Auditoria dos activos

Auditoria dos activos

(Parte 6 de 12)

PRODUTOS EM PROCESSO

Matéria-prima(2 unidades a R$ 10,00) 20,00

Mais: Mão-de-obra direta 10,00

Custo Indireto de Fabricação 4,00 34,00

O relatório de produção informa:

Uma unidade acabada – custo 20,00

Uma unidade em Processo 14,00

Estoque Final 1 X14,00

PRODUTOS ACABADOS

1 unidade acabada 20,00

mais: margem de lucro, impostos e custos de distribuição 10,00

maior preço de venda dos produtos existentes 30,00

Estoque final 1 X 20,00

  1. MATÉRIA-PRIMA

Estoque: 1 unidade(utilizando-se o PEPS, permanece o preço das

unidades das últimas compras)

Estoque Final: 1 X 10,00

PRODUTOS EM PROCESSO

Estoque: 1 unidade/ A avaliação deverá ser:

1,5 vezes o maior custo das matérias-primas

adquiridas no período-base, no caso 10,00.

Estoque Final: 1 X 16,80

PRODUTOS ACABADOS

70% de R$ 30,00

Estoque Final: 1 X 21,00

COMPARAÇÃO:

Avaliação de Estoque

Hipótese: a) matéria-prima R$ 10,00

Produtos em processo R$ 14,00

Produtos Acabados R$ 20,00

Hipótese: b) Matéria-prima R$ 10,00

Produtos em processo

Na base de 1,5 vezes o valor da MP R$ 15,00

Ou

Na base de 80% de 70%(maior preço

De venda, o que equivale a 56%) R$ 16,80

Produtos Acabados

70% do maior preço de venda R$ 21,00

OBS: No exemplo dado a variação é insignificante tomando-se por base apenas uma unidade.

Todavia,o valor poderá ser expressivo, se considerar um volume muito grande de estoques e a empresa, por falta de um sistema de custo não interado nos livros, acaba sendo penalizada pela fiscalização do Imposto de Renda que exige que a avaliação seja feita na base da referência b. Dessa forma, a empresa apresentará um lucro maior e, como tal, pagará mais imposto de renda.

4.11- Preço de Mercado

Considera-se preço de mercado o preço corrente de reposição. Quando se tratar de mercadoria destinada à revenda, entender-se-á por preço de mercado o preço líquido realizável, que é o preço pelo qual artigo idêntico é vendido no mercado respectivo, já deduzidas, porém, a importância dos impostos incidentes sobre a venda e parcela razoável correspondente às despesas e lucro operacional.

Exemplo:

Admitindo-se que a empresa tenha adquirido de terceiros produtos para revenda. Comprou e tem ainda em estoque 50 unidades à razão de R$ 200,00 cada. O preço de venda desse produto no mercado na data do balanço é de R$ 320,00 cada.

Há uma margem de R$ 120,00 para cobrir custos de distribuição e margem de lucro, equivalente a 60%.

Pergunta: haverá necessidade de se efetuar qualquer ajuste nos inventários considerando-se custo ,ou mercado dos dois o menor:

Verificando:

(seguindo o conceito de preço de mercado)

Preço de venda de 1 unidade R$ 320,00

( - ) ICMS sobre venda 17% dentro do estado) R$ 54,40

( - ) Custo para vender e margem de lucro

(comprovado p/contabilidade)na base de 25% do Preço de Venda R$ 80,00

Preço Líquido realizável R$ 185,60

Custo de Aquisição R$ 200,00

Perda por unidade R$ 14,40

50 unidades X R$ 14,40 = R$ 720,00

Demonstração no Balanço:

Estoque:

Produtos de 3o para Revenda

50 unidades a R$ 200,00 R$ 10.000,00

( - ) provisão desvalorização estoque 50 unidades a R$ 14,40 R$ 720,00

Valor do estoque no balanço 31/12/00 R$ 99.278,00

4.12- Custos – Noções

Na atual conjuntura dos negócios, o problema da determinação do custo efetivo de cada produto se reveste de vital importância para o administrador. Não será possível a obtenção de um custo para competição se a empresa não possuir controles permanentes sobre os elementos que concorrem para sua formação, segundo a sua natureza e destinação.Por outro lado, um custo apurado de forma correta coloca a empresa em condições de informações necessárias que permitirão eventuais medidas visando a educação de custos ou o abandono de fabricação de produtos em margem de lucro, etc.

O custo de um produto é formado basicamente por vários elementos:

  • o preço de compra da matéria-prima;

  • os gastos com salários;

  • as despesas que ocorrem durante a transformação dessa matéria-prima em produto acabado para venda;

  • a depreciação do equipamento usado na fabricação e outros.

Se a produção é para mais de um produto simultaneamente, as despesas poderão ocorrer em mais de uma seção de fabricação. Desse modo, torna-se necessário atribuir os custos certos às produções certas. Esse fenômeno é chamado de apropriação.

Em geral, a apropriação e controle dos elementos de custo se processam da seguinte forma:

Ordem de Serviço: (documento de controle e autorização para acompanhamento da produção). É aberta e codificada mediante uma autorização da seção competente, que autorizou a fabricação do produto. A emissão dessa ordem de serviço poderá ser feita pelo setor de planejamento ou setor industrial. Uma das vias será encaminhada ao setor industrial (fabricação) e outra para a contabilidade de custos.

Apropriação diária de Mão-de-obra(através de boletins)

Emitidos diariamente pela seção de apontadoria da fábrica.

Para cada operário é emitido um boletim onde são anotados a data, início e término de cada operação, número de horas e a ordem de serviço correspondente. Diariamente é feito um confronto entre as horas apropriadas conforme boletins e os cartões de ponto.

4.12.1- MATERIAIS

A apropriação dos materiais é feita através da requisição do material. Exata representa o documento hábil de entrega do material para a fabricação. O material a ser aplicado na fabricação se divide em direto e indireto.

Direto: é aquele que se incorpora totalmente ao produto a ser fabricado, isto é que pode ser exatamente determinado.

Indireto: é aquele cuja incorporação ao produto não pode ser determinado com toda a exatidão por ser aplicado a diversas produções, á manutenção das máquinas usadas na fabricação etc.

Exemplo: combustíveis, lubrificantes e outros que por sua natureza dificultam uma perfeita determinação, exigindo estudos para estabelecer um critério para serem apropriados.

Salários: A apropriação dos salários nas Ordens de Serviços é feita por meio do Boletim Resumo de mão-de-obra aplicada em cada setor (devidamente analisado por ordem de serviço).

As informações que são acumuladas nesse Boletim Resumo de mão-de-obra originam-se dos boletins diários da mão-de-obra aplicada que são preenchidas pelo setor de Apontadoria.

4.12.2- Mão-de Obra

Mão-de-obra Direta: é aquela diretamente aplicada na elaboração do produto. Exemplo: salário dos mestres.

Mão-de-obra Indireta: é aquela que não pode ser aplicada diretamente ao produto por ocorrer em funções que não participam da elaboração direta do produto. Exemplo: salários de vigilantes, serventes, almoxarifes, etc.

4.12.3- Gastos Gerais

Diretos: quando se relacionam diretamente com a ordem de serviços em questão.

Indiretos: correspondem ao custo indireto de fabricação. São incorporados às ordens de serviços com base em vários critérios, como, por exemplo: o tempo e a taxa média horária; a taxa média horária é obtida pela divisão dos gastos gerais de todas as seções pelo total das horas diretas de fabricação.

Os gastos diretos e ou indiretos de fabricação podem ser fixos e variáveis. Os fixos são constantes apesar da variação da produção. Os variáveis aumentam ou diminuem em função do aumento ou diminuição da produção.

Exemplos:

Fixos

Variáveis

Honorários da diretoria

Manuseio dos materiais

lubrificantes

Energia

Depreciação de máquinas

Depreciação de máquinas(se utilizado o critério de horas máquina)

Seguros da fábrica etc.

Materiais auxiliares etc.

OBS:

1a – os gastos fixos em termos de unidade são variáveis e

2a – os gastos variáveis em termos de unidade são fixos.

4.13- Sistemas de Custos

Os custos podem ser determinados pelos sistemas: direto ou por absorção.

E podem ser avaliados a valores reais ou “standard” padrão.

O custo real representa a inclusão de todos os gastos reais aplicados na fabricação. NoStandard”, são aplicados os custos com base em taxas prefixadas. Quando for adotado o custo “standard(direto ou por absorção), a parcela de gastos não absorvidas dá origem, em confronto com o Real há uma diferença chamada: variação de custo.

Se essa variação de custo for diretamente levada ao resultado de exercício, estará sujeita a glosa por parte da fiscalização do Imposto de Renda que não aceita esse sistema. Porém, se a parcela de variação de custo lançada diretamente no fim do período e incorporada ao estoque(variação pertencentes às unidades não vendidas), não haverá problemas com o fisco pois o estoque incluirá: custo padrão mais variação de custo o que vem a corresponder a um custo real.

Exemplo de Contabilização

Contas de custeio: Débito

Contas de Produção: Crédito

Matérias-prima 100,00

Produção Terminada 140 10 un

Mão-de-Obra 50,00

Em Processo 40 3 un

Gastos de Fabricação 30,00

180

180,00

A contrapartida das contas devedoras corresponde a:

  1. crédito da conta estoque pela requisição;

  2. crédito de folhas a pagar ref. á mão-de-obra;

  3. crédito de caixa se pagamento a vista ou Contas a Pagar.

A contrapartida da contas credoras corresponde a:

  1. débito Estoque: Produtos Terminados ;

  2. débito Estoque: Produtos em Processo(no mês seguinte reverte novamente para as contas de custeio recebendo novos encargos e até terminar a produção).

Exemplo de Contabilização das contas credoras corresponde a:

  1. débito Estoque: produtos Terminados;

  2. débito Estoque: produtos em Processo(no mês seguinte reverte novamente para as contas de custeio recebendo novos encargos e até terminar a produção):

Exemplo de contabilização quando o custo for “standard”

(admitindo-se que o real seja maior que o “standard” )

Exercício Industrial

Contas de custeio: Débito ( R$)

Contas de produção: Crédito (R$)

Matéria-prima 100

Produção Terminada(1) 120 10 unid

Mão-de-obra 50

Em processo (2) 25 3 unid

Gastos 30

Variação-Custo não absorvido 35

180

180

( 1) Valores a custo “standard” para produto acabado;

( 2) Valores a custo “standard” para produto em processo nos respectivos estágios de fabricação.

Posição nos livros ref. À produção:

Estoques:

Produtos Acabados – 10unidades 120

Produtos Acabados:variação custo 10 unidades 30

Produtos em Processo- 3 unidades 25

3 unidades 5

Total 180

No mês seguinte, ocorrendo a venda de uma unidade de produto acabado, o Custo de mercadoria vendida será:

Custo padrão 12,00

Mais variação custo 3,00 Total 15,00

Processa-se no mês seguinte a transferência dos valores a débito no estoque para as contas de custeio como segue:

Lançamento:

Débito: Contas de custeio 30

Crédito: Contas Es.Processo 30

Custeio Direto:

Este sistema não incorpora as despesas fixas.As despesas fixas são lançadas diretamente em Resultado de Exercício. Assim, o procedimento em referência não é aceito pela fiscalização do imposto de Renda. Todavia, esse sistema é de grande valia para a Administração para a tomada de decisões, pois permite estabelecer a lucrabilidade por linha de produto e o conseqüente ponto de equilíbrio.

Se esse sistema for integrado nos livros, no final do ano o contador deverá efetuar um levantamento e determinar quais as parcelas do custo indireto de fabricação que foi transferido para Resultado do Exercício e que se refiram às unidades não vendidas. Conhecido esse valor, deverá estornar de despesas e incorporar no custo dos estoques. Se isto, não for feito, será objeto de glosa por parte da fiscalização.

Muitas empresas têm por norma aplicar esse sistema fora dos livros à guisa de controle e nos livros utiliza o custo real.

Exemplo:

Efeito nos resultados se for adotado nos livros o custo direto: R$

Preço de venda de um liquidificador 200,00

Preço de venda de um ventilador 100,00

Custo de 1 ventilador: direto 30

Custo fabril indireto 40 (desp.fixas)

Custo por absorção 70

Custo de 1 liquidificador: direto 50

Custo fabril indireto 70 (desp.fixas)

Custo por absorção 120

Admitindo-se que apenas foi vendida uma unidade de liquidificador

Posição nos livros:

Custo por absorção:

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