Scrum Gestão ágil para projetos de sucesso - Casa do Codigo

Scrum Gestão ágil para projetos de sucesso - Casa do Codigo

(Parte 1 de 4)

© Casa do Código

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Casa do Código

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Scrum: Gestão ágil para projetos de sucesso / Rafael Sabbagh. São Paulo: Casa do Código, 2013 ISBN 978-85-66250-10-7

Rafael Sabbagh

Sobre o autor

Rafael Sabbagh é instrutor o￿cial da Scrum Alliance (CST) e possui grande experiência com projetos de tecnologia. Ele atua como Agile Coach e já treinou com sucesso ScrumMasters, Product Owners e membros de Times de Desenvolvimento em mais de quinze países da Europa, Américas e Ásia. Rafael também apresentou trabalhos em várias edições do Agile Brazil e de Scrum Gatherings da Europa e dos Estados Unidos. Ele é Engenheiro de Computação e Mestre em Administração de Empresas pela PUC-Rio. Rafael é cofundador da Knowledge￿￿.

Knowledge￿￿ é uma empresa brasileira com foco em treinamentos e coaching em gestão Ágil e Lean de projetos e em desenvolvimento de produtos. Utilizando abordagens inovadoras, a empresa auxilia equipes, gestores e organizações como um todo a se tornarem mais efetivas e a atingirem seus objetivos.

http://knowledge￿￿.com.br

Rafael Sabbagh

Dedicatória

Para as pessoas mais importantes da minha vida:

• para meu pai, Miguel Armony, que não está mais aqui, mas se orgulharia mais que ninguém ao ver este trabalho pronto;

• para meus ￿lhos, Clara e Henrique, e para minha mulher, Maria José, que são a minha razão de estar aqui;

• para minha mãe, Réjane, e meus irmãos, Nathália e Flávio, que, juntos com meu pai, me ￿zeram quem eu sou.

Rafael Sabbagh

Agradecimentos

Agradeço aos meus revisores técnicos, Manoel Pimentel, Marcos Garrido e Rodrigo de Toledo, que prontamente aceitaram me ajudar a garantir um livro de alta qualidade e ainda contribuíram diretamente para o seu conteúdo.

Agradeço à minha mulher, Maria José Levy Ibarra, pelo apoio nessa longa jornada que é escrever um livro.

Rafael Sabbagh

Prefácio

Vivemos em um período de extrema riqueza na quantidade e qualidade de adoções de Agilidade em diferentes organizações. Hoje é possível ver os assuntos ligados à Agilidade sendo discutidos nos mais diferentes níveis dentro delas. E um dos grandes catalisadores desse movimento de adoção é o Scrum. O Scrum fez com que Agilistas de todo o mundo ganhassem ferramentas para empatizar com os problemas gerenciais e econômicos das organizações.

Se ￿zermos uma busca rápida pela Internet, encontraremos vários artigos, apresentações e vídeos falando sobre Scrum. Na prática, entender a mecânica básica do seu ￿uxo de trabalho, pela sua extrema simplicidade, é algo fácil e sem grandes desa￿os. Mas, segundo o próprio Rafael Sabbagh:

Aa doção mundial de Scrum não signi￿ca que todos os problemas estão resolvidos.

Longe disso, Scrum é apenas uma ferramenta que pode trazer diversos benefícios em comparação a outras formas de se conduzir projetos, mas somente se bem utilizada.

Essa frase resume muito bem o grande desa￿o em questão. “Ser bem utilizado” é um estado paradoxal em se tratando do Scrum. Por ser um framework iterativo e incrementalparasedesenvolverprodutos,eletambémestimulaqueopróprioaprendizadoacerca dosseusdetalhes sejaconstruídode formaiterativae incremental. Isso signi￿ca que não é necessário ter uma ampla compreensão do Scrum para começar a utilizá-lo. Logo, por de￿nição, “usar bem” o Scrum é um estado que pode demorar um considerável tempo para ser alcançado.

A dinâmica de framework, as peculiaridades dos papéis e suas respectivas interações são uma parte difícil do Scrum. Existe uma grande variedade de possibilidades no uso de seus papéis, cerimônias, artefatos e regras. Na prática, compreender esses detalhes do framework é fundamental para permitir uma extensibilidade saudável, de forma que possa ser adotado em qualquer tipo de ambiente organizacional.

vii

Rafael Sabbagh

Tipicamente, omaiordesa￿osedáexatamenteemfunçãodesuaextensibilidade.

Na verdade, muito mais difícil do que usar bem o Scrum é estender seus papéis, cerimônias, artefatos e regras de forma a gerar uma congruência do contexto organizacional com os pilares do Scrum e com os valores do Manifesto Ágil. É comum, por exemplo, que, movidos por um desejo de gerar menos con￿itos no processo de adoção, sejamoscompelidosaretiraralgumdoselementosbásicosdoframework.O utro comportamento comum é usarmos de maneira desenfreada a extensibilidade para fazeroScrumconviverdeformaharmônicacomtodososoutrospapéis, cerimônias, artefatos e regras já existentes na organização. Em ambos os casos, os resultados gerados são muito efêmeros e não promovem um uso sustentável do Scrum.

Adotar Scrum traz uma série de ganhos relacionados, mas também traz uma gama de perdas inerentes. “Perdas”, nesse caso, possui o sentido de “coisas que precisamos abrir mão” para usá-lo. Como um framework Ágil, ele promove invariavelmente uma re￿exão organizacional acerca de “o que” e “por que” melhorar. Logo, é comum que, com seu uso, seja necessário abrir mão de algum papel, de alguma cerimônia, de algum artefato ou de alguma regra existente na organização.

Na realidade, ao contrário do que muitas organizações buscam, o Scrum é um meioenãoo￿m. Issosigni￿caqueelesempreestaráemumacontínuamutação,pois deve ser usado para ajudar a organização a chegar a uma forma melhor no que tange ao mindset e aos processos de gestão de projetos e de produtos. Logo, o propósito do Scrum não é se perpetuar em uma organização. Muito pelo contrário, almeja-se que um dia a organização não mais precise dele.

Uma forma típica de compreender plenamente essa dinâmica é ter muitas horas de experimentação real do Scrum em algum ambiente organizacional complexo. Na verdade, somente com essa carga de experiência na adoção será possível que muitos de seus detalhes sejam revelados e compreendidos.

Dadas todas essas peculiaridades da adoção de Scrum, é possível a￿rmar que

Rafael Sabbagh conseguiu um feito singular: com este livro, Rafael conseguiu sintetizar de maneira didática todos os principais detalhes do uso de Scrum. Acredito piamente que este livro poderá encurtar o caminho para uma compreensão plena da sua essência e de como adotá-lo de maneira efetiva dentro uma organização.

Tive a honra de revisar este livro. Na verdade, há alguns anos, tive a honra maior de trabalhar junto do Rafael em um complexo processo de adoção de Scrum para uma grande empresa de telecomunicações aqui do Brasil. Lá tive a felicidade de conhecer e ser inspirado pela forma analítica e questionadora do pensamento do Rafael. Na época, um dos objetivos desse trabalho foi produzir materiais sobre como viii

Rafael Sabbagh usar Scrum para aquela organização. Apesar da aspiração que Rafael já tinha para escrever um livro, gosto de pensar que foi ali que o mesmo começou a se concretizar.

Uma marca inconfundível do Rafael é destilar o conhecimento como se fosse uma cebola. Nessa abordagem, cada camada representa um aprofundamento do conhecimento que fora iniciado na camada anterior. Este livro tem essa abordagem da cebola. Dessa forma, tenho plena certeza de que, muito mais do que um simples livro, você leitor está munido com uma poderosa ferramenta de trabalho. Portanto, aproveite cada linha desse livro para que ele lhe ajude a transformar o seu dia a dia de trabalho em direção a um estado Ágil de gerenciar e desenvolver produtos.

Manoel Pimentel Medeiros

Rafael Sabbagh

Como este livro está organizado

Este trabalho está dividido em cinco partes: Introdução ao Scrum, Papéis: o Time de Scrum, Artefatos do Scrum, Eventos do Scrum e Final.

Na Parte I - Introdução ao Scrum, começamos com as principais razões para se escolher e utilizar Scrum. Em seguida, ofereço uma de￿nição formal e sigo explicando o que Scrum é em detalhes, indicando também onde melhor o framework pode ser aplicado. Em “Como é o Scrum?”, o leitor pode fazer um passeio por um projeto utilizando Scrum e diversas práticas e artefatos associados, muitos deles opcionais. A Parte I se encerra com uma explicação das origens do Scrum e de quais as suas principais in￿uências.

A Parte I - Papéis: o Time de Scrum trata em detalhes do que é, o que faz e comoécadaumdospapéisdoTimedeScrum, ouseja, oTimedeDesenvolvimento, o Product Owner e o ScrumMaster. Mostro também nessa parte diversas ideias e práticas associadas aos papéis, como resolução de impedimentos, motivação e facilitação, entre outras.

Na Parte I - Artefatos do Scrum, explico o que é e como utilizar o Product Backlog,oSprintBacklog,aDe￿niçãodeProntoeoIncrementodoProduto. AoProduct Backlog são ainda associados conceitos como Estimativas Ágeis, Story Points, Planning Poker, Velocidade do Time de Desenvolvimento e User Stories. Acrescento aos artefatos básicos do Scrum as metas de negócios (Meta do Sprint, Meta de Release ou de Roadmap e Visão do Produto), os Grá￿cos de Acompanhamento do Trabalho (ReleaseBurndown,ReleaseBurnupeSprintBurndown)eaDe￿niçãodePreparado, que podem ser muito úteis na execução do projeto.

A Parte IV - Eventos do Scrum descreve as reuniões de Sprint Planning, de Daily

Scrum, de Sprint Review e de Sprint Retrospective, indicando em detalhes boas práticasparasuaexecuçãoeproblemascomunsenfrentadosporseusparticipantes. Adiciono também a reunião de Release Planning, a Release e o Re￿namento do Product Backlog. O Sprint também é abordado na parte IV, além de fatores determinantes

Rafael Sabbagh para a escolha de sua duração, motivos para seu cancelamento e a sua relação com a De￿nição de Pronto.

Na Parte V - Final, o leitor tem as palavras ￿nais escritas pelo Marcos Garrido e pelo Rodrigo de Toledo, um glossário dos termos relacionados ao Scrum e a bibliogra￿a utilizada neste livro.

Para mais discussões, material e complementos ao conteúdo deste livro, acesse o site do livro em http://livrodescrum.com.br.

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Rafael Sabbagh Sumário

Sumário

Introdução ao Scrum ￿

￿.￿ Introdução￿
￿.￿ Entregas frequentes de retorno ao investimento dos clientes￿
￿.￿ Redução dos riscos do projeto￿
￿.￿ Maior qualidade no produto gerado￿
￿.￿ Mudanças utilizadas como vantagem competitiva￿
￿.￿ Visibilidade do progresso do projeto￿
￿.￿ Redução do desperdício￿
￿.￿.￿ Produzir apenas o que os usuários irão utilizar￿
￿.￿.￿ Planejar apenas com o nível de detalhe possível￿
￿.￿.￿ Utilizar apenas os artefatos necessários e su￿cientes￿￿
￿.￿ Aumento de produtividade￿￿
￿.￿.￿ Trabalho em equipe e autonomia￿￿
￿.￿.￿ Facilitação e remoção de impedimentos￿￿
￿.￿.￿ Melhoria contínua￿￿
￿.￿.￿ Ritmo sustentável de trabalho￿￿
￿.￿.￿ Motivação￿￿

￿ Por que Scrum? ￿

￿.￿ Introdução￿￿
￿.￿ Scrum é Ágil￿￿
￿.￿.￿ Os valores Ágeis￿￿
￿.￿.￿ Os princípios Ágeis￿￿
￿.￿.￿ Os valores do Scrum￿￿

￿ O que é Scrum? ￿￿ xiii

￿.￿ Scrum é um framework simples e leve￿￿
￿.￿ Scrum se aplica a produtos complexos em ambientes complexos￿￿
￿.￿.￿ Sistemas Adaptativos Complexos￿￿
￿.￿.￿ Onde utilizar Scrum?￿￿
￿.￿ Scrum é embasado no empirismo￿￿
￿.￿ Scrum é iterativo e incremental￿￿

Sumário Rafael Sabbagh

￿.￿ Início do projeto￿￿
￿.￿ Planejamento do Sprint￿￿
￿.￿ Desenvolvimento￿￿
￿.￿ Encerramento do Sprint￿￿
￿.￿ Entregas￿￿
￿.￿ Final do projeto￿￿

￿ Como é o Scrum? ￿￿

￿.￿ Introdução￿￿
￿.￿ Um novo jogo￿￿
￿.￿ Lean￿￿
￿.￿.￿ Introdução￿￿
￿.￿.￿ Os princípios do Lean￿￿
￿.￿.￿ Lean e Agilidade￿￿

￿ De onde veio o Scrum? ￿￿

Papéis: o Time de Scrum ￿￿

￿.￿ Quem é o Time de Desenvolvimento?￿￿
￿.￿ O que faz o Time de Desenvolvimento?￿￿
￿.￿.￿ Planeja seu trabalho￿￿
￿.￿.￿ Realiza o desenvolvimento do produto￿￿
￿.￿.￿ Interage com o Product Owner durante o Sprint￿￿
￿.￿.￿ Identi￿ca e informa os impedimentos ao ScrumMaster￿￿
￿.￿.￿ Obtém feedback sobre o produto￿￿
￿.￿.￿ Entrega valor com frequência￿￿

￿ Time de Desenvolvimento ￿￿ xiv

￿.￿ Como é o Time de Desenvolvimento?￿￿
￿.￿.￿ Multidisciplinar￿￿
￿.￿.￿ Auto-organizado￿￿
￿.￿.￿ Su￿cientemente pequeno￿￿
￿.￿.￿ Motivado￿￿
￿.￿.￿ Orientado à excelência técnica￿￿
￿.￿.￿ Focado nas metas￿￿

Rafael Sabbagh Sumário

￿.￿ Quem é o Product Owner?￿￿
￿.￿ O que faz o Product Owner?￿￿
￿.￿.￿ Gerencia o produto￿￿
￿.￿.￿ Gerencia as partes interessadas no projeto￿￿
￿.￿.￿ Mantém a Visão do Produto￿￿
￿.￿.￿ Gerencia as Releases￿￿

￿ Product Owner ￿￿ ￿.￿.￿ Colabora com o Time de Desenvolvimento durante o Sprint ￿￿

￿.￿.￿ Aceita ou rejeita a entrega do Time de Desenvolvimento￿￿
￿.￿ Como é o Product Owner?￿￿
￿.￿.￿ Único￿￿
￿.￿.￿ Disponível para o trabalho no projeto￿￿
￿.￿.￿ Representativo para o produto￿￿
￿.￿ Quem é o ScrumMaster?￿￿
￿.￿ O que faz o ScrumMaster?￿￿
￿.￿.￿ Facilita o trabalho do Time de Scrum￿￿
￿.￿.￿ Remove impedimentos￿￿
￿.￿.￿ Promove mudanças organizacionais necessárias￿￿￿
￿.￿.￿ Garante o uso do Scrum￿￿￿
￿.￿ Como é o ScrumMaster?￿￿￿
￿.￿.￿ Competente em so￿ skills￿￿￿
￿.￿.￿ Presente￿￿￿
￿.￿.￿ Neutro￿￿￿

￿ ScrumMaster ￿￿ ￿ Onde está o Gerente de Projetos? ￿￿￿

Sumário Rafael Sabbagh

Artefatos do Scrum ￿￿￿

￿.￿ O que é o Product Backlog?￿￿￿
￿.￿ Como é o Product Backlog?￿￿￿
￿.￿.￿ Ordenado￿￿￿
￿.￿.￿ Planejável￿￿￿
￿.￿.￿ Emergente￿￿￿
￿.￿.￿ Gradualmente detalhado￿￿￿
￿.￿ User Story￿￿￿
￿.￿.￿ O que é a User Story?￿￿￿
￿.￿.￿ Como é a User Story?￿￿￿
￿.￿.￿ Criando boas User Stories￿￿￿
￿.￿.￿ Épicos e Temas￿￿￿

￿ Product Backlog ￿￿￿

￿￿.￿ O que é o Sprint Backlog?￿￿￿
￿￿.￿.￿ O quê?￿￿￿
￿￿.￿.￿ Como?￿￿￿
￿￿.￿ Como é o Sprint Backlog?￿￿￿

￿￿ Sprint Backlog ￿￿￿

￿￿.￿ O que é a De￿nição de Pronto?￿￿￿
￿￿.￿ Como é a De￿nição de Pronto?￿￿￿

￿￿ De￿nição de Pronto ￿￿￿ ￿￿ Incremento do Produto ￿￿￿

￿￿.￿ O que são metas de negócios?￿￿￿
￿￿.￿ Meta de Sprint￿￿￿
￿￿.￿.￿ O que é a Meta de Sprint?￿￿￿
￿￿.￿.￿ Como é a Meta de Sprint?￿￿￿
￿￿.￿ Meta de Release/Roadmap￿￿￿
￿￿.￿.￿ O que é a Meta de Release/Roadmap?￿￿￿
￿￿.￿.￿ Como é a Meta de Release/Roadmap?￿￿￿

￿￿ Metas de negócios ￿￿￿ xvi

￿￿.￿ Roadmap do Produto￿￿￿
￿￿.￿.￿ O que é o Roadmap do Produto?￿￿￿
￿￿.￿.￿ Como é o Roadmap do Produto?￿￿￿
￿￿.￿ Visão de Produto￿￿￿
￿￿.￿.￿ O que é a Visão do Produto?￿￿￿
￿￿.￿.￿ Como é a Visão do Produto?￿￿￿

Rafael Sabbagh Sumário

￿￿.￿ Grá￿co de Release Burndown￿￿￿
￿￿.￿.￿ O que é o Grá￿co de Release Burndown?￿￿￿
￿￿.￿.￿ Como é o Grá￿co de Release Burndown?￿￿￿
￿￿.￿ Grá￿co de Release Burnup￿￿￿
￿￿.￿.￿ O que é o Grá￿co de Release Burnup?￿￿￿
￿￿.￿.￿ Como é o Grá￿co de Release Burnup?￿￿￿
￿￿.￿ Grá￿co de Sprint Burndown￿￿￿
￿￿.￿.￿ O que é o Grá￿co de Sprint Burndown?￿￿￿
￿￿.￿.￿ Como é o Grá￿co de Sprint Burndown?￿￿￿
￿￿.￿.￿ Linha ideal￿￿￿

￿￿ Grá￿cos de Acompanhamento do Trabalho ￿￿￿

￿￿.￿ O que é a De￿nição de Preparado?￿￿￿
￿￿.￿ Como é a De￿nição de Preparado?￿￿￿

￿￿ De￿nição de Preparado ￿￿￿

Eventos do Scrum ￿￿￿

￿￿.￿ O que é o Sprint?￿￿￿
￿￿.￿ Como é o Sprint?￿￿￿
￿￿.￿.￿ Duração￿￿￿
￿￿.￿.￿ Incrementos entregáveis￿￿￿
￿￿.￿ O Sprint pode ser cancelado?￿￿￿

￿￿ Sprint ￿￿￿ xvii

Sumário Rafael Sabbagh

￿￿.￿ O que é a Sprint Planning?￿￿￿
￿￿.￿.￿ Duração￿￿￿
￿￿.￿.￿ Saídas￿￿￿
￿￿.￿.￿ Preparação￿￿￿
￿￿.￿ Como é a Sprint Planning?￿￿￿
￿￿.￿.￿ Sprint Planning ￿ e Sprint Planning ￿￿￿￿
￿￿.￿.￿ Planejamento Intercalado de Sprint￿￿￿
￿￿.￿.￿ Planejamento Just-In-Time de Sprint￿￿￿

￿￿ Sprint Planning ￿￿￿

￿￿.￿ O que é a Daily Scrum?￿￿￿
￿￿.￿ Como é a Daily Scrum?￿￿￿
￿￿.￿ O que NÃO deve acontecer na Daily Scrum?￿￿￿
￿￿.￿.￿ Informe de impedimentos ao ScrumMaster￿￿￿
￿￿.￿.￿ Reunião de trabalho￿￿￿
￿￿.￿.￿ Prestação de contas a outros￿￿￿
￿￿.￿.￿ Falta de atenção￿￿￿

￿￿ Daily Scrum ￿￿￿

￿￿.￿ O que é a Sprint Review?￿￿￿
￿￿.￿ Como é a Sprint Review?￿￿￿
￿￿.￿.￿ Preparação￿￿￿
￿￿.￿.￿ Gestão de expectativas￿￿￿
￿￿.￿.￿ Quem participa￿￿￿
￿￿.￿.￿ Demonstração￿￿￿
￿￿.￿.￿ O que é demonstrado￿￿￿
￿￿.￿.￿ Resultados￿￿￿

￿￿ Sprint Review ￿￿￿

￿￿.￿ O que é a Sprint Retrospective?￿￿￿
￿￿.￿.￿ Lições aprendidas em times tradicionais￿￿￿
￿￿.￿.￿ Melhoria incremental contínua em times Ágeis￿￿￿
￿￿.￿.￿ A retrospectiva do Sprint￿￿￿
￿￿.￿ Como é a Sprint Retrospective?￿￿￿

￿￿ Sprint Retrospective ￿￿￿ xviii

￿￿.￿.￿ Regularidade, frequência e duração￿￿￿
￿￿.￿.￿ Participação do ScrumMaster￿￿￿
￿￿.￿.￿ Participação do Product Owner￿￿￿
￿￿.￿.￿ Dinâmica básica de uma retrospectiva￿￿￿
￿￿.￿.￿ Algumas variações na retrospectiva￿￿￿
￿￿.￿ O que NÃO deve acontecer na Sprint Retrospective?￿￿￿
￿￿.￿.￿ Busca de culpados￿￿￿
￿￿.￿.￿ Insegurança e medo de exposição￿￿￿
￿￿.￿.￿ Con￿itos da diversidade￿￿￿
￿￿.￿.￿ Pensamento grupal￿￿￿

Rafael Sabbagh Sumário

￿￿.￿ O que é a Release?￿￿￿
￿￿.￿ Como é a Release?￿￿￿
￿￿.￿.￿ Quanto à frequência￿￿￿
￿￿.￿.￿ Quanto a quem a recebe￿￿￿
￿￿.￿ O que é a Release Planning?￿￿￿
￿￿.￿ Plano da Release￿￿￿
￿￿.￿ Como é a Release Planning?￿￿￿
￿￿.￿.￿ Agendamento e duração￿￿￿
￿￿.￿.￿ A reunião￿￿￿
￿￿.￿.￿ Granularidade dos itens￿￿￿
￿￿.￿.￿ Escopo da Release￿￿￿

￿￿ Release Planning ￿￿￿

￿￿.￿ O que é o Re￿namento do Product Backlog?￿￿￿
￿￿.￿ Como é o Re￿namento do Product Backlog?￿￿￿
￿￿.￿.￿ Participantes￿￿￿
￿￿.￿.￿ Quando ocorre￿￿￿

￿￿ Re￿namento do Product Backlog ￿￿￿ xix

Sumário Rafael Sabbagh

￿￿.￿ Introdução￿￿￿
￿￿.￿ Facilitação￿￿￿
￿￿.￿ Management ￿.￿￿￿￿
￿￿.￿ Lean Kanban￿￿￿
￿￿.￿ Técnicas para Product Owners￿￿￿
￿￿.￿ Lean Startup￿￿￿
￿￿.￿ Escalando Scrum￿￿￿
￿￿.￿ Testes automatizados e entrega contínua￿￿￿
￿￿.￿ Conclusão￿￿￿

￿￿ Apêndice - Bibliogra￿a ￿￿￿

Parte I Introdução ao Scrum

Scrum existe desde o início dos anos ￿￿￿￿, mas foi só na década seguinte que se tornou popular. Scrum ganhou o mundo, desbancou métodos tradicionais e se tornou a forma mais comum de se trabalhar em projetos de desenvolvimento de so￿ware. Scrum foi apontado como o método de trabalho utilizado por dois em cada três participantes de uma pesquisa realizada em ￿￿￿￿ (VersionOne, ￿￿￿￿).

A adoção mundial de Scrum não signi￿ca que todos os problemas estão resolvidos. Longe disso, Scrum é apenas uma ferramenta que pode trazer diversos benefícios em comparação a outras formas de se conduzir projetos, mas somente se bem utilizada. Scrumpodepermitirreduzirosriscosdeinsucesso, entregarvalormaisrápido e desde cedo, e lidar com as inevitáveis mudanças de escopo, transformando-as em vantagem competitiva. Seu uso pode também aumentar a qualidade do produto entregue e melhorar a produtividade das equipes.

Scrum vem sendo adotado com sucesso por organizações de diversos tamanhos e tipos. De multinacionais a startups, de famosas a desconhecidas. Seu uso não se

￿.￿. Introdução Rafael Sabbagh limita a projetos de desenvolvimento de so￿ware, embora tenha sido concebido com essa￿nalidade. Scruméhojetambémutilizadoemdiferentesmercados,queincluem empresas de marketing e de desenvolvimento de hardware, por exemplo.

Scrum é aplicado em projetos com características igualmente variadas. Em projetos críticos de centenas de milhares de dólares e em projetos internos simples. Em projetos para produção de so￿wares comerciais, de sites da Internet, de so￿wares embarcados, de aplicativos para dispositivos móveis, de so￿wares ￿nanceiros e de jogos.

Ao aprender Scrum, você passará por termos como facilitação, trabalho em equipe, auto-organização, metas de negócios, motivação, relacionamento com os clientes, entre tantos outros. Scrum utiliza-se de poucos conceitos novos, e essa é uma de suas grandes qualidades: juntar práticas de mercado já conhecidas e consagradas de uma forma organizada e que funciona.

Mas por que Scrum é uma boa escolha para o projeto de desenvolvimento de um produto, para a organização que está desenvolvendo esse produto e para os seus clientes? Uma gama de respostas para essa pergunta é dada ao longo deste livro. Neste capítulo, sumarizamos algumas delas.

Éimportantelembrarquenãoexisteumasoluçãoúnicaparatodososproblemas.

Scrum é um framework simples e pequeno e, assim, funciona bem em cada contexto se for utilizado em conjunto com outras técnicas e práticas a serem experimentadas e adaptadas.

Os benefícios no uso do Scrum incluem:

• entregas frequentes de retorno ao investimento dos clientes; • redução dos riscos do projeto;

• maior qualidade no produto gerado;

• mudanças utilizadas como vantagem competitiva;

• visibilidade do progresso do projeto;

• redução do desperdício;

• aumento de produtividade.

Rafael Sabbagh Capítulo ￿. Por que Scrum?

Scrum possibilita que se entreguem, desde cedo no projeto e frequentemente, partes do produto funcionando. Cada uma dessas entregas proporciona retorno ao investimento realizado pelos clientes do projeto, além de possibilitar o seu feedback rápido sobre o produto para que se realizem as mudanças ou adições necessárias.

Em projetos que utilizam métodos tradicionais, apenas uma ou poucas entregas são realizadas ao ￿nal do projeto ou ao ￿nal de uma grande etapa. Com Scrum, partes prontas do produto são geradas em ciclos curtos de desenvolvimento, que ocorrem um atrás do outro. As partes entregues são as mais necessárias para seus clientes e usuários no momento da entrega e, por essa razão, serão utilizadas imediatamente. Uma vez que são utilizadas, representam retorno ao investimento realizado.

Da mesma forma, Scrum possibilita um curtíssimo prazo para a introdução do produto no mercado, já que cada uma dessas entregas, somada às anteriores, representa um produto funcional.

Scrum visa à redução dos riscos de negócios do projeto pela colaboração com os clientesedemaispartesinteressadasdurantetodooseudecorrer. Osriscostambémsão reduzidos com a produção em ciclos curtos e entregas frequentes de partes prontas do produto, partindo-se das mais importantes em direção às menos importantes.

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