Intensivo Pré Vestibular - 13 historia a

Intensivo Pré Vestibular - 13 historia a

(Parte 1 de 6)

Inclusão para a Vida História A

AULA 01

Idade Antiga: Os mais importantes aspectos da Grécia antiga: o antropocentrismo, o escravismo e a democracia. Considerada como a mais expressiva civilização da antigüidade e fonte da cultura ocidental, devido ao seu rico legado artístico, sua Filosofia e Política. As reformas de Clístenes institucionalizaram a democracia em Atenas, após diferentes formas de governo (monarquia, oligarquia e tirania), atingindo seu apogeu no governo de Péricles (século V a.C.). A democracia ateniense era direta, enquanto a atual é representativa.

Divisão histórica:

a. Período Pré-Homérico – formação e povoamento b. Período Homérico – sistema gentílico c. Período Arcaico – cidades-Estado (Atenas e Esparta) d. Período Clássico – guerras, hegemonias e decadência

• Guerras Médicas ou Grego-Pérsicas – gregos X persas

– ofensiva grega – Liga militar de Delos (liderança ateniense, com o fim das lutas Atenas transforma a Liga em instrumento de poder)

• Guerra do Peloponeso – oposição grega liderada por Esparta à hegemonia ateniense

– Liga do Peloponeso X Atenas

– vitória de Esparta e início de sua hegemonia

• nova guerra interna, devido a oposição à hegemonia espartana – Tebas X Esparta • resultados das guerras internas e externas : enfraquecimento das cidades-Estado; invasão macedônica Religião politeísta, antropomórfica; mitologia; Jogos Olímpicos

Arte: exaltação do equilíbrio, harmonia e proporção Teatro

01) Sobre a religião grega, é correto afirmar que:

01) Baseava-se em dogmas rigorosos e seus fiéis deveriam crer em verdades absolutas. 02) Cada cidade-Estado tinha sua divindade protetora. 04) Heróis como Perseu, Jasão, Édipo e Hércules eram divinizados. 08) As orações dirigidas aos deuses imploravam principalmente a salvação da alma dos homens. 16) As aventuras dos deuses e heróis são narradas em um conjunto de mitos, o qual se denomina "Mitologia Grega".

02) Sobre a civilização grega afirma-se:

01. A Grécia se organizava politicamente em cidades-Estado, sendo as mais influentes Esparta e Atenas. 02. Em 560 a.C., em Atenas, Psístrato tomou o poder apoiado pelos pequenos proprietários, dando início ao período das tiranias. 04. Em 509 a.C., em Atenas, Clístenes organizou um governo baseado nos princípios da igualdade política dos cidadãos e da participação de todos nas decisões do governo. 08. Esparta e Atenas entraram em choque, devido às suas rivalidades políticas, econômicas e sociais, numa guerra que ficou conhecida como Guerra Médica, cabendo a vitória a Atenas, que passou a dominar toda a Grécia.

Exercícios Complementares #

03) A navegação e o comércio marítimo foram desenvolvidos pelos gregos. Dentre os vários fatores que os levaram a isso, podemos citar como causa inicial:

a) a pobreza do solo grego e a necessidade de novas terras para suprir suas necessidades. b) o desejo de difundir a cultura grega. c) o fato de serem constantemente molestados por povos bárbaros. d) o seu amplo conhecimento geográfico e marítimo que despertava em seu povo a busca do desconhecido. e) o fato de os mercadores gregos precisarem de novos mercados consumidores.

04) "A pólis se faz pela autonomia da palavra, não mais a palavra mágica dos mitos, palavra dada pelos deuses e, portanto, comum a todos, mas a palavra humana do conflito, da discussão, da argumentação. O saber deixa de ser sagrado e passa a ser objeto de discussão."

(M. Lúcia de Arruda Aranha e M. Helena Pires Martins)

A partir do texto anterior é CORRETO afirmar que:

01. o advento da pólis e, portanto, da vida política, estabelece uma possibilidade de ruptura com o universo heróico-mítico de explicações das coisas mundanas; 02. o nascimento da pólis (séc. VIII e VII a.C.) coloca na ordem do dia as discussões sobre os destinos dos homens por eles mesmos e não mais por desígnios de caráter mítico; 04. a experiência política exigiu que as explicações míticas fossem afastadas e que a causa/razão das coisas mundanas tivesse preexistência; 08. a experiência política instaura, entre os gregos, o uso da argumentação/razão como instrumento de solução de conflitos; 16. o nascimento da pólis possibilita a recuperação do saber mítico pela argumentação e reinstaura o sagrado em detrimento da razão.

evitá-laolhamos o homem alheio às atividades públicas não
como um inútildecidimos as questões públicas por nós

05) "Usamos a riqueza mais como uma oportunidade para agir que como um motivo de vanglória; entre nós não há vergonha na pobreza, mas a maior vergonha é não fazer o possível para como alguém que cuida apenas de seus próprios interesses, mas mesmos, ou pelo menos nos esforçamos por compreendê-las claramente, na crença de que não é o debate que é o empecilho à ação, e sim o fato de não se estar esclarecido pelo debate antes de chegar a hora da ação".

Esta passagem de um discurso de Péricles, reproduzido por Tucídides, expressa:

a) os valores ético-políticos que caracterizam a democracia ateniense no período clássico. b) os valores ético-militares que caracterizaram a vida política espartana em toda a sua história. c) a admiração pela frugalidade e pela pobreza que caracterizou Atenas durante a fase democrática. d) o desprezo que a aristocracia espartana devotou ao luxo e à riqueza ao longo de toda a sua história. e) os valores ético-políticos de todas as cidades gregas, independentemente de sua forma de governo.

PRÉ-VESTIBULAR DA UFSC 1

Inclusão para a Vida História A AULA 02

A versão lendária da fundação de Roma foi-nos legada por Virgílio, na célebre Eneida. Segundo o autor, Roma teria sido obra dos irmãos Rômulo e Remo, que a criaram em 753 a.C. Mas há a versão histórica, segundo a qual Roma teria sido fundada pelos latinos e sabinos por volta de 1000 a.C., nas proximidades do rio Tibre.

Seguindo os passos da tradição, Roma teve sete reis:

Rômulo, Numa Pompílio, Túlio Hostílio, Anco Márcio, Tarquínio Prisco, Sérvio Túlio e Tarquínio, o Soberbo.

Na sociedade, havia uma divisão social composta da seguinte maneira: Patrícios; Plebeus; Clientes e Escravos

Em 509 a.C., uma revolta patrícia, apoiada pelos plebeus, depôs o rei etrusco de Roma (Tarquínio, o Soberbo).

PATRÍCIOS X PLEBEUS: A população pobre da cidade

(os plebeus) não possuía quaisquer direitos políticos, econômicos ou sociais. Durante as guerras de conquistas, somente os patrícios eram privilegiados. Os patrícios, interessados em conquistar o Lácio, precisavam dos plebeus, propondo, assim, a criação de um pretório que protegesse a plebe: o Tribunato da Plebe. Lei das Doze Tábuas – em 450 a.C., que constituiu um dos fundamentos do direito romano.

A REPÚBLICA: O Senado era o órgão com maior poder, composto por 300 senadores vitalícios

A CRISE DA REPÚBLICA: Foi o período iniciado com as lutas dos irmãos Graco contra o Estado romano (Tibério, que propôs uma lei de Reforma Agrária, e Caio, responsável por criar a lei frumentária, para vender trigo a preço mais baixo ao povo), estendendo-se até o conflito entre os cônsules Mário e Sila.

Primeiro Triunvirato – Dividiu o poder político de

Roma entre Pompeu, Crasso e Júlio César. Pompeu ficou responsável pelos governos de Roma e do Ocidente; Crasso, pelo Oriente; Júlio César, pelas Gálias. Assassinato de Júlio César (em 4 a.C.).

Segundo Triunvirato – Foi formado por Otávio,

Marco Antônio e Lépido que, em seguida, dividiram o mundo romano para melhor governá-lo: Otávio ficou com Roma e o Ocidente; Marco Antônio recebeu o Oriente (Egito / Cleópatra); Lépido ficou com a África, porém foi deposto em 36 a.C.

Otávio assumiu sozinho o poder, tornando-se senhor absoluto de Roma. Recebeu do Senado vários títulos, entre eles o de Imperador, o de César (primeiro general) e o de Augusto (sagrado). Iniciava-se, assim, o Império Romano.

O IMPÉRIO ROMANO: política do “pão e circo”.

A paz, a prosperidade e as realizações artísticas. O século I, em que transcorreu seu governo, ficou conhecido como “a pax romana”. Dinastias:

4. Dinastia dos Severos (do ano 193 ao 235)

1. Dinastia Júlio-Claudiana (do ano 14 ao 68). 2. Dinastia dos Flávios (do ano 69 ao 96). 3. Dinastia do Antoninos (do ano 96 so 192).

O império Romano, no século I, foi afetado pela crise geral do escravismo, iniciada nos reinados dos últimos Antoninos.

Desses fatores, resultou a diminuição da arrecadação de tributos, levando o Estado a dificuldades de manter a máquina administrativa, principalmente o exército, o que culminou com as invasões bárbaras.

Em 313, Constantino assumiu o poder e restabeleceu a unidade imperial. Estabeleceu, em 330, a capital do Império Romano na antiga colônia grega de Bizâncio, rebatizada com o nome de Constantinopla. Além disso, instituiu o Edito de Milão, no qual reconheceu a religião cristã, transformando-a na mais importante de Roma. Ainda no século IV, os bárbaros iniciaram as invasões em busca de terras férteis. Teodósio foi o último imperador uno, instituindo o Edito de Tessalônica, em 330, pelo qual a religião cristã tornava- se oficial do Império.

Por ocasião da morte de Teodósio (395), o Império foi divido em Ocidente, governado por Honório, e Oriente, governado por Arcádio – ambos filhos do Imperador. O Império Romano decaiu em 476.

1) O Império Romano expandiu-se pelo Mar Mediterrâneo durante o período republicano; isso gerou, no decorrer do século I d. C., várias repercussões, entre as quais NÃO podemos destacar. 01. surgimento da classe média de pequenos proprietários rurais e desaparecimento dos latifundiários. 02. aumento da população rural na Itália e conseqüente declínio da população urbana. 04. crescimento do número de escravos e grande fluxo de riquezas. 08. criação de grande número de pequenas propriedades e fortalecimento do sistema assalariado. 16. difusão do Cristianismo e proscrição das manifestações culturais de outras regiões.

2) A expansão de Roma durante a República, com o consequente domínio da bacia do Mediterrâneo, provocou sensíveis transformações sociais e econômicas, dentre as quais NÃO podemos incluir: 01. marcado processo de industrialização, êxodo urbano, endividamento do Estado. 02. fortalecimento da classe plebéia, expansão da pequena propriedade, propagação do cristianismo. 04. crescimento da economia agro-pastoril, intensificação das exportações, aumento do trabalho livre. 08. enriquecimento do Estado romano, aparecimento de uma poderosa classe de comerciantes, aumento do número de escravos. 16. diminuição da produção nos latifúndios, acentuado processo inflacionário, escassez de mão-de-obra escrava.

Exercícios Complementares #

3) O Edito de Milão (313), no processo de desenvolvimento histórico de Roma, reveste-se de grande significado, tendo em vista que: a) combateu a heresia ariana, acabando com a força política dos bispados de Alexandria e Antioquia. b) tornou o cristianismo a religião oficial de todo Império Romano, terminando com a concepção de rei-deus. c) acabou inteiramente com os cultos pagãos que então dominavam a vida religiosa. d) deu prosseguimento à política de Deocleciano de intenso combate à expansão do cristianismo.

PRÉ-VESTIBULAR DA UFSC 2

Inclusão para a Vida História A e) proclamou a liberdade do culto cristão passando Constantino a ser o protetor da Igreja. 4) A religião romana era essencialmente politeísta, e o culto ao imperador era de grande significado pelo fator da unidade que representava. Durante um período determinado, teve início o questionamento dessa idéia. Esse grupo que não reconhecia a divindade do Imperador eram: a) bárbaros invasores b) primeiros cristãos c) bons espíritos familiares d) escravos e estrangeiros e) judeus vindos da Palestina

5) Várias razões explicam as perseguições sofridas pelos cristãos no Império Romano, entre elas: a) a oposição à religião do Estado Romano e a negação da origem divina do Imperador, pelos cristãos. b) a publicação do Edito de Milão que impediu a legalização do Cristianismo e alimentou a repressão. c) a formação de heresias como a do Arianismo, de autoria do bispo Ário, que negava a natureza divina de Cristo. d) a organização dos Concílios Ecumênicos, que visavam promover a definição da doutrina cristã. e) o fortalecimento do Paganismo sob o Imperador Teodósio, que mandou martirizar milhares de cristãos.

AULA 03

É costume dividir o período medieval em duas grandes fases: a Alta Idade Média, que se estende do século V ao século XI e a Baixa Idade Média, do século XII ao século XV.

A Estrutura Feudal: A história da Idade Média Ocidental é basicamente a história dos Reinos Bárbaros que se formaram a partir do século V, com a desintegração do Império Romano do Ocidente.

ORIGENS DO FEUDALISMO: Podemos afirmar que o Feudalismo surgiu através de um processo de integração de uma série de instituições romanas com uma série de instituições bárbaras germânicas, sendo que esse processo estrutural foi catalisado pela ação conjuntural de diversos fatores, tais como o expansionismo muçulmano pelo Mediterrâneo e as invasões dos normandos, húngaros e eslavos.

SOCIEDADE FEUDAL: A sociedade feudal deve ser classificada como sendo uma Sociedade Estamental, ou seja, uma sociedade na qual os seus membros estão hierarquizados em função do seu “status” (posição na sociedade) , sendo que o “status” de cada um era fixado pelo fato de dever ou receber determinadas obrigações. Uma sociedade estamental tem como uma de suas características fundamentais a de apresentar reduzidos veículos de mobilidade social.

Maomé (570 - 632) nasceu em Meca, membro de uma família pobre da tribo coraixita, e foi responsável pelo surgimento de uma nova religião, o islamismo, que garantiu a unidade política à Arábia.

Sua doutrina condenava o politeísmo idólatra, fonte de disputas entre os árabes, e defendia o monoteísmo fundado na submissão a Alá e na leitura rigorosa do Corão, livro sagrado dos muçulmanos.

Maomé foi perseguido e expulso de Meca em 622 (início do calendário islâmico), dirigindo-se para a cidade de Yatreb, episódio conhecido como Hégira.

Em pouco tempo, Maomé conquistou uma legião de adeptos que, em 630, se dirigiu e conquistou Meca. Em 632, o profeta Maomé morreu e foi sucedido pelos Califas (seguidores do profeta).

A Expansão Islâmica: Segundo os preceitos islâmicos, todo seguidor de Maomé deve ser um soldado encarregado de levar a fé a todos os “infiéis”(djihad = Guerra Santa). Tal motivação levou os árabes, comandados pelos califas, à expansão por vastas áreas do Mediterrâneo.

Durante quase mil anos, os árabes-muçulmanos controlaram a navegação e o comércio no Mediterrâneo, bloqueando o acesso dos europeus ao comércio com o Oriente.

A Cultura Islâmica: Ciências: campo em que os muçulmanos mais se desenvolveram; na matemática aprimoraram a Álgebra e a Geometria; dedicaram-se também à Astronomia e à Química (alquimia);

• Medicina: grande foi a importância de Avicena que, entre várias descobertas, diagnosticou a varíola e o sarampo e descobriu a natureza contagiosa da tuberculose;

• Literatura: contamos com vasta produção, com destaque para a coletânea As mil e uma noites e o poema Rubaiyat, de Omar Khayam.

1. O Feudalismo europeu apresentava características particulares de acordo com a localidade. Apesar das diferenças regionais, podemos afirmar que sua origem está relacionada com: 01. o renascimento das cidades. 02. o ressurgimento do comércio. 04. a ruralização da sociedade. 08. o fortalecimento do poder imperial. 16. a descentralização política.

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