RC para executivos ganha destaque no mercado segurador - AD Corretora de Seguros

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29/04/2015RC para executivos ganha destaque no mercado segurador AD Corretora de Seguros

RC para executivos ganha destaque no mercado segurador

15 de abril de 2015

A corrupção sempre foi algo que deixa a sociedade brasileira um tanto perplexa. O mais recente caso envolvendo a Petrobras não é diferente. Todos acompanham e uma parte da sociedade vê o caso com mais atenção: são os executivos e também o mercado segurador.

Isso porque nos últimos tempos o mercado de seguros tem registrado o crescimento da contratação de seguros RC para executivos, o chamado D&O. Isso aconteceu devido a exigências legais mais rigorosas e também ao aumento de processos judiciais contra empresas, movidos por acionistas minoritários, consumidores e fornecedores.

Esse tipo de modalidade é aceita com restrições no mercado internacional. O professor de Ciências Atuariais da Universidade Federal Fluminense, Antonio Fernando Navarro, diz que está enquadrada nos seguros financial lines. “Tudo o que imaginamos pode ser objeto de seguros. O primeiro passo é saber se há perigos. O passo seguinte é identificar os riscos consequentes, e, por fim, as consequências da materialização dos riscos”, explica.

Além disso, muitas das restrições esbarram nas características dos escândalos. O professor cita como exemplo a compra de favores que é considerado crime em muitos estados americanos ou ainda, se o diretor financeiro erra na definição de um cenário futuro e o preço das ações da empresa caem, isso pode vir a ser considerado como mal practice. “Para a seguradora o prêmio deve ser mais do que o suficiente para acobertar os prejuízos”, diz.

No caso Petrobras o professor lembra que o foco principal das matérias publicadas na imprensa é a questão dos escândalos financeiros. Nesse cenário nenhuma seguradora arriscaria oferecer cobertura de seguros, pois se o fizesse passaria a ser cúmplice ou conivente com as práticas irregulares. “Se ocorrer um escândalo por maquiagem no balanço patrimonial, os órgãos gestores estaduais e federais certamente iriam à caça dos infratores. Essa não é uma situação que uma seguradora gostaria de estar inserida e nem se trata de riscos como os definidos por Hemard: futuros, possíveis, incertos, independente da vontade das partes, serem capazes de causar perdas e danos e esses poderem ser precificados”, diz o professor.

O D&O é um seguro de responsabilidade, contratado para proteger patrimônios de pessoas físicas com cargos e funções de gestão. Por conta disso, Navarro não considera que se esteja tratando de um seguro de responsabilidades civis porque as causas dos sinistros não necessariamente podem ser devido a problemas com a própria empresa. Os problemas podem ser provocados por um cenário ou conjunto de cenários político, social, econômico-financeiro, bélico, eventos extremos, entre outros. “Fora do País muitas seguradoras se interessam e fazem seguro de responsabilidade civil por erros e omissões. No Brasil também há este tipo de cobertura que cobre a existência comprovada de erros e ou omissões, desde que não sejam dolosas, ou seja, com o intuito de provocar perdas ou danos”, afirma.

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Segundo o professor é impossível precisar valores máximos e mínimos de cobertura. “Os valores deverão estar de acordo com a capacidade do mercado segurador em assumir riscos, seja através de cosseguros ou de resseguros”, diz ele.

Nesses tipos de coberturas o cliente informa o que pretende assegurar e a seguradora pode até desenvolver coberturas taylor made, ou seja, sob medida. Isso certamente implicará no aumento do custo do seguro, pois o custo é proporcional ao grau de exposição ao risco. O professor destaca que hoje talvez o cenário político seja um dos mais impactantes nos últimos 20 anos e ainda não se mostrou de tudo, pois as descobertas estão sendo apuradas. “Nos momentos de necessidades é que surgem as oportunidades de se desenvolver algo que atenda ao interesse de muitos. Um segurador não trabalha para um só segurado, pois se o fosse assim a gestão da seguradora seria temerária pela alta exposição ao risco”, finaliza.

Fonte: CQCS | Sueli dos Santos

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