Intensivo Pré Vestibular - 14 historia b

Intensivo Pré Vestibular - 14 historia b

(Parte 1 de 7)

Inclusão para a Vida História B

Aula 1: As Navegações e a Administração Colonial Aula 2: O Ciclo Açucareiro e o Domínio Espanhol Aula 3: O Ciclo do Ouro e as Revoltas Coloniais Aula 4: A Crise no Sistema Colonial e o Estado Português no Brasil Aula 5: A Independência e o I Reinado Aula 6: O Período Regencial Aula 7: O I Reinado Aula 8: A Crise do Império Brasileiro Aula 9: República Velha Aula 10: Populismo Aula 1: Ditadura Militar Aula 12: Redemocratização

“Ai esta terra ainda vai cumprir seu ideal Ainda vai tornar-se um imenso Portugal. Sabe no fundo eu sou um sentimental, Todos nós herdamos no sangue lusitano Uma boa dosagem de lirismo (além da sífilis, é claro)

Ai esta terra ainda vai cumprir seu ideal Ainda vai tornar-se um império colonial” Fado Tropical (Chico Buarque)

AS NAVEGAÇÕES: Portugal: país voltado para o mar, com uso das descobertas técnicas: bússola, astrolábio, caravela e a pólvora, busca outro caminho para as Índias como a Espanha, incentivada com a descoberta de Colombo (América em 1492).O Tratado de Tordesilhas (1494)

PERÍODO PRÉ-COLONIAL (1500-1530): pau-brasil, escambo com indígenas. Construíram feitorias.

PERÍODO COLONIAL (1530-1808): 15 Capitanias Hereditárias.

O Governo Geral (1549/1572) pode ser definido como primeiro esboço do poder público no Brasil.

-Tomé de Souza (1549/1553): vinda dos primeiros jesuítas, Fundação de Salvador; agricultura e pecuária. -Duarte da Costa(1553/1558): Invasão francesa no Rio de Janeiro (1555), Fundação do Colégio de São Paulo de Piratininga (1554). -Mem de Sá (1558/1572): Confederação dos Tamoios, Fundação de São Sabastião do Rio de Janeiro por Estácio de Sá (1565) e expulsão dos franceses (1567). Com a morte de Mem de Sá, o Brasil foi dividido em dois: O Governo do Norte e o Governo do Sul. No século XVII, ocorre outra divisão: Estado do Maranhão e o Estado do Brasil.

Exercícios de Sala #

01) (Ufsc) "Pelo sertão nos pareceu, vista do mar, muito grande, porque, a estender olhos, não podíamos ver senão terra com arvoredos que nos parecia muito longa. Nela, até agora, não pudemos saber que haja ouro, nem prata, nem coisa alguma de metal ou ferro, nem lho vimos. Porém a terra em si é de muito bons ares, assim frios e temperados, como os dentre Douro e Minho, porque neste tempo de agora assim os achávamos como os de lá. As águas são muitas; infindas. E em tal maneira é graciosa que, querendo-a aproveitar, dar-se-á nela tudo, por bem das águas que tem. Porém, o melhor fruto, que dela se pode tirar, me parece que será salvar esta gente. E esta deve ser a principal semente que Vossa Alteza nela deve lançar (...)." Pero Vaz de Caminha. Carta a el-rei D. Manuel (1 de maio de 1500). As informações do texto apresentado permitem afirmar que:

01. as terras avistadas despertaram o entusiasmo do cronista pela extensão e pelas possibilidades que ofereciam da existência de metais preciosos. 02. as referências ao clima, às águas, ao solo, à natureza e as possibilidades de evangelização confirmam a certeza do cronista que as terras eram habitadas. 04. a possibilidade de os nativos serem salvos apresentava-se para o cronista como o principal investimento para os portugueses. 08. aos olhos do cronista de Cabral, as terras vislumbradas da caravela ofereciam possibilidades promissoras ligadas à agricultura, à pecuária e à mineração.

02) (Ufpr) Em 1776, o primeiro ministro do reino português, Marquês de Pombal, escrevia: "Para que prestem a utilidade desejada, as colônias não podem ter o necessário para subsistir por si sem dependência da metrópole". (LAPA, J.R.A. O ANTIGO SISTEMA COLONIAL. São Paulo, Brasiliense, 1982.)

As palavras de Pombal denotam a "lógica colonialista" que comandava as relações Brasil-Portugal. A respeito de tais relações, é correto afirmar: 01. O comércio e a navegação da colônia independiam das atividades comerciais da metrópole. 02. Cabia à colônia o papel de suprir a metrópole de matériasprimas necessárias ao seu enriquecimento. 04. A colônia deveria oferecer mercado consumidor às manufaturas produzidas pela metrópole. 08. O sistema de monopólio comercial funcionava como um dos eixos do mecanismo colonial.

Tarefa Mínima #

03) (Ufba) Sobre os fundamentos econômicos do Brasil colonial, é possível afirmar:

01. A produção colonial orientava-se para o consumo interno dos gêneros tropicais, para a dinamização do comércio entre as capitanias e para a capitalização dos proprietários de terras. 02. A monocultura caracterizou a área de produção do açúcar, enquanto a policultura vigorou em todas as outras áreas econômicas coloniais. 04. A pequena propriedade agrícola, característica da área de plantação do fumo, caracterizou também as regiões de plantação de algodão, café e cacau. 08. A escravidão indígena, substituída desde cedo em toda a colônia pela escravidão africana, foi condenada pela Igreja, pelo governo português e pelos governos coloniais. 16. O comércio colonial era fator de transferência de lucros da colônia para a metrópole, já que, detendo legalmente a

Inclusão para a Vida História B exclusividade desse comércio, Portugal controlava os preços e as atividades de exportação e importação.

04) (Mackenzie) A árvore de pau-brasil era frondosa, com folhas de um verde acinzentado quase metálico e belas flores amarelas. Havia exemplares extraordinários, tão grossos que três homens não poderiam abraçá-los. O tronco vermelho ferruginoso chegava a ter, algumas vezes, 30 metros(...) Náufragos, Degredados e Traficantes (Eduardo Bueno)

Em 1550, segundo o pastor francês Jean de Lery, em um único depósito havia cem mil toras. Sobre esta riqueza neste período da História do Brasil podemos afirmar.

a) O extrativismo foi rigidamente controlado para evitar o esgotamento da madeira. b) Provocou intenso povoamento e colonização, já que demandava muita mão-de-obra. c) Explorado com mão-de-obra indígena, através do escambo, gerou feitorias ao longo da costa; seu intenso extrativismo levou ao esgotamento da madeira. d) O litoral brasileiro não era ainda alvo de traficantes e corsários franceses e de outras nacionalidades, já que a madeira não tinha valor comercial. e) Os choques violentos com as tribos foram inevitáveis, já que os portugueses arrendatários escravizaram as tribos litorâneas para a exploração do pau-brasil.

Tarefa Complementar #

05) (Mackenzie) Enquanto os portugueses escutavam a missa com muito "prazer e devoção", a praia encheu-se de nativos. Eles sentavam-se lá surpresos com a complexidade do ritual que observavam ao longe. Quando D. Henrique acabou a pregação, os indígenas se ergueram e começaram a soprar conchas e buzinas, saltando e dançando (...)

Náufragos Degredados e Traficantes

(Eduardo Bueno) Este contato amistoso entre brancos e índios preservado:

a) pela Igreja, que sempre respeitou a cultura indígena no decurso da catequese. b) até o início da colonização quando o índio, vitimado por doenças, escravidão e extermínio, passou a ser descrito como sendo selvagem, indolente e canibal. c) pelos colonos que escravizaram somente o africano na atividade produtiva de exportação. d) em todos os períodos da História Colonial Brasileira, passando a figura do índio para o imaginário social como "o bom selvagem e forte colaborador da colonização". e) sobretudo pelo governo colonial, que tomou várias medidas para impedir o genocídio e a escravidão.

06) (Mackenzie)Esta terra, senhor, nela não podemos saber que

aja ouro nem prata, nem coisa alguma de metal ou ferro, nem lho vimos (...) o melhor fruto que dela se pode tirar me parece será salvar esta gente. E esta deve ser a principal semente que Vossa Alteza em ela deve lançar. (...), pois o desejo que tinha de tudo vos dizer, mo fez por assim pelo miúdo. Beijo as mãos de Vossa Alteza. Deste Porto Seguro, da Vossa Ilha de Vera Cruz, hoje, Sexta-feira, primeiro dia de maio de 1500. Esses trechos da carta do escrivão Pero Vaz de Caminha apresentam elementos que nos indicam alguns objetivos das grandes navegações. Dentre esses objetivos, podemos destacar:

a) acabar com a circulação de mercadorias baseada no bulionismo, em decorrência da escassez de metais preciosos na Europa Ocidental.

b) a conquista de terras para a obtenção de riquezas, através da renda sobre a terra, defendida pelos teóricos fisiocratas da época. c) a obtenção de novos mercados de matéria-prima e a política do laissez faire para a ampliação do fornecimento de produtos manufaturados. d) o processo de crescimento econômico, através da conquista de novos mercados, a catequese e a conseqüente afirmação dos Estados Nacionais. e) a emigração do excedente populacional europeu, decorrente da descentralização política e investimento de capitais na periferia do sistema capitalista.

AULA 02

Latifúndio, monocultura e a escravidão indígena e escravidão africana.

O DOMÍNIO ESPANHOL A principal conseqüência da união ibérica, para o Brasil, foi o incentivo à penetração pelo interior, pois o Tratado de Tordesilhas, que dividia terras entre Portugal e Espanha, foi suspenso, favorecendo a expansão da pecuária, e as necessidades do bandeirismo. A união dinástica durou de 1580 a 1640, quando a aristocracia lusa rumou a uma tirania, e com o apoio francês, tornou Portugal independente, com a implantação da nova dinastia: a de Bragança, sustentada até a proclamação da República em 1910. As invasões holandesas foram ocasionadas pelo conflito entre o capitalismo comercial batavo em expansão, e a monarquia espanhola aristocrática e monopolista. Criou-se a Companhia do Comércio (holandesa), que invadiu a zona canavieira no Brasil. Tendo fracassado a invasão à Bahia, os holandeses rumaram à Pernambuco. A invasão teve como maior responsável, Maurício de Nassau, hábil político de financiamentos e reconstrutor de engenhos, agradando aos latifundiários. O fim do governo Nassau, e as cobranças aos latifundiários, foram o sinal para a ruptura. Os senhores, ameaçados de perderem as terras arrendadas, expulsaram os holandeses, caracterizando a Insurreição Pernambucana, que não passou de uma luta entre classes dominantes (latifundiários devedores X comerciantes credores). Após a expulsão dos holandeses, o açúcar entra em declínio, pela perda do monopólio. A segunda metade do século XVII foi tempo de crise. Passa-se a estimular o bandeirismo para a busca do ouro nas Minas Gerais, que marcaria a segunda fase da colonização.

Exercícios de Sala #

01) (Ufpr) No período compreendido entre os anos de 1624 e 1654, o Brasil-colônia foi alvo de duas tentativas de conquista por parte da Companhia das Índias Ocidentais, importante empresa mercantil dos Países-Baixos (Holanda). Sobre a conjuntura do domínio holandês no Brasil, é correto afirmar que:

01. A ocupação holandesa se fez sem resistência de qualquer espécie. 02. A invasão foi decidida principalmente em função dos lucros que poderiam ser auferidos pela Companhia das Índias Ocidentais com a exploração do açúcar, então a principal riqueza do Brasil. 04. O ataque à colônia era uma tentativa dos Países Baixos de atingir a Espanha, país com a qual travou uma guerra prolongada, uma vez que, com a União Ibérica, o reino de Portugal e todas as suas colônias haviam passado ao domínio do Imperador espanhol Filipe I. 08. Com a saída dos holandeses do nordeste brasileiro, a economia açucareira atinge o apogeu no Brasil.

Inclusão para a Vida História B

02) (Ufpr) Nos séculos XVI e XVII, o Brasil foi alvo de invasões e de empreendimentos por parte de diversas nações européias. A este respeito é correto afirmar que:

01. Os franceses fundaram a França Antártica (1555) no Rio de Janeiro e a França Equinocial (1612) no Maranhão. 02. Os ingleses fizeram incursões, saqueando portos e suas povoações, bem como apresando cargas de navios. 04. Os holandeses se estabeleceram no nordeste brasileiro de 1630 a 1654, empenhando-se principalmente na produção e exploração do açúcar. 08. As invasões holandesas estavam ligadas à Companhia das Índias Ocidentais, criada para a exploração mercantil das colônias na América.

Tarefa Mínima #

03) (Fuvest) Foram, respectivamente, fatores importantes na ocupação holandesa no Nordeste do Brasil e na sua posterior expulsão a) o envolvimento da Holanda no tráfico de escravos e os desentendimentos entre Maurício de Nassau e a Companhia das Índias Ocidentais. b) a participação da Holanda na economia do açúcar e o endividamento dos senhores de engenho com a Companhia das Índias Ocidentais. c) o interesse da Holanda na economia do ouro e a resistência e não aceitação do domínio estrangeiro pela população. d) a tentativa da Holanda em monopolizar o comércio colonial e o fim da dominação espanhola em Portugal. e) a exclusão da Holanda da economia açucareira e a mudança de interesses da Companhia das Índias Ocidentais.

04) A ocupação portuguesa do litoral Norte e Nordeste do Brasil, em fins do século XVI e início do século XVII, deu-se em virtude dos ataques ingleses, franceses e holandeses a esse território. Sobre estas invasões e ocupações, identifique as proposições verdadeiras e falsas.

01. Os franceses invadiram Sergipe d'El Rei, a Paraíba, o Rio Grande do Norte, o Ceará, o Maranhão e o Grão-Pará. 02. Os holandeses ocuparam, por longo tempo, os territórios da Bahia, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte. 04. Os franceses, holandeses e ingleses conquistaram todo o Norte e Nordeste, restando aos portugueses, no século XVI, o domínio do território abaixo da Bahia. 08. De todas as invasões do século XVII, a holandesa foi a mais duradoura, no sentido da permanência da ocupação. Em Pernambuco, o domínio holandês se estendeu de 1630 a 1654.

Tarefa Complementar #

05) (Cesgranrio) No século XVII, as invasões do nordeste brasileiro pelos holandeses estavam relacionadas às mudanças do equilíbrio comercial entre os países europeus porque:

a) a Holanda apoiava a união das monarquias ibéricas. b) a aproximação entre Portugal e Holanda era uma forma de os lusos se liberarem da dependência inglesa. c) as Companhias das Índias Orientais e Ocidentais monopolizavam o escambo do pau-brasil. d) os holandeses tinham grandes interesses no comércio do açúcar. e) Portugal era tradicionalmente rival dos holandeses nas guerras européias.

06) (Cesgranrio) A formação do território brasileiro no período colonial resultou de vários movimentos expansionistas e foi consolidada por tratados no século XVIII. Assinale a opção que relaciona corretamente os movimentos de expansão com um dos Tratados de Limites.

a) A expansão da fronteira norte, impulsionada pela descoberta das minas de ouro, foi consolidada nos Tratados de Utrecht. b) A região missioneira no sul constituiu um caso à parte, só resolvido a favor de Portugal com a extinção da Companhia de Jesus. c) O Tratado de Madri revogou o de Tordesilhas e deu ao território brasileiro conformação semelhante à atual. d) O Tratado do Pardo garantiu a Portugal o controle da região das Missões e do rio da Prata. e) Os Tratados de Santo Ildefonso e Badajós consolidaram o domínio português no sul, passando a incluir a região platina.

AULA 03

AS BANDEIRAS: aprisionar índios e encontrar ouro.

Quando o açúcar deixou de dar lucros, a Coroa resolveu encontrar metais preciosos. Os resultados do Tratado de Methuen não foram positivos para os lusos. Portugal se tornou colônia comercial da Inglaterra.

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