Apostila de Aeroportos

Apostila de Aeroportos

(Parte 1 de 3)

Universidade Federal de Santa Catarina

Centro Tecnológico Departamento de Engenharia Civil

Apostila de

Aeroportos 2010

Programa de Educação Tutorial – PET

Universidade Federal de Santa Catarina

Centro Tecnológico Departamento de Engenharia Civil

Apostila de Aeroportos

Lenise Grando Goldner

Colaboração dos Bolsistas PET:

Juliana Vieira dos Santos Valmir Cominara Junior

Aeroportos

Apostila de Aeroportos

AULA 01  11 
1. Introdução à Organização do Transporte Aéreo  11 
1.1.  Espaço Aéreo  11 
1.2.  Princípios Gerais  11 
1.3. Organizações Internacionais de Regulamentação da Aviação Civil  12 
1.3.1. Internacional Civil Aviation Organization  – ICAO  12 
1.3.2. Internacional Air Transport Association ‐ IATA  12 
1.3.3. Federal Aviation Administration ‐ FAA  13 
1.3.4. Ministério da Aeronáutica do Brasil  13 
1.3.5. Comando da Aeronáutica do Brasil ‐ COMAER  13 
1.3.6. Agência Nacional de Aviação Civil ‐ ANAC  13 
1.4. Legislação Nacional e Internacional  14 
1.5. Evolução do Transporte Aéreo Regular No Brasil  14 
1.5.1. Período de 1927 a 1939  14 
1.5.2. Período de 1939 a 1959  14 
1.5.3. Período de 1961 a 1968  15 
1.5.4. Período de 1969 a 1980  15 
1.5.5. Período de 1981 a 1989  15 
1.5.6. Período de 1988 a 1998  15 
1.5.7. Período de 1998 a 2004  15 
1.5.8.  Período de 2005  16 
1.5.9.  Período de 2006  16 
1.5.10.  Período de 2007  17 
AULA 02  18 

1. Composição de Peso e Desempenho em Cruzeiro...................................................................... 18

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1.1.  Definições  18 
1.1.1.  Limitantes estruturais  18 
1.1.2.  Limitantes operacionais  19 
1.2. Definições dos Pesos, Segundo Manuais do Airport Planning (Boeing 747 – 1984)  19 
1.3.  Desempenho em Cruzeiro  19 
1.4.  Pontos Notáveis  21 
2.  Nomenclatura Utilizada 21 
3.  Classificações  23 
3.1.  Segundo a 1019  23 
3.2.  Operacional  23 
3.2.1. Pista de Pouso por Instrumentos  23 
3.2.2. Pista para Pouso sem Instrumentos  24 
3.3.  ICAO  24 
AULA 03  26 
1. Introdução à Mecânica de Locomoção do Avião  26 
1.1.  O Avião  26 
1.2.  Componentes  26 
1.3. Noções de Mecânica de Vôo  28 
1.3.1.  Aerofólios  29 
1.3.1.1. Forças que atuam sobre a superfície de um aerofólio  29 
1.3.1.2. Elementos do Aerofólio e do Seu Perfil  31 
1.3.1.3. Quantidade das Forças que Atuam em um Aerofólio  31 
1.3.2. Forças que Atuam no Avião  34 
1.3.2.1.  Eficiência Aerodinâmica  34 
1.3.2.2. Força de Tração e Potênica Necessária ao Vôo  35 
1.3.2.3.  Estol  36 

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1. Dimensionamento do Comprimento De Pista  38 
1.1.  Comprimento de Pista  38 
1.2.  Definições  39 
1.3. Comprimento de Pista Balanceada  40 
1.3.1.  Decolagem sem Falha  40 
1.3.2.  Conclusões  40 
1.4. Comprimento da Pista para Pouso  40 
1.5.  Procedimento de Subida  41 
2. Determinação do Comprimento de Pista Necessário – Desempenho na Decolagem  41 
2.1. Determinantes do Comprimento de Pista  41 
2.2. Fatores que Determinam o Comprimento de Pista para Decolagem  43 
2.3. Comprimento de Pista a Ser Construído  43 
3. Fatores de Correção (segundo ICAO)  48 
4.  Nomenclatura Conhecida  48 
5. Pistas de Pouso / Decolagem  49 
5.1. Código de Referência do Aeródromo  49 
5.2. Largura da Pista de Pouso / Decolagem  50 
AULA 05  51 
1.  Configuração Do Aeroporto  51 
1.1. Configuração de Pistas de Pouso:  51 
1.1.1.  Objetivos do Planejamento  51 
1.2.  Orientação de Pistas  51 
1.2.1. Determinação Gráfica da Orientação da Pista  52 
1.3. Quantidade de Pistas de Pouso e Decolagem  58 
1.4.  Capacidades Horárias Estimadas  58 
1.5. Configuração de Pistas – Comparação  58 

1.6. Pistas de Táxi ........................................................................................................................... 59

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1.6.1.  Objetivos do Planejamento  59 
1.6.2.  Pista de Táxi‐Saída  59 
1.7.  Pátios de Espera  60 
1.8. Evolução do Sistema de Pistas de Táxi  60 
1.9. Localização da Área Terminal / Pátio de Aeronaves  60 
1.9.1.  Objetivos de Planejamento  60 
1.9.2. Fatores que influenciam a localização da Área Terminal  60 
1.9.3. Localização de Instalações da Área Terminal  61 
2.  Outras Instalações  63 
2.1.  Infra‐estrutura de Apoio  63 
AULA 06  68 
1. Escolha De Sítio Aeroportuário  68 
1.1.  Objetivo  68 
1.2. Etapas do Processo de Escolha  68 
1.3. Fatores que Influenciam Dimensões do Aeroporto  68 
1.4. Estudo de Escritório de Possíveis Alternativas  68 
1.4.1. Critérios Básicos de Localização  68 
1.5. Metodologia de Escolha de Sítio Aeroportuário  69 
AULA 07  74 
1.  Plano Diretor Aeroportuário  74 
1.1.  Características Gerais  74 
1.1.1.  Seqüência de Fases  74 
1.2.  Informações Básicas  74 
1.3.  Estudos Preliminares  75 
1.3.1. Estudo da demanda do Transporte Aéreo  75 
1.3.2. Estudo da Capacidade da Infra‐estrutura Aeroportuária  75 

1.4. Escolha do Local ...................................................................................................................... 76

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1.4.1.  Estudo de Gabinete  76 
1.4.2.  Pesquisas de Campo  76 
1.4.3. Avaliação Final e Seleção  76 
1.5. Planejamento Geral do Aeroporto  76 
1.6.  Impactos  77 
1.6.1.  Sociais  77 
1.6.2.  Econômicos  77 
1.6.3.  Ambientais  77 
1.7. O Plano Diretor de acordo com as Normas da Icao  82 
1.7.1.  Demanda de Tráfego  85 
1.7.2. Crescimento de Passageiros e de Aeronaves (doméstico e internacional)  85 
1.8. Estrutura do Relatório sobre o Plano Diretor  87 
AULA 08  89 
1. Plano de Zona de Proteção de Aeródromo  89 
1.1.  Legislação Internacional  89 
1.2.  Legislação Brasileira  89 
1.3. Plano Básico de Zona de Proteção de Aeródromo  89 
1.4. Plano Específico de Zona de Proteção de Aeródromo  89 
1.5. Plano de Zona de Proteção de Aeródromo  90 
1.6.  Faixa de Pista  90 
1.7.  Área de Aproximação  91 
1.8.  Área de Decolagem  92 
1.9.  Área de Transição  92 
2.  Área Horizontal Interna  94 
2.1.  Área Cônica  95 
2.2.  Área Horizontal Externa  96 

2.3. Requisitos para Elaboração do Pbzpa ................................................................................... 100

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2.3.1. Tipo de operação do aeródromo  100 
2.3.2.  Código da pista  100 
AULA 09  101 
1. O Terminal de Passageiros  101 
1.1. Funções Básicas do Terminal  101 
1.2. Concepções Básicas de um TPS  101 
1.2.1.  Forma do Terminal  101 
1.2.2.  Nível do Processamento  101 
1.3. Fluxos no Terminal de Passageiros  102 
1.3.1. Demanda do Transporte Aéreo  102 
1.3.2. Dimensionamento do TPS (Doméstico/Internacional)  102 
1.4.  Principais Componentes Operacionais  102 
1.4.1.  Embarque  102 
1.4.2.  Desembarque  102 
1.4.2.1.  Trânsito 103 
1.4.2.2.  Índices e Áreas  103 
1.4.3.  Parâmetros de Interesse  103 
1.4.4.  Perfil do Passageiro  103 
1.5.  Bibliografia  103 
AULA 01  124 
1.  Pavimento De Aeroportos  124 
1.1.  Dimensionamento de Pavimentos  124 
1.2.  Conceitos Fundamentais  124 
1.3. Características das Aeronaves: Tipos de Trem de Pouso  125 
1.4.  Mecânica dos Pavimentos  125 
1.5.  Dimensionamento de Pavimentos  126 

1.6. Determinação da Equivalência de Partidas Anuais para a Aeronave de Projeto .................. 126

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1.7. Dimensionamento e Pavimento Flexível  130 
1.7.1.  Camadas do Pavimento  130 
1.7.2. Dados a Serem Considerados no Projeto  130 
1.8. Expessura Mínima da Base  131 
1.9. Tabelas de Equivalência para projeto de reforço  131 
1.10. Pavimentos para Aeronaves Leves  137 
1.1. Dimensionamento dos Pavimentos Rígidos  139 
1.12. Dimensionamento dos Pavimentos Rígidos  143 
1.13. Tamanho de Juntas de Placas sem Sub‐Base Estabilizada  147 
1.14. Tamanho de Juntas de Placas com Sub‐Base Estabilizada  147 
1.15. Exercício de Dimensionamento de Pavimento Flexível  149 
AULA 02  150 
1.  Drenagem em Aeroportos  150 
1.1. As Áreas dos Aeroportos  150 
1.2.  Funções da Drenagem  150 
1.3. Estimativa da Água de Escoamento das Chuvas  150 
1.4.  Método Racional  150 
1.5.  Operação do Método  150 
1.6.  Fórmulas Utilizadas  151 
1.7. Exercícios de Drenagem – Método Racional  155 
AULA 03  162 
1. Sinalização Horizontal de Pista  162 
1.1.  Tipos de Sinalização  162 
1.2. Pista de Pouso e Decolagem  162 
1.3. Tipos de Sinalização de Pista de Rolamento ou Táxi  173 
1.4. Exercício – Sinalização Horizontal de Pista P/D 177 

Aeroportos

Apostila de Aeroportos

1. Acessos Terrestres e Estacionamentos  180 
Brasileiros  180 
1.2.  Introdução  181 
1.3. Composição da Amostra do Estudo  183 

1.1. Parâmetros para o Dimensionamento dos Estacionamentos de Automóveis em Aeroportos

Salgado Filho  184 
1.5. Taxas de Utilização dos Estacionamentos  190 
1.6. Modelos de Regressão Linear para os Aeroportos  190 
1.7.  Conclusões 191 
1.8.  Referências Bibliográficas  193 
AULA 05  195 

1.4. Escolha Modal e Demanda de Autos nos Estacionamentos dos Aeroportos Hercílio Luz e 1. Heliportos e helipontos ............................................................................................................. 195

Aula 01 – Aeroportos

Apostila de Aeroportos 11

AULA 01

1. Introdução à Organização do Transporte Aéreo 1.1. Espaço Aéreo

• Primeiras controvérsias: ascensões de balões (Paris-1784) Século XIX – debates: 1903 Æ Irmãos WRIGHT – Colocam em vôo um engenho mais pesado do que o Ar. 1906 Æ SANTOS DUMONT – França – Primeiro Aeroplano.

1919 Æ Paris – Convenção para regulamentação da navegação aérea. 1927 Æ Iniciou-se a aviação comercial brasileira. 1928 Æ Sobre aviação comercial. 1929 Æ Varsóvia – Sobre unificação de regras do transporte aéreo internacional. 1933 Æ Roma – Sobre unificação de regras sobre apreensão cautelar de aeronaves. 1944 Æ Chicago – Sobre aviação civil internacional. Convenção mais importante. 1941-1945 Æ 2ª Guerra Mundial

1948 Æ Genebra – Reconhecimento internacional de direitos em aeronaves de transporte aéreo.

1952 Æ Roma – Sobre danos de aeronaves estrangeiras à terceiros, na superfície. 1958 Æ Genebra – Sobre direito internacional em alto-mar. 1961 Æ Guadalajara. 1963 Æ Tókio – Seqüestros. 1970 Æ Hague - Seqüestros 1971 Æ Montreal – Seqüestros. 1.2. Princípios Gerais

• Princípio fundamental Æ Soberania sobre espaço aéreo.

• Espaço Aéreo Æ Acima do território do país e respectivas águas jurisdicionais.

• Cinco Liberdades do Ar:

Aula 01 – Aeroportos

Apostila de Aeroportos 12

1. Uma aeronave tem direito de sobrevoar um outro país, sem pousar, contanto que o país sobrevoado seja notificado antecipadamente e aprove o sobrevôo (Passagem inocente).

2. Uma aeronave civil de um país tem o direito de pousar em outro país por razões técnicas, tais como abastecimento ou manutenção, sem proceder a qualquer tipo de serviço comercial neste ponto de parada (Parada Técnica).

3. Uma empresa aérea tem o direito de carrear o tráfego de seu país de registro para outro.

4. Uma empresa aérea tem o direito de carrear o tráfego de um país para o seu país de registro.

5. Uma empresa aérea tem o direito de carrear tráfego entre dois países diferentes do seu país de registro, desde que o vôo origine ou termine no seu país de registro.

Ainda:

6. Uma empresa aérea tem o direito de carrear tráfego que não se origine ou termine no seu país de registro, desde que passe através, faça conexão ou permaneça, por um tempo limitado, em qualquer ponto de seu país de registro.

Existem, porém são raramente permitidos:

7. Uma empresa aérea tem o direito de operar inteiramente fora de seu país de registro carreando tráfego entre outros países.

8. Uma empresa aérea tem direito de carrear tráfego de um ponto para outro do mesmo país estrangeiro.

1.3. Organizações Internacionais de Regulamentação da Aviação Civil 1.3.1. Internacional Civil Aviation Organization – ICAO • Criada em abril de 1947

• As recomendações e padronizações foram agrupadas em 17 anexos técnicos (Anexo 14 é o mais importante)

• Administrada por um conselho e várias comissões e órgãos subsidiários, subordinados pela assembléia geral.

• Sede em Montreal (Canadá) e mais sedes regionais (Lima-Perú) 1.3.2. Internacional Air Transport Association - IATA • Criada em abril de 1945 em Havana;

Aula 01 – Aeroportos

Apostila de Aeroportos 13

• Agrupamento de empresas de transporte aéreo com a finalidade de coordenar as atividades de taxações tarifárias, visando uma exploração segura, eficaz e econômica;

• Dois escritórios centrais: Montreal e Genebra, mais sedes regionais (Rio de Janeiro);

1.3.3. Federal Aviation Administration - FAA • Do governo norte-americano;

• Subordinada ao USDOT (w.dot.gov , W.faa.gov);

• Regulamentos e circulares técnicas sobre aeronaves, tripulação, espaço e tráfego aéreo, navegação, administração e aeroportos;

1.3.4. Ministério da Aeronáutica do Brasil • Criado em 1941 (w.maer.mil.br)

• Estrutura: o Órgãos de direção geral; o Órgãos de direção setorial (DAC – Departamento de Aviação Civil; IAC – Instituto de Aviação Civil); o Órgãos de assessoramento; o Órgãos de apoio; o Força Aérea Brasileira (FAB). 1.3.5. Comando da Aeronáutica do Brasil - COMAER • Criado em 1999 (w.fab.mil.br)

• Parte do Ministério da Defesa

• Estrutura: o Departamento de Controle do Espaço Aéreo - DECEA o Departamento de Aviação Civil – DAC (extinto com a criação da ANAC) 1.3.6. Agência Nacional de Aviação Civil - ANAC • Criada pela Lei nº 1.182, de 27 de setembro de 2005 (w.anac.gov.br).

• Aturará como autoridade aeronáutica da aviação civil.

• Missão – visa o atendimento do interesse público e o desenvolvimento e fomento da aviação civil, da infra-estrutura aeronáutica e aeroportuária do País.

Aula 01 – Aeroportos

Apostila de Aeroportos 14

• Estrutura: o Diretoria Colegiada (4 Diretores e o Diretor-Presidente). o Superintendências (em número de 6). o Gerências Regionais (em número de 8). 1.4. Legislação Nacional e Internacional

• Anexo 14: Normas e Recomendações Internacionais – Aeródromos – ICAO Volume I: Aeródromos e Volume I: Helipontos.

• Advisory Circular – FAA (Projeto de Pavimentos, Planejamento etc.).

• Código Brasileiro de Aeronáutica – 1966

• Portaria nº 018/GM5 do Ministério da Aeronáutica – 1974 (Helipontos).

• Portaria nº 1.141/GM5 do Ministério da Aeronáutica – 1987 (Zona de Proteção de Aeródromos e Auxílios).

• IAC 2328 – Instrução de Aviação Civil do DAC – 1990 (Autorização de Construção de Aeródromos Civis e Aeroportos Brasileiros).

1.5. Evolução do Transporte Aéreo Regular No Brasil

• Origem da Aviação comercial Æ Final da década de 20.

(em 1º de janeiro de 1927, a primeira empresa no Brasil a transportar passageiros foi a CONDOR SYNDIKAT – Ministro Vitor Konder e outras pessoas – do Rio de Janeiro a Florianópolis).

1.5.1. Período de 1927 a 1939 • Desenvolvimento da indústria aeronáutica durante a 1ª guerra mundial.

• Desejo ou espírito aeronáutico das autoridades governamentais brasileiras.

• Em 1927 foi criado o código brasileiro do ar.

• Em 1927 Æ Criada a VARIG e a Sociedade Mercantil Sindicato CONDOR Ltda. (mais tarde CRUZEIRO DO SUL).

• Em 1930 Æ PANAIR do Brasil (faliu)

• Período de entrada de grande número de empresas, posterior fusão, absorção e eliminação devido a:

a) Oferta de aviões excedentes da 2ª guerra mundial

Aula 01 – Aeroportos

Apostila de Aeroportos 15 b) Aumento da demanda

• Na última metade do período houve diminuição da demanda devido à abertura de estradas e instalação da indústria automobilística.

• Em 1959 surgiu a ponte-aérea RIO – SP. 1.5.3. Período de 1961 a 1968 • Redução do número de passageiros transportados no mercado doméstico.

• Crise financeira na indústria devido ao processo inflacionário e reforma cambial.

• Busca de solução através de três encontros da CONAC – Conferência Nacional de Aviação Civil.

• Criação do SITAR – Sistema Integrado do Transporte Aéreo: desenvolvimento do transporte aéreo regional e incentivo à indústria aeronáutica brasileira (EMBRAER).

• Surgem: TABA / NORDESTE / TAM / VOTEC / RIO-SUL. 1.5.5. Período de 1981 a 1989

• Prejuízos até 1986 com a implantação do plano cruzado quando ocorreu aumento considerável da demanda.

• Período inflacionário Æ diminuição e crise.

• Em 1992 – 5ª CONAC Æ As regionais não precisam mais atuar em áreas específicas.

• Em 1994 – Plano Real Æ Aumento da demanda. 1.5.7. Período de 1998 a 2004 a) TRANSBRASIL parou de operar Æ dívida de combustível. b) TAM menos deficitária Æ maior mercado doméstico. c) Atentado terrorista (1/09 EUA) com uso de aviões comerciais. d) Queda da Aviação Civil (Turismo). e) Intensificação da segurança nos aeroportos.

Aula 01 – Aeroportos

Apostila de Aeroportos 16 f) Crise devido ao aumento do dólar Æ desvalorização do Real. a) Recessão Æ pessoas fazem menos viagens internacionais. 1.5.8. Período de 2005

• Julho de 2005 – entra em operação a empresa WEBJET, de modelo “low cost, low fare”.

• Agosto de 2005 – começa a funcionar como empresa de vôos regulares a empresa “BRA”, que antes operava somente com vôos charter.

• Em 20/07/2005 o mercado era dividido em: o TAM com 43% do mercado; o GOL com 29% do mercado; o VARIG com 26 % do mercado.

• Características de uma empresa “low cost, low fare”: o não oferece milhagem o não oferece comida quente durante o vôo. O local dos fornos de aquecimento da comida é ocupado por assentos.

o homogeneização da frota, o que barateia a manutenção. o mantém as aeronaves voando o maior tempo possível.

o estimula compra de passagens pela internet, o que reduz gastos com papel e funcionários.

• Setembro de 2005 - criação da ANAC – Agência Nacional de Aviação Civil (Lei nº 1.182 de 27/09/05).

• VARIG entra em processo de recuperação judicial e vende a VarigLog (transporte de cargas) e VEM (manutenção) para TAP por US$62 milhões. A TAP ficou com a VEM por US$ 24 milhões e revendeu a VarigLog por US$48,2 milhões para Volo do Brasil (3 empresários brasileiros e o fundo americano Matlin Patterson).

1.5.9. Período de 2006 • Aumento da demanda em função da baixa do dólar. (valorização do Real)

• Crise na Varig – dívida de aproximadamente 8 bilhões de reais.

• Em julho de 2006 a Varig é dividida em antiga Varig (processo judicial, com as dívidas) e nova Varig (enxuta).

• A VarigLog controlada pela Volo do Brasil compra a nova VARIG.

Aula 01 – Aeroportos

Apostila de Aeroportos 17

• Ocorre acidente com avião da GOL na Amazônia (29/09/2006): houve choque com aeronave pequena (Legacy) – não há sobreviventes.

• Crise nos aeroportos – ocorrência de grande atraso nos vôos – filas enormes – descontentamento geral dos passageiros

• Continua a crise nos aeroportos que culmina com a troca de Ministro da Defesa – novo ministro Nélson Jobim.

• A Empresa GOL compra a nova VARIG em 28/03/2007 por US$320 milhões (R$660 milhões). Após a compra o mercado ficou dividido em:

o Doméstico - TAM com 47,3%, GOL com 4,83%, o BRA 2,98%, OceanAir 2,24 % e Demais 2,62%. o Internacional - TAM com 61,01%, GOL com 30,76%, o BRA 7,89%, OceanAir 2,24 % e Demais 0,34%.

• Ocorre acidente com avião da TAM (17/07/2007) no aeroporto de Congonhas em

SP – em pista molhada avião sai da pista e se choca com posto de gasolina e hangar da TAM do outro lado da rua e explode – não há sobreviventes.

• Agravamento da crise no transporte aéreo brasileiro leva a substituição dos

Diretores da ANAC e também a criação da Secretaria de Aviação Civil do Ministério da Defesa para coordenar os órgãos da aviação civil brasileira (DECEA/ANAC/INFRAERO/Indústria Aeronáutica).

Aula 02 – Aeroportos

Apostila de Aeroportos 18

AULA 02

1. Composição de Peso e Desempenho em Cruzeiro 1.1. Definições

¾ Componente do peso bruto Composto de 3 parcelas:

• Peso Básico Operacional: peso do avião pronto para operar excluindo-se a carga paga e o combustível utilizável. Inclui estruturas, assentos, equipamentos diversos, tripulação, copas, enfim, tudo que não seja carga paga e combustível.

• Carga paga: toda carga transportada que produz receita. Compõe-se de passageiros, bagagem, correio e carga.

• Combustível total: compreende combustível de bloco mais reservas. Reserva inclui:

o 10% do combustível a se consumir na viagem, para cobrir eventuais diferenças de consumo durante o vôo; o Combustível para o vôo até o aeroporto alternativo; o Combustível para espera, para pelo menos 30 minutos de vôo sobre o aeroporto a 450 m de altitude, ou de acordo com outro regulamento aplicável.

1.1.1. Limitantes estruturais

• Peso máximo zero combustível: peso máximo que pode ter a aeronave carregada, porém sem combustível.

• Carga paga máxima estrutural: é o máximo peso que pode ter a carga paga, seja ela passageiro, carga, correio ou combinação desses itens.

• Peso máximo estrutural de decolagem: peso máximo com qual a aeronave pode decolar 9supondo-se que não exista limitante operacional, que na realidade existem por razões estruturais.

• Peso máximo estrutural de pouso: é o peso máximo com qual a aeronave pode pousar (supondo-se que não existam limitantes operacionais).

• Peso máximo estrutural de rampa ou de taxi: é o máximo peso pelo qual a aeronave poderá iniciar o taxi, ou seja, sair dos calços para dirigir-se até a cabeceira da pista.

Aula 02 – Aeroportos

Apostila de Aeroportos 19

• Capacidade máxima dos tanques: é o máximo volume de combustível que o avião admite.

1.1.2. Limitantes operacionais

• Peso máximo de decolagem: sempre menor ou igual ao peso máximo estrutural de decolagem. Imposto pelo comprimento e declividade da pista, temperatura, pressão, vento, pneus, condições de subida, condições de frenagem e outras.

• Peso máximo de pouso: sempre menor ou igual ao peso máximo estrutural de pouso. Imposto pelas condições reinantes no pouso, principalmente o comprimento e a declividade da pista além do estado da superfície da pista.

1.2. Definições dos Pesos, Segundo Manuais do Airport Planning (Boeing 747 – 1984)

• Peso máximo de táxi, de projeto (PMT): máximo peso para manobras no solo, limitado pela resistência da aeronave e requisitos de aero-navegabilidade.

• Peso máximo de pouso, de projeto (PMP): máximo peso para pouso, limitado pela resistência da aeronave e requisitos de aero-navegabilidade.

• Peso máximo de decolagem, de projeto (PMD): máximo peso para a decolagem, limitado pela resistência e condições de aero-navegabilidade.

• Peso de operação vazio (POV) ou Peso básico operacional (PBO): peso da estrutura, grupos motopropulsores, mobiliário etc. Excluindo-se combustível usável e a carga paga.

• Peso máximo zero combustível, de projeto (PMZC): máximo peso permitido, acima do qual só se pode carregar o avião com combustível usável.

• Carga paga máxima = peso máximo zero combustível – peso de operação vazio.

• Capacidade máxima de assentos: número máximo de passageiros especificamente homologados ou previstos para homologação.

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