Fisiologia gastrintestinal

Fisiologia gastrintestinal

(Parte 4 de 4)

OBS30: Indiv duos que sofrem hemorragias intensas, geralmente apresentam hepatomegalia e esplenomegalia, para manter a press o sangu nea aproximadamente constante.

Considerando que toda gua e eletr litos ingeridos e absorvidos passam atrav s do f gado, este rg o apresentar papel importante na manuten o do equil brio hidroeletrol tico. Al m disso, o f gado produz subst ncias hormonais respons veis pelahomeostase.

Arlindo Ugulino Netto –FISIOLOGIA –MEDICINA P2 –2008.1

O f gado exerce fun o imunol gica atrav s de macr fagos nomeados de células de Kupfer (representantes do sistema ret culo endotelial do f gado) que est o relacionados com a produ o de gamaglobulinas, anticorpos e atividade fagoc tica.

Essa a o importante por neutralizar bact rias e toxinas oriundas do sistema porta, vindas junto aos nutrientes. por isso que o f gado tido como um rg o de filtra o.

Os hepat citos s o c lulas com elevada atividade metab lica, mesmo ap s a remo o de 70% de sua massa parenquimatosa. Ap s a hepatectomia parcial, observa-se aumento das mitoc ndrias, da atividade lisossomal e intensa atividade mit tica. Essa propriedade importante em resseca esde tumores, transplantes, etc.

INTESTINO DELGADO o rg o mais longo do trato alimentar. O intestino delgado est divido em tr s regi es: duodeno(por o proximal do intestino delgado, que recebe secre es pancre ticas e biliares para neutralizar o quimo cido do est mago e continuar o processo digestivo do alimento), jejuno(regi o m dia, mais longa e onde ocorre maior absor o de nutrientes) e íleo(por o final, em contato com o intestino grosso). Esse rg o digere material alimentar e absorve finais do processo digestivo.

Do ponto de vista digestivo, o intestino delgado respons vel por neutralizar a acidez do quimo proveniente do est mago, adicionar enzimas digestivas e bile a este quimo, quebrar prote nas, carboidratos e lip dios para a maior absor o desses materiais.95% da absor o acontece nesse rg o.

OBS33: A mucosa(T.E.R. Simples Cil ndrico com Vilosidades) intestinal dotada de vilosidades altamente irrigadas especializadas na absor o dos alimentos. Indiv duos com falta de vilosidades, com mucosa lisa, apresentar o desnutri o devido absor o deficiente.

Movimentos segmentares (Contrações de Mistura): o quimo no ID provoca um tipo de contra o chamada de segmentar, por ser cido e hiperosmolar, que causa pequenas septa es no intestino misturando o quimo com as secre es intestinais liberadas.

Movimentos propulsivos (movimentos peristálticos): a distens o do ID pelo quimo desencadeia ondas perist lticas que se deslocam em dire o ao nus, numa velocidade de 0,5 a 2 cm/s. S o contra es fracas, fazendo com que o quimo se desloque lentamente para ter o tempo necess rio para absor o realmente efetiva, durante cerca de 3 a 5h do piloro at a v lvula leo-cecal.Este tipo de movimento controlado de duas maneiras: oMecanismo nervoso: o sistema nervoso aut nomo parasimp tico (estimula, por participar de um sistema pr -digest o) e simp tico (retardando, atrav s de adrenalina, desviando o sangue da digest o para “ rg os nobres”: cora o, musculos e c rebro) controlam esses movimentos.Os reflexos gastrent ricos, desencadeados pela distens o do est mago, estimulam o plexo mioent rico aumentando a intensidade dos movimentos perist lticos. oMecanismo hormonal: reflexo da gastrina, CCK, serotonina, insulina; os quais estimular o, da mesma forma, o plexo mioent rico.

OBS34: Caso haja uma maior necessidade metab lica de gorduras, prote nas e carboidratos, as vilosidades do ID aumentam para acontecer uma maior absor o de nutrientes.

Amebíase: o protozo rioameba atravessa a mucosa do ID recobrindo as vilosidades,impedindo a absor o eficaz dos nutrientes. Os indiv duos acometidos apresentar o diarr ia e desnutri o.

Arlindo Ugulino Netto –FISIOLOGIA –MEDICINA P2 –2008.1

A mucosa do intestinodelgado secreta o suco ent rico, solu o rica em enzimas e de pH aproximadamente neutro. Uma dessas enzimas a enteroquinase. Outras enzimas s o as dissacaridases, que hidrolisam dissacar deos em monossacar deos (sacarase, lactase, maltase). No suco ent rico h enzimas que d o seq ncia hidr lise das prote nas.

Est subdivido em ceco, c lon (ascendente, transverso, descendente e sigm ide), reto e nus; tendo aproximadamente 1,5m de comprimento.

Ele n o est ligado a absor o de micronutrientes, mas sim, pela maior absor o de gua e ons do quimo provenientes do intestino delgado, compactando o quimo em fezes que ser o elminadas.Al m da produ o de vitamina K e B por bact rias simbi ticas.

Armazenamento da mat ria fecal at que possa ser excretada (colon esquerdo).

OBS35: O vibri o col rico produz uma toxina que bloqueia a absor o de gua e s dio pelos enter citos, gerando uma diarr ia volumosa.

MOVIMENTOS DO INTESTINO GROSSO Movimentos de mistura (haustrações): semelhante aos movimentos do ID, por m de forma mais lenta.

Movimentos porpulsivos (de massa):quando o colo fica excessivamente cheio, ocorre contra o de um segmento do colofor ando o conte do fecal a deslocar-se em massa colo abaixo em 30 segundos, com relaxamento de 2 a 4 minutos at um novo movimento. Esse movimento de massa perdura por apenas 10 a 30 minutos, e se n o houver defeca o, um novo movimento vir em torno de 12 a24h.

ESTÍMULOS PARA OS MOVIMENTOS DE MASSA Existem alguns est mulos intr nsecos do aparelho intestinal que fazem com que a massa fecal seja deslocada.

Reflexo gastrocólico:Desencadeado pela distens o do est mago ap s uma refei o.Caso o indiv duo receba um sinal gastroc lico, percebendo a necessidade de defecar, e tente regula-lo voluntariamente, esse reflexo pode ser perdido ao longo do tempo, causando constipa o.

Reflexo duodenocólico: Desencadeado pela distens o do duodeno ap s uma refei o, que ocorre em seq ncia do reflexo gastroc lico.

Estimulação parassimpática

Normalmente, o reto n o cont m fezes, uma vez que o esf ncter funcional (jun o do colo sigm ide e do reto) est a 20 cm do nus. Quando o movimento de massa for aa passagem de fezes para o reto, ocorre um tipo especial de reflexo –o reflexo da defecação–que provoca:

Contra o reflexa do reto: encurtam-se as fibras do reto Relaxamento do esf ncter anal

Prensa abdominal: press o do diafragma e v sceras abdominais.

OBS37:Adefeca o pode ser inibida at certo ponto devido a contra o da musculatura estriada esquel tica do esf ncter anal externo. O controle da defeca o feita justamente pela constri o do esf ncter anal interno (m sculo liso) e esf ncter anal externo (m sculoestriado).

Arlindo Ugulino Netto –FISIOLOGIA –MEDICINA P2 –2008.1

O enchimento das porções finais do intestino grosso estimula terminações nervosas presentes em sua parede, através da distenção da mesma. Impulsos nervosos parassimpáticos são, então, em intensidade e frequência cada vez maior, dirigidos a um segmento da medula espinhal (sacral) e acabam por desencadear uma importante resposta motora que vaiprovocar um aumento significativo e intenso nas ondas peristálticas por todo o intestino grosso, ao mesmo tempo em que ocorre um relaxamento no esfincter interno do ânus.

Desta forma ocorre o reflexo da defecação. Se, durante este momento, o esfinter externo do ânus também estiver relaxado, as fezes serão eliminadas para o exterior do corpo, através do ânus. Caso contrário,àsfezes permanecem retidas no interior do reto e o reflexo desaparece, retornando alguns minutos ou horas mais tarde.

O tubo gastrointestinal contém um número pequeno de células endócrinas ou endocriniformes, denominadas células enteroendócrinas ou argentafins, concentradas especialmente no estômago e no intestino delgado.Essas células enteroendócrinas recebem nomes individuais de acordo com a substancia produzida. Em geral, um único tipo de célula secreta somente um agente, apesar de tipos celulares ocasionais poderem secretar dois agentes diferentes. Há pelo menos 13 tipo de células enteroendócrinas, das quais alguns estão localizados na própria mucosa gástrica. São classificadas quanto a presença de microvilosidades ou não no seu ápice:

◦Tipo aberto: ápice com microvilos(fariama secreção exócrinas).

◦Tipo fechado: ápice recoberto com células epiteliais(fariam à secreção endócrina) sendo elas a grande maioria no TGI.

Órgão Célula Hormônio Produzido Ação do Hormonio

Estômago e

Intestino Delgado

A Glucagon (enteroglucagon)

Estimula a glicogenólise pelos hepatócitos, elevando assim, os níveis de glicose do sangue

Estômago, intestinos delgado e grosso

EnterocromafimSerotoninaAumenta os movimentos peristálticos

EstômagoSemelhante à Enterocromafim HistaminaEstimulação e secreção de HCl

Estômago, intestinos delgado e grosso

D Somatostatina

Inibe a liberação de hormônios pelas células DNES em sua vizinhança

Estômago e

Intestino delgado

Produtora de gastrina Gastrina

Estimula a secreção de HCl, a motilidade gástrica (especialmente a contração da região pilórica e o relaxamento do esfíncter pilórico regulando o esvaziamento gástrico) e a proliferação das células regeneradoras do corpo do estômago

Estômago, intestinos delgado e grosso

Produtora de glicentina

Glicentina

Estimula a glicogenólise pelos hepatócitos, elevando os níveis de glicose do sangue.

Estômago e

Intestino Grosso Célula produtora de polipeptídeo pancreáticoPolipeptídeo pancreático

Estimula a liberação de enzimas para as células principais. Diminui a liberação do HCl pelas células parietais. Inibe a liberação do pâncreas exócrino.

Estômago, intestinos delgado e grosso

Produtora de peptídeo intestinal vasoativo

Peptídeo intestinal vasoativo

Aumenta a ação peristáltica dos intestinos delgado e grosso e estimula a eliminação de água e íons pelo trato GI

Intestino delgado I Colecistoquinina (CCK)

Estimula a liberação do hormônio pancreático e a contração da vesícula biliar.

Intestino delgado KPeptídio inibidor da gastrina

Inibe a secreção de HCl

Intestino delgado Célula produtora de motilina

MotilinaAumenta o peristaltismo intestinal

Intestino delgado Célula produtora de neurotensina

NeurotensinaAumenta o fluxo sanguíneo para o íleo e diminui a ação peristáltica dos intestinos delgado e grosso

Intestino delgado SSecretinaEstimula a liberação de fluido rico embicarbonato pelo pâncreas

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