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HTML5 Curso W3C Escritório Brasil

Autores: Elcio Ferreira e Diego Eis Autores: Elcio Ferreira e Diego Eis

Hypertexto 7 O começo e a interoperabilidade 8 WHAT Working Group 8 O HTML5 e suas mudanças 9 O que é o HTML5? 9

2. Análise do suporte atual pelos navegadores e estratégias de uso 1

O desenvolvimento modular 1 Motores de Renderização 1 Compatibilidade com HTML5 12 Técnicas de detectação 13 Utilizando o Modernizr 14

3. Estrutura básica, DOCTYPE e charsets 15

O Doctype 15 O elemento HTML 16 HEAD 16

Metatag Charset 16 Tag LINK 17

4. Modelos de conteúdo 19

Categorias 19 Metadata content 20 Flow content 20 Sectioning content 2 Heading content 23 Phrasing content 23 Embedded content 24 Interactive content 24

5. Novos elementos e atributos 27 Atributos 30

6. Elementos modificados e ausentes 31

Elementos modificados 31 Elementos ou atributos descontinuados 32

7. Novos tipos de campos 3

Novos valores para o atributo type 3 tel 3 search 3 email 3 url 3 Datas e horas 34 number 34 range 35 color 36

8. Tipos de dados e validadores 37

Formulários vitaminados 37 autofocus 37 Placeholder text 37 required 38 maxlength 38

Validação de formulários 38 pattern 39 novalidate e formnovalidate 39 Custom validators 40

9. Detalhes e conteúdo editável. 43

Ainda mais formulários 43

Detalhes e sumário 43 Conteúdo editável 4

10. Drag-n-drop e correção ortográfica 45

Drag and Drop 45 Detalhes importantes: 46 Revisão ortográfica e gramatical 47

1Elementos audio e video, e codecs 49

Áudio 49

Origens alternativas de áudio 49

Vídeo 50 Codecs 50

12. Elemento device e Stream API 53

O elemento device 53 Streams 54 Peer-to-peer 54

13MathML e SVG 5

MathML 5 SVG 56

O elemento canvas 59 Canvas e SVG 61

15Server-Sent Events 63

EventSource 63 O protocolo de comunicação 63

16DOM e HTML5 65

DOM e HTML5 65

Por quê DOM? 65

Vamos às diferenças 65 getElementsByClassName 65 innerHTML 6 activeElement e hasFocus() 6 getSelection() 67 Intervalos de seleção 68 document.head 68 Selector API 69 Características especiais de DomNodeList 70 Datasets 70

17Novos eventos DOM 71

Uma palavra sobre eventos 71

Elementos multimídia: 71 Eventos em campos de formulário: 72 Eventos gerais: 72 Drag-and-drop: 73 Atributos de evento 73

18Menus e toolbars 75

O elemento menu 75

Tipos de comando 75 O elemento command 76 Prefira não usar command, por enquanto 76

Links 79

Metadados de navegação 79 Metadados da página 80 Comportamento dos links na página 81

20Microdata 83

Semântica adicional 83 Diferentes tipos de dados 85 Falando um idioma comum 87

Histórico de Sessão e API Storage 89

Histórico de Sessão 89 localStorage e sessionStorage 91

2Aplicações offline 95

Caching 95 O objeto ApplicationCache 96 Controle de status da aplicação 97

23Scroll in to view e hidden 9

Scrolling into view 9 hidden 9 hidden e Javascript 9

24. Geolocation API 101

Métodos de Geolocalização 101

Tratando erros 102 Não trate a resposta do usuário como um erro 103 O objeto de configuração 103 watchPosition 103

25Undo 105

O objeto UndoManager 105

Respondendo às ações de undo e redo 106 Disparando as ações de undo e redo 106

HTML 5 - Curso W3C Escritório Brasil7Markup

1. VISÃO GERAL DO HTML5 De acordo com o W3C a Web é baseada em 3 pilares:

• Um esquema de nomes para localização de fontes de informação na Web, esse esquema chama-se URI. • Um Protocolo de acesso para acessar estas fontes, hoje o HTTP.

• Uma linguagem de Hypertexto, para a fácil navegação entre as fontes de informação: o HTML.

Vamos nos focar no terceiro pilar, o HTML.

Hypertexto HTML é uma abreviação de Hypertext Markup Language - Linguagem de Marcação de Hypertexto. Resumindo em uma frase: o HTML é uma linguagem para publicação de conteúdo (texto, imagem, vídeo, áudio e etc) na Web.

O HTML é baseado no conceito de Hipertexto. Hipertexto são conjuntos de elementos – ou nós – ligados por conexões. Estes elementos podem ser palavras, imagens, vídeos, áudio, documentos etc. Estes elementos conectados formam uma grande rede de informação. Eles não estão conectados linearmente como se fossem textos de um livro, onde um assunto é ligado ao outro seguidamente. A conexão feita em um hipertexto é algo imprevisto que permite a comunicação de dados, organizando conhecimentos e guardando informações relacionadas.

Para distribuir informação de uma maneira global, é necessário haver uma linguagem que seja entendida universalmente por diversos meios de acesso. O HTML se propõe a ser esta linguagem.

Desenvolvido originalmente por Tim Berners-Lee o HTML ganhou popularidade quando o Mosaic - browser desenvolvido por Marc Andreessen na década de 1990 - ganhou força. A partir daí, desenvolvedores e fabricantes de browsers utilizaram o HTML como base, compartilhando as mesmas convenções.

O começo e a interoperabilidade Entre 1993 e 1995, o HTML ganhou as versões HTML+, HTML2.0 e HTML3.0, onde foram propostas diversas mudanças para enriquecer as possibilidades da linguagem. Contudo, até aqui o HTML ainda não era tratado como um padrão. Apenas em 1997, o grupo de trabalho do W3C responsável por manter o padrão do código, trabalhou na versão 3.2 da linguagem, fazendo com que ela fosse tratada como prática comum. Você pode ver: http://www.w3.org/TR/html401/appendix/changes.html

Desde o começo o HTML foi criado para ser uma linguagem independente de plataformas, browsers e outros meios de acesso. Interoperabilidade significa menos custo. Você cria apenas um código HTML e este código pode ser lido por diversos meios, ao invés de versões diferentes para diversos dispositivos. Dessa forma, evitou-se que a Web fosse desenvolvida em uma base proprietária, com formatos incompatíveis e limitada.

Por isso o HTML foi desenvolvido para que essa barreira fosse ultrapassada, fazendo com que a informação publicada por meio deste código fosse acessível por dispositivos e outros meios com características diferentes, não importando o tamanho da tela, resolução, variação de cor. Dispositivos próprios para deficientes visuais e auditivos ou dispositivos móveis e portáteis. O HTML deve ser entendido universalmente, dando a possibilidade para a reutilização dessa informação de acordo com as limitações de cada meio de acesso.

WHAT Working Group Enquanto o W3C focava suas atenções para a criação da segunda versão do XHTML, um grupo chamado Web Hypertext Application Technology Working Group ou WHATWG trabalhava em uma versão do HTML que trazia mais flexibilidade para a produção de websites e sistemas baseados na web.

O WHATWG http://www.whatwg.org/ foi fundado por desenvolvedores de empresas como Mozilla, Apple e Opera em 2004. Eles não estavam felizes com o caminho que a Web tomava e nem com o rumo dado ao XHTML. Por isso, estas organizações se juntaram para escrever o que seria chamado hoje de HTML5.

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Entre outros assuntos que o WHATWG se focava era Web Forms 2.0 que foi incluído no HTML5 e o Web Controls 1.0 que foi abandonado por enquanto.

A participação no grupo é livre e você pode se inscrever na lista de email para contribuir.

Por volta de 2006, o trabalho do WHATWG passou ser conhecido pelo mundo e principalmente pelo W3C - que até então trabalhavam separadamente - que reconheceu todo o trabalho do grupo. Em Outubro de 2006, Tim Berners-Lee anunciou que trabalharia juntamente com o WHATWG na produção do HTML5 em detrimento do XHTML 2. Contudo o XHTML continuaria sendo mantido paralelamente de acordo comas mudanças causadas no HTML. O grupo que estava cuidando especificamente do XHTML 2 foi descontinuado em 2009.

O HTML5 e suas mudanças Quando o HTML4 foi lançado, o W3C alertou os desenvolvedores sobre algumas boas práticas que deveriam ser seguidas ao produzir códigos client-side. Desde este tempo, assuntos como a separação da estrutura do código com a formatação e princípios de acessibilidade foram trazidos para discussões e à atenção dos fabricantes e desenvolvedores.

Contudo, o HTML4 ainda não trazia diferencial real para a semântica do código. o HTML4 também não facilitava a manipulação dos elementos via Javascript ou CSS. Se você quisesse criar um sistema com a possibilidade de Drag’n Drop de elementos, era necessário criar um grande script, com bugs e que muitas vezes não funcionavam de acordo em todos os browsers.

O que é o HTML5? O HTML5 é a nova versão do HTML4. Enquanto o WHATWG define as regras de marcação que usaremos no HTML5 e no XHTML, eles também definem APIs que formarão a base da arquitetura web. Essas APIs são conhecidas como DOM Level 0.

Um dos principais objetivos do HTML5 é facilitar a manipulação do elemento possibilitando o desenvolvedor a modificar as características dos objetos de forma não intrusiva e de maneira que seja transparente para o usuário final.

Ao contrário das versões anteriores, o HTML5 fornece ferramentas para a CSS e o Javascript fazerem seu trabalho da melhor maneira possível. O HTML5 permite por meio de suas APIs a manipulação das características destes elementos, de forma que o website ou a aplicação continue leve e funcional.

O HTML5 também cria novas tags e modifica a função de outras. As versões antigas do HTML não continham um padrão universal para a criação de seções comuns e específicas como rodapé, cabeçalho, sidebar, menus e etc. Não havia um padrão de nomenclatura de IDs, Classes ou tags. Não havia um método de capturar de maneira automática as informações localizadas nos rodapés dos websites.

Há outros elementos e atributos que sua função e significado foram modificados e que agora podem ser reutilizados de forma mais eficaz. Por exemplo, elementos como B ou I que foram descontinuados em versões anteriores do HTML agora assumem funções diferentes e entregam mais significado para os usuários.

O HTML5 modifica a forma de como escrevemos código e organizamos a informação na página. Seria mais semântica com menos código. Seria mais interatividade sem a necessidade de instalação de plugins e perda de performance. É a criação de código interoperável, pronto para futuros dispositivos e que facilita a reutilização da informação de diversas formas.

O WHATWG tem mantido o foco para manter a retrocompatibilidade. Nenhum site deverá ter de ser refeito totalmente para se adequar aos novos conceitos e regras. O HTML5 está sendo criado para que seja compatível com os browsers recentes, possibilitando a utilização das novas características imediatamente.

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2. ANÁLISE DO SUPORTE ATUAL PELOS NAVEGADORES E ESTRATÉGIAS DE USO

O desenvolvimento modular Antigamente, para que uma nova versão do HTML ou do CSS fosse lançada, todas as ideias listadas na especificação deveriam ser testadas e desenvolvidas para então serem publicadas para o uso dos browsers e os desenvolvedores.

Esse método foi mudado com o lançamento do HTML5 e o CSS3. A partir de agora, as duas tecnologias foram divididas em módulos. Isso quer dizer que a comunidade de desenvolvedores e os fabricantes de browsers não precisam esperar que todo o padrão seja escrito e publicado para utilizarem as novidades das linguagens.

As propriedades do CSS3, por exemplo, foram divididas em pequenos grupos. Há um grupo cuidando da propriedade Background, outro da propriedade Border, outro das propriedades de Texto e etc. Cada um destes grupos são independentes e podem lançar suas novidades a qualquer momento. Logo, o desenvolvimento para web ficou mais dinâmico, com novidades mais constantes.

O ponto negativo nesse formato, é que problemas de compatibilidade podem ocorrer com mais frequencia. Por exemplo, um browser pode adotar bordas arredondadas e outro não. Ou um browser pode escolher suportar um API diferente do API que o concorrente implementou. Contudo, os browsers tem mostrado grande interesse em se manterem atualizados em relação aos seus concorrentes.

Motores de Renderização Há uma grande diversidade de dispositivos que acessam a internet. Entre eles, há uma série de tablets, smartphones, pc’s e etc. Cada um destes meios de acesso utilizam um determinado browser para navegar na web. Não há como os desenvolvedores manterem um bom nível de compatibilidade com todos estes browsers levando em consideração a particularidade de cada um. Uma maneira mais segura de manter o código compatível, é nivelar o desenvolvimento pelos motores de renderização. Cada browser utiliza um motor de renderização que é responsável pelo processamento do código da página.

Abaixo, segue uma lista dos principais browsers e seus motores:

Motor Browser Webkit Safari, Google Chrome Gecko Firefox, Mozilla, Camino Trident Internet Explorer 4 ao 9 Presto Opera 7 ao 10

É interessante que você faça código compatível com estes motores. Focando a compatibilidade nos motores de renderização você atingirá uma amplitude maior de browsers.

Por exemplo, se seu código funcionar no Webkit, você alcançará o Safari e o Chrome, dois dos principais browsers do mercado para desktops. Além disso, você também alcança aparelhos como Blackberry, iPhone, iPod Touch, iPad e dispositivos que rodam Android.

Compatibilidade com HTML5 Atualmente o Webkit é o motor mais compatível com os Padrões do HTML5. Como a Apple tem interesse que seus dispositivos sejam ultracompatíveis com os Padrões, ela tem feito um belo trabalho de atualização e avanço da compatibilidade deste motor.

Contudo o Firefox e o Opera já estão compatíveis com grande parte da especificação do HTML5 e CSS3 e a cada upgrade eles trazem mais novidades e atualização dos padrões.

O que pode te preocupar de verdade é a retrocompatibilidade com versões antigas de browsers como o Internet Explorer. A Microsoft está fazendo um bom trabalho com o IE9, mas as versões 8 e 7 não tem quase nenhum suporte ao HTML5, o que é um problema sério para aplicações web baseadas em tecnologias mais recentes, mas que a base de usuários utiliza as versões antigas do Internet Explorer.

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Abaixo segue uma tabela simples de compatibilidade entre os browsers e alguns módulos do HTML5:

Safari Chrome Opera Firefox IE 8 IE 9

Local Storage s s s s s s Histórico de Sessão s s s s s s Aplicações Offline s s n s n n Novos tipos de campos s s s n n n Form: Autofocus s s s n n n Form: Autocomplete n n s n n n Form: Required s s s n n n Video, Audio e Canvas Text s s s s n s

Técnicas de detectação Pode ser que o usuário não utilize um browser que suporta HTML5. Neste caso, você pode redirecioná-lo para uma versão do site mais simples, ou talvez apenas mostrar uma mensagem alertando o usuário sobre a importância da atualização do browser. Para isso temos algumas técnicas de detectação para conferir se o browser suporta ou não HTML5.

Quando o browser visita um website, ele constrói uma coleção de objetos que representam elementos HTML na página. Cada elemento no código é representado no DOM como um objeto diferente. Todo objeto DOM tem propriedades em comum, mas alguns objetos tem características específicas. Usaremos estes objetos para fazermos a detectação. Abaixo segue 4 meios que você poderá utilizar para detectar o suporte do browser:

1. Verifique se uma determinada propriedade existe em objetos globais como WINDOW ou NAVIGATOR. Nesse caso, verificamos o suporte a geolocalização.

2. Crie um elemento e verifique se uma determinada propriedade existe neste elemento.

3. Crie um elemento e verifique se um determinado método existe neste elemento, então chame o método e verifique se o valor retorna. Por exemplo, teste quais formatos de vídeo são suportados.

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