PROF.ª ALCIRIS MARINHO Arquitetura Hospitalar

Ambulatório e Emergência

Projetos Físicos em Unidades Hospitalares -RDC 50/02 –ANVISA

Dispõe sobre regulamento técnico para o planejamento,de:

em estabelecimentos jáexistentes; reformas

•construções novas; áreas a serem ampliadas

de estabelecimentos já existentes.

Outras normas a serem observadas: Códigos, leis e normas federais;

Códigos, leis e normas estaduais;

Códigos, leis e normas municipais.

Obs: Os projetos devem observar sempre as normas mais exigentes;

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Avaliação de Projetos

Para a execução de qualquer obra nova, de

reforma ou ampliação de EAS é exigida a avaliação

do projeto físicos em questão pela Vigilância

Sanitária local (estadual ou municipal), que

licenciará a sua execução, conforme o inciso I do

configura as infrações à legislação sanitária federal, Lei

8080/90 – Lei Orgânica da Saúde e Constituição Federal.

Regras para a Elaboração de Projetos:

1. Etapas de Projeto

Estudo Preliminar; Projeto Básico:

Projeto Executivo.

Instalações -elétrica e eletrônica; Hidráulica e Flúido

Mecânica; e Climatização

3. Responsabilidades:

Profissional ou firma habilitados pelo CREA. 4. Padronização de Desenhos e Documentos

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Entende-se por Ambulatório toda unidade de saúde destinada a prestar assistência a pacientes em regime de não internação ou com internação por período de até 24 horas.(SOMASUS;2011).

Atendimento Ambulatorial

Componentes

1)Sala de atendimento individualizado

2)Sala de demonstração e educação em saúde

3)Sala de imunização

4)Sala de armazenagem e distribuição de alimentos de programas especiais

5)Sala de relatório

Sala de atendimento individualizado Sala de atendimento individualizado

Deve possuir pontos de água fria para instalação de lavatórios;

A Sala de Inalação deve contar com, além do ponto de água fria, pontos para ar comprimido medicinal, oxigênio e vácuo;O mesmo deve ter no C.O(consult.odonto);

Os quartos de observação:pontos de ar comprimido;oxigênio;e instalação elétrica de emergência.

As salas de Reidratação intravenosa e o Posto de

Enfermagem devem possuir instalações elétricas de emergência;

A iluminação das salas de exames e consultórios: características que não alterem a cor do paciente, como acontece com alguns tipos de lâmpadas fluorescentes;

Os quartos de observação(Hospital-dia):

iluminação que não incomode o paciente deitado, iluminação de cabeceira na parede, iluminação de exame no leito com lâmpada fluorescente no teto e/ou arandela, iluminação de vigília nas paredes (a 50cm do piso).

É classificada, quanto ao risco de transmissão de infecções, em área

Recomendação: revestimentos de pisos, paredes e tetos, materiais resistentes à lavagem e ao uso de desinfetantes. Menor número possível de frestas ou ranhuras.

Tetos:forros removíveis, desde que sejam resistentes aos processos de limpeza, descontaminação e desinfecção.

Paredes: pinturas ou divisórias removíveis, desde que sejam laváveis. Os pisos devem conter o menor número possível de juntas e frestas, utilizado (BICALHO,2003).

AMBULATÓRIO -Equipamentos e Mobiliário

Devem ser observadas para todos os casos: a facilidade de limpeza – como para balcões, bancadas e armários; a consideração dos movimentos e trajetos de pacientes e funcionários – que muitas vezes necessitam de deslocamento rápido; a segurança, entre outros.

Unidades de Urgência e Emergência Unidades de Urgência e Emergência

Unidades de Urgência e Emergência tornaram-se, principalmente a partir da

última década do século passado, as principais portas de entrada no sistema de atenção à saúde, eleitas pela população como o melhor local para a obtenção de diagnóstico e tratamento dos problemas de saúde, independentemente do nível de urgência e da gravidade destas ocorrências.

Acessos, Área de desembarque de ambulâncias e Estacionamentos:

A área de manobra das ambulâncias:

dimensionada de modo a possibilitar que estas encostem de ré, facilitando os procedimentos de desembarque dos pacientes. Prever uma área coberta para, no mínimo, duas ambulâncias.

Deve estar bem sinalizada,para o fluxo do usuário.

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HALL DE EMERGÊNCIA: seria de uso exclusivo para os pacientes em estado grave, transportados por ambulâncias ou outros veículos.

pacientes que chegam à unidade deambulando, necessitando de pouca ou nenhum ajuda de terceiros para acessarem à sala de espera da unidade.

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SALA DE ESPERA:Localizada na entrada dos

Halls.É conveniente que as cadeiras sejam confortáveis, resistentes, comportem pessoas obesas, tenham alturas de assentos compatíveis e braços para permitir que pacientes possam levantar-se com facilidade.

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Sala de Higienização

esta sala é utilizada para higienizar os pacientes que, segundo o critério da equipe de saúde. Nessa sala, devem ser previstas as facilidades necessárias para que a higienização possa ser feita, inclusive com o paciente sobre maca ou cadeira de roda.Deve ser dotada de lavatório, chuveiro.

Sala de Triagem e de Consulta de Enfermagem

O objetivo da sala de triagem é dar maior eficiência ao atendimento, efetuando uma primeira avaliação do paciente para, somente então, encaminhá-lo às áreas de diagnóstico e tratamento.

Sala de Serviço Social ou Sala de Entrevistas

Nesta sala, geralmente localizada junto às esperas, o mais próximo possível dos halls de entrada, são feitas as entrevistas para o levantamento das condições sociais dos pacientes e de suas famílias, assunto que exige privacidade.

Consultórios Indiferenciados e Diferenciados:

Funcionam especialidades que necessitam de equipamentos especiais ou que demandam sanitários anexos e outros ambientes de apoio, devem ter ponto de gases medicinais.

Sala de Gesso e Redução de Fraturas

Esta sala, anexa ao consultório de ortopedia e, sempre que possível, próxima ao de emergência, deve ser projetada para a realização de procedimentos de redução de fraturas, inclusive sob anestesia geral.

Sala de Suturas

Esta sala, anexa ao consultório de ortopedia e, sempre que possível, próxima ao de emergência, deve ser projetada para a realização de procedimentos de redução de fraturas, inclusive sob anestesia geral, com a eventual utilização de raio X transportável.

Dimensionamento: considerar a existência de bancada com cuba conectada à caixa de decantação de gessos, espaço para uma mesa ortopédica, depósito de material e negatoscópios.

Sala de Curativos

As macas devem ser dispostas de forma a permitir a circulação por ambos os lados das mesmas e, se possível, pela própria cabeceira.

Tanto em termos espaciais, como em relação ao e facilidades.

Salas de Observação

Ambientes coletivos de observação, devem ser previstas três salas: duas para pacientes adultos do sexo masculino e feminino e uma sala de observação pediátrica, quando o número de leitos de observação for igual ou maior que seis.

Salas de Reidratação e de Inalação

A aplicação do oxigênio é feita por máscara ou capuz, no caso de pacientes com menos de um ano. Os pontos de instalações são posicionados acima dos pacientes, que permanecem, durante o tratamento, sentado sem cadeiras ou bancos.

Sala de Aplicação de Medicamentos

De pequenas dimensões, dotada de lavatório e bancada com cuba, são aplicadas injeções e ministrados medicamentos.

Nas unidades de menor porte não é necessário prever este ambiente, já que tais procedimentos são, geralmente, realizados nos próprios consultórios, na sala de observação ou nos demais ambientes de tratamento.

Dimensionamento, Quantificação e Instalações Prediais dos Ambientes -Modelo das Tabelas:

QUANTIFICAÇÃO DIMENSÃO (mín.) 3.1;3.2Atendimentos de Urgência e Emergência

Urgências (alta complexidade) e Emergências 3.2Área externa para desembarque de ambulâncias121,0 m2 de área coberta 3.2Área de recepção de pacientes1suficiente para 1 maca 3.2.4Sala de serviço social18,0 m2 3.2.2Sala de higienização8,0 m2HF;HQ 3.2.4Posto de enfermagem/prescrição médica1 p/ cada 12 leitos de observação 8,0 m2HF

3.2.4Sala de Serviços1 sala por posto8,0 m2HF 3.1.4...Sala de Isolamento18,0 m2HF;HQ;FO;FAM;E

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