores de Ar153
5.4.2.3.3 - Materiais Pozolânicos154
5.4.2.3.4 - Retardadores154
5.4.2.3.5 - Plastificantes e Superplastificantes154
5.4.2.3.6 - Cinza Volante155
5.4.2.3.7 - Microssílica155

5.3.8 - Utilização dos Materiais Betuminosos em Serviços de 5.4.2.3.8 - Cloreto de Cálcio................................................................................155

5.4.2.3.9 - Água para os Concretos156
Capítulo 6 - MODALIDADES DE PAVIMENTOS157
6.1 - Generalidades157
6.2 - Classificação dos Pavimentos157
6.2.1 - Pavimento Flexível157
6.2.2 - Pavimento Rígido158
6.3 - Bases e Sub-Bases Flexíveis e Semi-Rígidos158
6.3.1 - Bases e Sub-Bases Granulares158
6.3.1.1 - Estabilização Granulométrica158
6.3.1.2 - Macadames Hidraúlico e Seco159
6.3.2 - Bases e Sub-Bases Estabilizadas (com aditivos)159
6.3.2.1 - Solo-Cimento159
6.3.2.2 - Solo Melhorado com Cimento159
6.3.2.3 - Solo-Cal159
6.3.2.4 - Solo Melhorado com Cal160
6.3.2.5 - Solo-Betume160
6.3.2.6 - Bases Betuminosas Diversas160
6.4 - Bases e Sub-Bases Rígidas160
6.5 - Revestimentos161
6.5.1 - Revestimentos Flexíveis Betuminosos161
6.5.1.1 - Revestimentos por Penetração161
6.5.1.1.1 - Revestimentos Betuminosos por Penetração Invertida162
6.5.1.1.2 - Revestimentos Betuminosos por Penetração Direta162
6.5.1.2 - Revestimentos por Mistura162

6 6.5.2 - Revestimentos Flexíveis por Calçamento..........................................163

6.5.3 - Alvenaria Poliédrica163
6.5.4 - Paralelepípedos163
6.5.5 - Revestimentos Rígidos164
Capítulo 7 - PROJETO EXECUTIVO165
7.1 - Considerações Gerais165
7.2 - Projeto Geométrico166
7.2.1 - Introdução166
7.2.2 - Elementos Geométricos166
7.2.3 - Seção Transversal do Pavimento167
7.2.4 - Relocação do Eixo168
7.2.5 - Nota de Serviço173
7.2.5.1 - Superlargura173
7.2.5.2 - Superelevação177
7.2.5.3 - Cálculo da Nota de Serviço179
7.2.6 - Caderneta - Tipo180
7.2.7 - Marcação no Campo183
7.3 - Projeto de Pavimentação185
7.3.1 - Estudo Geotécnico185
7.3.1.1 - Generalidades185
7.3.1.2 - Estudo do Subleito186
7.3.1.3 - Estudo das Ocorrências de Materiais para Pavimentação196
7.3.2 - Dimensionamento do Pavimento204
7.3.2.1 - Pavimento Flexível - Método do DNER204
7.3.2.2 - Pavimento Flexível - Método da Resiliência212
7.4 - Projeto de Drenagem220
7.4.1 - Generalidades220
7.4.2 - Sistema de Drenagem do Pavimento221
do Pavimento......................................................................................221
7.4.3.1 - Elementos de Projeto221

7.4.3 - Cálculos das Descargas de Contribuição para Projeto de Drenagem

dos Dispositivos de Drenagem e suas Respectivas Localizações.......2
7.4.3.2.1 - Sarjetas de Corte e Meio-Fio ou Banquetas de Aterro2
7.4.3.2.2 - Dreno Profundo e Dreno Subsuperficial227
7.4.4 - Dispositivos de Drenagem Padronizados234

7.4.3.2 - Cálculos das Descargas de Contribuição e Capacidades de Vazão

8.1 - Canteiro de Serviços235
8.1.1 - Canteiro Central235
8.1.2 - Laboratório236
8.1.3 - Almoxarifado236
8.1.4 - Oficina Mecânica236
8.1.5 - Ambulatório236
8.1.6 - Alojamentos237
8.1.7 - Cozinha e Refeitório237
8.1.8 - Área de Lazer237
8.1.9 - Canteiros Auxiliares237
8.2 - Instalações de Pedreira e Esquemas de Britagem237
8.2.1 - Introdução237
8.2.2 - Dimensionamento238

Capítulo 8 - CANTEIRO DE SERVIÇOS E INSTALAÇÕES INDUSTRIAIS...235 8.2.2.1 - Produção Horária Efetiva ...................................................................238

8.2.2.2 - Produção Horária Nominal238
8.2.2.3 - Balanço de Massas239
8.2.2.4 - Britagem Primária239
8.2.2.5 - Britagem Secundária240
8.2.2.6 - Britagem Terciária/Quaternária e Classificação Final241
8.3 - Exploração de Pedreira242
8.3.1 - Investigação242
8.3.2 - Plano de Ataque242
8.3.3 - Exploração243
8.4 - Usinas de Asfalto250
8.4.1 - Usina - Tambor Secador Misturador TSM - Drum Mixer258
8.5 - Usina de Solos266
Capítulo 9 - EQUIPAMENTOS271
9.1 - Generalidades271
9.2 - Manutenção do Equipamento272
9.3 - Operação do Equipamento273
9.4 - Produção dos Equipamentos273
9.5 - Constituição das Equipes273
Capítulo 10 - CONTROLE DE QUALIDADE275
10.1 - Considerações Gerais275
10.2 - Análise Estatística275
10.2.1 - Estimativa de Valores Máximos e Mínimos275
10.2.2 - Planos de Amostragem278
Capítulo 1 - RECEBIMENTO E OBSERVAÇÃO DE OBRAS281
1.1 - Introdução281
1.2 - Recebimento de Obra281
1.2.1 - Termo de Verificação281
1.2.2 - Condições de Aceitação281
1.2.3 - Termo de Recebimento Provisório281
Capítulo 12 - MANUTENÇÃO DO PAVIMENTO283
12.1 - Considerações Iniciais283
- Terminologia e Definições..............................................................283
12.2.1 - Terminologia Geral283
12.2.1.1 - Conservação284
12.2.1.2 - Remendos284
12.2.1.3 - Recuperação Superficial (Recargas)284
12.2.1.4 - Reforço Estrutural284
12.2.1.5 - Restauração284
12.2.1.6 - Melhoramentos285
12.2.1.7 - Ações Emergenciais285
12.2.1.8 - Serviços Eventuais285
12.2.2.1 - Pista de Rolamento e Acostamentos285
12.2.2.1.1 - Pavimentos Flexíveis e Semi-Rígidos285
12.2.2.2 - Drenagem Superficial e Profunda286
12.2.2.3 - Obras-de-Arte Correntes286

12.2 - Tarefas Típicas da Manutenção Rodoviária 12.2.2 - Principais Problemas Relacionados com a Manutenção Rodoviária.285 12.2.2.4 - Obras-de-Arte Especiais.....................................................................286

12.2.2.5 - Obra de Proteção do Corpo Estradal287
12.2.2.6 - Sinalização287
12.2.2.7 - Obras Complementares287
12.2.3 - Principais Atividades Típicas de Manutenção288
12.2.3.1 - Conservação Preventiva Periódica288
12.2.3.2 - Conservação Corretiva Rotineira289
12.2.3.3 - Remendos290
12.2.3.4 - Recuperações Superficiais (Recargas)291
12.2.3.5 - Reforço Estrutural292
12.2.3.6 - Reconstrução292
12.2.3.7 - Melhoramentos292
12.2.3.8 - Ações Emergenciais293
12.2.3.9 - Serviços Eventuais293
Capítulo 13 - ESTIMATIVA DE CUSTOS DAS OBRAS295
13.1 - Estudo Preliminar295
13.2 - Pesquisa de Mercado295
13.3 - Custos Diretos e Custos Indiretos298
13.3.1 - Custos Diretos298
13.3.1.1 - Custo Horário de Utilização de Equipamentos298
13.3.2 - Custos Indiretos300
13.4 - Produção das Equipes300
13.5 - Custo dos Transportes301
13.6 - Custo Unitário de Serviços303
13.6.1 - Custos Diretos303
13.6.1.2 - Custo Horário de Mão-de-Obra Suplementar305
13.6.1.3 - Custo Horário Total305
13.6.1.4 - Produção da Equipe305
13.6.1.5 - Custo Unitário de Execução305
13.6.1.6 - Custo Unitário de Material Suplementar305
13.6.1.7 - Custo Unitário de Transporte305
13.6.1.8 - Custo Direto Total305
13.6.2 - Custo Indireto (Bonificação)305
13.6.3 - Custo Unitário Total305
13.7 - Fluxograma Geral306
Capítulo 14 - REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS307
APÊNDICE309
A - Análise Mecanística309

Capítulo 1

1 - INTRODUÇÃO

1.1 - Objetivo

As obras de pavimentação rodoviária tiveram um grande incremento na segunda metade da década de 50, quando, fruto do intenso intercâmbio de técnicos do DNER, produziu-se uma grande transferência de tecnologia oriunda dos Estados Unidos da América do Norte.

Houve, em conseqüência,a necessidade de normalizar e uniformizar as especificações de serviços e as técnicas de construção, dando, pois, em função do esforço de um grupo de 42 Técnicos da Autarquia, origem à primeira versão do Manual de Pavimentação, em 1960, Manual esse que é, agora, objeto de revisão e atualização.

1.2 - Justificativa

Esse Manual foi amplamente utilizado ao longo do período, tendo em vista a realização de programas intensivos de pavimentação lançados em seguidos exercícios, propiciando, inclusive, a instalação de um parque industrial com empresas de construção altamente eficientes.

Ocorre que o progresso tecnológico presente ao longo desses anos, não só quantos aos materiais e técnicas de construção, mas também quanto aos equipamentos em uso, conduziu à deliberação da revisão e atualização do Manual de Pavimentação, que ora é submetida ao meio rodoviário.

O Manual de Pavimentação consta, basicamente, de 13 Capítulos, precedidos de uma Apresentação e Introdução (Capítulo 1), seguidos de dois Apêndices sobre Análise Mecanística e Reciclagem.

Capítulo 2 - NORMAS E DOCUMENTOS DE CONSULTA

São aqui relacionados os documentos normativos que, se necessário, devem ser objeto de consulta por parte dos usuários do Manual.

Capítulo 3 - DEFINIÇÕES BÁSICAS

Embora determinante o uso da Terminologia Rodoviária TER-268/94, em alguns capítulos são apresentadas as definições de vários termos para maior clareza de exposição.

Capítulo 4 - INTERFERÊNCIAS COM O MEIO AMBIENTE

Como o meio ambiente entende-se o espaço onde se desenvolvem as atividades humanas e a vida dos animais e sua poluição pode ser entendida como qualquer alteração das qualidades físicas, químicas ou biológicas que possam trazer prejuízos ou danos ao meio ambiente. Nesse contexto, enquadra-se as obras de pavimentação e assim o Capítulo apresenta todos os procedimentos técnicos-administrativos a adotar para garantia da inalterabilidade do meio ambiente.

Capítulo 5 - MATERIAIS INCORPORADOS ÀS OBRAS DE PAVIMENTAÇÃO

Esse Capítulo desenvolve de forma bastante extensa e didática todos os materiais de uso corrente nas obras de pavimentação, desde os materiais terrrosos e pétreos até os materiais betuminosos e aqueles outros que, também de uso freqüente, não se enquadram nos anteriormente citados.

Capítulo 6 - MODALIDADES DE PAVIMENTOS

Os pavimentos, classificados de um modo geral, em flexíveis e rígidos devem ser considerados como a superestrutura do sistema de revestimento das rodovias aí entendido o subleito. Dessa forma, o Capítulo apresenta os diversos tipos de pavimento existentes, as bases e sub-bases flexíveis e rígidas e vários tipos de revestimento conhecidos.

Capítulo 7 - PROJETO EXECUTIVO

Trata-se do Projeto de Engenharia em sua versão final que, em última análise, permite a visualização, o acompanhamento de sua elaboração, exame e aceitação e o acompanhamento da obra. O processo comporta três etapas, ou seja, Estudos Preliminares, Anteprojeto e Projeto Executivo, etapas essas que são detalhadas no Capítulo.

Capítulo 8 - CANTEIRO DE SERVIÇOS E INSTALAÇÕES INDUSTRIAIS

O Canteiro de Serviço definido com a disposição física das fontes de materiais, edificações e construções necessárias para concentrar a estrutura e o apoio logístico indispensáveis ao gerenciamento e à execução da obra e as instalações industriais, compreendendo as instalações de pedreira e de britagem, além das usinas de asfalto, são objeto deste Capítulo.

Capítulo 9 - EQUIPAMENTO

Os Serviços de Pavimentação face à sua natureza, variedade de soluções para as camadas que integram o pavimento e a magnitude dos quantitativos envolvidos exigem a execução mecânica dos serviços com a utilização de equipamentos pesados. O Capítulo mostra a adequação item-serviço-equipamentos e os detalhes de sua operação e manutenção.

Capítulo 10 - CONTROLE DA QUALIDADE

O Controle da Qualidade exercido para assegurar que a obra atenda às normas de qualidade mínimas apropriadas ao comportamento desejado, compreende dois tipos de controle, não estanques, que são o controle administrativo e o controle técnico, este através de laboratórios adequados, conjunto esse de atividades que é descrito em detalhes no capítulo.

Capítulo 1 - RECEBIMENTO E OBSERVAÇÕES DE OBRAS

Fornece o Capítulo uma breve informação sobre o que seja o recebimento de uma obra de pavimentação.

Capítulo 12 - MANUTENÇÃO DO PAVIMENTO

O objetivo maior do pavimento é atender adequadamente às funções básicas e, dessa forma, deverá ele ser concebido, projetado, construído e conservado de maneira a apresentar níveis de serventia compatíveis e homogêneos. Para um comportamento harmônico de todas as variáveis é fundamental, pois, um eficiente programa de manutenção do pavimento, que é o que o Capítulo se propõe a mostrar.

Capítulo 13 - ESTIMATIVA DE CUSTO DAS OBRAS

Dentro da programação integrando o Projeto executivo de pavimento, é imprescindível dispor de uma estimativa de custo das obras estabelecida dentro de um nível de precisão compatível. O Capítulo mostra a seqüência metodológica para a elaboração dessa estimativa de custo.

Capítulo 14 - REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

O Capítulo relaciona todas as publicações que foram consultadas quando da elaboração do Manual.

Apêndices

A - Análise Mecanística

Desenvolve o Capítulo o sistema analítico complementar ao método de dimensionamento do DNER.

B - Reciclagem

Trata-se do processo de recuperação de pavimentos, alternativa atraente face à economia na construção e ao reaproveitamento de materiais que proporciona. O Capítulo fornece as diversas técnicas normalmente usadas.

Capítulo 2

2 - NORMAS E DOCUMENTOS DE CONSULTA

Aos usuários do Manual de Pavimentação recomenda-se, se necessário, a consulta aos seguintes documentos:

Relação de Normas Vigentes no D.N.E.R.

Norma/AnoTipo da Norma ESPECIFICAÇÃO DE MATERIAL (EM)

EM 003/94Asfaltos diluídos tipo cura rápida EM 004/94Asfaltos diluídos tipo cura média EM 005/71Asfaltos diluídos tipo cura lenta EM 007/94Alcatrões para pavimentação EM 021/73Emulsões para lama asfáltica EM 037/94Agregado graúdo para concreto de cimento EM 038/94Agregado miúdo para concreto de cimento EM 140/94Emulsões asfálticas catiônicas EM 141/84Cimentos asfálticos de petróleo EM 204/87Cimentos asfálticos de petróleo ESPECIFICAÇÃO DE SERVIÇOS (ES)

ES 008/71Sub-base estabilizada granulometricamente ES 009/71Sub-base de solo melhorado com cimento ES 010/71Base estabilizada granulometricamente ES 011/71Base de solo melhorado com cimento ES 012/71Base de solo-cimento

Norma/AnoTipo da Norma

ES 014/71Imprimação ES 015/71Pintura de ligação ES 016/71Tratamento superficial simples ES 017/71Tratamento superficial duplo ES 018/71Tratamento superficial triplo

ES 019/71Tratamento superficial duplo com capa selante por penetração direta

ES 020/71Macadame betuminoso ES 021/71Areia - Asfalto a quente ES 022/86Concreto betuminoso usinado a quente ES 023/71Lama asfáltica ES 024/71Pavimento de concreto de cimento Portland ES 046/71Base de macadame hidraúlico

ES 047/74Base estabilizada granulometricamente com utilização de solos lateríticos

ES 048/74Subestabilizada granulometricamente com utilização de solos lateríticos

ES 105/80Pré-misturado a frio com emulsão asfáltica ES 106/80Pré-misturado tipo macadame

ES 128/83Levantamento de condições de superfície de testemunha de rodovias de pavimentos flexíveis ou semi-rígidos p/pavimentos a nível de rede

ES 169/86Controle de qualidade de levantamento da condição de superfície de pavimento flexível ou semi-rígido p/gerência de pavimento a nível de rede

ES 187/87Concreto asfáltico reciclado "in situ": Procedimento A ES 188/87Concreto asfáltico reciclado "in situ": Procedimento B Norma/AnoTipo da Norma

ES 189/87Concreto asfáltico reciclado em usina fixa

IE 002/94Tomada de amostras de misturas betuminosas

IE 004/94Solos coesivos - determinação da compressão simples de amostras indeformadas

IE 005/94Solos - adensamento MÉTODO DE ENSAIO (ME)

ME 001/94Material asfáltico - determinação do efeito do calor e do método da película delgada

ME 002/94Emulsão asfáltica - Carga da partícula ME 003/94Materiais betuminosos - determinação da penetração

ME 004/94Materiais betuminosos - determinação da viscosidade Saybolt-Furol a alta temperatura

ME 005/94Emulsão asfáltica - determinação da peneiração ME 006/94Emulsão asfáltica - determinação da sedimentação

ME 007/94Emulsão asfáltica - determinação da ruptura - método da mistura com cimento

ME 008/94Emulsão asfáltica - determinação da ruptura - método de mistura com filer silícico

ME 010/94Cimentos asfálticos de petróleo - determinação do teor de betume

ME 012/94 Asfalto diluído - destilação

ME 024/94Pavimento - determinação das deflexões pela Viga Benkelman

ME 035/94Agregados - determinação da abrasão "Los Angeles"

Norma/AnoTipo da Norma

ME 039/94Pavimento - determinação das deflexões pelo Dynaflect

ME 041/94Solos - preparação de amostras para ensaios de caracterização

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