FASES DO DESENVOLVIMENTO COGNITIVO - PIAGET

COMO O CONHECIMENTO É CONSTRUÍDO?

Estas formas são iguais?

Desenvolvimento cognitivo para Piaget

Ao trabalhar esse conceito o autor separa aprendizagem de desenvolvimento.

  • Aprendizagem: relacionada a aquisição de uma resposta particular, aprendida em função da experiência.

  • Desenvolvimento: verdadeiro responsável pela aquisição de conhecimento.

As fases do desenvolvimento cognitivo

  • Piaget considera 4 períodos no processo evolutivo da espécie humana que são caracterizados "por aquilo que o indivíduo consegue fazer melhor" no decorrer das diversas faixas etárias ao longo do seu processo de desenvolvimento (Furtado, op.cit.).

Fase Sensório-motor

  • Contato com o meio é direto, sem representação ou pensamento.

  • Bebê constrói esquemas de ação para assimilar mentalmente o meio.

  • Noção de espaço e tempo, construídas pela ação.

  • Ele vai aos poucos se separando da ação.

Do nascimento - 2 anos

"...à falta de função simbólica, o bebê ainda não apresenta pensamentos nem afetividade ligados a representações, que permitam evocar pessoas ou objetos na ausência deles."

( Piaget e Inhleder, 1986, p.11).

Piaget destaca que a principal conquista desse período é o desenvolvimento da noção de permanência de objeto, em outras palavras, a criança diferencia o que é dela do que é do mundo, adquire noção de causalidade, espaço e tempo, interage com o meio demonstrando uma inteligência fundamentalmente prática caracterizada por uma intencionalidade e uma certa plasticidade.

  • Piaget destaca que a principal conquista desse período é o desenvolvimento da noção de permanência de objeto, em outras palavras, a criança diferencia o que é dela do que é do mundo, adquire noção de causalidade, espaço e tempo, interage com o meio demonstrando uma inteligência fundamentalmente prática caracterizada por uma intencionalidade e uma certa plasticidade.

  • Base para todas as futuras construções cognitivas que a criança empreenderá

  • Interação criança-meio modifica os comportamentos reflexivos;

  • A faixa etária não pode ser tomada como parâmetros rígidos;

Pré-operatório

  • Aparecimento de representações mentais, desenvolvimento de funções simbólicas.

  • Egocentrismo: a criança não consegue se colocar obstratamente no lugar do outro.

  • Não aceita o acaso, deseja sempre uma explicação.

  • Possui uma percepção sem descriminar detalhes.

  • Se leva pela aparência, ao relacionar fatos.

2- 7 anos

  • Desenvolvimento da capacidade simbólica instalada em suas diferentes formas: a linguagem, o jogo simbólico, a imitação postergada etc.

  • A criança não depende mais unicamente das sensações e de seus movimentos.

  • Ela dispõe de esquemas de ação interiorizados, também chamados de esquemas representativos, podendo, desta forma, distinguir um significante (imagem, palavra ou símbolo) daquilo que ele significa (o objeto ausente, o significado.

  • Ainda não consegue desfazer o raciocínio, no sentido de retornar do resultado ao ponto inicial. (reversibilidade no pensamento).

  • Conduta egocêntrica ou autocentrada.

  • Uma das principais tarefas a serem cumpridas nesse estágio é a “descentração”, o que significa sair da perspectiva do "eu” como único sistema de referência.

  • Raciocínio transdutivo ou intuitivo, de caráter pré-lógico, que se fundamenta exclusivamente na percepção, indo do particular ao particular: "Banana verde dá dor de barriga, logo abacate, por ser verde, também provocará mal-estar;

  • Pensamento artificialista, presente nas atribuições de atos humanos a fenômenos naturais:

“Quem faz chover é meu pai”;

  • O antropomorfismo ou atribuições

de características humanas a objetos

e animais: “animais que falam”

  • Estruturação da função semiótica: habilidade cognitiva fundamental para que a criança possa trabalhar com operações lógicas, passando assim para o estágio seguinte.

Operatório-concreto

  • Maior capacidade de descontração, buscando identidades e diferenças além do percebido.

  • Dedução das ações percebidas, operações implícitas através do estabelecimento de relações, classificações e séries, sempre tendo em vista objetos concretos.

  • Adquire o conceito de reversibilidade.

  • Aborda problemas de forma aleatória, sem qualquer plano racional ou lógico.

7 - 11 anos

  • As ações cognitivas, o pensamento lógico está relacionado aos objetos concretos.

  • Seu pensamento ainda é limitado. Não consegue pensar abstratamente sobre as possibilidades futuras.

Operatório-formal

  • Atinge o estágio mais avançado de operações cognitivas.

  • Raciocínio dedutivo, formação de hipóteses a respeito de soluções para o problema.

  • É capaz de operações mentais sob forma simbólica e são realizadas operações sobre ideias como coisas.

  • Ocorre um outro egocentrismo: valorização do pensamento em detrimento dos obstáculos práticos.

  • Diferenciação nítida entre o eu e o objeto

A partir dos 11 anos

  • Abordam problemas sistematicamente, agindo como se fossem cientistas;

  • Essa habilidade de eliminar possibilidades competidoras caracteriza o pensamento operatório formal.

  • Piaget não aponta respostas sobre o quê e como ensinar,  mas permite compreender como a criança e o adolescente aprendem, fornecendo um referencial para a identificação das possibilidades e limitações de crianças e adolescentes. Desta maneira, oferece ao professor uma atitude de respeito às condições intelectuais do aluno e um modo de interpretar suas condutas verbais e não verbais para poder trabalhar melhor com elas.

REFERÊNCIAS

  • BERNS, R. M. O desenvolvimento da criança. Edições Loyola, São Paulo, Brasil, 2002.

  • GERRIG E. ZIMBARDO. P. G. A psicologia e a vida. 16a ed.

  • PALANGANA, I. C. Desenvolvimento e aprendizagem em Piaget e Vygotsky: a relevância do social. São paulo, 2001.

  • Renner, T.; Morrissey, J.; Mae, L.; Feldman, R. S.; Majors, M. Psicologia: o que ela pode fazer com você. São Paulo, 2012.

OBRIGADA !!!

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