Editora Roncarati - Cenários Críticos que ampliam Riscos - Artigos e Notícias

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08/04/2015Editora Roncarati Cenários Críticos que ampliam Riscos | Artigos e Notícias

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Cenários Críticos que ampliam Riscos

Por Antonio Fernando Navarro* Resumo:

Apresenta se neste artigo uma metodologia simplificada para a composição de Cenários Críticos, que apresentem potencial de causar perdas e danos. Os cenários futuros são estabelecidos, muitas vezes intuitivamente ou pela experiência e conhecimento das equipes técnicas que o examinarão, tendo como ponto de partida a identificação dos Perigos, em primeiro lugar. Não nos arriscamos a dizer que a cada atividade haverá uma visão futura sobre problemas, pois que isso nem sempre é possível. O que se faz é avaliando as condições presentes estimar os próximos passos que conduzirão a um cenário ou ambiente futuro. Assim, trabalham se com esses cenários futuros com o objetivo de identificar os riscos associados. Em uma terceira fase, trabalhando se nos cenários, busca se determinar, com base em informações técnicas extraídas de bancos de dados, dos relatórios de companhias seguradoras e resseguradoras e da empresa ou da associação a qual a empresa é associada, as características das consequências e os valores das perdas financeiras. O modelo apresentado parcialmente, para ilustrar a metodologia, trabalha no primeiro cenário abordando o projeto do empreendimento. Projeto não é um simples desenho de uma instalação, mas sim, a conceitualização de meios de transformação e produção, que através da introdução de matérias primas transforma as em produtos acabados.

Palavras Chave: Cenários Críticos; Perigos, Riscos, Consequências; Gestão de Processos; Controle de Perdas. Composition of Critical Scenarios that extend risks

Summary:

This paper presents a simplified methodology for the composition of Critical Scenarios, which have potential to cause damage. The future scenarios are established, often intuitively or by experience and knowledge of the technical teams that will examine, taking as its starting point the identification of Dangers in the first place. Didn't we say that each activity there will be a future vision about problems, because it is not always possible. What you do is evaluating the conditions present estimate the next steps that will lead to a scenario or environment future. So, working with these future scenarios in order to identify the associated risks. In a third phase, working on scenarios, the aim is to determine, on the basis of technical information extracted from databases, reports of insurance companies and reinsurers and the company or the Association to which the company is associated with the characteristics of the consequences and the values of the financial losses. The model presented in part to illustrate the methodology, works at the first scenario addressing the design of the project. Project is not a simple drawing of an installation, but rather, the conceptualization of means of production and transformation through the introduction of raw materials into finished products transforms them.

Keywords: Critical Scenarios; Hazards, Risks, Consequences; Process management; Loss control. Composición de escenarios críticos que se extienden los riesgos

Resumen:

Este documento presenta una metodología simplificada para la composición de situaciones críticas, que tienen potencial para causar daño. Se establecen los escenarios futuros, a menudo intuitivamente o por la experiencia y conocimiento de los equipos técnicos que examinará, tomando como punto de partida la identificación de peligros en primer lugar. No dijimos que cada actividad será una visión de futuro sobre los problemas, porque no siempre es posible. Lo está evaluando la estimación de las condiciones presentes los próximos pasos que dará lugar a un escenario o ambiente futuro. Entonces, trabajando con estos escenarios futuros con el fin de identificar los riesgos asociados. En una tercera fase, trabajando en los escenarios, el objetivo es determinar, en base a información técnica extraída de bases de datos, informes de las compañías de seguros y reaseguros y la empresa o la asociación a la que la empresa se asocia con las características de las consecuencias y los valores de las pérdidas financieras. El modelo presentado en parte para ilustrar la metodología, trabaja en el primer escenario abordar el diseño del proyecto. El proyecto no es un simple dibujo de una instalación, sino por el contrario, los transforma la conceptualización de los medios de producción y transformación a través de la introducción de materias primas en productos terminados.

Palabras clave: Escenarios críticos; Peligros, riesgos, consecuencias; Gestión de los procesos; Control de pérdidas. Introdução:

Cenário pode ser entendido como o retrato de um ambiente, projetado para tempos futuros, através do qual poderão ser descortinados os vários "Perigos" percebidos no ambiente, sejam esses devidos às próprias atividades desenvolvidas ou circunstanciais.

Um conceito pré estabelecido e que precisa ser reconstruído é o de que o Perigo possa causar um ou vários Riscos. Um Risco pode redundar em um ou vários Danos. Somente com a expansão desse conceito é que se pode avaliar melhor a importância de uma análise acurada dos cenários. Isto porque não se tem axiomas a respeito deste tema. Por exemplo, atividades realizadas em altura são reconhecidas pelos profissionais de segurança como atividades perigosas. Se todos os planejamentos de segurança forem cumpridos "afastam se" os riscos consequentes, e assim, não se terá perdas. O uso correto de cintos de segurança, a existência de medidas

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Método:

A metodologia empregada para a elaboração deste artigo será a da análise, interpretação e relatórios de Gerência de Risco elaborados pelo autor, abrangendo cerca de 400 relatórios. Muitos dos resultados obtidos foram transformados em artigos ou divulgados ao Mercado Segurador através da Revista Cadernos de Seguro (FUNENSEG) e do Boletim Informativo da FENASEG, assim como em estudos bibliográficos.

Resultados:

Para o entendimento do que seja Composição de Cenários Críticos que ampliam Riscos passa a ser importante o aprofundamento no entendimento da questão, disposta em partes como a seguir:

a) Cenários Críticos

Análises Multi Cenários são análises prospectivas que possibilitam que se tenha uma possibilidade de identificar resultados em um momento seguinte. Em uma linguagem matemática seria o mesmo que "trazer a valor presente" uma expectativa de perdas futuras. A importância dessas análises se deve a vários fatores, entre os quais:

dimensionamento aproximado da expectativa de danos, definição de estratégias comerciais ou operacionais, expectativa em investimentos, planejamento de ações globais.

Há que se questionar que infelizmente nem todos os prováveis cenários podem ser abrangidos, e ainda não se dispõe de "ferramentas" de cálculo que possibilitem a análise da interação desses cenários entre sí, ou da expectativa de mudanças em ambientes que se pode chamar de hostis, onde exista minimamente a possibilidade de alterações fora dos cursos normais de ambientes políticos, econômico financeiros, sociais, tecnológicos, que possam causar apreensões aos investidores. Nesses casos, previsões mais limitadas e abrangendo o curto prazo ainda são necessárias.

Um bom exemplo é o que envolve as questões previdenciárias. O Sistema Previdenciário é bem fácil de ser explicado. O administrador do plano aporta um volume de recursos financeiros. um grupo de pessoas passa a fazer parte do plano. Os recursos arrecadados com as contribuições mensais dos "segurados", acrescidos dos recursos pré existentes do próprio plano previdenciário, financeiramente administrados, servirão para o pagamento dos benefícios previdenciários daqueles participantes que já tenham atingido o limite do tempo de permanência. Se não houver mais o ingresso de participantes no plano e todos esses estiverem em condições de se habilitarem a receber seus benefícios os recursos em "caixa" irão gradativamente sendo reduzidos, até que não reste mais nenhum recurso. Sabe se que a estabilidade dos planos previdenciários depende não só da quantidade de ingressos de participantes do plano, ou novos contribuintes, da expectativa de vida não muito longa dos beneficiários atuais, da correta aplicação dos recursos garantidores dos pagamentos futuros de benefícios, isso para nos prender a poucos cenários. Recentemente divulgou se que a população está reduzindo em algumas regiões do mundo. Caso se caracterize esse prognóstico o ingresso de novos contribuintes será menor em um futuro próximo. Afora isso, os beneficiários estão ficando mais longevos, ou seja, em muito pouco tempo os planos terão que ser revistos ou o Governo terá que alterar as condições desses planos. É um exemplo bem simples, mas que denota a necessidade de se projetar resultados. Essa projeção dá se o nome de análise de cenários futuros.

Os bons profissionais para essas análises e a disponibilidade de recursos computacionais como apoio serão sempre bem vindos.

Um aspecto que apresenta grande dificuldade é a da compreensão pelos Gerentes de Riscos do entrelaçamento entre os distintos cenários futuros, os quais potencializam as consequências dos cenários negativos. Essa inter relação entre cenários é bastante complexa, mas não impossível de ser avaliada.

O emprego de tecnologias computacionais ou a adaptação de metodologias específicas requer que o Gerente de Riscos tenha o efetivo conhecimento se os principais eventos estão sendo contemplados, entre esses aqueles com potencial de alastrar as perdas e danos além dos limites dos empreendimentos ou regiões geográficas, aqueles com potencial de letalidade e os que possam impactar todo o processo produtivo. Assim, passa a ser importante o emprego de medições específicas desses impactos. Podem e devem ser utilizados bancos de dados para o estudo dos impactos gerais.

b) Perigos, Riscos e Consequências

A existência de "Perigos" é o pressuposto de que existirão "Riscos", os quais não necessariamente se manifestarão naquele exato momento. Os riscos por sua vez trazem consigo a possibilidade de ocorrência de perdas ou danos.

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Figura 1 – Associação de Perigo + Risco + Dano (AFANP)

“Riscos são todos os insucessos ocorridos em uma determinada fase ou época e não de todo esperados”. Risco não é somente o que está para acontecer ou o que temos receio de que aconteça:

Hoje teremos o risco de um temporal; Levem os seus casacos; Não cheguem tarde da noite; Há risco de vocês serem assaltados, portanto, Não cheguem tarde; Não andem por ruas escuras; Se vocês não estudarem correrão o risco de não tirar boas notas; Não tente consertar o chuveiro para não ter o risco de levar um choque.

Os riscos podem vir a ser encontrados em várias atividades, como:

procedimentos cirúrgicos; operações financeiras; construções civis; montagens industriais; implantação de empreendimentos, etc.

Qualificação identificação do tipo de risco (trata se de um risco de incêndio, de um risco de explosão, de um risco de danos elétricos, etc.).

Quantificação determinação do valor da perda, expressa em percentual do valor dos bens ou em valores absolutos, ou do tamanho do prejuízo a se verificar no futuro (P.Ex. o risco, se ocorrer, poderá gerar uma perda que irá afetar 48% do patrimônio da indústria).

Quando o risco se materializa tem se o dano. Quase sempre o dano está associado a uma perda material, humana, patrimonial ou de responsabilidades. A palavra Risco dá margem a uma série de interpretações. Contudo, está sempre associada, em qualquer caso, a: um insucesso, um perigo, uma perda ou um dano. Riscos são todos os insucessos ocorridos em uma determinada fase ou época e não de todo esperados. Os riscos podem vir a ser encontrados em várias atividades. Algumas das que procuramos destacar são as seguintes:

procedimentos cirúrgicos; operações financeiras; construções civis; montagens industriais; implantação de empreendimentos, etc.

Para que a definição fique mais clara, o insucesso é traduzido como um fato gerador de perdas materiais, financeiras ou pessoais. Tem se então uma ampliação do conceito para o mercado segurador.

I) Riscos puros

Os riscos puros são aqueles onde há somente duas possibilidades: perder ou não perder. Não existe a chance de nada acontecer, ou seja, quase que o risco materializou se.

I) Riscos especulativos

Nos riscos especulativos há possibilidade, além da perda ou da não perda, do ganho. O componente adicional desse enquadramento é o do ganho, que até então não era abordado. Em um jogo, qualquer que seja ele, pode se perder, pode se ganhar e pode se não perder se não houver a participação do jogador. O risco especulativo é diferenciado dos demais riscos por possuir um componente adicional de ganho, componente esse inexistente nas outras categorias de eventos. Por exemplo, a análise de um empreendimento imobiliário, em lançamento, é um risco especulativo, já que o mesmo poderá redundar num ganho. Aplicações em mercados financeiros também são riscos especulativos.

I) Riscos voluntários

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Riscos voluntários são todos aqueles incorridos conscientemente pela empresa ou por seus funcionários. A morte de soldados durante uma guerra travada entre dois países é um risco voluntário do país invasor. A navegação em um mar revolto é um risco voluntário do comandante da embarcação. Atravessar a pé uma grande avenida com o sinal de pedestres fechado é um risco voluntário do próprio pedestre. Riscos voluntários também podem ser identificados como todos aqueles em que há um ato voluntário o qual induz à participação humana no evento. A criança que acende uma fogueira está praticando um risco voluntário, porque ela assim o quer, ou seja, deseja acender o fogo. Pode estar praticando o ato de forma consciente ou não. O risco voluntário enquadra se na categoria de riscos puros.

IV) Riscos acidentais

Riscos acidentais são os riscos ocorridos sem que tenha havido contribuição voluntária para tal. O desabamento de um prédio, o alagamento de um pátio de estocagem são riscos acidentais. Os riscos a que estão sujeitos os construtores são também riscos acidentais. Para que não haja conflito de interpretação os riscos acidentais podem ser enquadrados dentro das características daqueles decorrentes das atividades normais de uma empresa, gerados acidentalmente. Da mesma forma como nos riscos voluntários, os riscos acidentais também são riscos puros.

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