Intertextualidade

Intertextualidade

Ciências Econômicas

Bruno Aparecido Cardoso Gomes

INTERTEXTUALIDADE

Belo Horizonte, 14 de março de 2014

Bruno Aparecido Cardoso Gomes

INTERTEXTUALIDADE

Dissertação apresentada à instituição FEAD, como quesito avaliativo para a conclusão da matéria língua portuguêsa: expressão escrita.

Intertextualidade

Orientadora: Claudia De Almeida

Belo Horizonte

2014

SUMÁRIO

  1. Introdução.................................................................................................01

  2. Intertextualidade.......................................................................................02

  3. Tipos de intertextualidades.....................................................................03

  4. - Importância da intertextualidade na comunicação.............................05

  5. A leitura como fator primordial para construção da intertextualidade06

  6. O conhecimento prévio, forma de compreensão a intertextualidade..07

  7. Conclusão..................................................................................................08

  8. Referências................................................................................................09

1-INTRODUÇÃO

Este trabalho vem com intuito de explanar o que é intertextualidade, quais são os seus tipos e demonstrar a sua importância na compreensão de textos no dia a dia de cada leitor. Salientando também que a leitura é um fator primordial para a fácil compreensão da intertextualidade onde você está inserido, seja em textos acadêmicos, publicidades ou artigos.

Compreender a intertextualidade torna a leitura e consequentemente a compreensão de textos mais claros. Sendo de fundamental importância estuda-las, para assim se ter uma melhor percepção quanto ao que se está lendo.

Ao decorrer desse trabalho, você compreenderá o que é intertextualidade, quais os tipos de intertextualidade, a importância dela no seu cotidiano e a leitura, um recurso fundamental para o aguçamento da compreensão entre textos.

2-Intertextualidade

De modo amplo, podemos definir intertextualidade sendo como dialogo entre dois ou mais textos, ocorrendo quando um deles faz uma referência a elementos existentes nos outros.

Intertextualidade ocorre quando um texto retoma uma parte ou grande parte de outro texto. Pegando de um texto base, aquele que é reconhecido culturalmente por uma dada sociedade e aplicando uma nova perspectiva na sua formulação. Pode assim dizer que qualquer texto que aponte temas abordados em outros textos é exemplo de intertextualização.

Segundo Kristeva, todo texto é construído por alicerces de citações, o texto é agregação e transformação em outro texto.

3-Tipos de intertextualidade

3.1-Citação

Esse tipo de processo intertextual acontece quando um texto reproduz outro texto ou parte dele. Normalmente é evidenciado por alguns marcadores como as aspas, destacando que o trecho ou o texto foi retirado de outras fontes.

Recurso muito comum no mundo acadêmico onde suas fontes de pesquisa devem ser evidenciadas.

O entendimento concreto de qualquer intertexto depende obviamente do texto fonte, pois sem conhecê-lo a compreensão fica restrita.

3.2-Paráfrase

Esse procedimento intertextual é a forma de reproduzir as ideias de um texto, abordando outras palavras, com outra modelagem. Mantendo o pensamento original e sua similaridade entre: o texto original e o seu derivado. É o recurso muito utilizado para elaboração de resumos, dissertações e relatórios, agregando veracidade em seus textos.

3.3-Metáfrase

Metáfrase é a tradução interpretativa de um texto. Sinônimo da paráfrase, distinguindo ambas, apenas pelas extensões, onde metáfrase faz uma redução do texto original, enquanto a paráfrase faz uma ampliação do texto base.

3.4-Paródia

Esse recurso intertextual é definido como: uma forma de imitar de modo crítico ou satírico uma obra literária, invertendo seu sentido. É um texto que subverte o sentido do texto que o inspirou.

3.5-Alusão

É um intertexto que faz referência de forma explícita e implícita, a uma obra de arte, a um fato histórico ou celebridade, para ser usado de forma de comparação, e que recorre à capacidade de associação do leitor. Para ser compreendido de forma coesa, seu sentido depende do contexto em que o seu objeto de referência está inserido.

3.6- Pastiche

Pastiche é uma obra literária ou artística em que se restringe ao estilo de outros autores, sejam pintores, escritores ou músicos. Segue-se um modelo, uma estrutura já consagrada para a sua recriação.

3.7-Epígrafe

Pequena citação em formato de inscrição normalmente colocado no início de poemas, livros e capítulos, de forma que não se misture com o restante do texto. Serve como tema, motivação ou para resumir um pensamento e conjunto ideológico que posteriormente será apresentado. Nem sempre as epígrafes são retiradas de textos literários.

3.8-Referência

Intertexto muito utilizado para elaboração de contratos. Aborda citações diretas de fragmentos da lei, faz remissão à lei para validar cláusulas de contrato. Nos trabalho acadêmicos quando citamos outros autores é uma forma de referência.

4- Importâncias da intertextualidade na comunicação

Segundo Platão e Fiorin, o texto não é composto por um aglomerado de palavras, ele é estruturado, tendo um alicerce de planejamento ao seu desenvolvimento.

Assim intertextualidade é o diálogo entre dois textos. Sendo de suma importância a sua aplicabilidade no campo da comunicação e da escrita, abrangendo os conhecimentos que um texto base trás consigo para serem disseminados em outros textos, que seriam os seus derivados. Com isso propagando conhecimento e informação as outras classes, que não teriam acesso se não fosse pela intertextualização.

Independente de o diálogo ser uma conversa informal, artigo científico ou propaganda o recurso textual vem agregar valor a essa conversa, seja embasando a ideia principal do texto em uma roupagem diferente ou, por exemplo, invertendo a ideia principal com o recurso de paródia, o que se pode concluir é que a ferramenta intertextual é de grande valia em seus vários níveis e meios de comunicação.

De acordo com Platão e Fiorin, um texto dialoga com outro por dois motivos: Para concordar com alguns dos sentidos explicito no texto base ou para inverter, contestar e diminuir o sentido do texto base.

5- A leitura como fator primordial para construção da intertextualidade

A leitura é um fator primordial para o desenvolvimento pessoal, a partir do hábito de ler o leitor passar a ter uma percepção abrangente do seu cotidiano, desenvolvendo-se com ser.

O fator decisivo, para uma correlação de fácil compreensão entre textos é marcado pelo conteúdo que o cidadão tem sobre o assunto. A leitura entra como mecanismo de informação, aumentando seu conhecimento. Facilitando sua percepção e associação quando se depara com textos derivados de outros textos base.

Ler é uma operação inteligente, difícil, exigente, mas gratificante. Ninguém lê ou estuda autenticamente se não assume, diante do texto ou do objeto da curiosidade a forma crítica de ser ou de estar sendo sujeito da curiosidade, sujeito da leitura, sujeito do processo de conhecer em que se acha. Ler é procurar buscar criar a compreensão do lido; daí, entre outros pontos fundamentais, a importância do ensino correto da leitura e da escrita. É que ensinar a ler é engajar-se numa experiência criativa em torno da compreensão. Da compreensão e da comunicação. (FREIRE, 2001).

6- O conhecimento prévio, forma de compreensão a intertextualidade.

O conhecimento prévio é o entendimento do assunto, forma ou da situação que antecede uma ação. Esse tipo de conhecimento é de fundamental importância quando nos referimos à compressão da intertextualidade, que nada mais é do que a relação de um texto base com outro derivado dele. Por isso, a justificativa do conhecimento prévio para compreensão do recurso textual. Sem ter o conhecimento do texto fonte, como o leitor conseguirá identificar que há uma intertextualização em um texto que está lendo?

Em suma, a leitura é um mecanismo fundamental para absorção de conhecimento prévio, facilitando a identificação de intertextualidade seja em uma conversa informal, propagando ou artigo científico.

7-Conclusão

Em suma, conseguimos obter a partir deste trabalho uma percepção onde a intertextualidade está inserida. Abrangendo o conhecimento sobre o tema e conseguindo compreender onde ocorrem tais recursos. Recursos essenciais para diversos textos que nós leitores lemos no nosso cotidiano.

8- BIBLIOGRAFIA

Livros

KRISTEVA, Julia. Introdução à Semanálise. São Paulo: Perspectiva, 1974. p.72, 73

PLATÃO e FIORIN. Para entender o texto: leitura e redação. Ed. Ática, 2010 p.11

GRAÇA PAULINO, IVETE WALTY E MARIA ZILDA CURY. Intertextualidades: teoria e prática. ED. Saraiva, 2005 p.26,28

Sites

Relação entre textos

http://educacao.globo.com/portugues/assunto/estudo-do-texto/intertextualidade.html consultado em 15 mar. 2014

A intertextualidade e o ensino da língua portuguesa

http://www.filologia.org.br/viiicnlf/anais/caderno09-02.html consultado em 15 mar. 2014

A intertextualidade

http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=19919 consultado em 15 mar. 2014

Relações intertextuais

http://pt.scribd.com/doc/33612391/Relacoes-intertextuais consultado em 15 março

Os tipos de intertextualidade

http://soumaisenem.com.br/portugues/generos-textuais/os-tipos-de-intertextualidade-parte-1 consultado em 15 mar. 2014

http://www.dicio.com.br/alusao/ consultado em 15 mar. 2014

http://www.dicio.com.br/metafrase/ consultado em 15 mar.2014

http://redes.moderna.com.br/2012/08/17/o-uso-da-intertextualidade-no-ensino/ Consultado em 16 mar. 2014

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-40142001000200013 1º Carta de Paulo Freire aos professores. Consultado em 16. Mar. 2014

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