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Curso Técnico em Automação e Controle de Processos

Módulo I – Básico

Desenho TÉCNICO

SUMÁRIO

UNIDADE 01 – DESENHO TÉCNICO 03

1.1 - PAPEL – FORMATO (NB-8) 03

1.2 – CORTE DA FOLHA A0 03

1.3 – LINHAS 05

1.4 – ESCALAS 05

1.5 – SÍMBOLOS CONVENCIONAIS DE SIMPLIFICAÇÃO 06

1.6 – DESENHO GEOMÉTRICO 07

1.7 – CONCORDÂNCIAS 08

1.7.1 – CONCORDÂNCIA DE ARCO COM RETA 08

1.7.2- CONCORDÂNCIA DE ARCO COM ARCO 09

UNIDADE 02 – MÉTODOS DE REPRESENTAÇÃO DE OBJETOS NO PLANO 13

2.1 – PROJEÇÃO 13

2.2 – PROJEÇÃO ORTOGONAL 15

UNIDADE 03 – PROJEÇÃO AXONOMÉTRICA ORTOGONAL (PERSPECTIVA ISOMÉTRICA) 18

3.1 – PERSPECTIVA ISOMÉTRICA DO CÍRCULO 20

UNIDADE 04 – COTAGEM 46

4.1 – LINHAS EMPREGADAS NA COTAGEM 46

4.2 – POSICIONAMENTO DAS COTAS 47

4.3 – COTAS AGRUPADAS 47

4.4 – COTAS EM ESPAÇOS LIMITADOS (COTAS PEQUENAS) 48

4.5 – COTAS DE ÂNGULOS E DE RAIOS 48

4.6 – COTAS DE CÍRCULOS 49

4.7 – O USO DOS EIXOS DE SIMETRIA 49

4.8 – COTAS EM PEÇAS IRREGULARES 49

4.9 – COTAGEM A PARTIR DE LINHA DE REFERÊNCIA 50

4.10 – COTAGEM DE FUROS (RETOS OU CIRCULARES) 50

4.11 – COTAS DE FURO PARA ENCAIXES 51

UNIDADE 05 – CORTES 52

5.1 – TIPOS DE CORTES 53

UNIDADE 06 – VISTAS AUXILIARES 71

6.1 – CORTE REBATIDO 73

UNIDADE 07 – ROSCAS EXTERNAS E INTERNAS 75

7.1 – ROSCAS EXTERNAS 75

7.2 – ROSCAS INTERNAS (SIMPLIFICADAS) 76

7.3 – DIMENSIONAMENTO DE ROSCAS 76

7.4 – ROSCA MÉTRICA NORMAL 77

UNIDADE 08 – PARAFUSOS E PORCAS 79

8.1 – PARAFUSO COM CABEÇA E PORCA HEXAGONAIS 79

8.2 – PARAFUSO COM CABEÇA E PORCA QUADRADOS 79

8.3 – PARAFUSO COM CABEÇA DE FENDA 80

8.4 – ARRUELAS 80

8.5 – ESPECIFICAÇÃO DE UM PARAFUSO 81

8.6 – PORCA BORBOLETA 82

UNIDADE 09 – REBITES 86

9.1 – DIMENSÕES MAIS COMUNS DOS REBITES DA CABEÇA REDONDA 87

9.2 – TIPOS DE APLICAÇÕES DE REBITES 87

9.3 – TIPOS DE UNIÕES DE CHAPAS REBITADAS 88

9.4 – REBITES DE ALUMÍNIO COM MANDRIL DE AÇO 90

UNIDADE 10 – MOLAS 92

10.1 – MOLAS DE TORÇÃO AGINDO À COMPRESSÃO 92

UNIDADE 11 – POLIAS / EIXO / CORREIA / ÁRVORES / CHAVETAS 95

11.1 – POLIAS 95

11.2 – EIXOS 102

11.3 – ÁRVORES 102

11.4 – CHAVETAS 102

UNIDADE 12 – ANÉIS DE RETENÇÃO PARA EIXOS 109

UNIDADE 13 – MANCAIS / ROLAMENTOS 110

UNIDADE 14 – ELEMENTOS DE ENGRENAGENS 113

14.1 – ENGRENAMENTOS 113

14.2 – RODAS DENTADAS 114

14.3 – ENGRENAGEM CILÍNDRICA DE DENTES RETOS 118

14.4 – ENGRENAGEM HELICOIDAL 120

UNIDADE 15 – RUGOSIDADE 121

15.1 – INDICAÇÃO DE ESTUDO DE SUPERFÍCIE 121

BIBLIOGRAFIA .......... 128

UNIDADE 01

1 - DESENHO TÉCNICO

Antes de iniciarmos o desenho com instrumentos, devemos conhecer algumas normas e recomendações da NB-8, para maior facilitação e desenvolvimento do mesmo.

Normas e recomendações

Formato de papéis/margens

1.1 - PAPEL – FORMATO (NB-8)

Tabela 1.1

PAPEL - FORMATOS

FORMATOS

DIMENSÕES DAS FOLHAS

A0

841x1189

A1

594x841

A2

420x594

A3

297x420

A4

210x297

A5

148x210

A6

105x148

1.2 - CORTE DA FOLHA A0

1.3 - LINHAS

As linhas empregadas no desenho técnico dividem-se em três espessuras: grossas, média e fina.

O emprego dos diferentes tipos de linhas deve obedecer a norma da ABNT (fig. abaixo).

Tabela 1.2 – Diferentes tipos de linhas

TIPO

EMPREGO

GROSSA

1

Aresta e contornos visíveis

2

Linhas de corte

MÉDIA

3

Aresta e contornos visíveis

4

Linha de ruptura curta

FINA

5

Linhas de cota e de extensão

Hachuras

Linhas de chamadas

6

Eixos de simetria e linhas de centro posições extremas de peças móveis

7

Linha de ruptura longa

Normas básicas para o traçado das linhas:

1 - Deve ser mantida a espessura da linha determinada.

2 - As linhas contínuas não devem ultrapassar e nem deixar de encontrar a outra linha contínua que lhe for perpendicular.

Figura 1

3 - As linhas tracejadas devem possuir seus traços aproximadamente iguais e eqüidistantes.

Figura 2

4 - Se duas ou mais linhas tracejada possuem um vértice comum, elas devem se encontrar nesse ponto. Caso não possuam um ponto em comum, devem ser interrompidas no cruzamento.

Figura 3

5 - Toda linha traço-ponto deve começar e terminar por uma reta

Figura 4

6 – Quando duas ou mais linhas paralelas estão próximas, devem ser evitados traços e espaços iguais lado a lado. Deve-se alterar ligeiramente esse posicionamento

Figura 5

7 - Se uma linha contínua for limite de uma tracejada, esta deve toca-la. No caso de cruzamento, a linha tracejada não toca na contínua.

Figura 6

1.4 - ESCALAS

O desenho de uma peça, por diversas razões, nem sempre poderá ser executado com as dimensões reais da mesma.

Tratando-se de uma peça grande, teremos de desenhá-la menor, conservando sua proporção, com igual redução em todas as medidas. Esta relação entre peça e desenho tem o nome de ESCALA e vai sempre indicada nos desenhos.

  1. Escala natural: se a peça for desenhada em suas próprias dimensões, a escala será natural ou escala 1:1 (1/1).

  2. Escala de redução: para produzir o desenho de uma peça, conforme as normas técnicas recomendam as seguintes escalas de redução:

1:2 1:20 1:200

1:2,5 1:25 1:250

1:5 1:50 1:500

1:10 1:100 1:1000

  1. Escala de ampliação: para ampliar pequenas peças de difíceis de interpretar e cotar na escala natural, empregaremos as escalas de ampliação:

2:1 100:1

5:1 200:1

10:1 500:1

20:1 1000:1

1.5 - SÍMBOLOS CONVENCIONAIS DE SIMPLIFICAÇÃO

Sinais Indicativos de Diâmetro e Quadrado

As cotas de diâmetro e de lados de quadrados devem ser precedidas dos símbolos de Ø e , respectivamente, exceto nos casos em que o desenho esclarece, sem possibilidade de dúvidas, que o desenho representa um círculo ou um quadrado.

Figura 7 Figura 8

1.6 - DESENHO GEOMÉTRICO

O estudo de Desenho Geométrico terá como objetivo dar conhecimentos básicos, para aplicações posteriores, nas projeções de peças e conjuntos mecânicos, além de desenvolver, para os alunos que não estudaram desenho anteriormente, habilidades no manuseio dos materiais de desenho.

1.6.1 - Conceitos básicos

Reta: - Conjunto das posições de um ponto móvel.

Uma reta: - Por definição, não possui início e nem fim.

Segmento de reta: - Se marcamos em uma reta dois pontos A e B podemos dizer que o número finito de pontos existentes entre A e B é um segmento de reta.

Semi-Reta: - Se marcamos em uma reta um só ponto, ela ficará dividida em duas partes chamadas semi-retas.

Ângulo: - Espaço compreendido entre duas retas que se encontram em um ponto (vértice).

Mediatriz: - Reta que divide, passando pelo ponto médio, qualquer segmento de retas em duas partes iguais formando com esta um ângulo, igual a 90º (reto).

Bissetriz: - Reta que divide, passando pelo vértice, qualquer ângulo em dois ângulos iguais.

Circunferência: - Curva plana fechada onde todos seus pontos distam igualmente de um ponto chamado centro.

Círculo: - Conjunto de todos os pontos da circunferência e de todos os pontos interiores a ela.

Raio: - Segmento de reta cujos extremos são o centro de um ponto da circunferência.

Diâmetro: - Segmentos de reta, que passando pelo centro da circunferência, tem como extremos dois pontos da mesma. O diâmetro divide a circunferência em duas partes iguais e é o dobro do raio.

Tangente: - Reta que tem um só ponto de contato com a circunferência. A tangente é perpendicular ao raio no ponto da tangência.

Secante: - Reta que corta a circunferência, dividindo-a em duas partes quaisquer.

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