Apostila9

Apostila9

(Parte 3 de 8)

• Cobertor;

• Sobrelençol;

• Lençol móvel;

• Impermeável;

• Lençol;

• Dobrar as roupas de cama na seguinte seqüência:

• Duas vezes no sentido da largura, uma vez no sentido do comprimento, colocando na cadeira as peças com as pontas laterais voltadas para o lado do leito:

• O cobertor é optativo na arrumação do leito;

• Ao levantar o lençol da cadeira para o leito, estendê-lo sobre o centro do colchão, ou seja, deverá corresponder ao meio do leito;

• A abertura da fronha deverá situar-se do lado oposto á porta de entrada da enfermaria;

• Fazer uso da mecânica corporal.

É o conjunto de documentos escritos, formulário padronizado, destinados aos registros da assistência prestada ao cliente, desde a sua admissão até sua alta ou óbito.

FINALIDADES DO PRONTUÁRIO • Registrar toda a assistência prestada ao cliente durante o período de internação;

• Documentos a vida do cliente sob o ponto de vista clinico, facilitando o tratamento atual e futuro;

• Oferecer importante subsidio à justiça, para instruir um processo jurídico;

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• Propiciar um excelente campo de pesquisa, estudo e aprimoramento aos profissionais (medico, enfermeiros, estudantes, etc.);

• Servir como embasamento para o médico e enfermeiro planejar a abordagem diagnóstica e terapêutica do cliente;

• Servir como forma de comunicação aos profissionais envolvidos na assistência ao cliente;

• Servir como fonte de informações para o enfermeiro no estabelecimento do plano de assistência ao cliente;

• Servir como fonte para auditoria de enfermagem e médica;

• Constituir fonte de informações estatísticas usadas pelo governo na complicação de informações acerca do estado de saúde das pessoas, bem como das condições de saúde do Município, Estado e País;

• Servir como base para elaboração de planos para o futuro e antecipação das necessidades de saúde do povo como as informações estatísticas: nº de nascimentos, internações hospitalares e óbitos;

• Servir como fonte de dados para prevenção e controle das infecções hospitalares;

• Servir como fonte de informação sobre a ocorrência de doenças infecto- contagiosas, alimentando os dados epidemiológicos.

COMPONENTES PRINCIPAIS DE UM PRONTUARIO • Formulário de admissão/ internação;

• Formulário de evolução;

• Formulário de exames complementares;

• Formulário de parecer de especialidades;

• Formulário de C.C.I.H (comissão e controle de infecção hospitalar);

• Formulário para prescrição;

• Formulário para relatório de enfermagem;

• Formulário para histórico e exame físico.

LAVAGEM DAS MÃOS Lavar as mãos:

− Após qualquer trabalho de limpeza;

− Ao verificar sujeira visível nas mãos;

− Antes e após utilizar o banheiro;

− Após tossir, espirrar ou assoar o nariz;

− Antes e após atender o cliente;

− Após o termino de trabalho;

− Antes e após de qualquer procedimento com o cliente; • Evitar o uso de jóias, elas são possíveis depósitos de microorganismos;

• Não sentar no leito do paciente, pois se podem carregar-se germes para casa ou deixar os próprios no leito do cliente;

• Manter o avental sempre abotoado, sua finalidade é a própria proteção, funcionando como barreira, isolando os germes da comunidade dos germes hospitalares.

- Lavagem das mãos é a fricção manual vigorosa de toda a superfície das mãos e punhos, utilizandose sabão/ detergente, seguida da enxágüe abundante em água corrente,

- A lavagem das mãos é, isoladamente, a ação mais importante para a prevenção e controle das infecções hospitalares;

- O uso de luvas não dispensa a lavagem das mãos antes e após contatos que envolvam mucosas, sangue ou outros fluidos corpóreos, secreções ou excreções;

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- A lavagem das mãos deve ser realizada tantas vezes quanto necessária, durante a assistência a um único cliente, sempre que envolver contato com diversos sítios corporais, entre cada uma das atividades; - A lavagem anti-sepsia cirúrgica das mãos realizadas sempre antes dos procedimentos cirúrgicos;

- A decisão para a lavagem das mãos com uso de anti-séptico deve considerar o tipo de contato, o grau de contaminação, as condições do cliente e o procedimento a ser realizado:

Realização de procedimentos invasivos: Prestação de cuidados a clientes críticos; Contato direto com feridas e ou dispositivos invasivos, tais como cateteres e drenos.

- Devem ser empregados medidas e recursos com o objetivo de incorporar a prática da lavagem das mãos em todos os níveis da assistência hospitalar;

- A distribuição e a localização de unidades ou pias para lavagem das mãos, de forma a atender á necessidade nas diversas áreas hospitalares, alem da presença dos produtos, é fundamental para a obrigatoriedade da prática ( MINISTÉRIO DA SAÚDE, 1998)

TÉCNICA DE LAVAGEM DAS MÃOS - Abrir a torneira com a mão dominante e molhar as mãos, sem encostar-se a pia;

- Ensaboar as mãos, friccionando-as por aproximadamente 15 a 30 segundos, atingindo Palma, Dorso das mãos, - Espaços Interdigitais, Polegar, Articulações, Unhas e extremidades dos dedos e Punhos; - Enxaguar as mãos;

- Enxugar com papel-toalha;

- Fechar a torneira utilizando o papel-toalha.

OBJETIVO: - Prevenção e evitar infecções hospitalares;

- Proteção individual.

PROCEDIMENTO: - Abrir o pacote de luva, posicioná-la com a palma da mão virada para cima;

- Com a mão direita, levantar a parte de cima do pacote à direita, e com a mão esquerda retirar a luva pela parte interna do punho. - Calçar a luva na mão direita, atentando para mão contaminar a sua parte externa;

- Com a mão esquerda, levantar a parte de cima do pacote à esquerda e colocar a mão direita enluvada dentro do punho dobrado; - Calçar a luva na mão esquerda, cuidando para não contaminar a mão enluvada;

- Ajeitar as luvas externamente com as mãos enluvada;

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- Após o uso, retirar a luva de uma mão puxando-a externamente sobre a mão, virando-a pelo avesso. Quanto á outra mão enluvada, segurá-la pela parte interna, puxando-a e virando-a pelo avesso.

SINAIS VITAIS. VERIFICAÇÃO DOS SINAIS VITAIS; a) TEMPERATURA: A temperatura corpórea é o grau de calor que o corpo humano apresenta, indicando o equilíbrio entre a produção e eliminação do calor. A temperatura normal do corpo humano varia ente 36 e 37ºC. Por razões patológicas, podemos encontrar variações para mais ou menos.

OBJETIVOS: - Obter dados sobre o estado do paciente;

- Auxiliar no diagnóstico;

- Auxiliar o tratamento;

TIPOS DE FEBRE; - Constante;

- Remitente;

- Ondulante ou intermitente.

CONSTANTE: Quando a variação de sua curva não ultrapassar de 1 (um) grau, permanecendo alta durante 24 horas.

M = Manhã. T = Tarde. N =Noite.

REMITENTE: Quando a variação de sua curva de temperatura apresenta de 1 ou 2 graus durante 24 horas, porém não chega ao normal.

M = Manhã. T = Tarde. N = Noite.

ONDULANTE OU INTERMITENTE: É uma febre que alternam dias de temperatura, com dias de temperatura normal.

M = Manhã T = Tarde N = Noite

VARIAÇÕES DE TEMPERATURA: - Hipertemia: Temperatura acima do normal (>=37,7ºC)

- Hipotermia: Temperatura abaixo do normal (<36º)

- Febrícula ou Estado Febril: Temperatura entre 37º a 37,5ºC.

- Normotermia: Temperatura normal (36,1 a 37º C).

ORAL: O termômetro deverá ser colocado sob a língua, posicionando-o no canto dos lábios. A verificação da temperatura oral é contra indicada em crianças, idosos, doentes graves, inconscientes e psiquiátricos, portadores de lesões orofaríngeas, após fumar, após ingestão de alimentos gelados ou quentes.

O uso do termômetro deverá ser individual.

RETAL: O termômetro possui bulbo arredondado e calibre grosso. Também é de uso individual, sendo contra indicado a sua verificação, nos seguintes casos: - intervenções cirúrgicas do reto e períneo.

- processos inflamatórios locais.

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levantar, introduzindo-o cerca de 1 cm. Após o uso deverá ser lavado com água e sabãoA verificação

O termômetro deve ser lubrificado e posicionado no paciente, em decúbito lateral, passar vaselina e flexionar a perna e mais freqüente no nosso meio, porém, oferece menor precisão que a tomada por via oral ou retal.

AXILAR: É a verificação mais freqüente no nosso meio, porém oferece menor precisão que a tomada por via oral ou retal.

PROCEDIMENTO: - Avisar o paciente

- Deixar o paciente deitado ou recostado confortavelmente na cama ou na cadeira;

- Colocar a bandeja já preparada sobre a mesa de cabeceira, com: termômetro, bolas de algodão embebidas em álcool, saco para algodão limpo e saco para depositar algodão sujo; - Limpar o termômetro com algodão embebido em álcool;

- Enxaguar a axila do paciente, com a própria vestimenta;

- Descer a coluna de mercúrio até o ponto mais baixo, segurando o termômetro firmemente e sacudindo-o com cuidado para não quebrá-lo; - Colocar o termômetro na axila do paciente mantendo-o com o braço bem encostado ao tórax;

- Depois de 5 a 7 minutos, retirar o termômetro;

- Ler a temperatura na escala;

- Limpar com algodão embebido em álcool;

- Anotar a temperatura verificada.

b) PULSO: É a concentração e expansão alternada de uma artéria, correspondendo aos batimentos cardíacos. O pulso joga o sangue.

c) FREQÜÊNCIA: É o número de batimentos cardíacos por minuto.

Quanto à freqüência o pulso ser: - Taquicárdico.

- Bradicárdico.

- Normocardíco – Normal.

TAQUICÁRDICO: É o número de batimentos cardíacos acima do normal.

BRADICÁRDICOS: É o número de batimentos cardíacos abaixo do normal. Média Normal dos Batimentos Cardíacos: - Primeira infância: 120 a 130 batimentos/ minuto.

- Segunda infância: 80 a 100 batimentos/ minuto.

- Adulto: 60 a 80 batimentos/ minuto.

TENSÃO: É a resistência da artéria á pressão dos dedos devido a pressão do sangue dentro dos vasos.

RITMO: É a cadência com que o pulso bate.

Quanto ao ritmo o pulso pode ser: - Regular ou Rítmico: batimentos uniformes;

- Irregular ou Arrítmico: batimentos não uniformes (sempre será não rítmico).

Usado com marcador de segundos. Papel para fazer anotações.

LOCAL: O local mais usado para ser verificar o pulso é sobre artéria radial.

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PROCEDIMENTO: - Colocar o dedo médio e o indicador sobre a artéria, comprimindo-a levemente;

- Verificar a freqüência, ritmo e tendão do pulso;

- Contar durante 1 minuto inteiro;

- Anotar no prontuário.

OBSERVAÇÕES: - Ter as mãos aquecidas;

- Nunca fazer pressão muito forte sobre a artéria;

- Certificar-se primeiro do ritmo, depois contá-lo;

- Em casos de pacientes atletas, o pulso poderá apresentar-se freqüência diminuída (condicionamento físico).

A) RESPIRAÇÃO: Respiração é a troca dos gases dos pulmões com meio exterior.

Consiste na absorção do oxigênio (O2) e eliminação de Gás Carbono (CO2).

MÉDIA NORMAL DA RESPIRAÇÃO: - Crianças: 30 a 40 movimentos/ minuto.

- Adultos: 14 a 20 movimentos/ minuto.

ALTERAÇÕES DA RESPIRAÇÃO: - Apnéia: parada respiratória;

- Dispnéia: respiração dificultosa;

- Taquipnéia: respiração acelerada;

- Ortopnéia: paciente só consegue respirar sentado;

- Hipopnéia: diminuição da freqüência respiratória;

- Hiperpnéia: aumento da freqüência respiratória;

- Respiração Cheynes – Stockes: respiração agônica ou estertosa.

MATERIAL; - Relógio com ponteiro de segundos;

- Material para anotar.

- Não deixar que o paciente perceba que estão sendo contados os movimentos respiratórios, para isso segurar como se estivesse verificando o pulso; - Fazer anotações no prontuário.

É a pressão exercida pelo sangue nas paredes dos vasos sanguíneos. Depende da força da contração do coração, da quantidade de sangue e da resistência das paredes dos vasos.

OBJETIVOS: Determinar a pressão sistólica e diastólica.

MATERIAL: - Aparelho de pressão (esfignomanômetro);

- Estetoscópio.

ALTERAÇÕES DE PRESSÃO: - Hipertensão: significa pressão arterial elevada;

- Hipotensão: significa pressão arterial abaixo do normal.

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OBSERVAÇÕES: A pressão arterial (PA) pode ser:

- Convergente: é quando há aproximação da máxima e mínima. EX: 120 x 100 mmHg. - Divergente: é quando há afastamento entre a máxima e mínima. Ex: 120 x 70 mmHg. - Normal: é quando a pressão arterial está aproximadamente 120 x 80 mmHg.

PROCEDIMENTO: - Arrumar o material em uma bandeja, e levar junto ao paciente;

- Explicar o que vai ser feito;

- Colocar o paciente deitado ou sentado com o apoiado;

- Colocar o manquito no braço e ajustá-lo acima do cotovelo;

- Colocar o estetoscópio sobre a artéria branquial;

- Fechar a válvula de ar e insuflar ritimadamente o manquito, através da “Pêra” até aproximadamente 200 mmHg; - Abrir a válvula vagarosamente;

- Observar no manômetro o ponto em que o 1º ruído é ouvido (Pressão Sistólica Máxima);

- Observar o ponto onde o som foi ouvido por último (Pressão Diastólica – Mínima).

- Anotar no relatório de enfermagem.

TIPO CARACTERISTICA PADRÃO CAUSAS POSSÍVEIS Apnéia Ausência periódica de respiração Obstrução mecânica das vias aéreas.

Apnêustica Inspiração prolongada e entrecortada, seguida por uma expiração extremamente curta e ineficiente.

Lesões no centro respiratório.

Bradipnéia Respiração lenta e regular de igual profundidade.

Padrão normal durante o sono. Condições afetando o centro respiratório: tumores, desordens metabólicas, descompesação respiratória; utilização de opiáceos e álcool.

Cheyne- Stockes

Respirações rápidas e profundas de 30 a 170 segundos pontuados por períodos de apnéia durante 20 a 60 segundos.

Elevação da pressão intracraniana, insuficiência cardíaca congestiva grave, insuficiência renal, meningite, dose excessiva de drogas ou remédios, anóxia cerebral.

Eupnéia Ritmo e freqüência normais Respiração normal.

Kussmau Respiração rápida (acima de 20 respirações/ minuto), profundas (lembrando suspiros) e trabalhosas sem pausa.

Insuficiência renal ou acidosa metabólica, em particular cetoacidose diabética.

Traquipnéia Respirações rápidas. A freqüência aumenta com a temperatura do corpo ao redor de duas batidas/ minuto para cada 2 graus Celsius acima do norma.

Pneumonia, alcalose respiratória compensatória, insuficiência respiratória, lesões do centro respiratório e intoxicações (ou envenenamento) por salicilatos.

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Ansiedade, Medo, Dor e Estresse Emocional: Podem aumentar a pressão sanguínea devido ao aumento da freqüência cardíaca e resistência vascular periférica.

Drogas: Podem aumentar ou diminuir a pressão sanguínea, dependendo de sua ação farmacológica.

Hormônios: As variações da pressão sanguínea podem se manifestar com o passar dos anos, devido ás alterações hormonais normais. A gravidez pode provocar elevações discretas ou graves da pressão sanguínea.

Cotidiano: As variações podem incluir pressão sanguínea mais baixa pela manhã, aumentando durante o dia, tendo seu pico no final da tarde ou começo da noite e diminuindo a seguir, as variações individuais são significantes.

Para Bueno (s.d.) a antropométrica se refere ao “conhecimento das dimensões das diversas partes do corpo humano”. Dentro das medidas antropométricas serão abordados o peso e a altura.

Objetivo: - avaliar o estado nutricional;

- subsidiar cálculos de medicamentos;

- monitorizar ganho e perda de líquidos em quadros patológicos (ICC, Insuficiência Renal, Insuficiência Hepática, etc.)

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