ORVIL - O Livro - Exército Brasileiro

ORVIL - O Livro - Exército Brasileiro

(Parte 1 de 6)

RESERVADOl (

<,Ii'ili', , ~1'\\::

i( li

,lili !\I li;'

A presente obra é composta de dois volumes, cujos assun~ tos sao os abaixo discriminados:

19 VOLUME - UMA EXPLICAÇÃO NECESS~RIA INTRODUÇÃO

• A TERCEIRA TENTATIVA DETO~ffiDA DO PODER

1964 - ENGAJAMENTO DAS FORÇAS ARMADAS (1969) ,I

• A TERCEIRA rfENTATIVA DE TOHADA DO PODER

4~ PARTE

• A QUARTA!TENTATIVA DE'TOMADA DO PODER 1974 - •••

a o.,u_ .. _.~_. _._ .• , - .......•..••
~.............................

O Partido Comunista do Brasil (PCB) •••••••••••••••

A Aliança Nacional Libertadora (ANL) •••••••••••••• ,

A aprovação d~ Internacional Comunista •.•••.••••••

A Íase do obscurantismo e da indefinição •••.•••. ~. 1 As atividades do PC-SBle ••••~•••••••••••••••••••••

A formação do PC-SBIC •••••••••••••••••••••••••••••

J.. A mudança da linha da Te •••••••••••••••••••••••..• 14 14

~. A Internacional comunis~a

3. O Trabalho de Massa 2•.Os caminhos da revolução •••••••••••••••••••••••••• :i

...J.. Os objetivos da Revolução Comunista

O ~ARTIDO COMUNISTA - SEÇÃ9 BRASILEIRA DA INTEN~ACIONAL .'"COMUNISTA(PC-SBIC)

- 'CAP1TULO I

A VJ:O~NCIA EM T~S ATOS ~. Primeiro ato

.- la PARTE

._ J:NTRODU~O ••••• 'XVII

._--------.,-1R"E S E R V A O OI ,

~. Segundo ato •••••••••••••••••••••••••••••••••••••••• XIX i: I

"r~':~~.. ------I~.E S E··R.VA-;;;; AS TENTATIVAS DE TO~mnA DO PODER--· SUMÁRIO - Continua9ão ••• I

CAP1TULO IV

J.• A violência comunista ••.••••••••••••••••••••••••• 3 2. Bernardino Pinto de Almeida e Afonso José dos San

A volta à clandestinidade •••••••••.•••••••••••••• CAPITULO V

"Manifesto de "Manifesto de

A legalização do PCB •••••••••••••••••••••••••••• o PCB E O CAMINHO DA LUTA ARMADA l i li !j

tos~..... '.. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. 34·

I, 3. "Elza Fernandes" •••••••••••••••••••••••••••••••• 35 ~. Ma~ia Silveira e Domingos Antunes Azevedo ••••••• 38

2a PARTE A SEGUNDA TENTATIVA DE TOMADA DO PODER

CAPITULO I AS DlVERG~NCIAS NO MOVIMENTO COMUNISTA

'I.A IV Internacional •••••••••••••••••••••••••••••• 42 2. O PORT quebra o exclusivismo do PCB ••••••••••••• 43

5. PC do B: a primeira grande cisão no PCB ••••••••• 48 6. POLOP: uma criação da esquerda independente ••••• 50

7. AP: uma criação da esquerda católica •••••••••••• 52

A At'1hOCOMUNISTA" '.Y"'"~ --- ...--. -.---- -- ..- .•. -L'.

Reforma ou Revolução? •••••••••••.•.••••:••••••••••

As Ligas Camponesas ••.••••••••••••••••••••••••••• As crises políticas de junho e julho de 1962 ••••

Jango obtem plenos poderes ••••••••••••••••••••••

124mandato presidencial

o ideário da Revolução de Março ••••••~••••••••••117

A eleição de Castelo Branco ••••••••••••••••••••• ~20

Os desencontros

S.A estratégia do 6. A prorrogação do

CAP1TULO 1

CAPíTULO IV A'REVOLUÇÃO DEMOCRÂTICA DE 1964

7•.A evolução da posição ~os militares ••••••.•~•••l07

6. O comicio das reformas •••••••••'85

7. A rebelião dos marinheiros no Rio de Janeiro ~•••.86 .8. A.reunião no Automóvel Clube ••••••••••.•••••••••• 89

.A TERCEIRA TENTATIVA DE TOl1ADA DO PODER

-3a PARTE

!RESERVAOO AS TENTATIVAS DE'TO~A DO PODER - SUMÂRIO - continuação ••• II1

.~n E S E 'H V A O O1 AS TENTATIVAS DE TOMFnA DO PODER - SU~ú\RIO- Co~tinuação ••• IV

~"\P!TULO I 1965

As eleições de governadores ••••••~•••••••••••••••

Influências marxistas na Igreja •••••••••••••••••• i

Um mil novecentos e ses~enta e quatro ••••••••••••

CUba e o foquisrno .

As pri~eiras denúncias de torturas •••••••••••••.•• Pega ladr~o ~ ••••••••••0.•••••••••••••••••••••••••

B i 1 "O - p t °1 11r zo a e a peraçao ~n ass~ go •••••••••••••••

O PORT e suas ligações com o Movimento Rural do ~ror deste e com Brizola •••••••••••••·••••••••••••••••7 o Ato Institucional n9 2 ••••••••••••••••••••••••• O Movimento Estudantil inicia as manifestações ••.•

8. O PCS: uma linha radical ••••••••••••••••••••••••• 9. O PC do B: uma linha revolucionária .•••••••••••••

A POLOP e a "Guerrilha de Copacabana" ••••••••••••

7. O restabelecimento da ordem

I. A Revolução estreita suas bases 2.

7. Jefferson Cardin e as escaramuças das Forças Armadas de.Libertação.Nacional (FALN)••••••••••••.••••

8. O ~CB: mudança para a linha de massa •••••••••••• : 9. A AP transforma-se numa organização revolucionária 1~. A POLOP e Brizola ••••••••••••••••••••••••••••••••

1. Um mil novecentos e sessenta e cinco

2. O~umprimento do calendário eleitoral •••••••••••• 161

~-----------I R F.S E R V AOO~~---------J

5. Cuba e a Tricontinental, a OLAS e a OCLAE ••••••••

6. O Movimento de Resistência Militar Nàcionalista (MRMN) e a Resistência Armada Nacionalista (RAN)••

7. Brizo1a e o Movimento Nacionalista Revolucionário1 1I

8. Acirramento da luta interna no PCB

. IRESERVADO .ASTENTATIVAS DE :'TOMADADO PODER - SUM1\RIO - Continuação ••~ V

9. O PC do B inicia a preparação para a luta armada ••• 172 10. O PCR ea AV: duas'dissidências '0.0 PC do B ••••••••• 174

CAPiTULO IV

1967 1.'Inicia-se a volta ã norm~lid~de

1. A.~ormação da Dissidência da Guanabara ••••••••••.••• ~ 12. O Agrupamento Comunista de são Paulo •••••••••••••••

15. A Ala Vermelha do PC do B assume· a posíçãp foquis~a. 16. O Debate teórico e ideológico da AP •••••••.•••~•••••

17. O IV Congreiso e os "rachas" da POLOP ••••••••••••••

~18. A Força Armada de Liber~ação Nacional (FALN).~~••••• 19. Atividades do clero na subversão ••.•.••••••.••1•••••

20. Um mil novecentos e ses~en~a e sete ••••••••••••

4. O aparente refluxo do Movimento Estudantil ••••••••.~. .

5. A reorganização do Movimento Operário e S'indical •••

neralizado •••••••,•••••••••••••••••••••••••••••••••. 2

5. O Movimento Estudantil.de~encadeia o enfrentamento.g~ 6. As manifestações operárias •••••••••••••••.••••••••••• 230

2. As dificuldades políticas ••••••••••••••••••••••••••

RESERVA09

27. O surgimento do Movimento de Ação Revolucionária - (MAA) ••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••• 27 6

Continuação •••••VI

Bcvolucionária

•..4....•.........·.·

Costa e Silva •••••••••••••••••••• fRE SE n V~~' DE TO~mnI\DO PODER - SUMÁRIO - eleição de um novo Presidente ••••••••••••••••••• eleição do Presidente Médici e a.novaC':I11stituição.••,

Movimento Estudantil entra em descenso •••••••••• o Ato Institucional n9 5 o surgimento do Movimento popular de Libertação (MPL) •••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••

Atuação de padres estrangeiros na subversão ••••••• Expande~se pelo mundo a violência estudantil ••••••

Um mil novecentos e sessenta e oito ••••••••••••••• o PCB estrutura-se para o Trabalho de Massa •••••••

A formação do Partido Comunista Brasileir; Revolucionirio (PCBR) •••••••••••••••••••••••••••••••••••

1. Reflexos do AI-S impedimentolde

CAPíTULO VI 1969

24. Núcleo Marxista-Leninista (NML), uma dissidência da AP •••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••• 273

25. O surgiment~ da Fração Bolchevique Trotskista (FBT). 275

19 Maio) .••••••••• "276

26. O surgimento da organização Combate 19 de Maio (OC. 21. O·surgimento da Vanguarda popular

10. Frades dominicanos aderem ao Agrupamento Comunista. 244 1. AC!Sp·expande-se além do eixo Rio-são Paulo •••••••~

12. O surgimento da Corrente em Minas Gerais •••••••••• 247 13. O PC do B recebe adesões •••••••••••••••••••••••••• 251

14. A Ala Vermelha do PC do B inicia os assaltos •••••• 253 .

15. O PCR tenta realizar trabalho no campo •••••••••••• 254

16. O MR-8 estende suas atividades ao Paraná •••••••••• 255

i

17. A DI/GB atua no Movimento Estudantil ••••••••••••• S~ 18. A Dissidência da Dissipência •••••••••••••••• :••••• 256

19. O surgimento do Partido Operário Comunista •••••••~

20. O surgimento do Comando de Libertação Nacional (CO- ~INA) ••••

AS TEN'l'2'..'l'IVI\S continuação •••• VII

na subversão .•...••••••.......

Marx, Mao, Marighela e Guevara - M3-G •••••••••••••• 354

O surgimento do Movimento Revolucionário Tiradentes' (MRT I •••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••• •••• 362

ALN: as aç5es na Guanabara •••••••• ~•••••••••••••••

ALN: as "quedas" em são Paulo ••.••••••••••••••••••• Os dominicanos levam Marighela à morte •••~•••••.•••

ALN: remanescentes reestruturam-se em são Paulo ••••

men to•.••.•.•• ,- · . • • . • .. • .....•........ · ..... · .. ,

FALN: a aproximação com a Igreja e o seu desmantel~

ALN em'Ribeirão ALN no Planalto

Os dominicanos 'ALN: a guerra psicológica ••••••.•••••••••••••••••••

6. O PCB desencadeia a "guer'rade papel" ••••••••••••• 7~ A fuga da penitenciária e a desarticulação do MAR ••

O PCBR inicia as aç5es armadas~ •••••••••••••.••••••• O fim da Corrente ..•.•••.•..•••••.•..•.••• ~•..•.•• Ação Libertadora Nacional (ALN)••••••• ~•••••••••••• ALN - Ascensão terrorista em são Paulo ••••••••••••

I 27.'A DI/GB inicia as ações ~rmadas e assume a siglaMR~ . n .

28. O sequestro do Embaixador Charles Burke Elbrick ••• 370 . .

o COLINA •••••••••••••• ~ ••. ,••••••••••.••••••• '. • ! • •• 385
AI" d -"388~32. A VAR-Pa mares e a ,gran,e açao •••••••••••••• ~,••

31. VPR: as "quedas" do primeiro trimestre e a fusão com ~3. VAR-p: O "congresso do Racha" ••••••••• ~••••••••••• 392

37. A "Corrente Dois'"da AP funda o par·tido Revolucionário dos Trabalhadores ••••••••••••••••••••••••••• 403

39. MPL: ~uta Armada x Conscientização das Massas •••••• 406

41. Um mil novecentos e sessenta e nove•.,••.•••• 411 r,

40. Do MNR surge o Grupo independência ou Morte •••••:. 410

.rx. 20.

lo!; TENTA'l'IV1\SDE TOMADA DO'PODER - 5UHÂRIO - ContinuaçãoVIII

-------------1' RESERVAOO1I ,1-------------- o ENGAJAMENTO DAS FORÇAS A~mnAS "1. A intranquilidade crescente •••••••••••••••••••••••

2. O acaso
7. Inexperiência? ..•..•.•.•.••..•.•••.••••.•••.

8. O fio da meada .••.•••••••••.••••..•.•••...••.•..••

9. Intensifica-se o trabalho'na Cia PE ••••••••••••••• 10. Modificações no esquema de segurança ••••••••••••••

13. Os Cent~os de Operações de Defes~ Interna - CODI ••• . I .

14. Evolução na estrutura d9sÇODI/DOI ••••••••• ~••••••

VERSIVAS NO BR1\SILATt:1973 •••••••••••••••••••••• '. ·i

'i •••••

.....----------r~E S E RV A O O]r-- X_'V---,

UMA EXPLICAÇAo NECESSÂRIA

No final dos anos sessenta, diversas organizaçõe5 clandes tinas de corte comunista iniciaram uma nova tentativa de tomada do poder, desta vez por meio da lu:t-aarmada. Ao iniciarmos as pesquisas para este trabalho, nosso obj~ tivo era estudar os fatos que compoem esse episódio entre os, anos de 1967 e 1973. Pelo conhecimento que tínhamos, tal período enquadrava os anos em que a luta havia sido mais acirrada e violenta. Para a compreensao dessa luta,foram suscitadas muitas peE guntas: Como se formaram? Qual a inspiração ideológica? Quais os objetivos das organizações subversiv~s nela empenhadas? Qual o caráter da revolução que pretendiam fazer? Quais as experiências externas que pr~cu~aram apreender? Quais os modelos e mét~ dos revolucionários que tentaram transplantar para nosso --~ais? Como se estruturaram? Como se compunha sua infra-estrutura de ~poio, de inteligência, etc.? Em!que segmentos sociais e de que forma recrutavam seus quadros e 'como os formavam no País e no exterior? O que buscavam ao perpetrar assaltos, seqüestros, as- sassinatos e outras formas cruentas de terrorismo? Que objeti- vos alcançaram com essas ações? As indagações, porém, .não se esgotavam em torno dessas or- ganizações clandestinas. Envolviam o próprio Estado e o sistema pol~tico vige~te. O nível que as ações terroristas alcançaram polocava em cheque o monopólio da força armada organizada? Tir~ va do sistema político a sua característica de universalidade e a qualidade final de sua força? O seu combate exigia o ~nvolvi- mento das Forças Armadas? Era ~mprescindível que provoc~sse a i ~estriç~o da liberdade e que.,se suprimisse do públiGO as infor- .

mações a que tem direito numa sociedade democrática? t,sabid9 que as'açoes ~mpreendidas acabaram por envolver, , ' as Forças Armadas, e a esse resp:ito outras questões tinham que ser levantadas porque fazem ~arte da luta a ser exa~inada. Esta vam as Forças,Armadas preparrdas.e estruturadas para esse comba te insólito? Tiveram que pro~ov~r'alt~rações na sua estrutura, na instrução, nos seus efetivos, na conduta das operacões?: Que sacrifícios lhes foram impo~toS? Como atuaram? Venceram ai 'luta? Mas o fizeram' em todos os seus aspectos? 'i Naturalmente saoíamos que, para responder a es,saambicio- sa lista de'indagações e a outras que surgiriam no ~ecorrer do----------1 R E S E R V A.O,Ol----'-------- -.::=====-:---::::_- --'.." li ',I

I i

. Ir,

I li o recuo ao passado colocou-nos diante de urnaoutra'visão: a do processo mais amplo da subversão que.se materializa em no~ so País, na seqüência dessas tentativas de tornadado poder pe- los comunistas, nas suas diferentes formas. Se a extrapolação do limite anterior do período iniciálmente fixado mostrou-se im ·portante, muito mais o seria no seu outro extremo, buscando urna visão além de 1974 -- urnavisão dO,hoje. Ai tivemos a percepçao nítida daquilo que consubstan~ia a quarta tentativa da tornada do poder.,

Essa tentativa de fato já teve início há alguns anos. Ven cida',naforma de luta que escolheU' -- a luta armada _" a es- querda revolucionária tem buscado transformar a derrota militar que lhe foi imposta, em todoswos qua~rantes do territ6rio nacio ..nal, em vit6ria política.

Ap6s a autocritica, urnaa uma ,das diferentes organizações

envolvidas na luta armada, concluíram Que foi um 'erro se lan-----------.,--[~.~_sE nV A O O \

'-a:-:;"'·'J:Zr~F~

E~S·E fi V A ~~ XV,I ltem trabalho, teríamos que ultrapassar os limites do período de po, prevfarnente estipulado, como foco de nossa atenção.

Era de nosso conhecimento, por exemplo, que a primeira das organizações da esque~da revolucionária havia sU~gido em

1961 e que outras tiveram origem no período que medeia ess~ ano e 1967. Sabíillnos,também, que quase todas as organizações haviam surgido ou se formado em oposição à linha política do PCB, tentando ser, cada urnadelas, urnaalternativa a ele. Sabíamos, pOE tanto, que para conhecer as causas dessas divergências e compr~ ender as disSidências, cis?es e'fus?cs, que'caracterizaram o p~ ríodo de que nos ocuparemos prioritariamente, teríamos que re- cuar no tempo, pelo menos até 1956 -- ano em que se realizou o X Congresso do Partido Comunista da União Soviética (PCUS),que foi a geratriz das mais sérias discordâncias no Movimento Comunista Internacional. A rigor, esse entendimento teria que nos fazer retroceder até o ano da fundação do Partido Comunis ta - Seção Brasileira da Internacional Comunista (?C-SBIC).

Esse retorno no tempo, ainda que feito apenas a pontos es senciais .à comp'reensão da luta a;t"mad.a,que permanecia cornonos- so objetivo prioritário, permitiria que perpassássemos duas ou- tras tentativas de tornadado poder pelos comunistas: a primeira, em 1935, pelo caminho da violência, e a segunda, que culminou . .

com a Revolução Democrática de 1964, pela chamada via pacífica,

~ cujo limite anterio~, nao muito nitido, pode estar em 1961, 1956 ou mesmo antes.

çarem na aventura militarista, sem antes terem conseguido o apoio de boa parte da população. A partir desse momento, reini-' ciaram a luta para a tomada do poder mudando de estratégia.

Ao op~arem por essa mudança, colocaram-se lado a lado com a esquerda ortodoxa, de que divergia~ desde os 6l~imoi anos da década de cinqüenta, vendo-se perseguindo os mesmos objetivos táticos e valendo-se das mesmas técnicas e processos. Nessa fase, encontraram ainda um poderoso aliado, o clero dito "progre~ sistall, que pouco a pouco tirara a máscara e propugnava por urna

"nova sociedade", igualitária e sem classes, urnasociedade também socialista.

Se esses fatores já nos induziam a fazer urnapequena modi ficação na estrutura inicialmente imaginada para este livro, dois outros nos levaram à decisão definitiva. , . I

O primeiro é que, se boa partr dos possiveis,leitores des te livro viveu essas exp~riências pass~das, muito~ deles, corno nós mesmos, poderão constatar cornonossa memória é fraca. No en

~anto, o que nos preocupava .era o fato de a maioria da população brasileira ser formada por jovens de menos ~e 30 anos. Ob- viamente, n~o eram nascidos quando se deu.a primeira experiência, e, ou não eram nascidos ou eram muit9 jovens' quando ocorreu a segunda, que já conheceram deturpada ideologicamente.

O seg~ndo fato é que concluimos que, se a terc~ira tentativa da tornada do poder - nosso foco de atenção - foi a mais violenta e a mais nitida, nem por isso foi a mais perigpsa.

(Parte 1 de 6)

Comentários