3-16 - a mensagem de deus para a vida eterna

3-16 - a mensagem de deus para a vida eterna

(Parte 5 de 5)

"Ninguém conhece o Pai como o Filho" ou "à maneira do Filho". Mas, em vez disso: "Ninguém conhece o Pai, senão o Filho".

A porta do céu tem uma chave, e Jesus a tem consigo. Pense nisto desta forma. Você está estudando astronomia na quinta série. O dia em que você lê sobre a primeira missão na lua, você e seus colegas de classe bombardeiam a professora com perguntas sobre a viagem ao espaço. — Com que se parece o pó da lua?

— Nós conseguimos engolir, já que não há gravidade?

— E para ir ao banheiro? A professora faz o melhor possível, mas inicia a maioria das respostas com: "Suponho que..." ou "Acho que..." ou "Talvez..."

Como ela poderia saber? Ela nunca esteve na lua. Mas, no dia seguinte, ela traz um convidado que já esteve na lua. O astronauta Neil Armstrong entra na sala de aula. Sim, o Neil Armstrong que disse "um pequeno passo para o homem, um grande salto para a humanidade".

— Agora, façam suas perguntas — pede a professora. E Armstrong responde a cada uma delas com toda convicção. Ele conhece a lua; andou sobre ela. Nenhuma especulação ou hesitação — ele fala do que conhece.

O mesmo fez Jesus." [Jesus] os ensinava com autoridade" (Mateus 7:29). Jesus conhece as dimensões da sala do trono de Deus, a fragrância de seu incenso, os cânticos favoritos do coral que não pára de cantar. Ele tem um conhecimento ímpar, único e incomparável acerca de Deus e deseja compartilhar seu conhecimento com você. "Ninguém conhece o Pai, senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar" (Mateus 1:27).

Jesus não se vangloria de seu conhecimento; ele o compartilha. Ele não tripudia; ele o dá. Ele não se diverte; ele o revela. Ele nos revela os segredos da eternidade.

E ele os compartilha, não somente com os de alta patente ou de puro-sangue, mas com os famintos e necessitados. Nos versículos seguintes, Jesus convida: "Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para a vossa alma" (vs. 28,29).

Faça um favor para si mesmo. Ache o marca-texto mais forte já fabricado e a tinta mais escura já produzida. Destaque, grife e aceite o convite de Jesus: "Aprendei de mim...".

Uma de minhas tarefas como escoteiro era fazer uma pipa. Uma de minhas bênçãos como escoteiro era ter um pai que sabia fazer pipas. Ele fazia muitas coisas: patinetes, skates, carrinhos de rolimã. Ora, ele até fez nossa casa. Uma pipa para ele era como desenhar em um pedaço de pau para Van Gogh. Ele podia fazê-las enquanto dormia.

Com cola para madeira, varetas e jornal, fizemos uma obra- prima para dançar no céu: vermelho, branco e azul, e com a forma de uma caixa. Lançamos nossa criação contra o vento de março. Mas, depois de alguns minutos, minha pipa pegou uma corrente de ar invertida e caiu. Enverguei mais a pipa, corri para trás e fiz tudo o que podia para mantê-la no alto. Mas era tarde demais. Ela veio em direção ao chão.

Imagine um garoto ruivo e desconsolado de 12 anos sobre sua pipa caída. Este era eu. Imagine um homem de corpo quadrado com a pele vermelha e macacão, colocando a mão sobre o ombro do menino. Este era meu pai que fazia pipas. Ele examinou o monte de varetas e papel, e assegurou: "Tudo bem. Podemos consertar isso." Acreditei nele. Por que não? Ele falou com autoridade.

O mesmo faz Cristo. Para todos aqueles cuja vida parece uma pipa estraçalhada, ele diz: "Podemos consertar isso. Aprenda de mim." Deixe-me ensiná-lo a lidar com seu dinheiro, com suas segundas-feiras longas e com seus parentes mal-humorados. Deixe- me ensiná-lo por que as pessoas brigam, a morte vem, e o perdão é importante. Mas, sobretudo, deixe-me ensiná-lo por que razão você está nesta terra.

Não precisamos aprender? Sabemos tanta coisa e, não obstante, sabemos tão pouco. A idade da informação é a idade da confusão: muito know-how, dificilmente alguma sabedoria.

Precisamos de respostas. Jesus as oferece.

Mas podemos confiar nele? Só existe uma maneira de saber. Faça o que fiz no Rio de Janeiro. Procure-o. Erga os olhos e ponha-os em Jesus. Nada de passar os olhos ou olhar de relance de vez em quando. Matricule-se na escola de Jesus. "Deixe-me ensiná-lo...". Faça dele seu Cruzeiro do Sul, seu ponto de referência. Procure pelas ruas cheias de gente e pelos telhados que lançam sombras até localizar o rosto dele, e depois ponha os olhos nele.

Você encontrará mais do que um hospital. Você encontrará o Único e Unigénito.

O CORAÇÃO QUE ELE OFERECE “...deu o seu Filho unigénito..."

No QUE DIZ RESPEITO A EXAMES MÉDICOS,

ESTE ERA SIMPLES. No QUE diz respeito a mim, nenhum exame é simples se ele associar o termo irregular a batimento cardíaco. Eu sabia que era propenso a ter uma palpitação acelerada. Quando vejo Denalyn, meu coração acelera. Se você visse quando Denalyn traz uma taça de sorvete para mim, acharia que um contador Geiger detectou uma fonte de radioatividade dentro de meu peito.

Essas palpitações são esperadas. Foram os ritmos aleatórios que preocuparam o cardiologista.Você não encontrará um médico mais gentil. Ele fez o melhor possível para me assegurar que, em se tratando de problemas no coração, o meu não é sério: "No que diz respeito a problemas cardíacos, você tem o menos grave."

Perdoe meu entusiasmo anêmico. Mas não é o mesmo que dizer para o pára-quedista que está para saltar: "Seu páraquedas tem um defeito, mas não é dos piores"? Prefiro o tratamento de outro cardiologista. Ele viu meu estado e propôs esta oferta de arregalar os olhos: "Vamos trocar de coração. O meu é forte, o seu é frágil.

O meu é puro, o seu está enfermo. Aceite o meu e desfrute do vigor dele. Dê-me o seu e irei resistir ao descompasso dele."

Onde você encontra esse médico? Você pode alcançálo neste número — 3:16. Na essência desse versículo, ele lida com o coração de nosso problema: "Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigénito."

"Esta é a coisa mais absurda que já ouvi", um homem disse, certa vez, para mim. Ele e eu dividíamos a mesma fda e fazíamos a refeição em um avião. Mas não compartilhávamos da mesma apreciação de João 3:16.

"Não preciso que Deus dê alguém por mim", ele alegou. "Levo uma vida boa.Tenho um bom emprego. As pessoas me respeitam. Minha esposa me ama. Não preciso que Deus dê seu filho por mim."

Talvez você concorde com ele. Você aprecia os ensinos de Jesus. Admira seu exemplo. Mas não consegue ver o significado da sua morte. De que maneira a morte de Jesus pode significar vida para nós? A resposta começa com um exame do coração.

"Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso" (Jeremias 17:9). O Cardiologista Espiritual examina nosso coração e encontra uma doença grave: "Porque do interior do coração dos homens saem os maus pensamentos, os adultérios, as prostituições, os homicídios, os furtos, a avareza, as maldades, o engano, a dissolução, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a loucura" (Marcos 7:21,2). Ele descreve nosso problema em proporção pandémica: "Não há um justo, nem um sequer. Não há ninguém que entenda; não há ninguém que busque a Deus" (Romanos 3:10,1).

Sem dúvida, este é um exagero. E possível que estejamos "afastados da presença gloriosa de Deus" ? (Romanos 3:23, NTLH).

Esta geração está assumindo um silêncio estranho com relação ao pecado. Os programas de entrevistas exibidos na televisão, altas horas da noite, discutem os impasses da humanidade. Alguns profissionais de saúde mental ridicularizam nossa necessidade de receber o perdão divino. Ao mesmo tempo, violamos a terra, desperdiçamos recursos não renováveis e deixamos 24 mil pessoas morrerem de fome ou de causas a ela relacionadas todos os dias.2 Nestas décadas "modernas", nós inventamos a ameaça global e reinventamos o genocídio e a tortura. O século 20 viu mais massacres do que qualquer outro século na história — desde o massacre de 1 milhão e meio de armênios pelos otomanos na Primeira Guerra Mundial, ao massacre de 3 milhões de pessoas em Ruanda e no Sudão, nos idos de 1990. Entre eles estão: o terror da fome na Ucrânia, o campo de concentração de Auschwitz, o estupro de Nanking, o genocídio dos trabalhadores asiáticos na ferrovia para Burma, o gulag da antiga União Soviética, a Revolução Cultural chinesa, os campos de extermínio do Camboja, os massacres na antiga Iugoslávia e em Bangladesh. Guerras e genocídios levaram mais de 200 milhões de almas em cem anos!2

Ao que parece, a barbárie está bem viva no planeta

Terra. Negar nosso pecado? Seria mais fácil o Quasímodo da catedral de Notre-Dame negar sua corcunda. Nosso problema de coração? É universal.

E pessoal. Faça um simples exercício comigo. Avalie sua vida tendo como pano de fundo estes quatro padrões extraídos dos Dez Mandamentos. Os candidatos ao céu devem ter boas pontuações nas leis básicas de Deus, você concorda?

A má notícia do Cardiologista. As pontuações de seu teste acusam você de furtar, mentir, adulterar e matar.

Compare seu coração com o de Cristo. Quando você listar as afirmações que qualificam Jesus como um louco ou um rei, não omita esta: ele declarou ter o único coração sem pecado em toda a história. Ele perguntou: "Quem dentre vós me convence de pecado?" (João 8:46). Lance este desafio para meus amigos, e as mãos irão balançar como os talos de um campo de trigo do Kansas. Em resposta ao desafio de Jesus, no entanto, ninguém poderia convencê-lo de pecado. Seus

2 "Não furtarás" (Êxodo 20:15). Você já furtou alguma coisa? Um item de escritório, um lugar no estacionamento? Ladrão.

inimigos levantaram falsas acusações para prendê-lo. Pilatos, o homem que estava na posição mais alta na região, não achou culpa alguma em Jesus. Pedro, que andou à sombra de Jesus por três anos, registrou: "Não cometeu pecado, nem na sua boca se achou engano" (1 Pedro 2:2).

"Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor" (Hebreus 12:14).

O padrão de Jesus emudece toda ostentação. Passei por uma experiência similar quando conheci

Byron Nelson, um mito do golfe. Iniciante nesse esporte, eu acabara de pontuar abaixo de cem pela primeira vez. Um amigo tinha um encontro com Nelson e pediu que eu fosse com ele. No caminho, gabei-me da pontuação de dois dígitos, fazendo um resumo de buraco por buraco. Temendo que eu pudesse fazer o mesmo na frente do ícone aposentado, meu amigo perguntou o que eu sabia sobre as proezas de Byron Nelson, e então me disse: • Cinco títulos de primeira linha

• Onze vitórias consecutivas

• Média de 69 pontos durante a temporada Meus 98 pontos, de repente, pareceram insignificantes.

O padrão do Sr. Nelson me emudeceu. A perfeição de Jesus nos emudece.

Então, como ele responde ao nosso coração ímpio? Um bom cardiologista pode identificar uma anormalidade e ignorá-la? Deus pode fazer vista grossa aos nossos pecados como se fossem erros inocentes? Não. Ele é o único juiz. Ele emite decretos, não opiniões; ordens, não sugestões. Esses decretos e ordens são a verdade. Provêm de seu ser santo. Viole-os, e você irá destroná-lo em sua vida — destroná-lo ao preço mais alto.

Jesus deixou clara sua posição: "Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor" (Hebreus 12:14). As almas com coração de pedra não irão povoar o céu.

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