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UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO RIO DE JANEIRO

INSTITUTO DE CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS

CURSO DE CIÊNCIAS SOCIAIS

Leandro Berto Furtado

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NOME COMPLETO DO ORIENTADOR

Rio de Janeiro

Mês / Ano

UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO RIO DE JANEIRO

INSTITUTO DE CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS

CURSO DE CIÊNCIAS SOCIAIS

A Construção social do Bullying e seus desdobramentos na Sociedade

Monografia apresentada no Curso de Ciências Sociais da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro como requisito para obtenção do título de bacharel em Ciências Sociais.

Banca Examinadora:

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Nome do Professor Orientador

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Nome do Professor Convidado

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Nome do Professor Convidado

Rio de Janeiro

Mês / Ano

AGRADECIMENTOS

Agradeço a Deus primeiramente por ter me dado vida e força na Caminhada até chegar ao final da Graduação, meus pais Felipe e Ana que me educaram para que chegasse até onde fui com todos os percalços ,agradeço aos professores do DCS em especial André Videira que foi fundamental na estruturação e maturação do objeto de pesquisa, e Flávia Braga Vieira que reascendeu um pouco o desejo que eu já tinha de falar sobre Bullying desde cedo ,dada minha preocupação constante e vital de reverter à situação de muitos que sofrem e por vergonha e medo somem e deixam a vida passar esquecidos de si e vítimas da crueldade de uma sociedade de interesses e aparências.

A professora e Orientadora Nalayne Pinto pelo comprometimento e ajuda e direcionamento ao objetivo maior que era à realização desse trabalho e todas as pessoas que ainda sofrem e esperam, por uma resolução e com que este estudo possibilite a luta conta o Bullying e uma vida de liberdade contra qualquer forma de opressão, suas vozes são escutadas e direcionadas à uma grande causa pela liberdade e paz na educação.

ULTIMO SOBRENOME DO ALUNO, Nome. Título da monografia: Sub-título. Monografia (Bacharelado/ Licenciatura) em Ciências Sociais. Instituto de Ciências Humanas e Sociais. Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro , ano.

FURTADO, B Leandro, A construção social do Bullying e seus desdobramentos na Sociedade, Monografia Bacharelado em Ciências Sociais, Instituto de Ciências Humanas e Sociais, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro,2014

O trabalho visa discutir o ponto de vista Sociológico às consequências diretas dos casos de Bullying (SchoolPlace Bullying) seus principais malefícios à sociedade .Utilizando Pontos de vista de teorias de Rotulação e do Estigma e fenômenos decorrentes da vida das vítimas e na construção de um mapeamento no campo jurídico e pesquisas com dados no Rio de Janeiro e Brasil incluindo à origem dos primeiros estudos históricos no mundo e material educativo para o combate da prática reconhecida e comprovada como ato criminoso em algumas cidades, Bullying representa tirania ,covardia e intolerância de atitudes tal desde que foi criado e se tornou real e visto e entendido na sua dinâmica ,como símbolo da violência e faz questionar se à escola realmente é um lugar de fraternidade e paz e questionar porque à violência se tornoudescontrolada e internacional como um jogo de poder e antagonismos.

Palavras- Chave: Rotulação, School Place Bullyingm ,Violência

Sumário

Introdução Pág 7

1 Discussão teórica sobre desvio, estigma e rotulação. 9

1,1 Funcionalismo/Anomia 9

    1. Becker: Desvio e Divergência 14

    2. Rotulação/Estigma Goffman 15

    3. Elias Estabelecidos e Outsiders 19

    4. Rotulação processo social de acusação pela interação social 20

2- A Construção do Bullying pág 22

2.1 Quando surgiu o Tema? 22

2.2 Legislação nos diferentes âmbitos 24

2.3 Análogos ao crime de Bullying no Código penal 27

2.4 Quem se apropria da discussão? 28

2.5 Repercussão na mídia, sites, e produção bibliográfica. 29

3- Escola como espaço privilegiado de rotulação. 33

3.1 Situações de violência, preconceitos e rotulação na escola 36

3.2 Histórias de vida:Bullying concreto e desdobrado na vida das pessoas e reflexos na vida social 41

3.3 Dados de violência e estigmatização nas escolas 43

3,4 Dados do Brasil e Rio de Janeiro 44

3.5 Material produzido para orientar escolas e professores 53

3.6 Textos , filmes ,blogs cartilhas para orientar o debate nas escolas 57

4- Resiliência :Reação e superação transcendental 62_72

5- Conclusão 72

6- Bibliografia 77

7- Anexos 79

7.1 Elementos determinantes para à escolha das vítimas 79

    1. Campanha Altas Horas 80

    1. Massacre de Columbine 81

    2. Campanha de enfoque na vida 84

7.5 Gráfico indicativo de Bullyingno Brasil 86

Introdução

O trabalho visa discutir o ponto de vista Sociológico às consequências diretas dos casos de Bullying(SchoolPlace Bullying) seus principais malefícios à sociedade. Utilizando Pontos de vista de teorias de Rotulação e do Estigma e fenômenos decorrentes da vida das vítimas e na construção de um mapeamento no campo jurídico e pesquisas com dados no Rio de Janeiro e Brasil incluindo à origem dos primeiros estudos históricos no mundo e material educativo para o combate da prática reconhecida e comprovada como ato criminoso em algumas cidades, Bullying representa tirania ,covardia e intolerância de atitudes tal desde que foi criado e se tornou real e visto e entendido na sua dinâmica, como símbolo da violência e faz questionar se à escola realmente é um lugar de fraternidade e paz e questionar porque à violência se tornou descontrolada e internacional como um jogo de poder e antagonismos.

Apesar de ainda pouco conhecido do grande público aos poucos à mídia informa casos e mais casos que despertam para esse mal ,onde no campo educacional é tomado por ora como natural ou muito negligenciado e quando um agravante sério aparece como uma bomba, o fato é que para a sociedade se pensa (School Place Bullying) como relações comuns entre crianças com comportamento violento por natureza e pode ser explicado na família como cresceram e transportam seus medos e fazem a escola como um campo de poder reprodução dos padrões impostos pela mídia e as famílias modernas .A escola brasileira não pode se calar ,diante dessas atitudes e mesmo que lentamente rumar à um caminho de paz.

Neste trabalho é visceral o engajamento na prevenção e contenção do Bullying ,porém denota lados e horizontes das vítimas e um olhar aplicado das Ciências Sociais perante sua estrutura porque acontece e como se dissemina em várias escolas variados tipos de Bullying e seus efeitos como o que repercute na vida de pessoas que superaram ás agressões e conseguiram vencer e em outros que apontam à violência com alto risco de .transtornos psíquicos e inatividade para o trabalho e como muitos jovens desistem ao sofrer os impactos da violência e ficam à margem e excluídos e sem defesa contra o terror e injustiça contra seu direito inalienável de estudar e ter relações saudáveis como é garantido por lei.

A Representação social moderna como crime e como um problema social relevante pode ser melhorada por um olhar que estuda à escola na sua formação de conjuntura social suas hierarquias e papéis ramificados e a luta entre eles no dia a dia e o o papel da escola como apaziguadora e fornecedora de paz e segurança necessárias ,o Bullying revela o drama da opressão e violência e o despreparo da sociedade no lugar e papel dos jovens para à vida em sociedade ,cabe na modernidade um estudo mais atento e capaz de destruir por dentro e compreendendo ás relações de poder e fatos essenciais sobre o Bullying como modo de prevenção e entendimento de sua expansão pelo mundo e mais do que uma brincadeira pode ser um pivô de problemas e fatos sociais graves como Suicídio ,Alcoolismo e Evasão escolar.

I Discussão teórica sobre desvio, estigma e rotulação.

  1. 1 Proposta tratar Desvio/Estigma e Rotulação

Às novas teorias Interacionistas que se dedicaram a estudar o desvio partiram de convenções reformuladas do fazer sociológico em meados dos anos 20. Onde não haviam teorias capazes de explicar o todo ou o motivo do desvio ocorrer de fato nas suas motivações ou algo que ultrapasse à visão até então comum na criminologia ou filosofia e se baseando até em tratados religiosos para descrever às transgressões uma visão pouco fechada à motivos e visões de dentro dos desviantes era o estudo dos elementos renegados e desviantes como portadores de uma aptidão natural menor ou algo explicado não pela interação social em si.

Até então era uma marca da Sociologia do desvio por longos anos ,em autores como BECKER(2008) e demais da tradição da Escola de Chicago essa visão antiga não era mais privilegiada nesse momento e sim o lócus das interações sociais constitutivas e às trocas nas relações iam formular e definir em cada ação uma teia de fatos e ações congruente com os processos sociais numa visão mais construtivista dos atos em si e à moralidade por quem foi feita e como os atos e pessoas foram se classificando na sociedade .

Como é ser um “desviante” e ter um modo de vida desviante o seu julgamento e o que se consistiria na visão do ato em si pensado pelos indivíduos e suas relações sociais à forma que eles o veem se enxergam nos atos e como à sociedade os rotula e estereotipa e define determinado ato como transgressor ou o seu praticante o autor de um crime grave em potencial uma ameaça ao bem viver da sociedade e sua estrutura organizada.

O atos que representam desvio numa visão particular e classificatória do grupo junto com um estigma que se confirma na representação do que é ser desviante e em sala de aula como o trabalho versará em outras partes ,fazendo parte de um todo ou de uma sociabilidade marcada por grupos inclusos no círculo escolar e destes se encontram subdivisões capazes de classificar e marcar o que é ser o diferente no seu modo de vida nas atitudes posturas ,gestos e na visão de mundo e personalidade ,numa análise mais profunda vemos o caráter de desvio marcado por um aspecto positivista e racional e um outro cultural desse segmento jovem ,ambas em algum momento se cruzam ou se distanciam e são complementares ,em analogia à uma perspectiva cultural iria produzir uma visão de organização interna do grupo jovem ,onde uns se julgam e se mantem como símbolo de um conviver melhor culturalmente nessa faixa e organizado com seus Hábitos de classe o que cada grupo produz como cultura entre às classes sociais ,podem exercer certo tipo de poder nessa estrutura ,onde enfim poderiam defender seu modo de vida como correto e normal e serem “mini empreendedores morais” de sua própria moral como grupo ,excluindo todos os estudantes que estão fora do círculo de amizades ou numa posição mais baixa nesse grupo segmentado e heterogêneo. Para estes o termo “mini empreendedor moral” cabe como uma análise minuciosa do fato de fabricarem suas “leis” (não jurídicas e de conduta) e terem o confronto direto com os “outsiders” das salas de aula no fundo pensam estar regulando à conduta correta e profundamente fazendo um bem em muitos casos sendo uma” bota ortopédica social”, outros apenas por meio desse empreendimento buscam externar seus conflitos internos por meio do controle e punição de outros e elevar sua já baixa autoestima.

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