ABNT - NBR - 1367 - e - NR - 18- Canteiro - de - Obras - Diretrizes

ABNT - NBR - 1367 - e - NR - 18- Canteiro - de - Obras - Diretrizes

9NR-18 -CONDIÇÕES E MEIO AMBIENTE DO TRABALHO NA INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO (Ministério do Trabalho);

9NB-1367 (NBR 12284) -ÁREAS DE VIVÊNCIA EM CANTEIROS DE OBRAS (ABNT).

Diretrizes Canteiro de obras

9a “área de trabalho fixa e temporária, onde se desenvolvem operações de apoio e execução de uma obra”(NR-18);

9o conjunto de “áreas destinadas àexecução e apoio dos trabalhos da indústria da construção, dividindo-se em áreas operacionais e áreas de vivência (NB-1367).

9O Programa de Condições e Meio Ambiente de Trabalho na

Industria da Construção -PCMAT, éregulamentado pela Norma Regulamentadora18 (NR 18).

9O PCMAT (Programa de Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção) éum plano que estabelece condições e diretrizes de Segurança do Trabalho para obras e atividades relativas àconstrução civil.

Canteiro de obras O que éPCMAT?

9Garantir, por ações preventivas, a integridade física e a saúde do trabalhadorda construção, funcionários terceirizados, fornecedores, contratantes, visitantes, etc.;

9Estabelecer um Sistema de Gestão em Segurança do Trabalhonos serviços relacionados àconstrução, através da definição de atribuições e responsabilidades àequipe que irá administrar a obra.

Canteiro de obras Quais são os objetivos do PCMAT?

Em quais obras énecessária a elaboração do PCMAT?

9A Portaria 3214/78 do Ministério do Trabalho e Emprego, que contempla a Norma Regulamentadoranº18(NR-18 –Condições e

Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção), especifica a obrigação da elaboração e implantação do PCMAT em estabelecimentos (incluindo frente de obra) com 20 trabalhadores (empregados e terceirizados) ou mais.

Canteiro de obras

Em quais obras énecessária a elaboração do PCMAT?

9A falta deste implicaránas penalidades previstas na legislação que poderão variar de multa atéa paralizaçãodas atividades do estabelecimento em questão.

9O PCMAT deve ser elaborado e executado por profissional legalmente habilitado.

9O proprietário do estabelecimento e seus contratados são responsáveis pela implementação do PCMAT.

Canteiro de obras

Como éelaborado o PCMAT?

9A elaboração do programa se dápela antecipação dos riscos inerentes àatividade da construção civil. O PCMAT deve contemplar as exigências contidas na NR-9 –Programa de Prevenção de Riscos Industriais, são aplicados métodos e técnicas que têm por objetivo o reconhecimento, avaliação e controle dos riscos encontrados nesta atividade laboral.

Canteiro de obras

Como éelaborado o PCMAT?

9A partir deste levantamento, são tomadas providências para eliminar ou minimizar e controlar estes riscos, através de medidas de proteção coletivas ou individuais.

(Programa de Controle Médico e Saúde Ocupacional), uma vez que este depende do PCMAT para sua melhor aplicação.

Canteiro de obras

Quem pode elaborar um PCMAT?

9De acordo com a NR-18, somente poderáelaborar um PCMAT profissional legalmente habilitado em Segurança do Trabalho.

Canteiro de obras

Qual o roteiro para elaborar um PCMAT?

9A elaboração do PCMAT érealizada em 5 etapas:

1. Análise de projetos

Éa verificação dos projetos que serão utilizados para a construção, com o intuito de conhecer quais serão os métodos construtivos, instalações e equipamentos que farão parte da execução da obra.

Canteiro de obras

Qual o roteiro para elaborar um PCMAT?

2. Vistoria do local

A vistoria no local da futura construção serve para complementar a análise de projetos. Esta visita fornecerá informações sobre as condições de trabalho que efetivamente serão encontradas na execução da obra.

Canteiro de obras

Qual o roteiro para elaborar um PCMAT?

3. Reconhecimento e avaliação dos riscos

Nesta etapa éfeito o diagnóstico das condições de trabalho encontradas no local da obra. Surgem, então, a avaliação qualitativa e quantitativa dos riscos, para melhor adoção das medidas de controle.

4. Elaboração do documento base

Éa elaboração do PCMAT propriamente dito. Éo momento onde todo o levantamento anterior édescrito e são especificadas as fases do processo de produção.

Canteiro de obras

Qual o roteiro para elaborar um PCMAT?

5. Implantação do programa

O processo de implantação do programa deve contemplar:

9Desenvolvimento/aprimoramento de projetos e implementação de medidas de controle;

9Adoção de programas de treinamento de pessoal envolvido na obra;

9Especificação de equipamentos de proteção individual;

Canteiro de obras

Qual o roteiro para elaborar um PCMAT?

5. Implantação do programa

9Avaliação constante dos riscos, com o objetivo de atualizar e aprimorar sistematicamente o PCMAT;

9Estabelecimento de métodos para servir como indicadores de desempenho;

9Aplicação de auditorias em escritório e em campo, de modo a verificar a eficiência do gerenciamento do sistema de Segurança do Trabalho.

Canteiro de obras

9central de argamassa;

9central de armação (corte/dobra/pré-montagem);

9central de fôrmas;

9central de pré-montagem de instalações;

9central de esquadrias; 9central de pré-moldados.

Elementos do canteiro Canteiro de obras

Ligados àprodução

9almoxarifado de ferramentas;

9almoxarifado de empreiteiros;

9estoque de areia;

9estoque de argamassa intermediária;

9silo de argamassa pré-misturada a seco;

9estoque de cal em sacos;

9estoque de cimento em sacos;

9estoque de argamassa industrializada em sacos;

9estoque de tubos;

Elementos do canteiro Canteiro de obras

De apoio àprodução

9estoque de conexões;

9estoque relativo ao elevador;

9estoque de esquadrias;

9estoque de tintas;

9estoque de metais;

9estoque de louças;

9estoque de barras de aço;

9estoque de compensado para fôrmas;

9estoque de passarela para concretagem.

9gruas: torre fixa; torre móvel sobre trilhos; torre giratória; torre ascensional;

9guindastes sobre rodas ou esteiras; 9bombas: de argamassa; de concreto.

9na horizontal: carrinho; jerica; porta-palete; “dumper”; “bob-cat”;

9na vertical: sarilho; talha; guincho de coluna; elevador de obras.

Sistema de transporte com decomposição de movimento

Sistema de transporte sem decomposição de movimento

9escritório do engenheiro e estagiário;

9sala de reuniões;

9escritório do mestre e técnico;

9escritório administrativo;

9recepção/guarita; 9chapeirade ponto.

Elementos do canteiro Canteiro de obras

De apoio técnico administrativo 9alojamento;

9cozinha;

9refeitório;

9ambulatório;

9sala de treinamento/alfabetização;

9instalações sanitárias;

9vestiário; 9lavanderia.

Áreas de vivência

9canteiro central.

9entrada de água;

9entrada de luz;

9coleta de esgotos;

9portão de materiais;

9portão de pessoal; 9“stand”de vendas.

De complementação externas àobra

Elementos do canteiro Canteiro de obras

Outros elementos

9cuidado com interferências com outros fluxos de material;

9número de betoneiras éfunção da demanda da obra por argamassas (mesmo que a obra sódemande uma, é conveniente ter uma menor para caso de emergências);

9prever tablado para estoque dos sacos de aglomerante necessários para o dia de trabalho;

Diretrizes quanto aos elementos ligados àprodução Canteiro de obras

9localizar o processamento do aço (corte/dobramento/prémontagem) nas proximidades do estoque de aço e facilmente acessível quanto ao transporte vertical;

9área da ordem de 50 m²;

9cobertura seria o ideal, mas éobrigatória apenas sobre eventual policorte.

Central de armação Canteiro de obras

9local coberto; 9área da ordem de 20 m².

9local coberto;

9área da ordem de 20 m². Central de prémontagem de instalações

Central de fôrmas

Diretrizes quanto aos elementos de apoio àprodução Canteiro de obras

9próximo ao portão de materiais (se possível acessível diretamente pelo basculamentodo caminhão);

9evitar contato direto com terreno, prover delimitação quanto às laterais;

9evitar carreamentopela chuva e contaminação com terra, entulho e outros materiais;

9altura máxima do estoque sobre o terreno da ordem de 1,5 m; 9não estocar sobre laje (sobrecarga).

Estoque de areia

9próximo àbetoneira de produção de argamassa; próximo ao equipamento para transporte vertical;

9local fechado, próximo ao acesso de materiais (viabilizar descarregamento sob responsabilidade do fornecedor), isento de umidade;

9isolar os sacos do contato com o piso (estrados) e afastar das paredes do ambiente;

9procurar induzir política de “primeiro a chegar = primeiro a usar”;

9pilhas com no máximo 10 sacos de altura; 9área éfunção da demanda (ordem de grandeza = 20 m²).

Diretrizes quanto aos elementos de apoio àprodução Canteiro de obras

Estoque de argamassa intermediária

9local coberto;

9local não necessariamente fechado Æ almoxarifado;

Estoques de tubos

9local fechado (uso do almoxarifado).

Estoques de conexões

9criar “prateleiras”para organização do estoque; 9área com ordem de grandeza de (2 x 7) m².

9local fechado; 9área da ordem de 20 m².

Estoque relativo ao elevador, tintas e esquadrias

Estoques de metais 9local fechado (almoxarifado).

Estoques de louças

9local fechado; 9área da ordem de 20 m².

9pode ser ao ar livre;

9evitar contato com solo (britas + caibros transversais);

9delimitar “baias”para diferentes diâmetros;

9local próximo ao portão de materiais (no caso da não existência de grua ou guindaste para transporte horizontal);

9nas proximidades do processamento (corte/dobra/prémontagem) das barras;

9evitar estocagem sobre lajes (sobrecarga); 9ordem de grandeza de área: (3 x 13) m².

Estoques de barras de aço

Estoques de compensados para formas

9próximo ao portão de materiais;

9próximo ao local de confecção das fôrmas;

9evitar contato com solo e umidade (isolar do chão com caibros; cobrir com lona);

9pilhas com no máximo 75 chapas; 9área da ordem de 20 m².

Diretrizes quanto àoutros elementos Canteiro de obras

Ligações água, energia e esgoto

9tentar utilizar as jáexistentes; 9compatibilização com projeto definitivo.

Portões de madeira

9largura não menor que 4,40 m;

9se possível criar mais de um para melhor acessar diferentes partes do canteiro;

9observar localização do acesso definitivo ao subsolo do edifício;

9procurar posição que não conflite com serviços futuros da obra.

9localizar de maneira a ter-se controle sobre o acesso de pessoal e de maneira a se ter menor risco de acidentes.

9local de fácil vizibilidade;

9recomendável não invadir área necessária para o canteiro ao longo da obra como um todo;

9área aproximada: 20 m².

9altura da ordem de 2,50 m;

9base em alvenaria para evitar degeneração da madeira por contato com a umidade;

9boa aparência (“cartão de visitas”da obra).

9cama com mínimo (0,80 x 1,90) m²;

9proibido “treliche”;

9armários individuais de (altura = 0,80 x largura = 0,50 x profundidade = 0,40) m³ou (1,20 x 0,30 x 0,40) m³;

9não estar situado em subsolo ou porão.

Alojamento

Diretrizes quanto às áreas de vivências Canteiro de obras

9área de 3m²para cada conjunto camaarmário (circulação incluída);

NR 18

NR -18 e NB 1367

9somente se houver preparo de refeições na obra;

9existência de pia;

Cozinha Diretrizes quanto às áreas de vivências

Canteiro de obras

9instalações sanitárias para funcionários da cozinha, sem comunicação direta (mas próximo) da mesma;

9equipamento de refrigeração.

NR -18

9capacidade para todos os trabalhadores;

9lavatório (interior ou nas proximidades);

9local para aquecimento (não confecção) de refeições;

9não localizar em subsolo ou porão; 9não ter comunicação direta com as instalações sanitárias.

Refeitório

NR –18 e NB 1367 9necessário se tiver-se 50 operários ou mais.

Ambulatório

Área de lazer NR -18

9pode-se usar o refeitório.

91 lavatório, 1 vaso, 1 mictório, para cada 20 operários;

91 chuveiro para cada 10 operários;

9local do vaso: área mínima de 1 m²; 9local do chuveiro: área mínima de 0,80 m².

Instalações Sanitárias

9armários individuais com cadeado; 9bancos (largura mínima de 30 cm).

Vestiário

NR -18

9ter cobertura; 9tanques em número adequado.

Lavanderia

ABNT. NBR -12284 Áreas de vivência em canteiros. 11p. BIBLIOGRAFIA

Souza, UbiraciE. L. de. Recomendações Gerais quanto à Localização e Tamanho dos Elementos do Canteiro de Obras / UbiraciE. Lemes de Souza, Luiz Sérgio Franco, JoséCarlos Paliari, Fausto Carraro. -São Paulo: EPUSP, 1997. 26 p. – (Boletim Técnico da Escola Politécnica da USP, Departamento de Engenharia de Construção Civil; BT/PCC/178).

MINISTÉRIO DO TRABALHO. NR-18 Condições na indústria da construção. Brasília, 1995. 43p;

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