Aprendizagem e avaliação no ensino superior

Aprendizagem e avaliação no ensino superior

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Análise: Analisar, reduzir, classificar, comparar, contrastar, determinar, deduzir, diagramar, distinguir, diferenciar, identificar, ilustrar, apontar, inferir, relacionar, selecionar, separar, subdividir, calcular, discriminar, examinar, experimentar, testar, esquematizar e questionar.

Atividades individuais e feedback professor/aluno que favoreçam a solução de problemas, tomada de decisão e aplicação prática das idéias. Aprendem melhor com pesquisas que tenham relação com a prática. Exemplos: Projetos práticos e de pesquisas que tenham relação com a prática e resolução de problemas. Debates de temas polêmicos. Apresentação de seminários. Estudos de caso.

A avaliação pode ser resolução de um caso prático, simulações, estudos de caso.

Acomodadores: Seu maior potencial (força) é fazer coisas, realizar planos e experiências, e envolver-se em novas experiências. Eles tendem a aceitar mais os riscos das decisões, que as pessoas dos outros três estilos, por sua característica adaptativa.

Aplicação: Aplicar, alterar, programar, demonstrar, desenvolver, descobrir, dramatizar, empregar, ilustrar, interpretar, manipular, modificar, organizar, prever, preparar, produzir, relatar, resolver, transferir, usar, construir, esboçar, escolher, escrever, operar e praticar.

Preferem atividades em grupo. Aprendem mais com as informações fornecidas por outras pessoas que na sua própria habilidade analítica. Preferem atividades práticas de vivência e que possam lidar com pessoas. Em sala de aula alternar momentos teóricos e práticos. Exemplo: Projetos em grupo. Realização de debates e entrevistas. Aulas práticas de montagem e construções de objetos e simulações, etc.

Avaliação em equipe. Avaliação com consulta sobre problema específico e aplicação da teoria em situações práticas. Relato escrito sobre casos práticos.

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Divergentes: Possui habilidade imaginativa, criativa e consciência dos significados e dos valores. O divergente tem grande habilidade para ver situações concretas de muitas perspectivas diferentes e de organizar muitas relações de um modo sistemicamente significativo.

Síntese: categorizar, combinar, compilar, compor, conceber, construir, criar, desenhar, elaborar, estabelecer, explicar, formular, generalizar, inventar, modificar, organizar, planejar, propor, reorganizar, relacionar, revisar, reescrever, resumir, sistematizar, montar e projetar.

Estão mais voltados aos sentimentos. Preferem atividades que estejam voltadas ao sentir e observar, que requeiram criatividade. Exemplos: Trabalhos feitos em grupo de maneira colaborativa. Criação de peças teatrais, musicais. Sessões de brainstorming. Grupos de discussão, debates de questões críticas. Estudos de caso, etc.

Avaliação poderia ser feita em equipe, utilizando a técnica de brainstorming com casos que exijam criatividade e imaginação e não somente a reprodução teórica de conceitos.

Nesse sentido, a relação estilos de aprendizagem e objetivos foi realizada apenas como exemplo de que cada estilo, bem como os objetivos propostos, pode favorecer a aprendizagem em determinados níveis de conhecimento, o que emerge a necessidade de planejar estratégias que desenvolvam ao longo de um curso ou período habilidades e competências nesses diferentes níveis.

Daí a importância de um planejamento pedagógico coerente, com objetivos claros, e atividades de aprendizagem e avaliação condizentes com os mesmos. E de se propor metodologias que privilegiem todos os estilos de aprendizagem, de modo a não só trabalhar com os estilos preferidos dos alunos em casos de dificuldades individuais ou da turma (Palloff e Pratt, 2004).

Segundo esses autores, se o professor optar por incorporar muitas dessas atividades na elaboração de seu curso, estará atendendo as preferências da maioria dos alunos.

1.3 Considerações finais

Os estudos dedicados às questões educacionais já demonstram que não é mais suficiente olhar a educação apenas sob a ótica do ensino em massa, onde o critério dominante é tão somente a utilização eficiente dos recursos (professores, sala de aula e outros recursos materiais e de informações). Urge priorizar a aprendizagem, voltar a atenção para seus alunos e para suas necessidades e buscar novos paradigmas que satisfaçam essas demandas a partir das potencialidades em curso. Para que isso aconteça, deve-se deslocar o foco do “ensinar” para o “aprender”, isto é, a atividade básica deve estar voltada para o estudante (COLENCI, 2000). Neste sentido, a avaliação passa a ser vista como um processo e não como um resultado.

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A própria Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional Brasileira

(LDB), de 1996 determina que a avaliação seja contínua e cumulativa, e, além disso, que os aspectos qualitativos prevaleçam sobre os quantitativos.

Consoante essa concepção de avaliação, esse estudo apontou que o conhecimento dos estilos de aprendizagem dos estudantes pode ser um importante recurso em uma avaliação que visa auxiliar a aprendizagem, nas funções diagnóstica, formativa e somativa, ao alertar professores da necessidade de planejar atividades de aprendizagem diversificadas dentro de um processo de ensino aprendizagem pautado em objetivos claros e avaliação contínua.

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