Instalação Elétrica Predial

Instalação Elétrica Predial

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Instalação Elétrica Predial

Conselho Regional do SENAI - CE

Roberto Proença de Macêdo Presidente

Affonso Taboza Pereira Álvaro de Castro Correia Neto Pedro Jacson Gonçalves de Figueiredo Ricardo Pereira Sales Delegados das Atividades Industriais – Efetivos

José Carlos Braide Nogueira da Gama

Francisco José Lima Matos Hercílio Helton e Silva Suplentes

Cláudio Ricardo Gomes de Lima Representante do Ministério da Educação - Efetivo

José Nunes Passos Representante do Ministério do Trabalho

Samuel Brasileiro Filho Suplente

Maria José Gonçalves Marinho Representante da Categoria Econômica da Pesca do Estado do Ceará

Eduardo Camarço Marinho Suplente

André Peixoto Figueiredo Lima Representante do Ministério do Trabalho e Emprego- Efetivo

Francisco Assis Papito de Oliveira Suplente

Francisco Antonio Ferreira da Silva Representante dos Trabalhadores da Indústria do Estado do Ceará

Antonio Fernando Chaves de Lima Suplente

Departamento Regional do SENAI–CE

Francisco das Chagas Magalhães Diretor Regional

Cid Fraga Gerente do Centro de Formação Profissional Waldyr Diogo de Siqueira

Federação das Indústrias do Estado do Ceará

Departamento Regional do Ceará Waldyr Diogo de Siqueira

Instalação Elétrica Predial

Fortaleza-Ceará 2008

© 2008. SENAI. Departamento Regional do Ceará Qualquer parte desta obra poderá ser reproduzida, desde que citada a fonte.

SENAI/CE Centro de Formação Profissional Waldyr Diogo de Siqueira – CFP WDS Núcleo de Educação Profissional – NEP

Este projeto foi elaborado por colaboradores desta unidade de negócios cujos nomes estão relacionados na folha de créditos.

S492iServiço Nacional de Aprendizagem Industrial. Departamento Regional do Ceará. Centro

Ficha Catalográfica de Formação Profissional Waldyr Diogo de Siqueira. Instalação Elétrica Predial. Fortaleza, 2008. 190 p. il

1 EletricidadeI Título
SENAIDepartamento Av. Francisco Sá, 7221
Serviço NacionalRegional do Ceará Barra do Ceará
de Aprendizagem60.310-003 – Fortaleza – Ceará
IndustrialTelefax: (85) 3485-7888

e-mail: senai-wds@sfiec.org.br

INTRODUÇÃO
1 ESCALA
1.2 O escalímetro

SUMÁRIO 1.1 Escala de Redução 1.3 Planta Baixa e Simbologia 2 CÁLCULOS APLICADOS A PROJETOS ELÉTRICOS. 2.1 Levantamento das potências 2.2 Fator de potência 2.3 Recomendações e normas para projeção de cargas de iluminação 2.4 Recomendações e normas para projeção de quantidade de tomadas 2.5 Recomendações e normas para projeção da potência das TUGs 2.6 Recomendações e normas para projeção das TUEs 2.7 Levantamento da potência total 3 NT 001/2008 3.1 Objetivo 3.2 Referências normativas da NT 001/2008 3.3 Campos de aplicação 3.4 Limites de fornecimento 3.5 Condições gerais de fornecimento 3.6 Pedido de fornecimento 3.7 Ligações de motores e equipamentos 3.8 Ligação de bomba de incêndio 3.9 Entrada de serviço 3.10 Ramal de ligação aérea 3.1 Ponto de entrega 3.12 Poste auxiliar 3.13 Ramal de entrada 3.14 Medição 3.15 Caixas de medição 3.16 Proteção 3.17 Instalação de dispostivos de proteção contra surtos - DPS

3.18 Aterramento 3.19 Geração própria 3.20 Projeto 3.21 Modelo de PAC 3.2 Modelo de PLC 3.23 Tabelas referentes a NT 001/2008 3.24 Detalhes e desenhos referentes a NT 001/2008 4 DETERMINANDO A QUANTIDADE DE FASES 5 QUADRO DE DISTRIBUÇÃO 5.1 Calculando o disjuntor de proteção geral 5.2 Quantidade de circuitos 6 DIMENSIONAMENTO DE DISJUNTORES 6.1 Corrente de projeto - IP 6.2 Corrente nominal do dispositivo de proteção 7 DISJUNTORES 7.1 Selecionar um disjuntor 7.2 Cálculo de disjuntores 7.3 Aplicação dos disjuntores 8 LOCALIZAÇÃO DO QUADRO DE DISTRIBUIÇÃO GERAL 9. DISTRIBUIÇÃO DOS CIRCUITOS ELÉTRICOS 9.1 Caixa de passagem no teto 9.2 Caixas para interruptores 9.3 Caixas para tomadas de uso geral 9.4 Distribuição de circuitos 10 FERRO DE SOLDA 10.1 Solda a estanho 10.2 Pasta desoxidante 1 EMENDAS DE CONDUTORES 1.1 Emenda de condutores em prosseguimento 1.2 Emendar condutores derivação 1.3 Condutores de superfície decapadas 1.4 Prolongar condutores flexíveis

1.5 Derivar condutores flexíveis 12 CURVAMENTO DE ELETRODUTOS DE PVC 12.1 Soprador térmico 13 MONTAR REDE DE ELETRODUTOS 13.1 Como selecionar eletrodutos 13.2 Corte e abertura de roscas em tubos de PVC 14 SELEÇÃO DE CONDUTORES 15 LÂMPADA INCANDESCENTE E INTERRUPTOR 15.1 Lâmpada incandescente (DIMMER) 16 ESQUEMAS E DIAGRAMAS DE EQUIPAMENTOS 16.1 Fotocélula 16.2 Detector de presença 17 CAIXAS DE COMPONENTES E PASSAGEM 17.1 Tipos de caixas de embutir 17.2 Tipos de caixas de sobrepor 18 LUMINÁRIAS FLUORESCENTES 18.1 Tipos de luminárias 18.2 Caixa para lâmpadas fluorescentes 18.3 Equipamentos auxiliares 18.4 Funcionamento 18.5 Iluminação fluorescente 18.6 Vida útil das lâmpadas fluorescentes 18.7 Starter 18.8 Tipos de lâmpadas fluorescentes 18.9 Reator 19 MOTOBOMBA MONOFÁSICA 19.1 Motor com partida sem capacitor 19.2 Motor com partida com capacitor 19.3 Tipos de motobombas 19.4 Funcionamento 20 CHAVE BÓIA DE CONTATO DE MERCÚRIO 21 PLACAS DE IDENTIFICAÇÃO DE MOTORES ELÉTRICOS

21.1 Características da placa de identificação do motor 2 CHUVEIRO ELÉTRICO 2.1 Instalação elétrica 2.2 Funcionamento 23 PORTEIRO ELETRÔNICO 23.1 Principais modelos de porteiro eletrônico 24 VENTILADOR DE TETO 24.1 Características Construtivas 24.2 Instalação 24.3 Ferramentas e Materiais 24.4 Instalação Elétrica 24.5 Fixação do Ventilador 24.6 Montagem do Ventilador 24.7 Alinhamento das Pás 24.8 Problemas mais Comuns e suas soluções 24.9 Teste Prático para Exame de um Capacitor 24.10 Capacitor de Regime ANEXOS REFERÊNCIAS

Para o início de qualquer trabalho em eletricidade, é necessário antes um planejamento do que se vai fazer, avaliando-se principalmente as condições de segurança, lembrando-se que a eletricidade é invisível, mas pode ser sentida. Um trabalho correto em eletricidade depende de vários fatores de grande importância, que são:

• Conhecimento:

• Planejamento;

• Procedimentos adequados;

• Uso de normas técnicas e de segurança;

• Uso de ferramentas adequadas;

• Uso de material de boa qualidade e de boa procedência;

• Segurança no que está fazendo;

• Não improvisação no uso de ferramentas ou materiais e equipamentos elétricos;

• Observação das características de uso e funcionamento adequadas a cada material ou equipamento;

• E se tratando de instalações prediais, há a necessidade de um projeto elétrico.

Neste projeto elétrico através de simbologias, será possível distinguir as dimensões de eletrodutos , cabos e fios, tipo de fornecimento (monofásico, bifásico, trifásico ou em alta tensão), circuitos de distribuição, dispositivos de proteção, localização de todos os pontos de força, luz e comando, o trajeto das passagens.

O projeto elétrico é o raio X de toda a instalação elétrica de um estabelecimento, (predial ou industrial). Através dele é possível a qualquer tempo e, por qualquer outro profissional, fazer modificações no projeto elétrico original.

Outra grande vantagem do projeto elétrico é a possibilidade de se avaliar os custos da execução de um serviço trabalho, visto que através deste é possível se determinar a distância e a localização de todos os componentes da instalação elétrica em execução ou a ser reformada, bem como os componentes com suas dimensões e quantidades.

O projeto elétrico apresenta em dimensões que cabem em uma folha de papel, todas as informações necessárias para a execução da obra. Este deve seguir as normas técnicas inerentes à sua classe de tensão, e sempre considerar as normas de segurança, principalmente a NR-10/2004.

Para dar início, vamos começar aprendendo sobre escalas. O que vem a ser “escala”?

Vamos da um exemplo: Vou precisar construir uma casa, e que como toda casa terá portas, telhado, janelas, quartos, banheiros. Minha casa terá 15m de comprimento por 5m de largura, para planejar direito o que quero que seja construído, faço o desenho da casa, mas como desenhar minha casa se não tenho um papel de 1,25m de comprimento por 5,95m de largura, e o trabalho para desenhar a casa no papel grande. Posso até conseguir desenhar, mas ficará difícil tanto desenhar, como abrir o papel para ler o desenho, alem de tal proeza me custar caro. O que fazer? Simples, desenhamos a casa em escala, escolhendo aquela que for mais adequada ao meu desenho.

DORMITÓRIO 1

SERVIÇODORMITÓRIO 1 2,90

1 ESCALA

Escala é a relação que existe entre o tamanho do desenho de um objeto e o seu tamanho real.

Graficamente, podemos escrever:

Escala = Medida do tamanho do desenho Medida real do objeto

Simplificando, escrevemos da seguinte maneira:

Onde:

E = Escala D = Medidas do tamanho do desenho R = Medidas reais do objeto

Utilizando-se desta fórmula, podemos determinar três situações:

1 – Em qual escala foi desenhada o objeto. 2 – Qual o tamanho do desenho de um objeto em uma determinada escala. 3 – Qual o tamanho real do objeto desenhado.

Vejamos um exemplo para cada situação:

1 – Determine a escala em que foi desenhado um quadrado, sabendo que o tamanho real de sua aresta é 4cm, e no desenho esta aresta está medindo 2cm.

R4cm 2

E = D ⇒ E = 2cm ⇒ E = 1 Ou seja, o objeto tem 2 vezes o tamanho do desenho.

2 – Determine o tamanho do desenho de um quadrado, sabendo-se que a medida real de sua aresta é 10cm e a escala que foi utilizada é de 1:5.

R5

E = D ⇒ D = E x R ⇒ D = 1 x 10 ⇒ D = 2cm

Ou seja, para representar um objeto na escala 1:5, terei que desenha-lo 5 vezes menor que o real.

3 – Determine o tamanho real da aresta do quadrado, sabendo-se que o tamanho do desenho desta aresta é 2cm e está desenhado na escala de 1:5.

RE 1 1

E = D ⇒ R = D ⇒ R = 2 ⇒ R = 2x 5 ⇒ R = 10cm 5

Ou seja, para um desenho de 2cm na escala 1:5, estou representando um objeto com 10cm.

1.1 Escala de Redução

Escala de redução é aquela que é utilizada quando o tamanho do desenho do objeto é menor que o tamanho real do mesmo.

Se quisermos desenhar a planta baixa da oficina elétrica de sua escola, nós precisarmos utilizar a escala de redução, pois:

- Não seria possível desenhar a planta baixa da oficina em seu tamanho real. - Não haveria papel, que pudesse ser utilizado para tão grande desenho.

- Onde arrumaríamos uma mesa maior que o tamanho da oficina para, sobre ela colocarmos o papel e fazermos o desenho? - Como manusear com um desenho neste tamanho?

- Podemos facilmente compreender a planta baixa da oficina se desenhada em tamanho menor.

Além do desenho da planta baixa, quaisquer objetos que se represente graficamente e se faça de forma reduzida, utiliza-se a escala de redução. Para reconhecermos se uma escala é de redução, basta-nos observar a notação da mesma. Se o número que vem escrito antes desses dois pontos é 1, a escala é de redução.

Observamos a notação abaixo:

ESCALA 1:5

Na escala de redução, o número que vem escrito antes dos dois pontos é sempre o número 1, e este representa o tamanho do desenho do objeto.

Na escala de redução, o número que vem escrito depois dos pontos é sempre maior que o número 1 e é exatamente este número o que vem escrito depois dos dois pontos que indica quantas vezes o objeto é maior que o tamanho do desenho.

Vejamos alguns exemplos:

a) Se o desenho estiver na escala de 1:2, isto significa que o tamanho do desenho é duas vezes menor que o tamanho real do objeto.

b) Se o desenho estiver na escala 1:5, isto significa que o tamanho real do objeto é cinco vezes maior que o tamanho do desenho do objeto e, conseqüentemente, o tamanho do desenho do objeto é cinco vezes menor que o tamanho real do mesmo.

As escalas de 1:2 e 1:5, são escalas de redução, porém não são as únicas. A ABNT recomendam as seguintes escalas de redução para os diversos tipos de desenho:

ESCALA 1:2ESCALA 1:75
ESCALA 1:2,5ESCALA 1:100
ESCALA 1: 5ESCALA 1:125
ESCALA 1:10ESCALA 1:200

Número posterior aos pontos

Número anterior aos dois pontos

ESCALA 1:20ESCALA 1:250
ESCALA 1:25ESCALA 1:500
ESCALA 1:50ESCALA 1:1000

Todos desenhos trazem escritos junto a ele à indicação da escala em que foi executado.

Todos os desenhos vêm, obrigatoriamente cotados, porém os valores das cotas não sofrem as reduções do desenho. O valor numérico da cota permanece invariável em qualquer escala que se faça o desenho. Vejamos como se faz a relação entre a indicação da escala com o tamanho do desenho e o valor numérico da cota.

Na escala de redução, para sabermos qual o valor da medida do desenho, basta dividir o valor numérico da cota pelo número que se encontra à direita dos dois pontos na notação da escala (desenho menor que os valores numéricos das cotas).

Vejamos o exemplo:

Por quantos centímetros é representada uma medida real de 1m, na escala de 1:5. Basta dividir 1m por 50

Então, o valor utilizado para representar 1cm real na escala de 1:50 é 2cm. Às vezes, é preciso fazer o caminho contrário, pois no projeto elétrico não vêm representadas todas as medidas necessárias à execução da instalação.

Para executá-la, você necessitará constantemente de medir na planta baixa e transformar estas medidas em valores reais.

– Aplicando o que foi visto anteriormente, complete o quadro da página seguinte:

1.2 O ESCALÍMETRO

O escalímetro é uma peça com seção transversal, feita de madeira ou plástico, graduada com 6 escalas diferentes, que tem como objetivo, facilitar a operação de leituras de plantas, sem a necessidade de aplicação de fórmulas para conversão de escalas, visto que através desta ferramenta, e possível se fazer leitura de forma direta, sem a menor possibilidade de erro.

Temos ainda, três tipos de escalímetros com diferentes escalas, que são o nº 1, 0 nº 2 e o nº 3, sendo o mais utilizado o nº 1, que traz as seguintes escalas: 1:20 – 1:25 – 1:50 – 1:75 – 1:100 – 1:125;

Como veremos a seguir, é muito fácil o uso do escalímetro, mas devemos ter o cuidado de usa-lo de acordo com a escala apresentada no desenho, observando que algumas vezes, encontraremos em uma mesma folha de papel, desenhos em escalas diferentes.

Para realizar leituras com esta ferramenta, devemos lembrar que para o escalímetro nº 01, que será o utilizado em nossos trabalhos, não lemos os valores em cm, mas o que este valores representa, que é a medida em metros.

Observemos as escalas abaixo, onde veremos que as divisões são diferentes, e que cada escala nos representa valores diferentes em metros:

Observe agora o desenho que se segue, onde temos um quadrado com quatro lados iguais, medidos com quatro escalas diferentes.

Como se vê, o tamanho real do objeto vai depender da escala que estou usando, por isso deve-se observar sempre a posição do escalímetro.

Utilizando o escalímetro, vamos agora realizar as medidas que se pede nos retângulos da página seguinte:

Escala 1:20 A l t u r a

Largura

Escala 1:25 A l t u r a

Largura

Escala 1:50 A l t u r a

Largura

Escala 1:75 A l t u r a

Largura

Escala 1:100 A l t u r a

Largura

Escala 1:125 A l t u r a

Largura

1.3 Planta Baixa e Simbologia

Para se construir uma casa, uma escola ou uma indústria, é necessário que se faça, inicialmente, a elaboração de vários projetos como: Arquitetônico, Elétrico, Hidráulico, Estrutural etc.

A você futuro eletricista, cabe apenas, interpretar e posteriormente, executar a montagem da instalação elétrica.

Planta Baixa

É a projeção que se obtém, quando cortamos, imaginariamente, uma edificação, com um plano horizontal, paralelo ao plano do piso.

A altura entre o plano cortante e o plano da base é a altura tal, que permite ao referido plano, cortar ao mesmo tempo portas, janelas, basculantes e paredes. Normalmente, esta altura é de 1,50m.

Vejamos as instalações:

Observe que, quando cortamos a edificação com o plano, olhamos para baixo.

A representação desta edificação (casa) em planta baixa será conforme a ilustração que se segue. Se a edificação possuir dois ou mais pavimentos (andares), haverá uma planta baixa para cada pavimento. 4,80m

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