Guia - Chorume de Aterros Sanitarios

Guia - Chorume de Aterros Sanitarios

Descubra mais sobre o chorume proveniente dos aterros sanitários e por que a destinação e tratamento corretos desse efluente devem ser considerados uma prioridade

PG. 3

PG. 8

PG. 5 PG. 6

Localidades que têm como objetivo servir para a deposição ou descarte de resíduos sólidos urbanos, os aterros sanitários são a evolução da antiga prática de aterramento, buscando acomodar detritos no solo no menor espaço possível e causar o mínimo impacto ao meio e à saúde pública. Tais preocupações não são em vão: ainda que sejam o método sanitário mais simples para destinação final de resíduos urbanos, os aterros muitas vezes são alvos de críticas por não terem como meta a reciclagem ou tratamento dos materiais presentes no lixo, poluentes para o ecossistema e nocivos ao ser humano.

A ideia, no entanto, não é que estes ambientes sejam interpretados como “vilões” ou com técnicas ultrapassadas de deposição. Definidos pela CETESB (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) como a “saída atualmente empregada para o descarte disciplinado de resíduos no solo”, os aterros sanitários cumprem um papel importante e necessário no processo de descarte atual de rejeitos sólidos e, ainda de acordo com a Companhia, têm como objetivo melhorar as condições relacionadas aos resíduos urbanos, evitando as consequências de sua degradação desenfreada.

Diante desta função fundamental para a sociedade, vale ressaltar a grande responsabilidade ambiental a ser observada por estes espaços. O processo de decomposição de todo o volume de lixo armazenado nos aterros libera efluentes líquidos denominados “percolados de aterro sanitário”. Em junção com a água da chuva, este material forma o conhecido “chorume”, substância de coloração escura, forte odor e que, ainda, apresenta alta carga orgânica em sua composição.

Acompanhe esse ebook e descubra conosco por que a adequada destinação do chorume deve ser considerada uma prioridade neste gerenciamento!

4 CHORUME DE ATERROS SANITÁRIOS

Se descartado de forma inadequada no solo, o chorume ocasiona graves danos ao meio ambiente e à saúde pública. Com baixa biodegrabilidade, alta carga de materiais na composição e compostos orgânicos tóxicos, este líquido residual, se não devidamente tratado, é capaz de atingir e contaminar o lençol freático, prejudicando desta forma os cursos de água da região. Como se pode perceber, os danos ambientais provocados pelo manejo inconsequente do chorume alcançam sérias proporções, culminando em um ciclo completo de poluição da água (contaminação que vai desde sua origem até os corpos abastecidos, tornando-se nocivo aos animais e ao ser humano).

Definitiva por si só, a questão das consequências para o ambiente, no entanto, não é o único argumento a favor do tratamento do chorume: diante da gravidade destes possíveis desdobramentos, a norma NBR 8419/1992 da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) dispõe sobre as condições mínimas estabelecidas para a construção de um aterro sanitário, exigindo que o projeto inclua um sistema de coleta, drenagem e tratamento de líquidos percolados. É isso mesmo: o tratamento do chorume é questão de lei, sujeitando os descumpridores a arcarem com punições que vão desde multas à paralisação dos serviços do aterro.

O líquido percolado proveniente dos aterros sanitários (ou chorume) é o efluente que apresenta grande dificuldade e complexidade para tratamento. Alguns fatores que provocam a alta variabilidade de qualidade deste líquido, dificultando o processo de tratá-lo, são:

Elevada carga bioquímica na composição; Volume muito variável, gerado pela combinação da precipitação (chuvas) e do processo de degradação dos resíduos sólidos; Atendimento aos padrões ambientais exigidos; Resistência aos métodos convencionais de tratamento.

Esta dificuldade inerente ao chorume torna difícil determinar as técnicas de tratamento que serão efetivas para o resíduo - as identidades dos compostos são complexas de serem previstas. Desta forma, as técnicas aplicadas para tratar o percolado em determinado aterro, por exemplo, podem não surtir resultados em outros, comprometendo muitas vezes o sucesso esperado.

Os compostos de difícil degradação ou que apresentam resistência aos modelos tradicionais de tratamento também são dificuldades a serem contornadas quando o assunto é tratar corretamente o chorume.

6 CHORUME DE ATERROS SANITÁRIOS

Neste contexto de problemáticas, a opção por construir uma estação própria de tratamento in loco, ou seja, nos próprios aterros sanitários, torna-se um opção complicada para muitos gestores. A complexidade de tratar o material, aliada às exigências da legislação ambiental e aos altos custos para instalação dos procedimentos adequados e contratação de mão de obra qualificada, tem aumentado a busca por uma alternativa que une eficiência, expertise e adequação ambiental a um só tempo: a terceirização do tratamento do chorume.

Ao destinar o percolado para empresas especializadas no segmento, você poderá usufruir do custo-benefício, eliminando as preocupações com a eficiência do processo a um investimento que vale a pena, além de se isentar da responsabilidade acerca dos riscos operacionais, trabalhistas e ambientais, encarregando o trabalho a especialistas.

Diante desse quadro, o aterro sanitário deixa de ter despesas com a construção, a operação e a manutenção de uma estação própria, assegurando-se ainda de cumprir todas as normas e padrões requisitados para o processo pela legislação.

7 CHORUME DE ATERROS SANITÁRIOS

Fique por dentro de todos os detalhes necessários para a destinação correta do chorume resultante dos aterros sanitários.

8 CHORUME DE ATERROS SANITÁRIOS

Tudo certo: você optou pelo tratamento do chorume pelo qual é responsável. A partir daí, já sabe quais são os passos a serem seguidos? Depois de expor a importância de destinar o líquido percolado para tratamento, assim como as exigências da lei e a complexidade de se tratar o resíduo, é fundamental ressaltar que você, gestor, deve estar por dentro de todos os procedimentos essenciais para dar o encaminhamento correto ao chorume resultante dos aterros sanitários. Tome nota das etapas:

1. Contratação do serviço responsável: observe o know how da empresa e a posse das licenças ambientais

Ao tomar a importante e consciente decisão de encaminhar o percolado para tratamento, o primeiro passo é escolher empresas especializadas para coletar, transportar e tratar o efluente. Nesta etapa, é imprescindível identificar se há conformidade com todas as licenças ambientais para a realização do serviço. Ao analisar a situação do local de destino, observe se ele possui as devidas autorizações do IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis), da CETESB (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) e do INMETRO (Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial), dentre outros órgãos de fiscalização ambiental.

9 CHORUME DE ATERROS SANITÁRIOS

2. Obtenha a autorização necessária para destinar e tratar o chorume

O envio e o tratamento de certos tipos de efluentes exigem uma autorização prévia do órgão ambiental responsável da sua região. No caso do estado de São Paulo, este órgão é a CETESB, e o documento emitido é o chamado CADRI (Certificado de Movimentação de Resíduos de Interesse Ambiental). Se o aterro sanitário de sua responsabilidade se encontra ente os municípios contemplados com o novo procedimento de solicitação de CADRI online, você pode conferir neste artigo dicas e o passo-a-passo para utilização do portal dedicado a ele. Informe-se!

3. Coleta adequada do material

De posse do CADRI (ou do documento exigido pelo órgão ambiental responsável da sua região), o próximo passo é a coleta adequada do chorume para transporte rumo à estação de tratamento escolhida. No caso do líquido percolado, a remoção geralmente é realizada na base do aterro, onde o líquido é coletado em lagos por meio de drenos.

4. Material em trânsito: atente-se para o transporte correto do chorume

Depois que o chorume for adequadamente coletado, este é o momento de armazená-lo em veículos apropriados para seu transporte. Certifiquese de que os caminhões sejam equipados da forma correta para portar o efluente: a capacidade do veículo deve ser coerente com a quantidade do material a ser transportado, e todas as medidas de segurança estabelecidas para o processo devem ser consideradas.

5. É hora da destinação: a importância do rastreamento

O processo está quase em sua etapa final: a partir do momento em que o percolado estiver sendo transportado para o local final de tratamento, vale destacar a importância de outro procedimento para garantir a segurança do material em trânsito: o rastreamento do destino do chorume. Neste sentido, existem ferramentas eficientes de monitoramento que podem lhe auxiliar nesta missão, permitindo obter informações precisas sobre seu efluente destinado ao tratamento. Priorize a praticidade de sistemas de consulta online que gerem relatórios confiáveis sobre a situação dos materiais.

O sistema de tratamento de efluentes líquidos vai depender da composição do chorume e deve atender os padrões de lançamento de efluentes em cursos d’água vigentes pela legislação ambiental.

Vale ressaltar que o processo do tratamento biológico (o mais comum nos aterros brasileiros) se insere como a opção mais eficiente e indicada para o processo. No sistema biológico, o chorume é tratado em lagoas de aeração com difusores flutuantes de membrana, que se utiliza da ação de bactérias e outros micro-organismos aeróbios para consumir e digerir a porção poluente da matéria orgânica.

1 CHORUME DE ATERROS SANITÁRIOS

A partir destas informações, fica evidenciada a grande importância de encaminhar o chorume proveniente dos aterros sanitários para tratamento e a contratação de uma empresa competente para realizar o processo, em conivência com o ambiente e à legislação vigente.

A opção por terceirizar o tratamento do líquido percolado (ao invés de investir em um sistema de tratamento in loco) tem se tornado cada vez mais difundida - a questão financeira e a complexidade do tratamento desse efluentes isoladamente, têm se apresentado como importantes argumentos a favor desta terceirização.

Abaixo apresentamos o processo de tratamento biológico da Tera para que você entenda mais sobre os detalhes desse tipo de tratamento:

12 CHORUME DE ATERROS SANITÁRIOS

Nós recebemos e tratamos efluentes biodegradáveis gerados por indústrias, empresas comerciais e residências na ETEJ - Estação de Tratamento de Esgotos de Jundiaí, uma das maiores e mais bem operadas Estações de Tratamento de Esgoto do Brasil, referência nacional nesse tipo de serviço.

Se precisar, oferecemos todo o suporte técnico necessário para a emissão do CADRI, disponibilizando também o acesso ao exclusivo SISREM (Sistema de Remessa de Esgoto), plataforma online elaborada após anos de experiências com nossos clientes, sendo uma forma organizada e efetiva de rastreabilidade, além de um ótimo instrumento de comprovação de destinação e tratamento de efluentes.

Quer saber mais sobre o assunto? Quer nossa ajuda?

Iniciamos nosso trabalho com uma análise para identificar a característica do chorume, a partir de uma coleta de amostra após uma visita técnica ao local. Essa etapa é muito importante, pois visa identificar se os parâmetros de tratabilidade estão de acordo e obtermos a precificação para o tratamento do efluente.

13 CHORUME DE ATERROS SANITÁRIOS

A Tera Ambiental é especializada no tratamento de efluentes biodegradáveis e na compostagem de resíduos orgânicos. Os efluentes e resíduos são transportados para nossa unidade em Jundiaí através de caminhões.

Como resultado do nosso trabalho ambiental relacionado ao tratamento de efluentes e compostagem, também produzimos fertilizante orgânico e substrato para plantas.

Possuímos vários guias gratuitos e artigos interessantes em nosso blog relacionados a gestão e tratamento de resíduos . Fique a vontade em acessá-los.

Escritório Comercial

Av. Luiz José Sereno, 17-Bairro Eloy Chaves -Jundiaí -SP

Tel.: +5 1 3963 6500 w.teraambiental.com.br

Acompanhe e compartilhe:

Comentários