Auditoria dos activos

Auditoria dos activos

(Parte 5 de 12)

( ) c) Passivo Exígivel a longo Prazo ( ) d) deduzindo contas a receber

2.10 – O valor dos encargos financeiros, cobrado pelo banco no ato do desconto da duplicatas, deve ter o seguinte tratamento contábil:

( ) a) Despesa do ano ( ) b) despesas antecipada e amortizada pelo

prazo de desconto da duplicata

( ) c) Ativo Diferido ( )d) Investimentos

2.11 – Uma duplicata paga pelo cliente ao banco, descontada anteriormente, deve ser creditada na seguinte conta:

( ) a) Contas a Receber ( ) b) Duplicatas Descontadas

( ) c) Conta Corrente Bancária ( ) d) provisão para Devedores Duvidosos

2.12 – Uma duplicata descontada, não paga pelo cliente ao banco na data do vencimento deve ser creditada na seguinte forma:

( ) a) contas a receber ( ) b) duplicatas descontadas

( ) c) conta corrente bancária ( ) d) Provisão para Devedores Duvidosos

2.13 – Uma duplicata paga ao banco pelo cliente, descontada anteriormente, deve ser debitada na seguinte conta:

( ) a) – provisão para devedores duvidosos ( ) b) contas a receber

( ) c) conta corrente bancária ( ) d) duplicatas descontadas

2.14 – Considerando os valores abaixo, efetue a contabilização das baixas permitidas de acordo com a legislação vigente:

Especificação dos Créditos

Duplicata No.

Vencimento

Valor Original R$

Créditos Sem Garantia

Até R$ 5.000,00

-Vencidos

- Vencidos

- Vencidos

- Vencido

Acima de R$ 5.000,00

até R$ 30.000,00

-Vencidos (mantido a cobrançaadministrativa)

-Vencidos sem cobrança administrativa

Acima de R$ 30.000,00

Vencido (com procedimento judicial)

Vencido sem procedimento judicial

1001/02

1002/02

1003/02

1030/02

1006/02

1020/02

788/01

775/01

687/01

650/01

801/01

807/01

810/01

11/03/2002

28/03/2002

28/03/2002

30/09/2002

11/02/2002

31/10/2002

20/05/2001

16/05/2001

07/06/2001

05/05/2001

10/09/2001

18/09/2001

22/09/2001

3.000,00

1.500,00

1.650,00

1.800,00

6.000,00

2.000,00

8.800,00

6.400,00

6.600,00

15.000,00

36.850,00

46.750,00

50.800,00

Créditos com Garantia

(iniciados e mantidos procedimentos judiciais para o recebimento)

- Iniciado e desistido dos procedimentos judiciais para o recebimento

455/00

460/00

449/00

389/00

25/07/2000

10/08/2000

10/07/2000

14/05/2000

6.600,00

12.000,00

13.000,00

14.800,00

Devedor Falido

- Falência decretada em 26/09/02

750/01

14/06/2001

8.800,00

Devedor em Concordata

Concessão em 31/10/02

Parcela prometida em pagamento para 14/02/03

757/01

27/05/2001

30.800,00

(15.300,00)

4 - AUDITORIA DE ESTOQUES

4.1 - Introdução e objetivo

Ao se efetuar uma auditoria na área de estoques, deve-se considerar os princípios e políticas comerciais, industriais e contábeis, relativos aos custos e despesas e estes em relação às vendas. Deve-se considerar ainda particularidades tais como; produção em massa, sob encomenda, em lotes e os métodos usados na determinação desses custos.

A seleção dos procedimentos de auditoria a aplicar é feita após a avaliação da eficiência dos controles internos e grau de confiança que o auditor dispensa aos mesmos. Desse modo , a área dos estoques requer, na maioria das vezes, que se elaborem programas e questionários específicos em função da característica particular da empresa, Esses programas deverão ser ajustados às várias alternativas da empresa adicionando-se quesitos e outros passos necessários a cada programa.

Toda a auditoria detalhada requer habilidade e imaginação do auditor para levar a bom termo o seu trabalho em função de circunstâncias e particularidades do negócio. Considerar que para se coletar todas as informações necessárias a fim de entender de forma adequada as operações da empresa, é preciso estar atento aos fatores que afetam os controles sobre os eventos e transações e quais os problemas operacionais que possam influir nos resultados das Demonstrações Contábeis.

Um conhecimento satisfatório do auditor sobre a estrutura da organização e o meio ambiente operacional capacita-o a estabelecer as provas de auditoria a aplicar.

Uma empresa que não mantém registros adequados de contabilização dos inventários é mais vulnerável a qualquer tipo de fraudes ou irregularidades do que uma empresa que utiliza tais controles.

A tarefa de se avaliar a eficiência dos controles e procedimentos sobre os custos de produção e os inventários torna-se difícil se os custos de manufatura são excessivamente complexos. Todavia, sempre é conveniente avaliar as condições em que tais fatos ocorrem.

Outro ponto de alerta é que o auditor nunca deverá esquecer que uma empresa poderá ter controles administrativos excelentes e ótimos controles internos contábeis, porém, se utiliza princípios e métodos de contabilização não apropriados, as demonstrações estarão seriamente afetadas.

4.2- Objetivos da auditoria:

a)– Certificar-se de que os valores foram determinados em consonância com os princípios contábeis geralmente aceitos: custo ou mercador dos dois o menor.

b)– Certificar-se tanto quanto possível de que os valores estão representados por quantidades físicas.

c)– Verificar se o procedimento na avaliação dos inventários em relação ao

período anterior tem sido consistente.

d)– Verificar se os critérios de custo de fabricação são adequados e

satisfatórios.

e)– Certificar-se de que os estoques não incluem itens obsoletos,

invendáveis ou inservíveis ou, se inclusos, se foram constituídas provisões adequadas de desvalorização dos estoques.

f)– Verificar se os estoques são de propriedade da empresa, não incluem

mercadorias em consignação ou de terceiros; não estão penhorados ou

garantidos por qualquer tipo de restrição.

g)– No caso de preços controlados por órgãos do governo se devidamente

autorizados.

h)– Verificar se as despesas de importação de mercadorias em estoques tais

como: seguro, frete, despesas alfandegárias e outras, estão devidamente incorporadas no custo dos itens importados.

i)– No caso de adoção do custo padrão ou “standard” se as variações de custo dos produtos não vendidos estão alocados no estoque e não lançadas diretamente em despesas.

j)– Se há uma adequada cobertura de seguros sobre os estoques no tocante a roubo e incêndio.

k)– Se os estoques não incluem o custo dos impostos de ICMS e IPI.

l)– Se as vendas ou compras de produtos de afiliadas estão corretamente destacadas nos livros para fins de determinação dos lucros no caso de consolidação de balanços

4.3- PAPEL DE TRABALHO - INVENTÁRIO

INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE MÁQUINAS FORTALEZA S/A

31/12/2000 `

C

Preparado

Data

Revisado

SALDO

31/12/99

SALDO

31/122000

AJUSTES

RECLAS.

FINAL

31/12/2000

INVENTÁRIOS

Matérias-primas

4.570.812,00

7.497.450,00

7.497.450,50

Material de Embalagem

1.260.000,00

1.636.001,00

1.636.001,00

Produtos Processo

2.551.307,00

2.239.770,00

C7

2.239.770,00

Produtos Acabados

23.607.071,00

10.169.830,00

C5

10.169.830,00

Produtos adquiridos de Terceiros

6.110.000,00

10.012.159,00

C6

10.012.159,00

Mercadorias em Trânsito

-

684.900,0

C4

684.900,00

38.099.190,00

32.240.110,00

32.240.110,00

B/G

INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE MÁQUINAS FORTALEZA S/A

31/12/2000`

C 1

Preparado

Data

Revisado

OPINIÃO:

  1. Os saldos estão corretamente demonstrados; os procedimentos são satisfatórios e foram aplicados de forma consistentemente com o ano anterior; a contabilização é adequada e o estado dos livros, bom.

  1. Nota Explicativa:

Os estoques estão avaliados ao custo ou mercado dos dois o menor. O critério de baixa é na base do primeiro que entra primeiro que sai (PEPS). O procedimento é consistente com o ano anterior. O custo da produção é por absorção, isto é, engloba todas as despesas de fabricação. O procedimento também é consistente com o ano anterior.

  1. Flutuação:

Normal.

  1. Controles Internos:

De um modo geral, bastante satisfatório na área.

Algumas diferenças entre registros e controles por nós não são de natureza considerável e foram comentadas com o responsável da área.

C5 estoques produtos fabricados DIF. 66.830,00

C6 produtos adquiridos 3o DIF. 49.159,00

C9 custo produção do ano (39.000,00)

4.4- Procedimentos de Auditoria:

Os procedimentos de auditoria a serem utilizados são dependentes da efetividade do controle interno e de materialidade envolvida.

Procedimentos que podem ser utilizados:

Contagem de estoques de matérias primas em

a) Exame Físico processo, acabados e materiais em consignação ou com terceiros.

Confirmação de Estoques com terceiros;

b) Confirmação Confirmação de estoques de terceiros;.

Confirmação de estoques em Consignação

Exame documental das notas fiscais por compra e pagamentos;

c) Documentos Exame de Contratos de Compra e Venda;

originais Exame documental das apropriações de matérias- primas e mão-de-obra.

Exame da contagem dos Estoques;

d) Cálculos Exame das quantidades pelo preço unitário;

Cálculos dos impostos;

Apropriação dos gastos gerais de Fabricação.

Exame da conta razão de produtos Acabados;

e)Escrituração Exame da conta de razão de importações em trânsito;

Exame das ordens de fabricação.

Exame detalhado da documentação de compra;

f) investigação Exame minucioso das ordens de fabricação em aberto.

Exame minucioso do registro permanente.

Variação dos saldos de estoque;

g)inquérito

Inquéritos sobre a existência de produtos obsoletos.

Relacionamento das vendas com as baixas de estoques;

h) Correlação

Relacionamento das compras com os fornecedores.

Classificação adequada das contas;

i) Observação Observação dos princípios de Contabilidade;

Observação de estoques morosos ou obsoletos.

4.5- Compras: Roteiro e Controle

Comprar é uma arte e saber manter bem abastecidoS os almoxarifados representam dois aspectos importantes para uma boa administração. Dessa maneira, quando os controles internos são fracos ou inexistentes na área de compra, dão margem à ocorrência de fraudes com muita freqüência. A área de compra a exemplo de caixa, requer maiores cuidados, pois é notória a prática de compradores receberem comissões por fora (beneficiando apenas os seus interesses e não os da empresa). Leva-se em conta que, nestas circunstâncias, o profissional envolvido em tais práticas tomará todo o cuidado necessário para não deixar o menor vestígio da irregularidade.

Tipos de práticas irregulares mais freqüentes:

  • Recebimento de presentes por parte dos compradores;

  • O fornecedor dá um desconto por fora;

  • Preços fictícios incluídos nos pedidos de compra;

  • Substituições na qualidade da mercadoria pedida;

  • Falta de cotações de preços nos arquivos;

  • Freqüência de volume maior de compras com certos fornecedores;

  • Eliminação de alguns fornecedores antigos e tradicionais por outros (os que oferecem propina por fora);

  • Preços de compras inflacionados de comum acordo com fornecedores etc.

Para que se tenha um bom sistema de controle interno seria conveniente considerar os seguintes procedimentos básicos quanto à rotina de compras:

  • solicitação de compras e respectiva aprovação. Nesse caso, deve-se levar em conta a necessidade da compra e se ela se refere ao giro normal dos negócios.

  • Encaminhamento da solicitação ao setor de compras.

  • Cotação de preços por escrito, em pelo menos 3 fornecedores.

4.6- Contagem Física dos Estoques.

É o meio pelo qual o auditor se satisfaz quanto à existência efetiva dos estoques. Não importa quão eficiente é o sistema do registro contábil dos estoques empregados pela companhia, a contagem física faz-se necessária para assegurar que o registro contábil reflita com propriedade a existência física.

A responsabilidade pela contagem física é da companhia, cabendo ao auditor dispor de conhecimento prévio dos itens componentes do inventário, critérios de avaliação dos estoques, sistema de armazenamento, locais de estocagem, existência de materiais em poder de terceiros ou de terceiros em poder da companhia etc.

4.7- Informações de natureza fiscal.

O custo de aquisição e produção dos bens ou serviços integram:

I – O custo de aquisição de mercadorias destinadas à revenda compreenderá os de transporte e seguro até o estabelecimento do contribuinte e os tributos devidos na aquisição ou importação.

II – O custo de produção dos bens ou serviços compreenderá obrigatoriamente:

  1. – custo de aquisição de matérias-primas e quaisquer outros bens ou serviços aplicados ou consumidos na produção, inclusive os de transporte e seguro até o estabelecimento do contribuinte e os tributos devidos na aquisição ou importação;

  2. – o custo do pessoal aplicado na produção, inclusive na supervisão direta, manutenção e guarda das instalações de produção;

  3. – os encargos de amortização diretamente relacionados com a produção;

  4. – os encargos de amortização diretamente relacionados com a produção;

Quando o contribuinte não mantiver sistema de contabilidade de custos integrado com o restante da escrituração, o valor dos estoques dos produtos acabados e os em fabricação que deverá figurar no Livro de Inventário dos estoques será:

  • Pelo valor obtido em avaliação que deverá ser procedida da seguinte forma: os produtos acabados devem ser avaliados em 70% do maior preço de venda desses mesmos produtos no período-base; os materiais em processamento, em 80% do valor dos produtos acabados, determinado na forma anterior(equivalente a 56% do maior preço de venda do produto acabado no período-base), ou, em uma vez e meia o maior valor do custo das matérias-prima adquiridas no período-base(as que estiverem agregadas ao produto de processamento na data do balanço).

OBS: Como maior preço de venda no período-base deve ser considerado o constante da nota fiscal – preço de venda – sem exclusão do ICMS.

4.8- Avaliação de Estoques

O princípio de Contabilidade indica o custo como base de valor para a efetiva avaliação de estoques. Dessa forma o auditor deve apurar a se a base que a companhia se propôs utilizar está realmente sendo seguida e corretamente aplicada.

O critério de avaliação aceita são do preço médio, O PEPS e o UEPS. Para efeitos fiscais o UEPS não é aceito.

Como regra geral os estoques envolvem contas de matérias-primas, produtos em processo, produtos acabados e materiais em trânsito ou importações em andamento.

4.9 -Matérias-Primas

Para as matérias-primas, o exame de avaliação é razoavelmente simples, recorrendo o auditor às compras realizadas durante o exercício e verificando o cômputo da avaliação dos itens individuais de matérias-primas. No caso de utilização de registros permanente, o auditor identificará a documentação comprobatória da aquisição, a correspondente inclusão no registro permanente e cômputo no novo preço estabelecido pela movimentação. Se utilizando o critério de preço médio, a acumulação do médio deverá ser conferida pela nova entrada ocorrida. As saídas devem ser realizadas ao novo preço médio computado. Se utilizado o PEPS o estoque final deverá estar avaliado segundo as últimas aquisições realizadas.

4.10- Produtos acabados e em Processo.

O critério de cumulação de custos para a produção ou elaboração de produtos é variável de empresa para empresa, dependendo do tipo de produtos fabricados por ela. Muito embora haja diferenças de procedimentos, a avaliação dos produtos acabados e em processo deverá estar carregada dos três itens básicos, quais sejam:

Matérias-primas, mão-de-obra direta e despesas gerais de fabricação.

O Exame do auditor deverá cobrir alguns itens a serem testados quanto à correta apropriação das matérias-primas por meio das requisições de materiais, à apropriação de mão de obra direta por meio das requisições de materiais, à apropriação de mão-de-obra direta por apontamentos de mão-de-obra direta e os critérios utilizados para a locação das despesas gerais de fabricação.

Para o caso de produtos em processo, caberá a identificação de seu estágio de fabricação, percentual de conclusão ou efetiva acumulação dos custos já incorridos.

Antes de quaisquer exames com respeito à avaliação dos estoques de produtos acabados ou em processo, é necessário que o auditor identifique os procedimentos utilizados pela empresas para avaliação desses itens, dirigindo seu trabalho para o cumprimento desses procedimentos e verificação de que são os mais adequados.

Se a empresa dispuser de registro de acumulação de custos, o trabalho do auditor poderá estar voltado para o exame das folhas de custo de mão-de-obra, relação descritiva ou requisições de materiais empregados na produção e despesas gerais de fabricação.

Se a empresa utilizar o custo padrão, cabe ao auditor analisar as contas de variação, uma vez que os saldos elevados de variação indicam incorreções na utilização dos padrões ou falta de alocação correta de custos.

Exemplo:

Admitindo-se que a empresa utiliza o PEPS(primeiro que entra primeiro que sai).

  1. MATÉRIA-PRIMA

Compra de 3 unidades a R$ 10,00. Duas unidades são requisitadas para fabricação.

Estoque Final: 1 X 10,00

(Parte 5 de 12)

Comentários