Relatório detereminação da água em plantas

Relatório detereminação da água em plantas

Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões- Campus Erechim

DETERMINAÇÃO DE ÁGUA EM DROGAS VEGETAIS

Alunas:

Claudia Gomes Fracasso

Estela Carla Tyburski

Tatiane Bertella

Professor: Douglas Rambo

Farmacognosia

Erechim, abril de 2014.

Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões- Campus Erechim

Nome: Claudia Gomes Fracasso

Estela Carla Tyburski

Tatiane Bertella

Determinação da água em drogas vegetais

Trabalho da disciplina de Farmacognosia, Curso de Farmácia, Departamento das ciências da saúde da Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões – Campus de Erechim.

Professor Msc: Douglas Rambo

Erechim

2014

OBJETIVOS

Determinar a porcentagem de umidade da planta e determinar a perda por dissecação através do método gravimétrico e pela balança de infravermelho.

INTRODUÇÃO:

A definição de critérios de qualidade para insumos farmacêuticos de origem vegetal é de suma importância para garantir a manutenção da eficácia do produto final, especialmente devido à complexidade de composição destas matérias-primas e às variações ligadas às condições de cultivo, coleta e armazenamento do vegetal. A umidade, que é a principal causa de ação enzimática e contaminação microbiológica, sendo indicativo das condições de armazenamento da matéria-prima. O teste para determinação do teor de umidade é indicado para acompanhar a conservação da matéria-prima, proporcionando maior confiabilidade ao produto.

Os métodos de secagem em estufa determinam não somente a perda de água, como também dos demais constituintes voláteis, que são arrastados juntamente com a água. Além disso, apresentam problemas quanto à reprodutibilidade dos resultados, pois variações significativas podem ser observadas quando uma mesma amostra é analisada em laboratórios diferentes e sob condições climáticas variadas, principalmente, em relação à umidade relativa do ar.

O método mais comum utilizado em diversos laboratórios, é o método gravimétrico, que se baseia na quantificação do peso, devido à perda de água por evaporação, que é determinado por dessecação direta em estufa a 105°C. Costuma levar muito tempo para o calor atingir as porções mais internas da amostra, por isso, este método tem duração de cerca de 2h.

O princípio do aquecimento por radiação infravermelha também é utilizado aonde ocorre transformação da energia radioativa em energia cinética, com liberação de energia térmica. Em contraste com a transferência de calor por convecção, na secagem em estufa, a energia térmica fornece quantidade de calor suficiente para que a liberação das moléculas de água ocorra mais rapidamente.

REVISÃO TEÓRICA

Para a nossa análise, utilizamos a folha em pó de Eucalipto, cujo nome científico é Eucalyptus globulus, também conhecido como Árvore-da febre, Comeiro-azul ou Mogno-branco. Sua folha possui um forte odor típico e sabor característico, sendo ele amargo e quente e depois seguido de sensação de frescura. Ela é falciforme e mede cerca de 8 a 30 cm de comprimento por 2 a 7 cm de largura. Possui consistência coriácea, quebradiça, ápice muito agudo ou acuminado e base assimétrica, levemente desiguais. Seu pecíolo mede cerca de 5 a 35 mm de comprimento, achatado e frequentemente retorcido; as duas faces das folhas são verde-amarelada pálida, ou cinzento-esverdeada, mais ou menos glaucas, glabras, um pouco rugosas, salpicadas de glândulas oleíferas translúcidas e com numerosas manchas punctiformes pardas, formando pequeninas verrugas salientes e suberosas. As folhas jovens, sésseis, de formato oblongo não devem fazer parte da droga. Microscopicamente, a epiderme do Eucalyptus globulus é formada por uma camada de células poligonais de cutícula bastante espessa e finamente granulosa, tendo estômatos em ambas as faces.

Segundo OLIVEIRA et al(1998):

A nervura mediana é biconvexa e apresenta, sob cada uma de suas epidermes, uma espessa camada de tecido colenquimatoso, que recobre o parênquima fundamental. O sistema liberolenhoso é representado por um longo inferior arqueado e de dois cordões superiores. Os feixes vasculares bicolaterais são recobertos, de cada lado, por bainha fibrosa; disposto em ilhas, o tecido fundamental apresenta nódulos secretores semelhantes aos do mesófilo, porém menores.

Quando a matéria prima possuir um alto teor de umidade, irá permitir que enzimas ajam sobre a mesma, acarretando na degradação de constituintes químicos, havendo também o possível desenvolvimento de fungos e bactérias.

Há vários métodos que podem ser empregados para determinar o teor de umidade, mas a farmacopeia preconiza o método gravimétrico por dessecação, que foi utilizado em nosso experimento.

Esse método é facilmente executado, porém varia de farmacopeia à farmacopeia, mas é frequentemente recomendado o uso de 1 a 2g caso a amostra seja um pó fino. Essa amostra deve ficar na estufa na temperatura de, geralmente, 105 °C por 2h.

MATERIAIS E MÉTODOS

Materiais

  • Pesa-filtro;

  • Amostra de Eucalyptus globulus;

  • Estufa;

  • Balança Analítica;

  • Balança de infravermelho;

  • Pratinho de alumínio.

Métodos

Nesse procedimento foi utilizado o método de gravimetria no qual os pesa-filtros forma previamente dessecados, em seguida forma pesados para obtermos a sua massa e tararmos a balança analítica assim pesou-se cerca de 1,0g de uma amostra de Eucalyptus globulus;, colocou-se em estufa a 100-105°C por 30 minutos .Após a secagem, deixou-se esfriar por alguns minutos e pesou-se a seguir a amostra já dessecada.. Os resultados obtidos foram expressos através da média ± desvio padrão de três determinações, em porcentagens sobre a quantidade pesada.

No procedimento da balança infravermelho, foram colocados aproximadamente 3,0g da amostra de Eucalyptus globulus, para depois determinarmos a média do teor de umidade apresentado na triplicata.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Através do método de perda por dissecação do Eucalyptus globulus, obtemos o desvio padrão de 1,881675 e o coeficiente de variação de 1,92 (Tabela 1).

Já através da balança de infravermelho, conseguimos o desvio de 0,1 e coeficiente de variação de 1,19(Tabela 2).

Tabela 1: Método gravimétrico (Estufa de dessecação)

Peso Filtro

Amostra

Peso final

Diferença

Teor

Média

Desvio

CV

A1

45,122

1,0153

46,0421

0,9197

90,58

90,58

1,881675

1,92

A2

45,4546

1,008

46,4014

0,9468

90,39

A3

39,221

1,0204

40,1473

0,9263

90,77

Tabela 2: Método gravimétrico (Balança de Infravermelho)

Teor

Média

Desvio

CV

A1

8,3

8,4

0,1

1,19

A2

8,5

A3

8,4

O teor de umidade é um importante dado, principalmente por que denota a certa qualidade do produto. A perda por dessecação apresentou um coeficiente de variação de 1,92% e pelo método da Balança de Infravermelho apresentou um coeficiente de variação de 1,19% ambos estando dentro limites das diferentes farmacopeias que é de 8% a 14%, provando com isso, a boa qualidade do produto. Com o teor de umidade bem abaixo do aceito, provando que a amostra estava bem seca se torna, por isso, uma barreira para a proliferação de fungos e outros microrganismos que crescem com mais facilidade em meio mais úmido.

Com relação aos métodos empregados, o método por dissecação em estufa é um tanto rústico, mas é de forma confiável e exige um certo tempo do operador pelo motivo de o processo ser demorado. A Balança de Infravermelho é um método eletrônico e rápido, além de ser prático.

CONCLUSÃO

Podemos concluir com o presente trabalho que, a amostra escolhida Eucalyptus globulus, apresentou o teor de umidade dentro do limite estabelecido pela farmacopeia estando, por isso, o material em bom estado de conservação e provando também que o preparo da amostra foi corretamente realizado constatando a qualidade da amostra.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

DE OLIVEIRA, Fernado; AKISUE, Gokithi; AKISUE, Maria Kubota. Farmacognosia. São Paulo: Atheneu, 1998, p.78-79.

SIMÕES, Cláudia Maria Oliveira, et al. Farmacognosia da planta ao medicamento. Porto Alegre: UFSC, 1999, p. 210-211.

BORGES, D.B, et al.Comparação das metodologias da Farmacopéia Brasileira para determinação de água em matérias-primas vegetais, e validação da determinação de água em analisador de umidade para Calendula officinalis L., Foeniculum vulgareMiller, Maytenus ilicifolia Mart. ex. Reissek e Passiflora alata Curtis. Revista Brasileira de Farmacognosia, João Pessoa, PB, V.15, n.3, Julho/Setembro 2005.

 

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