Curso prático de harmonização

Curso prático de harmonização

(Parte 2 de 2)

Dispondo-os em ordem, a tríade de Lá menor será:

Agora o empilhamento para a descrição das tétrades:

Partindo do primeiro grau: LÁ – SI – DÓ – RÉ – MI – FÁ – SOL# - LÁ Partindo do terceiro grau: DÓ – RÉ – MI – FÁ – SOL# – LÁ – SI – DÓ Partindo do quinto grau: MI – FÁ – SOL# – LÁ – SI – DÓ – RÉ – MI Partindo do sétimo grau: SOL# – LÁ – SI – DÓ – RÉ – MI– FÁ – SOL#

Dispondo-os em ordem, a tétrade de Lá menor será:

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COM 5

Se você observar nas escala gregas (Jônio, Dórico, Frígio, Lídio, Mixolídio, Aeólio e Lócrio), que estão na página 4, vai ver que a escala relativa menor chama-se Aeólio na escala de Dó maior. Mas devido à alteração que ela sofreu no sétimo grau (sol#), na Tétrade ela se chamará:

Aeólio7+ (Aeólio com sétima maior) A sétima será chamada maior porque o sol é sustenido. Veja no quadro de graus na página 05. A escala harmônica então terá o nome de AEÓLIO7+. Agora, se separarmos os modos, começando da harmônica (AEÓLIO7+), teremos os agrupamentos harmônicos da relativa menor de Dó, no nosso caso é a Lá menor (6º grau da escala de Dó):

LÁ – SI – DÓ – RÉ – MI – FÁ – SOL# - LÁ modo AEÓLIO7+ SI – DÓ – RÉ – MI – FÁ – SOL# – LÁ – SI modo LÓCRIO6 DÓ – RÉ – MI – FÁ – SOL# – LÁ – SI – DÓ modo JÔNIO5# RÉ – MI – FÁ – SOL# – LÁ – SI – DÓ – RÉ modo DÓRICO4# MI – FÁ – SOL# – LÁ – SI – DÓ – RÉ – MI modo MIXOLÍDIO6b9b FÁ – SOL# – LÁ – SI – DÓ – RÉ – MI – FÁ modo LÍDIO9

SOL# – LÁ – SI – DÓ – RÉ – MI– FÁ – SOL# ALT6/DIMINUTA Veja só uma nova escala (ALT6/diminuta). Explicando-a:

Esta escala têm nome de escala diminuta (ALT significa alterado), então ela é uma escala diminuta alterada. Na verdade ela não é bem uma diminuta, e sim um arpegio diminuto. E o nome de diminuta é uma referência à tríade, o 7º grau dobrado bemol, conforme página 8 (DIMINUTAS). Primeiro vamos entender o termo ALT (ALTERADA). Diz-se tríade alterada quando uma tríade vem acompanhada de:

2b/9b que é 2ª menor/9ª menor 2/9 que é 2ª aumentada/9ª aumentada que também é uma 3ª menor 5b/1 que é 5ª diminuta ou 1ª aumentada que também é uma 5ª diminuta 5/13b 6b ou 6m que é Sexta menor

Daí conclui-se que ALT se refere à:

T3ªm 5ªdim 6ªm

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Ou seja, neste acorde: modo que é o Sétimo grau da escala relativa menor, no caso uma escala harmônica, encontramos as características de ALT. Mas, simplificando, o ALT é uma escala que começa no 7º grau de uma escala relativa menor.

A escala menor melódica é uma escala montada a partir da relativa menor, só que com os 6º e 7º graus aumentados. Veja no exemplo:

LÁ – SI – DÓ – RÉ – MI – FÁ# – SOL# – LÁ
1t½ t 1t 1t 1t 1t ½ t
E seus intervalos são:T 2M 3m 4J 5J 6M 7M

Se você montar a escala natural de Lá maior verá que a única diferença que há entre a maior e a menor melódica é a Terça, que é maior na maior, e menor na menor melódica. Conclusão: para tornar um acorde maior em menor basta diminuir a sua Terça.

Campo harmônico da menor melódica

GRAUS Am7+ Bm7 C75# D7 E7 F#º G#º * 1º LÁ SI DÓ RÉ MI FÁ# SOL# LÁ 3º DÓ RÉ MI FÁ# SOL# LÁ SI DÓ 5º MI FÁ# SOL# LÁ SI DÓ RÉ MI 7º SOL# LÁ SI DÓ RÉ MI FÁ# SOL#

I CO7

L Í D I O 7/5+

D I O 4#

D I O 6b ou A L T7

Vamos agora trabalhar com as escalas gregas. Combinando-as.

Dispondo as escalas gregas, temos (as maiores): DÓ – RÉ – MI – FÁ – SOL – LÁ – SI – DÓ modo Jônio RÉ – MI – FÁ – SOL – LÁ – SI – DÓ– RÉ modo Dórico MI – FÁ – SOL – LÁ – SI – DÓ– RÉ– MI modo Frígio FÁ – SOL – LÁ – SI – DÓ– RÉ– MI– FÁ modo Lídio SOL – LÁ – SI – DÓ– RÉ– MI– FÁ– SOL modo Mixolídio LÁ – SI – DÓ– RÉ– MI– FÁ– SOL– LÁ modo Aeólio

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SI – DÓ– RÉ– MI– FÁ– SOL– LÁ– SI modo Lócrio

Arpegios: Os arpegios são notas dos acordes que são executadas uma após outra. Os arpegios de Dó maior (Jônio) são:

Tríade DO – MI – SOL Tétrade DO – MI – SOL – SI

Como você pode observar usamos o modo Jônio e empilhamos, no caso da tríade, usamos os 1º, 3º e 5º graus. E no caso da tétrade usamos os 1º, 3º, 5º e 7º graus. Vamos fazer o mesmo com os demais modos. Observe na separação, no quadro abaixo.

ARPEGIOS TRÍADES 1º DÓ RÉ MI FÁ SOL LÁ SI DÓ 3º MI FÁ SOL LÁ SI DÓ RÉ MI 5º SOL LÁ SI DÓ RÉ MI FÁ SOL

1º DÓ RÉ MI FÁ SOL LÁ SI DÓ

3º MI FÁ SOL LÁ SI DÓ RÉ MI 5º SOL LÁ SI DÓ RÉ MI FÁ SOL

7º SI DÓ RÉ MI FÁ SOL LÁ SI

Veja que o Lócrio ganhou o nome de acorde diminuto. Isto porque seus 3º e 5º graus são bemóis (compare no quadro da página 6).

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Para representar os acordes foram criados sinais. As cifras (nome dos acordes) são identificadas por letras.

AB C D E F G
Si Dó Ré Mi Fá Sol

E sinais como: M - maior + - maior (quando estiver na frente dos 7º e 14º graus) e aumentada quando estiver na frente dos demais graus ou acordes (cifras). – - menor m - menor sus acorde suspenso º diminuto (quando estiver na frente de cifras) e grau (quando estiver na frente de números que representam os graus da escala. # - sustenido b - bemol x - duplo sustenido (natural da escala) b - duplo bemol (natural da escala) ( ) - atenção ! (add) - acorde que não contém um dos graus que compõe a tríade, suprimida temporariamente durante a execução. Ex.: Dadd (Fá# - Lá) Ø - meio diminuto. (tríade diminuta que contém o sétimo grau menor)

/ acorde com baixo ou estrutura alterada. Ex.: D (Ré – Fá# - Lá) estrutura normal D/A (Lá – Ré – Fá#) estrutura alterada (graus invertidos).

Transposição:

Transposição é quando queremos transportar uma música, tocada em um acorde qualquer, para ser tocada em outro acorde. Exemplo:

Temos uma música tocada em C (dó maior) e queremos toca-la em E (mi maior) Então conte quantos tons tem de C a E Dois tons Escala do acorde da música: DÓ – RÉ – MI – FÁ – SOL – LÁ – SI – DÓ Escala que queremos tocar: MI – FÁ# – SOL# – LÁ – SI – DÓ#– RÉ#– MI

Acordes comuns (exemplo) na música tocada em Dó maior

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C7+G/B C5+ Am Am/G F7+ G7 C7 F G E Dm7 G#7+ Gm7

Contando dois tons (isto vale para todos os acorde comuns).

C7 E7 F A G B E G#

Modulação é quando uma música é tocada usando os acordes que pertencem ao campo harmônico do acorde usado, e num determinado trecho a melodia da música exige um outro acorde, que pertence ao campo harmônico de outro acorde. Exemplo:

O teclado pode ser usado como base, mesmo que haja um outro instrumento fazendo a base. A base é quando não deixamos espaços vazios, sem som, no fundo da música. Normalmente quem faz a base é a guitarra ou o teclado, quando a guitarra não está fazendo solo.

Na ausência de uma bateria usa-se o baixo como referência ritímica. É o mais comum, porém qualquer instrumento tem que executar a música ou o andamento musical.

As cifras para a guitarra são as mesmas usadas para o teclado. As cifras para o baixo vêm acompanhadas com inversões (/)

Exemplo: A/D onde normalmente o baixo de Lá maior seria a Fundamental (Lá), mas no caso em A/D a fundamental passa a ser Ré. Poderíamos dizer então que A/D é Lá com Ré.

No teclado esta nota seria assim:

Ré Lá Mi Lá

Para as notas do baixo (Ré e Lá ) é usada a mão esquerda e as demais com a mão direita.

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Dedilhados

Para representar os dedos usamos os números de 1 a 5

MÃO DIREITAMÃO ESQUERDA Dedo N.ºDedo N.º Polegar 1 Polegar 1 Indicador 2 Indicador 2 Médio 3 Médio 3 Anular 4 Anular 4 Mínimo 5 Mínimo 5

Os exercícios serão escritos em pentagramas. Notas musicais:

A música escreve-se sobre 5 linhas e 4 espaços (entre as linhas). A esse conjunto damos o nome de Pentagrama ou Pauta, suas linhas e espaços se contam de baixo para cima. Confira!

Para diferenciarmos um instrumentos de outro, pois sabemos que o teclado e a guitarra os sons são parecidos (numa mesma onda sonora), isto é, os sons pertencem ao mesmo timbre (altura sonora), enquanto que no baixo os sons são mais graves (grossos). E como são diferentes o Saxofone do Baixo-Tuba, um é agudo e é capaz de alcançar um certo nível médio de sons graves, enquanto que o outro é grave e também é capaz de alcançar um nível de som agudo, mas que exige mais temática do executante. Para que isso seja representado na música temos que usar de Claves, sinais que iniciam a pauta, veja no exemplo abaixo: Esta clave chama-se clave de Sol maior, feita exatamente para instrumentos como: Teclado, Saxalto,

Trumpete, violino, guitarra, etc. Alguns exemplos de claves: clave de Fá-maior (para instrumentos graves como: baixo, baixo-tuba, celo, etc.) clave de Dó maior (feita para instrumentos médio grave como: trombonito, sax harmonia, etc.) as claves de Fá e Sol se classificam pela disposição na pauta. Por exemplo:

Na clave de Sol maior as notas se dispõem assim:

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Na clave de Fá maior Observe que a clave de Fá (o desenho) termina com uma curva em cima da linha que se chama Fá. Esta é a Clave de Fá normal.

Agora veja a clave de Fá maior escrita na 3ª linha

Já a clave de Dó maior tem 4 variações, sendo a primeira escrita na 5ª linha. A Segunda variação escrita na 4ª linha

A terceira variação escrita na 3ª linha E a Quarta variação escrita na 2ª linha

Como você pode observar para cada variação, mesmo na mesma clave, existente uma seqüência lógica das notas musicais. Exemplo:

Na clave de Sol maior a escala de Dó maior começa com uma nota fora da clave, que é chamada de suplemento inferior. Já a na clave de Fá a escala de Dó maior começa no 2º espaço do pentagrama. Porque esta diferença? Simples. Porque o primeiro dó na clave de Fá maior é uma oitava mais grave (abaixo) do primeiro Dó da Clave de Sol maior. Daí subentende-se o seguinte: o Dó superior (2º Dó) da clave de Fá maior têm o mesmo timbre (som, altura) que o primeiro Dó da clave de Sol

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maior. Baseado nesta verdade, podemos escrever as duas claves usando um mesmo pentagrama assim:

Sinais usados na música:

fermata, ponto de suspensão ou órgãoD. C. De Capo (do começo)

Além das claves existem sinais como:

O duplo sustenido ou o duplo bemol, será usado quando houver necessidade de tornar natural uma nota acidentada, que se usarmos o bequadro, numa leitura rápida, poderá ser confundido com o sustenido devido aos seus formatos serem parecidos.

As barras (verticais) que separam as notas no pentagrama são para definir até onde vai um compasso. Por exemplo, um compasso vai de uma barra à outra. Dentro de cada compasso podem existir: 4 tempos se após a clave houver um sinal 4/4 ou C ; 2 tempos se houver um sinal 2/2 ou 3 tempos se houver um sinal 3/4

Os compassos acima são chamados compassos inteiros ou simples. Já os compassos 6/8, 2/4, 9/12, etc. são chamados compassos compostos. Ao compasso 4/4 e suas derivações damos o nome compassos quaternários. Ao compasso 2/2 e suas derivações damos o nome compassos binários. Ao compasso 3/4 e suas derivações damos o nome compassos ternários.

As figuras musicais variam em nome e valores, conforme tabela abaixo:

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Para instrumentos de cordas, como: Violão, Cavaco, Contra_baixo, Viola, etc., usamos o sistema de TABLATURA, que nada mais é que as cordas do instrumentos organizadas graficamente. Ex.

Na tablatura única coisa que muda em relação ao instrumento é a organização das cordas, pois a sexta corda (Mi grave), na tablatura passa a ser a primeira (contando de baixo para cima). Esta mudança deve-se ao fato de facilitar a leitura e interpretação de partituras e sua execução no violão.

Porque dessa forma as cordas, em seus timbres, ficariam organizadas conforme a partitura. Ex:

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Exemplo de um trecho musical: Os números representam as casas onde se pressiona as cordas para a emissão da nota musical.

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