Resumo Invertebrados - Parte III

Resumo Invertebrados - Parte III

Parte I

Cnidários e Ctenófaros

Olá mais uma vez Nigga’s,

Esta parte é muito rápida , porém exige muita atenção aos detalhes evolutivos deste Filo, os slides que a professora passou até podem servir de alguma coisa, mas aqui eu complemento a matéria com uma abordagem geral e rápida.

Ahhhhh! E só para lembrar, há um vídeo no fim deste resumo que explica muito bem o assunto. Vá lá!

Bom, para começar os Cnidários são considerados dos menos evoluídos dos Metazoa, , só são melhores do que as esponjas pelo fato de que a maioria de suas espécies não são sésseis como as esponjas.

Quando falamos de cnidários e Ctenóforos temos que também considerar que estes são seres gelatinosos, com um grau de organização muito baixo, sem sistema nervoso centralizado , e claro, sem sistema circulatório ou órgãos bem definidos e especializados, porém já apresentam uma cavidade digestiva em um sistema digestivo incompleto. (vamos falar disso mais a frente )

Eles são Diblásticos (lembrem disso no resumo anterior) , ou seja, já apresentam alguma definição nas suas camadas germinativas que neste caso são a Endoderme , que é responsável por originar a gastroderme nos cnidários (a camada de dentro, espero que lembrem disso) e a Ectoderme , que gera a epiderme neste caso (acho que não preciso dizer o que é). Entretanto os cnidários também podem apresentar em alguns casos uma terceira camada que é chamada de Mesoderme. (Meso= Meio , Derme= Pele).

Entretanto os cnidários também podem apresentar em alguns casos uma terceira camada que é chamada de Mesoderme. (Meso= Meio , Derme= Pele).

Mas atenção: Como esta terceira camada não ocorre em todos os representantes deste filo então ainda sim eles são considerados DIBLASTICOS e não são TRIBLÁSTICOS , todos os outros animais que vierem adiante, estes SIM serão Triblásticos.

Isso foi o básico. Agora aprofundemos.

Cnidários

O filo Cnidária (cnidários) está representado pelas hidras, medusas ou águavivas, corais eanêmonas-do-mar.

Os cnidários são os primeiros animais a apresentarem uma cavidade digestiva no corpo, fato que gerou o nome celenterado, destacando a importância evolutiva dessa estrutura, que foi mantida nos demais animais. A presença de uma cavidade digestiva permitiu aos animais ingerirem porções maiores de alimento, pois nela o alimento pode ser digerido e reduzido a pedaços menores, antes de ser absorvido pelas células.

Com base no aspecto externo do corpo, os cnidários apresentam simetria radial. Eles são os primeiros animais na escala evolutiva a apresentarem tecidos verdadeiros, embora ainda não cheguem a formar órgãos.

No filo cnidária existem basicamente dois tipos morfológicos de indivíduos: as medusas, que são natantes e os pólipos, que são sésseis. Eles podem formar colônias, como é o caso dos corais (colônias sésseis) e das caravelas (colônias flutuantes).

Os pólipos e as medusas, formas aparentemente muito diferentes entre si, possuem muitas características em comum e que definem o filo, como veremos.

Nos cnidários existe um tipo especial de célula denominada cnidócito (ou cnidoblasto), que apesar de ocorrer ao longo de toda a superfície do animal, aparece em maior quantidade nos tentáculos. Ao ser tocado o cnidócito lança o nematocisto, estrutura penetrante que possui um longo filamento através do qual o líquido urticante contido em seu interior é eliminado. Esse líquido pode provocar sérias queimaduras no homem.

Essas células participam da defesa dos cnidários contra predadores e também da captura de presas. Valendo-se das substâncias produzidas pelos cnidócitos, eles conseguem paralisar imediatamente os pequenos animais capturados por seus tentáculos.

Foi a presença do cnidócito que deu o nome ao filo Cnidaria (que têm cnida = urtiga).

Aqui tem um vídeo que ilustra mais ou menos como funcionam os Cnidócitos/cnidoblastos : http://www.youtube.com/watch?v=-Tp38DUjUnM

Tanto o pólipo como a medusa apresentam uma boca que se abre na cavidade gastrovascular, mas não possuem ânus (O que torna o sistema digestivo dos cnidários incompleto). O alimento ingerido pela boca, cai na cavidade gastrovascular, onde é parcialmente digerido e distribuido (daí o nome gastro, de alimentação, e vascular, de circulação).

Após a fase extracelular da digestão, o alimento é absorvido pelas células que revestem a cavidade gastrovascular, completando a digestão.

A digestão é portanto, em parte extracelular e em parte intracelular. Os restos nãoaproveitáveis são liberados pela boca. Na região oral, estão os tentáculos, que participam na captura de alimentos.

As camadas de célula que ocorrem nos cnidários são: a epiderme, que reveste o corpo externamente, e a gastroderme, que reveste a cavidade gastrovascular. Entre a epiderme e a gastroderme existe uma camada gelatinosa denominada mesogléia. Essa camada é mais abundante nas medusas do que nos pólipos e, por isso, as medusas têm aspecto gelatinoso, fato que lhes rendeu a denominação popular de "águas-vivas".

A epiderme e a gastroderme são duas camadas celulares derivadas de tecidos embrionários denominados genericamente folhetos germinativos. A epiderme deriva do folheto germinativo chamado ectoderme (ecto= externo, derme = tecido de revestimento), que reveste externamente o corpo do embrião; a gastroderme deriva do folheto denominado endoderme (endo=interno), que reveste o tubo digestivo do embrião. Os cnidários são considerados animais diblásticos.

Os poriferos, apesar de não formarem tecido verdadeiros, são considerados animais diblásticos, pois durante o desenvolvimento embrionário surgem apenas duas camadas de células - uma externa e outra interna -, que corresponde às duas camadas de células que formam o corpo do adulto: a externa formada pelos pinacócitos e a interna formada pelos coanócitos ou coanócitos e pinacócitos internos.

Os demais animais são triblásticos ou triploblasticos, pois possuem três folhetos germinativos: a ectoderme, a endoderme e a mesoderme (meso=no meio), que se desenvolve entre a ecto e a endoderme.

Os cnidários são os primeiros animais a apresentarem células nervosas (neurônios). Nesses animais, os neurônios dispõem-se de modo difuso pelo corpo, o que é uma condição primitiva entre os animais.

Os cnidários apresentam movimentos de contração e de extensão do corpo, além de poderem apresentar deslocamentos. São, portanto, os primeiros animais a realizarem essas funções.

Os Antozoa (Anémonas) são animais que vivem fixos ao substrato, não apresentando deslocamentos.

Nos Hidrozoarios ( no caso das Hidras ), a capacidade de locomoção é reduzida, podendo ser do tipo "mede-palmos" ou "cambalhota". Nas medusas, a locomoção é mais ativa, sendo realizada por um mecanismo denominado jato propulsão: os bordos do corpo se contraem, e a água acumulada na fase oral da medusa é expulsa em jato, provocando o deslocamento do animal no sentido oposto.

<< Sistema de locomoção “medepalmos”

A capacidade de alterar a forma do corpo, determinando movimentos e deslocamentos, deve-se à presença de células especiais com funções de contração e distensão, mas que não são células musculares verdadeiras, na medida em que estas surgem a partir da mesoderme, que só ocorre em animais triblásticos.

A respiração e a excreção ocorrem por difusão através de toda a superfície do corpo. Não existem estruturas especiais relacionadas a esses processos, como também é o caso das esponjas.

Os cnidários apresentam os dois tipos de reprodução , sexuada e assexuada, aqui vou definir a assexuada (pois é a mais chata) e depois vejam o video do Prof. Jubilut que estará no fim deste resumo, que ele explica muito bem a reprodução Sexuada nos cnidários.

A reprodução assexuada

A reprodução assexuada em hidras pardas ou verdes é, em geral, feita por brotamento. Brotos laterais, em várias fases de crescimento, são comumente vistos ligados à hidra-mãe e dela logo se destacam.

Esse processo de multiplicação, em que não ocorre variabilidade genética, é propício nos ambientes estáveis e em épocas favoráveis do ano, em que as hidras estão bem alimentadas.

<< Reprodução por brotamento.

E agora chegamos ao fim, com as denominações dos taxons que fazem parte do filo dos cnidários:

Classificação dos cnidários As principais classes dos cnidários são: Hydrozoa - hidras e caravelas; Scyphozoa - águas -vivas Anthozoa - anêmonas e corais; e Cubozoa - cubozoárioa, como a vespa do pacífico.

Classe Hydrozoa

A classe dos hidrozoários possui inúmeros representantes, além da hidra. Todos os demais componentes dessa classe são marinhos. Dentre eles, podemos citar como exemplo a Obelia e a caravela (Physalia), este um indivíduo colonial muito comum nos mares tropicais e temperados.

Importante desta classe: Apresenta indivíduos que são livre natantes (como a caravela) mas também apresenta indivíduos que vivem fixos no Substrato (Obelia) , mas também é bom lembrar que no caso da Physalia (Caravela Portugesa) é normalmente identificada como uma medusa, mas na verdade é uma colónia de quatro tipos de pólipos, cada um com uma função especifica.

Classe Scyphozoa

A classe dos cifozoários, as formas predominantes e sexuadas são bonitas medusas de cores variadas, as verdadeiras "águas-vivas", freqüentemente vistas em nosso litoral. Os pólipos são pequenos e correspondem a fase assexuada, pouco duradoura.

As medusas têm formato de guarda-chuva e são diferentes das do grupo dos hidrozoários. Podem alcançar de 2 a 40 cm de diâmetro. A gigante do grupo é uma medusa do Atlântico Norte, que chega a 2 metros de diâmetro.

Classe Anthozoa

Anêmonas e corais são os representantes mais conhecidos dessa classe. As anêmonas são facilmente vistas no nosso litoral, principalmente na maré baixa, sobre rochas emersas ou enterradas na areia por ente as rochas. O seu ciclo de vida não passam pelo estádiode medusa. São todos animais marinhos que se encontram fixos ao solo tanto em mares polares como em mares tropicais. Apresentam grande variação no tamanho e podem ser solitários ou coloniais .Muitas formas são suportadas por esqueletos.

São exemplo de antozoários as anémonas e os corais. A cavidade gastrovascular é dividida por septos verticais em câmaras gástricas que se prolongam pelos tentáculos. Onúmero de câmaras permite a divisão dos antozoários em duas classes: Hexacoraliários (6 septos) e Octocoraliários (8septos). Apresentam rep rodução vegetativa e sexuada.

Classe Cubozoa

Embora não tenhamos falado sobre esta nas aulas (porque não são tão famosas) é sempre bom ter algumas informações sobre os cubozoarios.

Os cubozoários, ao contrário das medusas que são animais planctónicos filtradores, são predadores activos, com capacidade de deslocação própria

A classe Cubozoa, juntamente com a respectiva ordem Cubomedusae é um grupo pouco estudado do filo Cnidaria, que inclui os animais vulgarmente chamados de cubozoários. Apesar das semelhanças morfológicas do corpo, constituído por um sifão e numerosos tentáculos, os cubozoários não são estritamente medusas (classe Scyphozoa). O grupo é típico do Oceano Pacífico e inclui alguns dos mais venenosos animais existentes na actualidade, responsáveis pelo que se designa em medicina como síndrome de Irukandji. O nome da classe refere-se ao aspecto visual dos sifões, que lembram um cubo (ao contrário das medusas, que são circulares).

Video que eu tinha dito no inicio: http://www.youtube.com/watch?v=cpk10WH36O4

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