AVES DA RPPN ALTO-MONTANA - Serra da Mantiqueira -Itamonte -MG

AVES DA RPPN ALTO-MONTANA - Serra da Mantiqueira -Itamonte -MG

(Parte 1 de 3)

Aves da RPPN Alto-Montana Serra da Mantiqueira -Itamonte -MG

Aves da RPPN Alto-Montana

Serra da Mantiqueira Itamonte -MG

Kassius K. Santos

Apoio Realização

Criação, pesquisa, textos, design e diagramação Kassius K. Santos

Revisão geral Vitor Torga Lombardi

Foto da capa Sanhaçu-frade (Stephanophorus diadematus)

Fotografias

Alexandre Ferreira Platalea ajaja

Bruno Rennó

Micrastur ruficollis; Phaethornis eurynome; Pachyramphus castaneus

Demis Bucci Crypturellus obsoletus

Vitor Torga Lombardi Campylorhamphus falcularius

Zé Campos Cyanoloxia brissonii

Willian Menq Accipiter poliogaster

Kassius K. Santos Todas as demais

kassiuseagle@hotmail.com institutoaltomontana@gmail.com

Meus agradecimentos à Raisa Gonçalves Faetti e Vitor

Torga Lombardi, pela preciosa colaboração durante os trabalhos de campo para inventariar e estudar a avifauna na Fazenda Pinhão Assado/RPPN Alto-Montana, cujos resultados forneceram subsídio para a concepção deste guia de aves; aos colegas Matusalém Miguel e Santos D’Angelo Neto, pela grande contribuição nos primeiros levantamentos avifaunísticos realizados na referida área; ao Paulo Pegas e Endy Bahia Arthur pelo apoio logístico oferecido durante os trabalhos de campo; ao Roberto Campos Rocha, proprietário da RPPN, pelo apoio e pela oportunidade que me concedeu de realizar este gratificante trabalho; aos colegas Alexandre Ferreira, Bruno Rennó, Demis Bucci, Zé Campos e Willian Menq, que gentilmente cederam algumas das fotografias que ilustram este guia; aos demais amigos que, de uma forma ou de outra, contribuíram para a concretização deste trabalho.

Kassius K. Santos

Agradecimentos

Apresentação

Este trabalho apresenta uma amostra da rica avifauna presente na Reserva Particular do Patrimônio Natural Alto- Montana, cuja área, contida nos limites da Fazenda Pinhão Assado, abriga e protege um importante fragmento de Mata Atlântica no sul do estado de Minas Gerais.

Figuram nesta obra 175 espécies, representando todas as 5 famílias de aves registradas na propriedade. A nomenclatura e a ordem taxonômica adotadas seguem as últimas orientações do Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos (CBRO 2014). Nas páginas das espécies o leitor encontrará informações sobre distribuição, habitat, dados biométricos, hábitos alimentares e dicas sobre os melhores locais para observar a ave na área da RPPN. Informações sobre status, endemismo, hábitos migratórios e frequência com que a espécie é observada no local também são apresentadas de forma condensada, no canto superior direito de cada página. A maior parte das fotografias que ilustram este guia foram feitas na Fazenda Pinhão Assado/RPPN Alto-Montana. No entanto, como não foi possível obter registros fotográficos locais de algumas espécies relevantes para a composição deste trabalho, também foram utilizadas fotografias obtidas em outras localidades, algumas, inclusive, gentilmente cedidas por colaboradores. No final da obra, após o índice remissivo, é apresentada uma listagem atualizada da ornitofauna presente na área da Fazenda Pinhão Assado/RPPN Alto- Montana.

Baseada na premissa de que é preciso conhecer para preservar, esta obra busca divulgar e popularizar o conhecimento acerca da avifauna local, no intuito de despertar no leitor a admiração pelas aves e o interesse pela preservação da nossa biodiversidade. Destina-se, portanto, não só aos ornitólogos e aos observadores de aves, mas a todos aqueles interessados em conhecer um pouco da nossa avifauna, em particular as belas aves da Mata Atlântica do sul de Minas Gerais.

A RPPN Alto-Montana1
Como chegar3
Flora4
Fauna6
Avifauna8
Dicas para o Observador de Aves12
ESPÉCIES15
Ordem TINAMIFORMES17
Família Tinamidae17
Ordem GALLIFORMES19
Família Cracidae19
Família Odontophoridae21
Ordem PELECANIFORMES23
Família Ardeidae23
Família Threskiornithidae26
Ordem CATHARTIFORMES28
Família Cathartidae28
Ordem ACCIPITRIFORMES32
Família Accipitridae32
Ordem GRUIFORMES46
Família Rallidae46
Ordem CHARADRIIFORMES48
Família Charadriidae48
Ordem COLUMBIFORMES50
Família Columbidae50
Ordem CUCULIFORMES5
Família Tytonidae58
Família Strigidae60
Ordem NYCTIBIIFORMES65
Família Nyctibiidae65
Ordem CAPRIMULGIFORMES67
Família Caprimulgidae67
Ordem APODIFORMES70
Família Apodidae70
Família Trochilidae72
Ordem TROGONIFORMES80
Família Trogonidae80
Ordem CORACIIFORMES83
Família Alcedinidae83
Ordem GALBULIFORMES85
Família Bucconidae85
Ordem PICIFORMES8
Família Ramphastidae8
Família Picidae91
Ordem CARIAMIFORMES98
Família Cariamidae98
Ordem FALCONIFORMES100
Família Falconidae100
Ordem PSITTACIFORMES104
Família Psittacidae104
Ordem PASSERIFORMES1
Família Thamnophilidae1
Família Conopophagidae118
Família Grallariidae120
Família Rhinocryptidae122
Família Dendrocolaptidae128
Família Xenopidae134
Família Furnariidae136
Família Pipridae147
Família Tityridae152
Família Cotingidae158
Família Pipritidae163
Família Platyrinchidae165
Família Rhynchocyclidae167
Família Tyrannidae174
Família Vireonidae188
Família Corvidae191
Família Hirundinidae193
Família Troglodytidae196
Família Turdidae198
Família Mimidae202
Família Passerellidae204
Família Parulidae206
Família Icteridae210
Família Thraupidae215
Família Cardinalidae235
Família Fringilidae238
Família Estrildidae243
Família Passeridae245

Família Scleruridae............................................................. 126

Fazenda Pinhão Assado/RPPN Alto-Montana247
Bibliografia248
Índice de nomes populares e científicos252

Algumas espécies comuns de aves encontradas na área da Lista das espécies de aves encontradas na área da Fazenda Pinhão Assado/RPPN Alto-Montana................................. 257

A RPPN Alto-Montana

Na década de 50 a fazenda era dedicada à criação extensiva de gado, período este em que a floresta foi quase totalmente derrubada para dar lugar a grandes áreas de pastagens. A exuberante mata, que hoje recobre a maior parte da propriedade, é o legado deixado por alemães, que compraram a fazenda no início dos anos 60, instalaram um complexo hoteleiro e permitiram a recomposição da vegetação nativa. O hotel, de nome Casa Alpina, possuía uma infraestrutura considerada luxuosa para a época, atraindo turistas da alta sociedade brasileira e também do exterior. Em 2007, já com a atividade hoteleira em decadência, a propriedade foi colocada à venda e posteriormente adquirida pelo atual proprietário. No ano seguinte o hotel foi fechado e a fazenda passou a dedicar-se à produção animal e vegetal sustentável e à preservação ambiental de forma mais efetiva, incentivando, inclusive, o desenvolvimento de pesquisas científicas em sua área. Com o encerramento das atividades hoteleiras, os três blocos de apartamentos que compunham a estrutura do antigo complexo foram então destinados ao alojamento de pesquisadores. Em 24 de novembro de 2011 mais da metade da área da fazenda foi finalmente declarada Reserva Particular do Patrimônio Natural, modalidade de Unidade de Conservação de proteção integral e vitalícia, garantindo assim a preservação da mata nativa para as gerações futuras. A criação da reserva contou com apoio do Programa de Incentivo às RPPNs da Mata Atlântica, coordenado pela Conservação Internacional, Fundação SOS Mata Atlântica e The Nature Conservancy.

Localizada no município de Itamonte, no sul do estado de Minas

Gerais, a RPPN Alto-montana preserva um dos mais importantes remanescentes de Floresta Atlântica Montana do estado em terras particulares. A área de 672 hectares, incluída nos limites da Fazenda Pinhão Assado, está incrustada nos contrafortes da Serra Fina, cadeia montanhosa vizinha ao maciço do Itatiaia e que com este compõe o complexo da Mantiqueira.

História

Vista da pedra do Picua partir da sede da RPPN

Cachoeira do rio Pinhão Assado Rampa de voo livre (a mais alta do país) no alto da Serra Fina

F ot

K ass i us

Santo

3 Como chegar

A diversidade da flora local é determinada principalmente pelo relevo acidentado e pela ampla variação altitudinal presente na região, formando micro-habitats e microclimas, possibilitando o desenvolvimento de uma grande variedade de espécies ao longo do gradiente altitudinal. Nos domínios da Floresta Ombrófila Mista Altomontana, fitofisionomia da Mata Atlântica que se estende pela maior parte do gradiente, ocorrem diversas espécies das famílias Lauraceae, Fabaceae, Myrtaceae, Myrsinaceae e Melastomataceae, entre outras, cujos frutos representam importante recurso alimentar para as aves e para a fauna em geral. A Araucaria angustifolia, árvore de grande porte ameaçada de extinção, emerge no dossel da mata, marcando sua presença na bucólica paisagem serrana. Nas áreas mais elevadas e úmidas, onde ocorrem as matas nebulares, a vegetação arbórea apresenta-se recoberta por epífitas, algumas notáveis pela beleza de suas flores, como as vistosas orquídeas amarelas (Coppensia blanchetti) e as pequeninas, mas não menos belas orquídeas do gênero Hadrolaelia. Nos campos de altitude destacam-se espécies das famílias Asteraceae, Campanulaceae, Eriocaulaceae, Amaryllidaceae e Onagraceae, sendo representante desta última família os brincos-de-princesa (Fuchsia regia), cujas flores são verdadeiras joias vivas.

F o to s: Kassi us S an to s

Flora

Hadrolaelia coccinea (Orchidaceae)Fuchsia regia (Onagraceae)

Hippeastrum morelianum (Amaryllidaceae)

Bromélias (Bromeliaceae)

Capororoca (Myrsine sp – Myrsinaceae) Leandra sp (Melastomataceae)

Araucaria angustifolia (Araucariaceae)

F o to s: Kassi us S an to s

Actinocephalus polyanthus (Eriocaulaceae)

Além de abrigar uma avifauna rica e diversificada, com mais de

260 espécies de aves registradas em sua área, a RPPN também serve de refúgio para outras inúmeras espécies da fauna nativa, algumas ameaçadas de extinção, como a onça-parda (Puma concolor), a jaguatirica (Leopardus pardalis mitis) e o lobo-guará (Chrysocyon brachyurus). Dentre os habitantes mais carismáticos, encontra-se o ágil caxinguelê ou esquilo brasileiro (Guerlinguetus ingrami), grande apreciador dos pinhões da Araucaria angustifolia. Nas matas é possível observar pequenos bandos de macacos-prego (Sapajus nigritus) e de sauás (Callicebus nigrifrons), cuja algazarra ouve-se ecoando pelas grotas da serra logo após o amanhecer. Ao caminhar pelas estradas e trilhas da RPPN, diversas formas de vida, algumas mais discretas, se revelam aos olhares mais atentos, como o bicho-pau-falso (Proscopiidae) e o diminuto e incomum sapinhode-chifres (Proceratophrys sp), ambos quase indetectáveis no meio da serapilheira. Também ocorrem nas matas e campos de altitude diversas espécies de lagartos e de serpentes, a maioria delas inofensivas, embora também ocorram espécies peçonhentas como a urutu (Bothrops fonsecai) e a cascavel (Crotalus durissus).

6 Lobo-guará (Chrysocyon brachyurus)

F o to us S an to s

Fauna

Urutu (Bothrops fonsecai)

Lagarto-verde (Enyalius perditus) Macaco-prego (Sapajus nigritus) Esquilo (Guerlinguetus ingrami)

Bicho-pau-falso (Proscopiidae)Sapinho-de-chifres (Proceratophrys sp)

F o to s: Kassi us S an to s

Avifauna

Desde o início dos estudos, em junho de 2009, foram registradas na área da fazenda Pinhão Assado/RPPN Alto-Montana 267 espécies de aves, pertencentes a 5 famílias e 21 ordens. Dentre estas espécies, 75 constituem endemismos da Mata Atlântica, o que representa aproximadamente 35% do total de espécies consideradas endêmicas deste bioma. Encontram-se na área dez espécies ameaçadas de extinção, em nível global, nacional ou estadual, e outras onze categorizadas como quase ameaçadas.

O maior número de espécies é encontrado na zona de transição entre a área antrópica e as áreas florestais localizadas em menores altitudes (1300-1400m). Não obstante, a maior parte da avifauna deste setor é composta por aves de hábitos generalistas e comuns em ambientes antropizados, como o bem-te-vi (Pitangus sulphuratus), o suiriri (Tyrannus melancholicus) e o chopim (Molothrus bonariensis). A presença de jardins e pomares nessas áreas, próximas das matas, também atrai um grande número de frugívoros e de nectarívoros, incluindo diversas espécies de saíras, sanhaçus e beija-flores.

A Floresta Ombrófila Mista Alto Montana estende-se pela maior parte do gradiente altitudinal, ocupando a parcela da propriedade localizada entre 1500 e 2100m. Nela são encontradas nove das dez espécies ameaçadas de extinção registradas na RPPN, entre elas o caneleirinho-de-chapéu-preto (Piprites pileata), a araponga (Procnias nudicollis) e o gavião-pega-macaco (Spizaetus tyrannus). Nessas áreas são frequentes os bandos mistos de aves, quando várias espécies se juntam em determinados locais para forragear. Esses bandos se dividem, basicamente, em quatro grupos principais:

• Bandos mistos do dossel - compostos principalmente por frugívoros e insetívoros que forrageiam na copa das árvores, incluindo os cotingídeos, diversas espécies de traupídeos e alguns tiranídeos, entre outras aves.

• Bandos mistos do estrato médio - abrangem aquelas espécies que procuram insetos e suas larvas nos troncos, galhos e bromélias, como os arapaçus, os pica-paus e alguns furnarídeos.

As aves nos ambientes da RPPN

• Bandos mistos do estrato inferior - compostos principalmente por

Insetívoros e onívoros que circulam pela vegetação arbustiva e pelo solo da mata, incluindo espécies que seguem formigas-de-correição, como o olho-de-fogo (Pyriglena leucoptera) e o chupa-dente (Conopophaga lineata).

• Bandos mistos dos taquarais - Durante eventos de floração e frutificação dos bambus nativos, pixoxós (Sporophila frontalis), cigarras-do-coqueiro (Tiaris fuliginosus), negrinhos-do-mato (Amaurospiza moesta), peito-pinhões (Poospiza thoracica), entre outras aves, juntam-se em grandes bandos mistos para forragear nas faixas de taquarais que se formam em alguns trechos da mata. Estes são eventos raros, pois a floração das espécies nativas de bambu ocorrem a intervalos de tempo que podem variar entre um e mais de trinta anos, sendo este fenômeno ainda pouco estudado.

Outras aves, como o arapaçu-de-bico-torto (Campylorhamphus falcularius) e a choquinha-da-serra (Drymophila genei), também apresentam grande afinidade pelos taquarais, mas não há, nesse caso, relação com os eventos de frutificação, já que a dieta dessas espécies é basicamente insetívora.

Tesourinhas-da-mata (Phibalura flavirostris). Ao fundo, a Floresta Ombrófila Mista Alto Montana.

Campos de altitude no alto da Serra Fina.

Na zona de transição entre a Floresta Alto-Montana e as formações campestres, a cerca de 2100m de altitude, ocorrem as matas nebulares ou matas de neblina, assim denominadas por receberem a umidade condensada diretamente das nuvens. Aves típicas de altitudes elevadas frequentam essas áreas, como a tovacade-rabo-vermelho (Chamaeza ruficauda), o pinto-do-mato (Hylopezus nattereri), a Choquinha-da-serra (Drymophila genei) e a saudade (Tijuca atra).

Nas áreas mais elevadas da propriedade, acima de 2100m, encontram-se os Campos de Altitude, fitofisionomia da Mata Atlântica típica das regiões montanhosas do sudeste. A vegetação arbustiva, característica dessas áreas, abriga uma avifauna pouco diversificada, mas é este o único ambiente onde se pode encontrar a garrinchachorona (Asthenes moreirae), um dos raros endemismos dos campos de altitude. A profusão de flores encontradas nesses campos também fornece alimento farto para algumas espécies de beija-flores, como o beija-flor-de-orelha-violeta (Colibri serrirostris), o beija-flor-de-papobranco (Leucochloris albicollis) e o beija-flor-rubi (Clytolaema rubricauda). Aves de rapina como a águia-chilena (Geranoaetus melanoleucus), o gavião-de-rabo-branco (Geranoaetus albicaudatus) e o gavião-peneira (Elanus leucurus), constituindo este último um registro bastante inusitado para aquelas altitudes, também frequentam tais áreas em busca de roedorese outras presas.

F o to s: Kassi us S an to s

Beija-flor-de-orelha-violeta (Colibri serrirostris) forrageando em flores de Siphocampylus westinianus (Campanulaceae), no campo de altitude.

Saíra-amarela (Tangara cayana) alimentandose dos frutos de uma

Melastomataceae, nas proximidade da sede da RPPN.

Tiê-sangue (Ramphocelus bresilius) forrageando nos ramos de uma Myrtaceae.

As aves e a flora nativa

Quando observar – o melhor horário é o período da manhã,

entre o nascer do sol e cerca de duas ou três horas após. A maioria das aves inicia suas atividades nesse horário e é quando muitas delas se expõem nos galhos emergentes das árvores para anunciar através de seus cantos a posse de seus territórios. Outro pico de atividade acontece no final da tarde, quando as aves começam a procurar os locais onde pernoitam, sendo este também um bom momento para observá-las. Algumas espécies, no entanto, como a maioria das aves de rapina diurnas, são mais ativas no período mais quente do dia, entre as 10 e as 14 horas. Elas aproveitam as correntes ascendentes de ar quente para dar sustentação ao voo planado e assim conseguem cobrir grandes distâncias sem muito esforço, enquanto procuram alimento. Já os bacuraus e a maioria das corujas só iniciam suas atividades ao anoitecer, apresentando picos de atividade nas primeiras horas após o por do sol, na metade da noite e pouco antes do amanhecer. Dias nublados ou com chuva leve são tão bons para observar aves quanto dias de sol, ou até melhores. A maioria das aves procura se abrigar do sol nos horários mais quentes do dia, reduzindo consideravelmente suas atividades nesse período. Como não há tal necessidade nos dias nublados ou chuvosos, elas permanecem ativas por um período de tempo maior, às vezes por todo o dia. No que refere à estação do ano, a primavera é a melhor época para observar aves, visto que marca o auge do período reprodutivo de grande parte delas. Mas de modo geral, qualquer época do ano é boa para observar aves.

(Parte 1 de 3)

Comentários