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Seja Bem Vindo!

Curso

CFTV Carga horária: 45hs

Dicas importantes

• Nunca se esqueça de que o objetivo central é aprender o conteúdo, e não apenas terminar o curso. Qualquer um termina, só os determinados aprendem!

• Leia cada trecho do conteúdo com atenção redobrada, não se deixando dominar pela pressa.

• Explore profundamente as ilustrações explicativas disponíveis, pois saiba que elas têm uma função bem mais importante que embelezar o texto, são fundamentais para exemplificar e melhorar o entendimento sobre o conteúdo.

• Saiba que quanto mais aprofundaste seus conhecimentos mais se diferenciará dos demais alunos dos cursos.

Todos têm acesso aos mesmos cursos, mas o aproveitamento que cada aluno faz do seu momento de aprendizagem diferencia os “alunos certificados” dos “alunos capacitados”.

• Busque complementar sua formação fora do ambiente virtual onde faz o curso, buscando novas informações e leituras extras, e quando necessário procurando executar atividades práticas que não são possíveis de serem feitas durante o curso.

• Entenda que a aprendizagem não se faz apenas no momento em que está realizando o curso, mas sim durante todo o dia-a-dia. Ficar atento às coisas que estão à sua volta permite encontrar elementos para reforçar aquilo que foi aprendido.

• Critique o que está aprendendo, verificando sempre a aplicação do conteúdo no dia-a-dia. O aprendizado só tem sentido quando pode efetivamente ser colocado em prática.

INTRODUÇÃO03
DEFINIÇÃO DE CFTV03
EXEMPLOS DE APLICAÇÕES04
PARTES BÁSICAS DE UM SISTEMA DE CFTV05
SENSIBILIDADE DA CÂMERA05
RESOLUÇÃO05
COMPENSAÇÃO DA LUZ DE FUNDO06
CCD (CHARGED COUPLED DEVICE) …………………………………………
CCD VERSUS CMOS

Conteúdo 07

LENTES07
CAMPO DE VISÃO08
COMPARANDO TV E MONITOR PROFISSIONAL09
COMPONENTES DO SISTEMA DE CFTV10
CÂMERAS DAY & NIGHT10
SPEED DOME10
CONTROLADORES PARA SPEED DOME
MATRIZES1
CONJUNTO PARA GRAVAÇÃO VEICULAR1
DVR SAND ALONE
SERVIDORES DE IMAGEM – CÂMERA IP
DISTRIBUIDORES DE VÍDEO14
SEQUENCIAIS DE VÍDEO14
AMPLIFICADORES DE VÍDEO15
QUAD15
DUPLICADOR DE QUAD16
PAN TILT16
GRAVADOR DE VÍDEO – TIME LAPSE16
CAIXAS DE PROTEÇÃO PARA CÂMERAS17
MULTIPLEXADOR17
SISTEMAS DE TRANSMISSÃO – CABEAMENTO17
TRANSMISSÃO POR CABO COAXIAL17
TRANSMISSÃO POR PAR TRANÇADO18
TABELA DE TRANSMISSORES E RECEPTORES PARA PAR TRANÇADO20
TRANSMISSÃO POR FIBRA ÓPTICA21
DICAS IMPORTANTES21
SISTEMAS DIGITAIS2
CONFIGURAÇÃO RECOMENDADA PARA COMPUTADOR30
GLOSSÁRIO DE CIRCUITO FECHADO DE TV31

3 INTRODUÇÃO:

A observação remota nas mais diversas aplicações, a visualização de imagens à distância através de um sistema privado e o gerenciamento de informações através de um sistema integrado.

A sigla expressa parte do significado

O CFTV não está voltado somente para o crime, segurança patrimonial e eletrônica.

Abrange um grande número de aplicações

Acompanhamento de serviços; -

- Controle de produção;

- Avaliação de desempenho profissional;

- Segurança em geral: empresas, órgãos públicos em geral; hospitais, residências, bancos, escolas, etc.

- Gerenciamento de informações.

Utilizamos o CFTV para SURPREENDER, INIBIR, OBSERVAR, CONFORTAR,

Importante

Todos os dias nos defrontamos com novas tecnologias e nós profissionais do mercado de segurança temos como objetivo aprender cada vez mais. Desta forma melhorando o atendimento aos nossos clientes, apresentar soluções com excelente custo benefício, qualidade e segurança. Temos que aprender a oferecer o equipamento ideal que atende as necessidades do nosso cliente e que às vezes nem ele próprio sabe que precisa.

4 CFTV hoje é sinônimo de controle, conforto e segurança. Não é mais necessário estar em diversos locais para saber o que está acontecendo, pois deste modo nossos olhos podem estar em vários lugares ao mesmo tempo.

O principal objetivo de um Circuito Fechado de TV é fazer a monitoração de diversos ambientes ao mesmo tempo, e oferecer recursos para gravar as imagens geradas para uma futura utilização.

Chamamos de “Circuito Fechado” justamente porque as imagens geradas somente são distribuídas para os elementos integrantes do sistema, impossibilitando assim que pessoas alheias ao sistema vejam ou utilizem essas imagens para diversos fins.

O CFTV é o ramo da segurança eletrônica que mais cresce e se destaca na atualidade; é possível filmar e gravar todo o ocorrido, facilitar o esclarecimento de um possível fato, ajudando na busca dos envolvidos. Existe também a possibilidade de ser instalado junto a algum sistema de alarme.

São várias as vantagens que um sistema CFTV oferece. Pode ser instalado em lugares que a presença humana seria perigosa; pode ser discreto; inibidor, enfim uma série de fatores que veremos a seguir:

RESIDÊNCIAS Podemos ver quem bate à porta sem nos expor. Podemos olhar uma criança e ficar em outro local da casa. Podemos monitorar toda a casa interna e externamente.

Vigilância geral, controle, atendimento, comportamento e reação do cliente. Segurança para os caixas já que o mesmo inibe os ladrões. Controle e fluxo de clientes nos setores da loja. Ver o comportamento dos clientes diante de uma promoção, uma oferta ou um produto novo (lançamento).

Controle dos pacientes na enfermaria ou no próprio leito.

Ver movimentação em vários setores, deslocando o pessoal para áreas mais necessitadas.

etc

Instalação em pontos estratégicos onde seria impossível a presença humana, evitar desperdícios na produção, controle de pessoal, áreas de risco, auto forno, 4

Vigilância e segurança em geral. Identificar indivíduos que venham a cometer um assalto, lembrando que sempre será um fato inibidor e onde podemos ter os fato registrado.

As aplicações para CFTV são inúmeras e iremos nos deparar com o passar do tempo com novas situações, que nos darão novas idéias de aplicação do sistema.

O sistema de CFTV mais simples que pode ser montado, é constituído de uma câmera (equipamento para captação das imagens desejadas), um monitor e um cabo para tráfego do sinal de vídeo. Não podemos esquecer que estes equipamentos necessitam de energia elétrica para funcionar. A fonte deve ser instalada sempre próximo a cada câmera. As câmeras podem ter o formato de 1/3, 1/2, e 1/4. Esta medida refere-se ao tamanho do elemento que irá captar a imagem. As mais comuns no mercado são de 1/3 (custo benefício).

As câmeras podem ser do tipo C ou CS (Tipos de rosca para a montagem da lente com a câmera profissional). Este parâmetro refere-se ao tipo de lente que a mesma aceita, que pode ser tipo C ou CS. Atualmente o tipo utilizado é o CS.

Parâmetro medido em lux (unidade de medida de intensidade de luz). Define a quantidade mínima de luz necessária para garantir uma qualidade de imagem aceitável. Porém, é aconselhável que o local a ser instalado a câmera tenha luminosidade aceitável para os olhos, assim a câmera não irá apresentar nenhum problema. A câmera colorida tem menor sensibilidade do que as P/B porque precisam processar mais cores para gerar a imagem, portanto precisam de mais luz para gerar boas imagens, as P/B são mais sensíveis, pois tem a capacidade de enxergar no escuro usando o recurso de infravermelho.

RESOLUÇÃO 6

7 Medida de linhas horizontais de TV e corresponde a qualidade de imagem gerada. Quanto maior este número, maior é a qualidade de imagem da câmera. Para termos uma idéia, a imagem de uma TV tem 320 linhas de resolução. Os padrões de resolução de câmera hoje são:

Colorida - 420 e 480 Linhas. P/B - 420 Linhas.

A resolução é um número que expressa a capacidade do equipamento em discernir detalhes. Este número é fornecido nos catálogos em “números de linha de resolução horizontal”. As câmeras alimentadas com AC possuem ajuste de fase para evitar que a imagem da mesma fique rolando no monitor (Sincronismo vertical).

Ajusta o nível de luminosidade do objeto focado, compensando a luminosidade atrás deste objeto, evitando que a imagem focalizada fique escura quando se coloca uma fonte de luz atrás da mesma. Assim como em fotografia aconselha-se não instalar câmera com uma fonte de luz muito forte no fundo da imagem. Ex: Uma câmera apontada para uma janela.

É aquele caso de captar uma imagem clara próxima à outra escura simultaneamente, e que prejudica a imagem do objeto mais escuro. Para contornar este problema a maioria das câmeras possuem o BLC que atenua este problema.

Em locais com incidência direta da luz solar como janelas, portas, etc., recomenda-se o uso de câmeras profissionais que possuem sistema de compensação de luz de fundo (Back Light Compensation). Desta maneira a grande variação de luz ambiente não afetará a qualidade da imagem.

8 CCD (CHARGED COUPLED DEVICE) – Dispositivo de Carga Acoplada.

É um chip semicondutor com células sensíveis à luz que faz a conversão de sinais luminosos em sinais elétricos. É um dispositivo de elementos agrupados que sofrem carga e descarga.

O CCD é um dispositivo formado por milhares de foto capacitores, que são elementos sensíveis à luz, dispostos em forma de matriz, isto é, linhas e colunas. É um formador de imagens, porém reduzidos a uma pastilha de silício e por isso também denominado de sensor de estado sólido. CCD é o componente eletrônico que capta a imagem, é um circuito.

O CCD foi desenvolvido na década de 60 por pesquisadores do Laboratório Bell nos Estados Unidos e é o dispositivo mais usado para captação de imagens no segmento de CFTV. Na última década foi desenvolvido um novo dispositivo denominado CMOS, que aos poucos está sendo utilizado em câmeras no segmento de CFTV. Os modelos que utilizam como dispositivo de captação de imagem o CMOS apresentam menor custo pois, este dispositivo exige menos periféricos para seu controle, logo existe a diminuição de componentes e diretamente o preço. CMOS – mais simplificado, poucos componentes. Apesar de serem baratos, os dispositivos tipo CMOS atualmente usados nas câmeras que estão vendidas no Brasil, apresentam baixa resolução e baixa sensibilidade.

Conceito básico: são componentes responsáveis pelo direcionamento da imagem ao CCD da câmera. Tem como função básica captar a luz transmitida por um objeto e converge-la igual ao formato original para o CCD.

São aquelas que não permitem uma abertura ou fechamento da íris das mesmas. Íris é o componente da lente que permite maior ou menor entrada de luz na câmera. Neste caso ela é fixa, ou seja, não abre nem fecha. É utilizada em locais onde a luminosidade é boa e constante. EX: Locais internos bem iluminados sem interferência de luz externa.

9 São lentes que permitem o ajuste manual da íris, regulando a abertura, controlando a passagem de luz. O uso é aconselhável, pois permite a otimização da entrada de luz, seja qual for o ambiente.

São lentes que controlam eletronicamente a abertura da lente. Existem 02 tipos:

VÍDEO: Tomam como referência o nível do sinal de vídeo para regular a abertura da íris, de acordo com este nível possuem o amplificador na lente. A câmera envia uma amostra da imagem recebida para a lente que verifica a necessidade da abertura ou fechamento da íris, ou seja, a íris é controlada pela própria lente.

DC: Analisa o sinal de vídeo e o converte em sinal DC para o controle da íris. A câmera envia processa a imagem e envia um sinal DC ordenando a abertura ou o fechamento da íris, ou seja, a íris é controlada pela câmera.

LENTE ZOOM: Permite uma maior aproximação do objeto focado ou afastamento, como desejado. São lentes com 3 controles: foco, íris e zoom. Estes são controlados por um controlador de Zoom. Podemos buscar nitidamente uma imagem até 200 metros, identificando uma pessoa. Deve ser usado com movimentadores horizontais e verticais, eliminando com isso várias câmeras (Pan Tilt).

Atualmente quase não se comercializa mais a lente zoom, pois lançaram câmeras profissionais que já possuem a lente zoom embutida na própria câmera, que são controladas diretamente na própria câmera ou através de um controlador à parte. São chamadas de câmeras com zoom. O preço destas câmeras profissional caiu e está próximo do preço de uma lente zoom.

A lente auto íris mais usada é a DC AUTO ÍRIS. Atualmente a maioria das câmeras aceita a VÍDEO e a DC AUTO ÍRIS, basta virar uma chavinha que fica atrás das câmeras.

FOCO: Foca a imagem de acordo com a distância da mesma.

A distância focal da lente é medida em m e está relacionado diretamente com o ângulo de visão que vai ser alcançado.

1 VARIFOCAIS: Permite um ajuste manual da distância de seu foco,0 permitindo aberturas intermediárias. São utilizadas em casos onde é necessária uma abertura não comercial (Padronizada) das outras lentes. As lentes varifocais mais comerciais atualmente são de 3,5 a 8,0mm; 2,8 a 10mm, 2,8 a 12mm e 5,0 a 50mm.

PIN HOLE: Lente cabeça de alfinete. Projetada para que a lente necessite de apenas um pequeno furo para visualizar o ambiente. Pode ser instalada atrás de quadros, dentro de brinquedos, maletas, móveis, etc.

Quem determina o campo de visão é a distância focal, sendo que quanto menor o

“valor da lente”, maior o ângulo de visão (campo de visão). Ex.: Uma lente de 4mm proporciona um ângulo de visão maior que uma lente de 8mm. Durante a elaboração do projeto de CFTV este é um dos pontos mais importantes que os projetistas devem se preocupar, isto porque neste ponto estamos decidindo junto ao cliente o que será observado no monitor e conseqüentemente gravado. Neste processo devemos perguntar ao cliente o que ele deseja realizar no sistema, por exemplo: o cliente tem uma loja e deseja observar as pessoas que estão no caixa, neste caso ele deseja identificar o cliente pois pode haver um roubo, sendo assim a imagem a ser vista no monitor ficará restrita ao caixa e não a outros pontos da loja. Caso o cliente desejasse uma única câmera para observar a entrada e ao mesmo tempo o caixa, ele estaria partindo para uma monitoração geral, perdendo assim o recurso de identificação das pessoas afastadas da câmera.

Quanto maior o milímetro de uma lente, menor o ângulo de abertura, mais a imagem fecha e concentra em um determinado ponto e mais iluminação ela precisa . Quanto menor o milímetro de uma lente mais afasta e abre a imagem se distanciando de um determinado ponto específico.

ABRE MAIS O ÂNGULO FECHA MAIS O ÂNGULO 04 M 08 M

COMPARANDO TV E MONITOR PROFISSIONAL 10

Como desejamos sempre um sistema com qualidade e uso contínuo, precisamos especificar em nosso projeto o uso de monitores fabricados especialmente para aplicações de CFTV e não televisores de uso doméstico. O sistema de CFTV normalmente trabalha com imagens estáticas (paradas) logo o tubo deve ter uma construção especial para que o mesmo não fique “queimado” com a imagem da câmera que permaneceu ligada por um determinado período.

Para lembrarmos deste efeito podemos pegar como exemplo a utilização de protetores de tela nos monitores de computador. Devido a isso, o monitor utilizado em CFTV tem seu tubo de imagem construído de forma especial e com um período de durabilidade muito maior do que um televisor de uso doméstico. Além disto, os monitores fabricados para CFTV são capazes de apresentar maiores níveis de detalhes de uma cena.

Comparando a TV com um monitor profissional, o monitor tem caixa metálica, menor emissão de raios-X e duração muito maior conforme dicas a seguir:

Durabilidade:

TV: 14.0 horas. Monitor: 45.0 horas. Resolução: TV: 320 a 500 linhas. Monitor: 500 a 800 linhas. MONITOR: O monitor é o componente final do sistema, pode ser P/B ou colorido, de acordo com o sistema de câmeras utilizado. O número de linhas que ele possui determina a qualidade e definição da imagem. Esta definição será de acordo com as câmeras. EX: Se pusermos um monitor de 800 linhas com uma câmera de 350 linhas, a definição da imagem será de 350 linhas. IMPORTANTE: Normalmente quando utiliza a TV no lugar do monitor com a aplicação de várias câmeras, após 1 ano a imagem começa a embaçar, podendo até queimar as câmeras, pois na prática a TV não foi desenvolvida para suportar as câmeras, podemos verificar através da própria resolução de linhas da TV.

Estas câmeras possuem recurso de funcionamento no modo color durante o dia e modo p/b durante a noite, super redução de ruído – SSNR, detecção de movimento incorporada, alta resolução e sensibilidade desejável para obter uma excelente imagem ao dia e principalmente à noite. 1

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