A Marca da Besta - Robson Pinheiro - espírito Ângelo Inácio)

A Marca da Besta - Robson Pinheiro - espírito Ângelo Inácio)

(Parte 1 de 9)

BESTA Volume 3 da Trilogia – Reino das Sombras

Escola de Mistérios Virtual http://escolademisteriosvirtual.blogspot.pt/

A Ademildes e Marcos Leão, dois grandes amigos, parceiros e grande apoio nas tarefas a mim confiadas pelos espíritos.

Agradeço pelo empenho, pelo ombro amigo, por poder contar com vocês em etapas importantes da minha vida.

"E FEZ QUE A TODOS, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e escravos, lhes fosse posto um sinal na mão direita, ou na testa, para que ninguém pudesse comprar ou vender, senão aquele que tivesse o sinal, ou o nome da besta, ou o número do seu nome." Apocalipse 13:16-17

Índice

LUZ NA SOMBRA Por Ângelo Inácio

APÊNDICE “Os Agéneres, segundo a Revista Espírita”

POSFÁCIO Por Leonardo Möller I EDITOR

1 LUZ NA SOMBRA Por Ângelo Inácio

ESTE É UM LIVRO que fala de luz! Esta é a XV saga dos filhos da luz dissipando as trevas, a escuridão. Mas este livro não foi escrito para pessoas fracas nem para religiosos que não suportam que suas verdades sejam questionadas. Tampouco para aqueles que têm medo de encarar a realidade porque vivem fechados em suas ilusões. É, sim, um livro que tira o véu da ilusão, que desconstrói mitos e desnuda certas crenças. Escrevo algo que desmascara o mal e arranca o disfarce do diabo, revelando-o e colocando a descoberto a estratégia, a organização e a estrutura dos opositores da política divina. Falo nestas páginas sobre como os representantes das forças superiores do bem levam a luz à escuridão, dissipam as trevas da ignorância espiritual e fazem claridades onde houver sombra. Sobretudo, este é um livro escrito para quem tem coragem de se expor como agente das forças que patrocinam a evolução do mundo. Não é para os fracos, nem para os indecisos, nem mesmo para aqueles cujas mentes estejam engessadas por uma interpretação restritiva de doutrinas, filosofias ou crendices. Escrevo para aquele que se enquadra na categoria de livre-pensador. Enfim, para os novos homens, para os construtores do amanhã, da XVI nova civilização.

2 CAPÍTULO 1 Prólogo

"DISS-ME AINDA: Não seles as palavras da profecia deste livro, porque próximo está o tempo. Apocalipse 2:10

"MAS QUE IMPORTA? Contanto que Cristo, de qualquer modo, seja anunciado, ou por pretexto ou de verdade, nisto me regozijo, sim, e me regozijarei" Filipenses 1:18

TRANSCORRIA o mês de Fevereiro do ano de 1997. O barulho e o som de músicas estridentes atestavam que vivíamos aquelas experiências durante o carnaval. O médium estava em coma, sobre a maca do hospital, enquanto familiares e amigos se revezavam entre preocupações, lágrimas e cuidados com o moribundo. Durante o período em que estava desacordado, seu espírito pairava entre as diversas formas-pensamento nas quais mergulhara. Traumas, conflitos e medos reprimidos, durante anos, vieram à tona, durante aquele processo, que marcaria profundamente sua vida.

De repente, durante o coma, ele sentiu uma presença; outro ser que pairava a seu lado chamava-o para tomar ciência de algo que estava muito além de sua compreensão, naquele momento. Era muito delicado aquele estado em que se encontrava. Além das dificuldades orgânicas, as emoções desencontradas e os sentimentos que emergiam de seu psiquismo faziam daquela, uma experiência singular. Seria o ponto final de uma existência?

Espíritos abnegados haviam interferido em seu favor, a fim de que pudesse cumprir um programa, previamente elaborado pelo Alto. A entidade que se apresentava a seu lado trazia novas diretrizes para o que lhe restava de vida, no veículo material. Novos planos, novas propostas.

— Sua vida física encontraria seu termo aqui, conforme a programação original de sua actual existência — falou a entidade sem se identificar. — Porém, levámos o seu caso às instâncias superiores por julgarmos ser mais adequado prolongar sua existência do que ter de recomeçar em novo corpo. Demoraria muito, o seu processo de educação, de despertamento para a realidade do

3 espírito, até que pudesse levar a cabo as responsabilidades que lhe foram conferidas. Dessa forma, obtivemos permissão para uma transfusão fluídica de

grande intensidade, que lhe dará mais tempo, entre os encarnados. Contudo, a duração de sua vida dependerá da qualidade e da intensidade do trabalho a ser desenvolvido.

O médium, desdobrado, mal e mal se dava conta da voz que lhe penetrava o âmago do espírito. Não obstante, gravava cada detalhe, através dos canais da intuição e da mediunidade, tomando consciência daquilo que lhe estava sendo proposto, de modo mais amplo, somente na esfera mental.

— A esta altura, depende de você a prorrogação de sua vida no corpo físico. Precisamos de alguém que se exponha diretamente, em nome de certas ideias que, devem ser ventiladas. Será necessária dedicação incondicional ao trabalho da psicografia de novos livros, que tenham como escopo, divulgar verdades mais amplas e que despertem questionamentos nas mentes que entrarão em sintonia com tais mensagens. Aceita essa incumbência?

Balbuciando mentalmente, o médium responde afirmativamente.

—Você será exposto, como alguém que traiu os princípios doutrinários; será acusado de deslealdade à doutrina espírita e, em nome de algo impalpável, terá de enfrentar o julgamento daqueles que se dizem representantes da verdade. Verá seu nome ser desprezado por muitos, enquanto amado por outros. Lutará em meio ao fogo cruzado entre aqueles seus irmãos de ideal. Além desse aspecto, sua saúde será muito frágil a partir de então, pois haverá de se expor em regiões densas da esfera extrafísica. Receberá amparo direto porém, terá que ser forte para enfrentar as calúnias que desabarão sobre você.

"De toda forma — falou a voz do Imortal —, o segredo é ter coragem e não se deixar levar pelos aplausos do mundo, das pessoas deslumbradas. Nada de se render às fantasias e à imaginação do povo que, em algum momento, tentará envolvê-lo no culto à personalidade. Os temas abordados, através de sua mediunidade, terão de ser primeiramente testados e provados tanto por você quanto pela equipe que lhe dará apoio, na retaguarda. Primeiro, terão de provar o sabor das verdades escritas em parceria com os Imortais; depois, essas mesmas verdades serão aproveitadas por quantos estiverem maduros para absorvê-las. Porém, não se engane: não será fácil."

Intimamente, o médium aceitava a proposta. Mas não podia sequer verbalizar o que sentia. Seu espírito pairava num ambiente nada familiar, no qual suas habilidades psíquicas estavam diminuídas. Também seu corpo físico estava sob efeito de sedativos e outras drogas fortes, com as quais os médicos pretendiam prolongar sua vida.

Depois do diálogo intenso em emoções, o médium foi acoplado ao corpo físico por alguns momentos, enquanto providências mais urgentes foram tomadas para executar a referida transfusão energética.

4 Espíritos especialistas na área da medicina montaram, ali mesmo, dentro do hospital, em segundo plano, equipamentos que os olhos mortais não podiam

perceber. Os enfermeiros de plantão sentiram uma sensação incomum, como se uma brisa acariciasse sua pele, refrescando-a e produzindo uma sensação de que algo de sobre-humano estivesse ocorrendo ali. Realmente estava. O movimento daquelas entidades no ambiente extrafísico do hospital fazia com que se despertassem certas intuições e percepções na equipe de enfermagem e nos médicos encarnados que ali trabalhavam. Um arrepio, algumas vezes; em outras, a percepção de vultos, ou mesmo a impressão de que alguém mais estava se movendo, em velocidade mais alta do que a habitual. Tudo isso era percebido no ambiente do CTI.

À noite, conduziram-se para fora do corpo, dois doadores de energia vital, ou ectoplasma, a fim de que pudesse ocorrer a transfusão fluídica. Cada um deles teve seu duplo etérico acoplado ao do médium, como se fios invisíveis se entrelaçassem a ambos. Via-se o corpo etérico do médium hospitalizado pairar sobre seu aparelho físico. Era semelhante a uma névoa, embora tivesse contornos delimitados; irradiava luminosidade fraca, pálida, e sobrepunha-se ao corpo carnal abatido. Outras duas estruturas de natureza similar, igualmente desprovidas de órgãos porém, mais brilhantes ou iluminadas, puseram-se junto do corpo etérico do médium. Fios tenuíssimos, como se fossem capilares fluídicos, conectavam os três veículos de caráter físico porém, plasmático — isto é, os duplos etéricos desdobrados. De dentro desses fios, elementos riquíssimos em vitalidade corriam céleres para o organismo debilitado, reactivando suas propriedades, que já estavam quase exauridas. À medida que a transferência energética se concretizava, os chacras do duplo etérico, iluminavam-se e faziam a transformação dos fluídos em vitalidade, que voltava a abastecer cada órgão e célula do corpo físico, devidamente.

Enfermeiros e médicos do espaço acorreram ao local manipulando recursos extraídos da natureza, que foram adicionados aos elementos ectoplásmicos, ali transfundidos. Gradualmente, o cosmos orgânico ganhava vitalidade, e via-se claramente que os órgãos eram energizados através dos recursos cedidos pelos doadores desdobrados. Após mais de 10 horas de intensa atividade, um dos médicos invisíveis olhou o médium ganhando mais qualidade vital e disse:

— É hora de me acoplar inteiramente a cada célula, a cada órgão. Preciso acelerar o processo de ressuscitamento das células físicas quase exauridas. Meu médium quase não tinha mais condições de reativar a vida orgânica; por pouco não haveria retorno. O cordão de prata está por demais enfraquecido. Vou acoplar-me inteiramente às suas células e coordenar a reestruturação celular dentro de seu corpo, plenamente incorporado.

O médico iluminou-se por completo e, concentrando sua mente, elevou-se alguns centímetros sobre o corpo do médium e sobrepôs-se ao corpo físico enfraquecido. Ponto a ponto, observámos as células do perispírito do médico do espaço sendo absorvidas e justapostas às células do corpo do médium. Era como se cada uma absorvesse ou engolisse sua correspondente astral, enquanto o psicossoma do médico do espaço moldava-se à própria forma

5 perispiritual do médium, assumindo-lhe a configuração estética. Ocorreu ali o fenómeno conhecido por alguns como superincorporação1.

1 - Superincorporação é um termo, ao que tudo indica, cunhado por Ranieri, médium que se dedicou por mais de 10 anos ao estudo teórico e prático da materialização antes de apresentar tal novidade (RANIERI, R. A. Materializações luminosas. 2a ed. São Paulo: Lake, 2005, v parte, cap. 3). As sessões que serviram de base para seu livro contaram com a participação de médiuns notáveis, como Francisco Peixoto Lins, o Peixotinho (1905-1966), e Chico Xavier (1910-2002), entre outros, e sucederam por volta de 1950, em Pedro Leopoldo, MG. O trabalho de Ranieri será retomado adiante, uma vez que ele figura como personagem desta obra.

Consistia numa justaposição das células do corpo perispiritual, do desencarnado e do encarnado, nesse caso, em particular, visando conceder ao médium, maior tempo na atual existência. Interessados na continuidade das tarefas através do sensitivo, todos ouvimos o médico espiritual anunciar, plenamente de posse de cada átomo físico, num fenómeno somente comparável a uma materialização:

— Estou tirando meu médium daqui

Naturalmente, os encarnados, ali presentes, se assustaram. Um calafrio percorreu a espinha de todos ao sentirem que algo diferente sucedia; uma coisa tão intensamente forte e mais poderosa que a própria morte, que os médicos da Terra não conseguiram explicar. Pensavam que a entidade do espaço tencionava tirar o médium do CTI, mas não era esse o intento. Não era isso que queria dizer. Ele, o elevado amigo do espaço, referia-se à retirada do médium do estágio de semitranse que lhe antecederia a morte orgânica; seu propósito era retirá-lo do limbo entre as dimensões e coordenar, por si só, o acoplamento do espírito ao corpo físico, fortalecendo-lhe o cordão de prata e os laços encarnatórios.

Naqueles momentos, em que esteve de posse total de cada célula do corpo emprestado, absorveu toda infecção, toda inflamação e todo microorganismo virulento; toda espécie de contaminação, que estava prestes a determinar o fim da vida física do médium. Profundamente concentrado em aspirar os elementos daninhos à vida física, o médico do espaço absorveu, em seu perispírito, toda a contraparte energética e etérica da comunidade viral e bacteriana que agia sobre o corpo físico do médium. Quando se desacoplou lentamente, outros seres da erraticidade sucederam-lhe dentro do corpo emprestado, cada um cumprindo seu papel, com a finalidade de reorganizar, desde a vida orgânica, celular, até à vida emocional e mental do pupilo, que retomava a encarnação, visando ao prosseguimento de suas tarefas. Era a prorrogação do prazo de sua atual existência; uma concessão do Alto, objetivando tarefas específicas no âmbito mediúnico.

Tão logo o médico se deslocou para a dimensão astral, abandonando o corpo do médium, para ser trabalhado por outra entidade ainda dentro do hospital, dirigiu-se diretamente para recantos naturais, junto ao mar. Pairando sobre as

6 águas, vimos os elementos aderidos ao seu psicossoma, absorvidos do corpo do médium, serem atraídos pela natureza e dispersos em seu energismo.

Assemelhavam-se à fumaça expelida por chaminés de fábricas da Terra. A fuligem mórbida, que era o resultado da ação das comunidades de vírus e bactérias, desprendeu-se do corpo perispiritual do médico amigo que, a esta altura, sentia-se exausto. Quase desfalecido, devido ao acoplamento íntimo com o corpo físico fragilizado, levitou, rumando para regiões ignotas da espiritualidade, onde certamente se retemperaria, sob as bênçãos de Maria de Nazaré, espírito que administra a misericórdia para os filhos da Terra e os filhos do Cordeiro.

No hospital, o médium acordava para nova oportunidade, que deveria preencher sua ficha de serviços e lutas renovadoras.

Após esse evento, dirigimo-nos, alguns espíritos, ao Hall dos Escritores, uma espécie de palácio em nossa metrópole, onde se reúnem, tanto os espíritos que ali estagiam, ligados à arte e à literatura, quanto outros — encarnados ou não —, e onde nos encontramos, periodicamente, para deliberar a respeito de tarefas em comum, na área da literatura, entre os dois lados da vida. O palacete era estruturado em material translúcido, e irradiava, de cada detalhe, a luz do Sol, que brilhava intensamente naquele momento. Aguardávamos a visita de representantes do Mundo Maior, que viriam trazer novas instruções quanto ao nosso trabalho, junto à Crosta. Éramos mais de 20 espíritos, directamente ligados à tarefa mediúnica. Além daqueles que, quando encarnados, tiveram suas vidas ligadas, de alguma forma, à literatura e que, agora, ensaiavam a continuação de suas atividades ao lado de diversos médiuns, encarnados no plano físico.

Adentraram no ambiente, os guardiões Jamar e Anton que, traziam deliberações do Alto. Na Terra, o calendário marcava o primeiro de Março de 1997.

— Ângelo, estamos aqui com as propostas do Alto em relação ao médium, cuja vida física foi prolongada, numa demonstração da compaixão divina. Mas como toda concessão traz responsabilidades inerentes — falou Anton —, temos alguns apontamentos para fazer a respeito. Você pediu autorização para escrever, como o fazia quando encarnado. Pois bem, temos tanto o médium quanto a pauta a ser abordada; não poderá fugir a esses tópicos estabelecidos. Portanto você, como espírito, e também o médium, devem ser preparados, gradual e progressivamente, para o objetivo maior.

(Parte 1 de 9)

Comentários