Coleta Seletiva

Coleta Seletiva

COLETA SELETIVA

APRESENTAÇÃO

Assistimos a um crescente apelo da sociedade para que os resíduos sólidos urbanos sejam geridos e tratados corretamente. Esta vontade coletiva coloca em evidência os dois atores essenciais deste processo:

a) O indivíduo, no exercício de sua cidadania, adota comportamentos que facilitam e exigem a boa gestão ambiental.

b) As Prefeituras, como responsáveis Institucionais, para favorecer a cidadania, envolver a coletividade no processo, estruturar e executar eficientemente os serviços de Limpeza Pública.

Por isso, é necessário que a Prefeitura encare a questão dos resíduos sólidos urbanos dentro de uma visão ambiental muito mais ampla do que ela tem sido encarada até agora. A educação ambiental, participação comunitária, boa estruturação institucional, técnica e gerencial dos órgãos municipais especializados e envolvidos são elementos que devem agir em harmonia e da maneira mais eficaz possível.

Hoje, é do conhecimento público que os recursos naturais do planeta são finitos. Isto por si só justifica os esforços da reciclagem. Preservar o meio ambiente não é só uma questão ética, é uma questão de sobrevivência futura.

Até poucos anos, a produção “per capita” de lixo era um dos indicadores de prosperidade de uma nação. Hoje, o bom indicador é a diminuição da produção de lixo: a melhor sociedade não é aquela que limpa - é a que não suja !PERDAS E DESPERDÍCIOS

O homem é um desperdiçador. Desapercebidamente, nossos atos cotidianos vão nos moldando e transformando-nos em ativos desperdiçadores. Há desperdício de no mínimo 10% de tudo o que aproveitamos.

Nas áreas em que o homem se “especializou” em desperdiçar não faz-se necessário trazer à tona nenhum destaque. Todas são de importância considerável, e têm índices de desperdícios mais consideráveis ainda. Um país em que milhares de famílias não têm onde morar, não devia ser tão pacífico aos números alarmantes de perdas de material de construção - cerca de 1/3 é jogado fora. Citamos ainda o desperdício na agricultura . Vale exemplificar a experiência de vida” de um tomate, com seu ciclo de morte iniciado na colheita, mal acomodado em caixas que comportam 15 quilos e levam 18. Lançado com força sobre a carroceria do caminhão e transportado por estradas esburacadas para só depois ser despejado na barraca do feirante, onde será apertado pelo consumidor para ser aprovado. Os tomates que não passam no teste do consumidor exigente, no final do dia vão aumentar o amontoado de rejeitos das feiras. Com 32 milhões de brasileiros passando fome, porque amargar o gosto dessa derrota causada pelo desperdício e tão infeliz contradição ?

O tratamento adequado dos elementos usados em nossas atividades , em relação ao bom aproveitamento sem agredir o ambiente, depende de um trabalho de intensa persistência na conscientização de todos. O desperdício é uma questão, sobretudo, de cultura.

A sábia percepção de Antoine Lurent Lauvosier, declarada na frase “NA NATUREZA NADA SE PERDE, NADA SE CRIA, TUDO SE TRANSFORMA”, causou admiração e prende a atenção de muitos. Porém, levado em conta o desenvolvimento e cultura de certos países ela pode representar uma faca de dois gumes.

Constatando-se amontoados de rejeitos e desperdícios existentes, pode-se chegar a conclusão de que, NA NATUREZA NADA SE PERDE de tempo em projetos para melhoria da relação homem, ambiente e lixo; NADA SE CRIA, em termos de conscientização incentivadora da auto-crítica relativa ao que se perde, TUDO SE TRANSFORMA em montes de lixo, poluição, doenças, ratos e outros que o homem cria e repugna.

Talvez se LAVOUSIER ainda existisse e passasse por determinados lugares próximos a rios, encostas de despejo de lixo e a costumeiros “lixões”, sua frase fosse outra ... “NA NATUREZA QUASE TUDO SE PERDE, MUITO RESTO SE CRIA, TUDO EM LIXO SE TRANSFORMA”.

A distância do que desperdiçamos para o que produzimos de resíduos é muito grande. O homem, como todo ser vivo, depende de elementos que se transformam em fonte de energia para sua sustentação. No processo de metabolização que transforma esses elementos em energia, são produzidos os resíduos. Os resíduos existentes do processo que mantêm a sobrevivência do homem não compõe em tese, uma perda ou desperdício. Cabe aí o empenho da sociedade em fazer a reintegração de resíduos no meio de forma não prejudicial.

Os homens são máquinas de processar. Processam e realizam seu crescimento, levando com ele as cidades e municípios. Esse crescente desenvolvimento das cidades, as dificuldades dos serviços públicos em destinar adequadamente os resíduos, a evolução dos lixos, uma sociedade urbana que tira e substitue mais que repara e recupera, os aterros inadequados são alguns dos motivos que deveriam levar as autoridades responsáveis a preocupar-se com a limpeza e saneamento das cidades num âmbito geral.

Felizmente, nem tudo está perdido. Podemos constatar que existem administradores preocupados com o bem estar da sociedade e do meio ambiente. Administradores e técnicos desenvolvendo métodos para se perder menos, criando alternativas para dar um final saudável a interação de nossos rejeitos com o ambiente. O homem, assim como pode criar problemas, também pode criar as soluções.

Para os próximos decênios a questão dos resíduos sólidos deverá evoluir orientada pelo trinômio MINIMIZAÇÃO DA GERAÇÃO DE RESÍDUOS / RECICLAGEM E COLETA SELETIVA / TRATAMENTO.

A melhor solução para a destinação final do lixo é ter menos lixo; a reciclagem é indispensável e a coleta seletiva fundamental dentro de um processo sistemático de conscientização e participação da sociedade desenvolvida.

A RECICLAGEM

Se a recuperação de materiais para a reciclagem, tais como papéis, papelões, latas, metais, vidros, resíduos têxteis, etc., está relativamente desenvolvida no que se refere aos desperdícios na indústria e no comércio, não tem ocorrido o mesmo desenvolvimento no que se refere aos resíduos domésticos.

Porém as circunstancias econômicas dos últimos tempos tem acentuado o interesse dessa recuperação e diversas pesquisas e experiências práticas tem ocorrido. A eliminação do lixo domiciliar é um encargo importante para as comunidades : na medida em que se pode efetuar a recuperação valoriza os desperdícios e ainda é possível produzir uma diminuição no custo da disposição final desses resíduos domiciliares.

De outro ponto de vista, porém igualmente dentro do plano econômico, se tomou consciência da realidade de que os recursos naturais não são inesgotáveis, e que é necessário ter em conta a associação, a soma, dos recursos naturais virgens com a recuperação dos materiais recicláveis.

Paralelamente, se afirma a idéia em favor da recuperação e da reciclagem de certos resíduos, considerando que estas operações são formas de reduzir a contaminação, pela limitação do fluxo desses desperdícios.

A recuperação de alguns componentes dos resíduos urbanos aparece como um meio de alcançar vários objetivos, interessantes para a economia geral e a proteção do meio ambiente.

Não obstante, não se pode imaginar que a recuperação permita resolver todo o problema do lixo. É uma atividade econômica que deve ser encarada como um elemento dentro de um conjunto de soluções. Estas são integradas no gerenciamento do lixo, já que nem todos os materiais são técnica ou economicamente recicláveis.

A separação de materiais do lixo aumenta a oferta de materiais recicláveis. Entretanto, se não houver demanda de produtos reciclados por parte da sociedade, o processo interrompido, os materiais abarrotam os depósitos, e por fim, são aterrados ou incinerados como rejeitos.

COLETA SELETIVA

Os processos de coleta de lixo domiciliar podem ser convencional ou seletiva.

Na coleta convencional, o lixo doméstico é geralmente coletado por caminhões compactadores e transportado para um lixão ou para um aterro sanitário. Quando há um programa de reciclagem, o lixo é enviado para uma usina onde os materiais recicláveis são separados manualmente.

A coleta seletiva consiste na separação, na própria fonte geradora, dos componentes que podem ser recuperados, mediante um acondicionamento distinto para cada componente ou grupo de componentes - lixo limpo ! O lixo orgânico (úmido) fica para ser recolhido pela coleta regular.

A coleta seletiva deve estar baseada no tripé : Tecnologia ( para efetuar a coleta, separação e reciclagem ), Informação ( para motivar o público alvo ) e Mercado ( para absorção do material recuperado ).

Requisitos para implantar a Coleta Seletiva :

  • Deve existir um mercado para os recicláveis ;

  • O cidadão deve estar consciente das vantagens, dos custos e deve

querer cooperar ;

  • A implantação da coleta seletiva deve começar por um setor-piloto,

avaliar as dificuldades e o projeto vai sendo ampliado aos poucos ;

  • Preparar e ter a disposição equipamento adequado para a coleta e os

demais equipamentos de apoio operacional ;

  • Ter a disposição e preparar adequadamente um local para Central de

Triagem do material coletado;

  • Preparar todo o material indispensável para divulgação do projeto ;

  • Organizar e treinar o Grupo de Trabalho e os Multiplicadores de

Informação ( Escoteiros(as), Bandeirantes e outros ).

  • Implantar a separação e a Coleta Seletiva nos órgãos da Prefeitura :

O exemplo começa em casa ! Após nos demais órgãos públicos ;

  • Implantar a separação e a Coleta Seletiva nas Escolas da Cidade .

  • A divulgação de todo o andamento do Projeto é fundamental .

ASPECTOS FAVORÁVEIS DA COLETA SELETIVA

Qualidade dos materiais recuperados é boa, uma vez que estes estão menos contaminados pelos outros materiais presentes no lixo ;

Estimula a cidadania, pois a participação popular reforça o espírito comunitário ;

Permite maior flexibilidade, uma vez que pode ser feita em pequena escala e ampliada gradativamente e setorizadamente ;

Permite parcerias com escolas, associações ecológicas, clubes de serviços, entidades comunitárias, empresas, sucateiros, etc. ;

Redução do volume do lixo a ser coletado pela coleta normal e regular e a redução do volume a ser disposto.

ASPECTOS DESFAVORÁVEIS DA COLETA SELETIVA

Necessidade de caminhões especiais que passam em dias diferentes dos da coleta convencional, conseqüentemente maior custo nos itens coleta e transporte. Este custo é maior do que o da coleta convencional;

Necessidade, mesmo com a segregação(separação) na fonte geradora, de um centro de triagem onde os recicláveis são separados por tipo para serem comercializados.

IMPLANTANDO A COLETA SELETIVA POR ETAPAS - SETORES

A partir dos requisitos, já relacionados anteriormente, o primeiro passo é a realização de uma campanha informativa junto à população, convencendo-a da importância da reciclagem e orientando-a para que separe o lixo em recipientes para cada tipo de material.

Outro passo importante é instalar postos de entrega voluntária (PEV) - ver modelo anexo - em locais estratégicos possibilitando a realização da coleta seletiva em locais públicos.

Na implantação de um sistema de coleta seletiva por parte da Prefeitura há de se considerar, os gastos operacionais que serão somados aos serviços de limpeza urbana. Novos roteiros (SETORES) de coleta deverão ser estabelecidos para os recicláveis e, com isso, equipamentos, mão-de-obra e combustível para os veículos coletores criarão novos gastos para o órgão executor. A descentralização em número adequado de postos de entrega voluntária (PEV) em muito ajudará na redução de gastos com transporte.

Do ponto de vista do custo, a coleta seletiva não é o processo mais econômico. Mas do ponto de vista de educação ambiental, do uso mais racional dos recursos naturais, a coleta seletiva é uma imposição.

A coleta seletiva de lixo é uma atividade ainda considerada como de efeito econômico duvidoso e falhou em alguns lugares porque foi implantada apenas de maneira isolada.

Há lugares em que só se preocuparam com a parte operacional da coleta, com caminhões e contêineres. Em outros, apenas se viu o lado educacional da prática. E houve cidades em que somente se fez marketing ambiental. Nenhum dos três fatores funciona isoladamente. Os três são fundamentais para o sucesso e a viabilidade econômica da coleta.

No enfoque educacional, para evitarmos falha na implantação do projeto, não devemos se preocupar apenas com crianças e jovens. A preocupação deve se estender aos adultos e toda a comunidade, que deve receber até treinamento prático sobre o assunto.

O marketing ambiental não deve ser visto apenas como um mecanismo de publicidade eventual da coleta seletiva. A divulgação tem que ser constante, exibindo os resultados da prática do Projeto, para que a população tenha confiança e segurança de que o trabalho continua vigoroso, visando criar raízes na cultura do município.

A OPERAÇÃO DA COLETA SELETIVA

A operação da coleta seletiva pode ser :

domiciliar, realizada por caminhão de carroceria especial (dividida em compartimentos) passando uma vez por semana (no mínimo e com pontualidade) no roteiro programado, coletando os materiais;

através de Postos de Entrega Voluntária (PEVs), consistindo de caçambas ou contêineres de diferentes cores, instalados, geralmente, em pontos estratégicos onde a população possa levar os materiais previamente segregados conforme mostra a figura demonstrativa em anexo.

POSTOS DE ENTREGA VOLUNTÁRIA - PEVs

COR DA CAÇAMBA MATERIAL

Azul Papel

Amarela Metal

Verde Vidro

Vermelha Plástico

O tipo de construção do contêiner do PEV é muito importante para o manejo operacional da coleta seletiva. Já se viu contêiner de lindo aspecto visual, porém ineficiente e de difícil operação.

No caso de COLETA SELETIVA EM ESCOLAS, o PEV pode ser substituído por um tambor de 200 litros, pintado na côr correspondente ao material que vai armazenar.

Aspecto importante nas ESCOLAS, É O ENTENDIMENTO ENTRE A ESCOLA E A PREFEITURA, para a retirada periódica, programada, dos resíduos da Coleta Seletiva, afim de evitar inconvenientes insalubres e ambientais.

O aspecto construtivo do contêiner tem que atentar para o aspecto visual e para a funcionalidade do mesmo favorecendo a coleta pelo caminhão dividido em 7 compartimentos - para não misturar os materiais separados pela população.

O Projeto em foco, após experiências diversas, chegou a um modelo de contêiner, que com quatro gavetas removíveis, de fácil manuseio pelos coletores, é a indicada para uma fácil Coleta Seletiva do PEV. ( Veja a planta modelo anexa )

A localização dos contêineres nos diversos setores de coleta seletiva deverá ser em pontos estratégicos, visível e de fácil acesso pela população. Cada setor deverá ter no mínimo 2 (dois) pontos de entrega voluntária.

Além desses contêineres em Pontos de Entrega Voluntária, outros recipientes mais simples, tipo tambores, deverão ser colocados em escolas para receberem os materiais separados pelos alunos, dentro de programas escolares de coleta seletiva.

Também para estes programas de coleta seletiva em escolas a Prefeitura deverá programar o atendimento rotineiro do caminhão para a retirada dos materiais afim de não causar transtorno para as escolas.

CENTRAL DE TRIAGEM DOS MATERIAIS

Com a implantação do Projeto de Separação Domiciliar e os programas implantados a nível de escolas da cidade, resultará a Coleta Seletiva de um volume grande de materiais recicláveis.

Embora a colaboração da população, verifica-se uma separação primária de materiais limpos dos úmidos. Os materiais limpos ( recicláveis ) são colocados na maioria das vezes em um único recipiente.

Na coleta seletiva, feita com o caminhão dividido em 6 (seis) compartimentos, já há uma possibilidade de ocorrer aí uma melhor separação dos materiais colocados à disposição da coleta seletiva.

Mesmo assim, na prática, há necessidade de ter a disposição um local centralizado, onde deve ser instalada a Central de Triagem de todo o volume de recicláveis coletados. Para facilitar a plena separação dos materiais para a comercialização a Prefeitura deve utilizar o sistema de triagem em esteira rolante(Usina de Triagem) encaminhando os materiais separados para o enfardamento, armazenamento e comercialização.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A educação ambiental é uma peça fundamental para o sucesso do Projeto de Coleta Seletiva. Essa forma de conscientização, que neste caso visa ensinar o cidadão sobre o seu papel como gerador de lixo, é principalmente dirigida a escolas, mas sem deixar de abranger a comunidade inteira :

 escolas ;

 repartições públicas ( começar pela Prefeitura - “o exemplo de casa”) ;

 residências ;

 escritórios ;

 fábricas ;

 lojas ;

 outros locais onde cidadãos geram lixo.

Quando a população fica ciente do seu poder ou dever de separar o lixo, passará a contribuir mais ativamente ao Projeto. Com isso, haverá cada vez mais uma diminuição de materiais que antes iam para o aterro e uma economia de recursos.

A informação sobre a realização da coleta seletiva deve ser divulgada regularmente ao público alvo:

nas escolas, pode ser veiculada através de palestras, folhetos, gincanas e atividades lúdicas com sucata;

para a população em geral, com ênfase a empregadas domésticas, zeladores, etc., precisa ser mais específica abordando, por exemplo, o que deve ser separado; dias e horários de coleta; formas de acondicionamento, etc.;

para o público, em geral, prestando contas das receitas, benefícios e metas.

Coleta seletiva sem ampla educação ambiental ( divulgação ) cai na mesma infelicidade de qualquer programa sem anúncio: ninguém vai saber, levando a iniciativa ao fracasso. E pior : as supostas economias ganhas por não terem sido gastas com campanhas educativas são eliminadas por custos elevados de caminhões de coleta seletiva circulando vazios.

Os Projetos de Coleta Seletiva que mais investiram em campanhas de educação ambiental são aqueles que têm os menores custos.

Um dos princípios básicos da educação ambiental sobre o lixo é o conceito dos três Rs : Reduzir, Reutilizar e Reciclar.

A reciclagem está intimamente relacionada com o conceito de desenvolvimento sustentável. Mais do que na perspectiva de lucro financeiro, a reciclagem deve ser vista como uma política ambiental de gerenciamento de resíduos sólidos, cujos benefícios advirão da redução de impactos ambientais e melhoria das condições de saúde pública e melhor qualidade de vida.

MODELO

CARTILHA PARA IMPLANTAR A

COLETA SELETIVA NA PREFEITURA

A Prefeitura Municipal de , através de suas Secretarias pertinentes está lançando o PROGRAMA PERMANENTE DE RECICLAGEM DOMICILIAR.

Este trabalho de conscientização e educação ambiental inicia-se pela introdução da COLETA SELETIVA dentro dos diversos órgãos da Prefeitura. “ O EXEMPLO COMEÇA EM CASA ! “.

Na seqüência o programa atingirá outros órgãos públicos, as ESCOLAS e por extensão toda nossa cidade.

COLABORE !

Aceitamos sugestões: Fone: – Meio Ambiente

LIXO : Um problema de todos, que pode ser solucionado !

O lixo ocupa cada vez mais espaço no planeta. Nos lixões, ainda mais com a presença de resíduos tóxicos ou não degradáveis, a taxa de descarga do lixo suplanta em muito a decomposição natural. Áreas para aterros estão cada vez mais escassas.

Portanto, adotar a RECICLAGEM significa assumir um novo comportamento diante do ambiente, conservando-o o máximo possível.

Como proposta de Educação Ambiental, a reciclagem ensina a população a não desperdiçar , a ver o lixo como algo que pode ser útil e não como uma ameaça.

INFORMAÇÕES ÚTEIS

Materiais recicláveis : Papel, papelão, plásticos, vidro e metais em geral . “LIXO LIMPO”.

Materiais não recicláveis : Papel carbono, celofane, papel higiênico, procelanas, louças, estopa, embalagens à vácuo, fralda descartável e pneus, chamados de “LIXO SUJO”.

IMPORTÂNCIA DA RECICLAGEM

Preservação dos recursos naturais, pois a reciclagem elimina a poluição da água, do ar e do solo, presente nos aterros sanitários.

A reciclagem é uma solução ecológica, pela recuperação de materiais, ao contrário do aterro sanitário, que além de ser uma solução temporária, tudo enterra e nada recupera.

Redução de 50% de consumo de água para reciclar o papel em relação à sua produção normal.

Economia de 75% de energia elétrica para a fabricação de vidro utilizando os cacos como matéria-prima.

No caso do alumínio, a economia de energia é de 95% em relação ao que se gasta na produção a partir do material bruto.

Economia significativa de petróleo com a reciclagem dos plásticos.

O DESTINO DO MATERIAL RECICLADO

PAPELÃO : papel pardo, papel cartão, caixas em geral, cartelas de ovos, cartolinas coloridas, papéis de presente coloridos.

PAPEL ARQUIVO : (de revistas, cadernos e livros) - cartolinas brancas, cadernos e alguns livros com páginas pouco amareladas.

SAQUINHOS PLÁSTICOS : canos para encanamento d’água, mangueiras em geral, embalagens para acondicionamento de lixo.

CACOS DE VIDRO : triturados e selecionados à partir de sua cor, são transformados novamente em garrafas e outros objetos de vidro.

ALUMÍNIO : após a fundição será transformado em objetos de alumínio novamente.

FERRO : possui dois destinos :-

Ferro doce: de aspecto liso, não poroso, é transformado em barras para construções, chassis e algumas peças de veículos.

Ferro fundido: sofre choque térmico logo após a fundição, resiste a altas temperaturas e é empregado para fabricação de motores em geral, possui aspecto áspero e poroso.

LIXO ORGÂNICO ( Lixo úmido )

O lixo orgânico (chamado lixo úmido), é composto por resíduos como vegetais em geral, folhas secas, restos de comida, cascas de árvores, dentre outros, que podem ser transformados em COMPOSTO ORGÂNICO ( uma espécie de adubo ) de ótima qualidade, bem como, utilizados na cobertura de aterros sanitários, através do processo de compostagem aeróbica e natural (ao ar livre). Obrigatoriamente há uma trituração do lixo orgânico e classificação, podendo se constituir uma fonte de renda, além de ser recondicionador do solo, devolvendo-lhe aquela fertilidade que já retiramos dele.

O lixo orgânico representa cerca de 65% do volume do lixo urbano.

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