resumo Nobert E

resumo Nobert E

UNIVERSIDADEFEDERALDAPARAÍBACENTRODECIÊNCIASHUMANAS, LETRASEARTESCAMPUSICURSOLICENCIATURAEMCIÊNCIASSOCIAIS

DISCIPLINA: TEORIASOCIOLÓGICACONTEMPORÂNEA

PROFESSORA: MARCELAZAMBONI

ALUNA: JANAINACORREIALUCAS

Resumo

OProcessoCivilizador (VL 02 : p. 191-274)

NorbertElias (1897 - 1990)

SUGESTÕESPARAUMATEORIADEPROCESSOSCIVILIZADORES

DOCONTROLESOCIALAOAUTOCONTROLE

Segundo o autor no processo civilizador o sentimento e conduta humanos são transformados, de maneira racional e gradual, porém, não planejado a longo prazo mas rumo a uma direção específica. Uma mudança histórica onde as sociedades em Estados contribuiram para esse processo, visto que essa mudança não foi racionalmente planejada, mas, é determinada por um ordem social, e esta civilização não é razoável nem racional, como também não é irracional.

A conduta do indivíduo está atrelada a do outro e isso faz com que exista cada vez mais um controle sobre suas ações, constuindo comportamentos socialmente aceitáveis e interligados, integrando o indivíduo à sociedade e este se autoregulando com a preocupação de não perder esse autocontrole. A diferenciação das funções sociais é uma das primeiras mudanças no processo civilizador, e uma “segunda natureza” para o autor se torna possível através do autocontrole mental que vai produzindo novos hábitos desde a infância.

Um monopólio de força faz surgir espaços pacificados, e vários monopólios surgem como forma de impor uma vontade aos demais, como o monopólio econômico e dos meios de produção, esses monopólios estão inseridos nas sociedades com funções sociais mais avançadas. Com a extenção das cadeias de ação e a interdependência social ocorre uma mudança de conduta, ou seja, uma mudança civilizadora do comportamento segundo Norbert Elias, e as oscilações no comportamento e nos sentimentos nao desaparecem, mas se tornam brandas. Desde a infância o indivíduo é treinado para que tenha esse autocontrole, os espaços sociais onde esta criança transita vai ter a função de contribuir para que seus sentimentos e paixões sejam anestesiados, e logo ela terá medo de expor seus sentimentos. Desse molde social o autor vai dizer que surgem sujeitos bem ajustados como desajustados. A civilização do ser humano jovem sempre deixa cicatrizes e só mais tarde no mundo ocidental é que o indivíduo em sua função social vai adquirir sua constituição psicológica de adulto e assim conclui seu processo individual civilzador afirma Elias.

DIFUSÃODAPRESSÂOPELAPREVIDÊNCIAEAUTOCONTROLE

O processo civilizador tem um caráter especial no Ocidente, uma grande teia de interdependência se desenvolveu fortalecendo assim o autocontrole e a repressão das paixões. Na questão da sexualidade o autor diz que em certos países é mais reprimida do que em outros.

Com o desenvolvimento de instrumentos que medem o tempo avança também a divisão de funções e o autocontrole imposto ao sujeito. Segundo o autor essa tendência do processo civilizador é em toda parte a mesma, mesmo as classes mais baixas tinham a necessidade de autocontrole automatizado mesmo que em menor escala que a classe alta mas tende a reprimir seus sentimentos e desejos, pois a interdependência tornou esse comportamento possível.

DIMINUIÇÃODOSCONTRASTES, AUMENTODAVARIEDADE

Norbert Elias vai expor que os pobres que dependiam de seus senhores e passavam fome passava por compulssões físicas, pois passava por privações como a fome, a dor física da tortura e, vai procurar satisfazer seus desejos. E logo que este pobre que puder deixa de trabalhar, enquanto o rico ver no trabalho status e prestígio, onde seu autocontrole tornou o trabalhar um hábito, logo características da classe baixa se espalham também para as outras classes, se torna hegemônico na sociedade ocidental o trabalho, ou seja, é uma mistura de padrões de conduta na sociedade.

O processo civilizador segundo o autor vai reduzir então os contrastes de condutas entre o Ocidente e outras partes do mundo, através da expansão econômica e comercial que aconteceram a partir do colonialismo europeu as classes superiores disseminam seu comportamento de conduta, por issi esse contraste entre classes vão sendo reduzidos. Aos poucos o modelo de condulta europeu vai sendo disseminado além da Europa, primeiramente em grupos pequenos, depois em mais círculos funcionais do Ocidente e depois além deste.

ATRANSFORMAÇÃODEGUERREIROSEMCORTESÃOS

Nos séculos XVII e XVIII a sociedade da corte formou os modelos básicos de conduta. Nos grandes processos civilizadores uma das transformações mais cruciais é a dos guerreiros em artesãos. Os guerreiros viviam em distritos isolados auto-sufucientes, e a convivência com certo número de pessoas fez com que esse guerreiro tivesse que ter um controle mais rigoroso de sua conduta, visando o prestígio social. O contato de burgueses com guerreiros ainda era raro, a burguesia e a nobreza tinham uma interdependência rara.

Nessa sociedade as diferenças entre as classes era extremamente grande, os camponeses viviam sob a ameaça da fome, o padrão de vida deles era muito baixo. O guerreiro tinha sua espada e sua terra, apenas outro guerreiro seria seu obstáculo, grande parte se convertia em cortesãos, pois a função de guerreiro livre estava desaparecendo da sociedade.

OABRANDAMENTODASPULSÕES: PSICOLOGIZAÇÃOERACIONALIZAÇÃO

Na grande corte absolutista a “boa sociedade” foi formada, era a sociedade livre de violência física, mas a força sobre o outro viria de outra forma, a busca por prestígio e pelo poder gerava conflitos que substituíam a espada. Cada um tinha o seu “valor” dentro dessa sociedade siginificando que tipo de influência essa pessoa tinha perante o rei e, alcançar essa posição exigia do indivíduo simular sentimentos e comportamentos, sendo senhor de seus gestos segundo o autor.

Com a transformação da sociedade a personalidade do indivíduo vai mudando também, ele observa com mais atenção os que estão a sua volta como também a si mesmo. As mudanças que acontecem ao longo dos séculos nos mostra a maleabilidade do ser humano observa Elias, mas as características estruturais humanas permanecem firmes.

Ceder ao fevor das emoções principalmente para um guerreiro era algo que fazia parte de uma conduta social aceitável e, com o tempo foi mudando, pois o cortesão buscava agora na conversa conquistar seus objetivos, segundo o autor é a racionalidade cortesã.

A racionalização e o processo civilizador ocorrem ligados as lutas das classes sociais, o autocontrole é uma vantagem como uma arma nessas lutas. E esta racionalização para o autor não promove mudanças apenas na área do conhecimento do indivíduo, mas também em toda a constituição humana. E o que Freud vai dizer sobre a divisão das funções mentais humanas conscientes e inconscientes, para Norbert Elias é resultado de um longo processo civilizador.

A transformação da estrutura social ocorre de uma tensão entre diferentes grupos sociais, mundando também a estrutura das funções sociais e psicológicas.

VERGONHAEREPUGNÂNCIA

O autor usa o termo ansiedade como sinônimo para vergonha, um choque do indivíduo com a opinião social e consigo mesma. É um conflito de sua própria personalidade e o medo de transgredir as proibições sociais, faz parte das políticas interna e externa de conduta. Os medos interiores crescem a medida que diminuem os exteriores.

RESTRIÇÕESCRESCENTESÀCLASSEALTA: PRESSÕESCRESCENTESAPARTIRDEBAIXO

O comportamento da classe inferior não era considerado até então como algo repugnante, mas para a classe alta absolutista que se expressava com gestos refinados o que consideravam vulgar nas classes inferiores teria que ser mantido a distância, a polidez significava prestígio e bom gosto e a diferenciação de classes inferiores. As questões entre burguesia e nobreza eram resolvidas sem a necessidade de violência na maioria das vezes, e com a ascensão dessa burguesia os modos de etiqueta que significavam status passaram a se resumir ao uso na vida privada.

A burguesia ascendia socialmente e sua autoconfiança fazi com que eles enfatizassem sua auto-imagem cada vez mais. As restrições sexuais eram maiores na burguesia do que na aristocracia. A burguesia francesa se destacou na Europa por ascender socialmente mais rápida.

Para Norbert Elias algumas mudanças vivienciadas por ele se assemelhavam a várias mudanças que ele expôs nesta obra, como a ascensão a partir de baixo, e os modos de conduta. Para ele os períodos de transição proporcionam uma oportunidade para reflexão, e abertura de questionamentos sobre certos modos de conduta e suas diferenças e significados em diferentes países do mesmo continente.

Para o autor, quando as tensões entre e dentro do Estado são dominadas nos tornamos mais então mais civilizados.

Comentários