Auditoria e a profissão de auditor

Auditoria e a profissão de auditor

Módulo 4.1

  • AUDITORIA E PROFISSÃO DE AUDITOR

PROGRAMA

  • 1 Introdução

  • 2 Evolução histórica da auditoria

  • 3 Outros tipos de auditoria

  • 4 Auditoria interna

  • 4.1 Enquadramento da auditoria interna na gestão

  • 4.2 Novos desafios de auditoria interna

  • 4.2.1 Surgimento da auditoria interna

  • 4.2.2 Fases de evolução

  • 4.2.3 Conceito actual

  • 4.2.4 Valor actual

PROGRAMA

  • 4.3 Conceito actual de auditoria interna

  • 4.4 O Valor acrescentado da auditoria interna

  • 5 A profissão de auditor

Objectivo

  • O presente capítulo reveste de um cariz introdutório pretendendo a compreensão pelo formando da génese e relevância do significado do conceito de auditoria, da profissão de auditor e a sua implicação na gestão

Introdução

  • Etimologicamente a palavra “auditoria” tem a sua origem no verbo latino “audire”, que significa “ouvir”, e que conduziu à criação da palavra “auditor” (do latim “auditore”) como sendo aquele que ouve. Isto pelo facto de nos primórdios da auditoria os auditores tirarem as suas conclusões fundamentalmente com base nas informações verbais que lhes eram transmitidas.

  • Actualmente atribui-se à auditoria um conjunto mais alargado de importantes funções, abrangendo todo o organismo da empresa e dos seus órgãos de gestão, com a finalidade de efectuar críticas e emitir opiniões sobre as situações patrimoniais e sobre os resultados de ambos.

Introdução

  • Mas afinal, o que é a auditoria? Apresentamos algumas definições clássicas do termo:

    • “A auditoria é o exame de demonstrações e registos administrativos em que o auditor observa a exactidão, integridade e autenticidade de tais demonstrações, registos e documentos”. (Homes)
    • “A auditoria é o exame dos livros contabilísticos, comprovativos e demais registos de um organismo (...) com o objectivo de averiguar a correcção ou incorrecção dos registos e expressar opinião sobre os documentos analisados, comummente em forma de certificação. (Arthur Hanson)

Introdução

  • “A auditoria é o exame das demonstrações financeiras de uma empresa ou entidade, realizada de conformidade com determinadas normas por um profissional qualificado e independente com o fim de expressar a sua opinião sobre a razoabilidade com que essas demonstrações apresentama informação nelas contidas de acordo com certas regras e principios” ( Manuel Soto Serrano).

Introdução

  • “Uma auditoria é um exame independente, objectivo e competente de um conjunto de demonstrações financeiras de uma entidade, juntamente com toda a prova de suporte necessária, sendo conduzida com a intenção de expressar uma opinião informada e fidedigna, através de um relatório escrito, sobre se as demonstrações financeiras apresentam apropriadamente a posição e o progresso da entidade, de acordo com as normas de contabilidade geralmente aceites”.

  • ( Edward Stamp e Maurice Moonitz).

Introdução

  • “O objectivo de uma auditoria de demonstrações financeiras é o de permitir ao auditor expressar uma opinião sobre se as demonstrações financeiras estão preparadas, em todos os aspectos significativos, de acordo com uma estrutura identificada de relato financeiro”

  • ISA n. 1 do IFAC

  • “O objecto de uma auditoria das demonstrações financeiras consiste em expressar uma opinião relativamente a se tais demonstrações apresentam ou não, uma imagem verdadeira e apropriada (“a true and fair view”) da situação dos negócios da empresa à data do balanço e dos seus resultados do ano financeiro, tendo em consideração a lei e os costumes do país onde a empresa se encontra registada”

  • UEC

Introdução

  • Em Portugal, Joaquim Raúl e Jorge Seoane definem auditoria como a “revisão sistemática dos registos contabilísticos de uma empresa ou organismo económico de qualquer tipo, envolvendo:

    • A verificação da exactidão das operações;
    • O exame dos comprovativos para estabelecer a sua autenticidade e devida autorização;
    • A exactidão do diário e da classificação de contas;
    • A manutenção de princípios sãos e científicos.”

Introdução

  • Concluindo, auditoria é um exame das contas, relatórios, projectos, obras, ou qualquer outra situação auditável, bem como de toda a documentação de suporte; realizado em conformidade com determinadas normas, métodos, procedimentos e princípios geralmente reconhecidos e aceites; por um profissional qualificado e independente, com qualificação técnica e profissional, independência física, hierárquica e mental; com o objectivo de expressar a sua opinião sobre a correcção, a clareza e a suficiência das situações e documentos objecto de análise.

Evolução histórica de auditoria

  • Se bem que se possa encontrar a existência de uma actividade similar à auditoria durante o império romano, onde era normal os imperadores encarregarem funcionários de inspeccionarem das diversas províncias, o certo é que a auditoria surgiu como modernamente é entendida teve o seu início na Grã-Bretanhã em meados do século XIX como consequência da revolução industrial operada anos.

  • A Grã-Bretanhã desde o final de século XVII passou a reconhecer o contabilista profissional como individuo habilitado a tratar de casos de insolvências, falências, liquidações, etc.

Evolução histórica de auditoria

  • Devido à colonização inglesa nos Estados Unidos e Canadá e ao grande desenvolvimento industrial ocorrido, auditoria acompanhou muito de perto esse incremento, tendo alcançado não só uma enorme difusão como também um aperfeiçoamento técnico bastante elevado. Com o progressivo avanço das grandes empresas multinacionais norte americanas, sobretudo na América Latina, a auditoria expandiu-se também para esta região, devido ao facto de os auditores só poderem expressar as suas opiniões sobre as demonstrações financeiras consolidadas desde que auditem as demonstrações financeiras das respectivas empresas subsidiarias.

Evolução histórica de auditoria Nos EUA

  • O período iniciado em 1887 é conhecido nos EUA como o século do CPA (Chartered Public Accountant), visto que é o ramo da profissão que tem dominado a contabilidade nos Estados Unidos.

  • Este predomínio tem sido tão grande que muitas pessoas não conseguem distinguir os CPA do Certified Accountant (Ca).

  • Este século é também considerado o “Século da Regulamentação Financeira”, visto que o Governo dos Estados Unidos aprovou um número infindável de legislação contabilística e Financeira

Evolução histórica de auditoria Nos EUA

  • Podemos identificar quatro fases de desenvolvimento da contabilidade / auditoria nos EUA:

    • Fase da contribuição da gestão (1900-1933);
    • Fase da contribuição das Instituições (1933-1959);
    • Fase da contribuição dos Profissionais (1959-1973);
    • Fase da contribuição da política (1973 até ao presente).

Evolução histórica de auditoria Nos EUA

  • Fase da contribuição da gestão (1900-1933)

  • No período compreendido entre 1900 e 1933, as Direcções das empresas e a sua Gestão mantinham o controlo completo das disposições contabilísticas, quer ao nível do seu conteúdo, quer nos seus aspectos formais. Esta época era assim caracterizada por:

    • A maioria das técnicas contabilísticas não tinham suporte teórico;
    • Eram evitados os problemas complexos;
    • Para o mesmo problema eram utilizadas diversas técnicas contabilísticas.

Evolução histórica de auditoria Nos EUA

  • Esta fase é também caracterizada pela discussão que se colocou em redor dos custos indirectos. De facto, o crescimento dos negócios e da utilização das máquinas na concepção do produto, aumentou em grande escala os custos indirectos incorporados nos produtos.

  • A grande questão que se colocava era determinar se os custos indirectos deveriam entrar ou não para o cálculo do custo do produto, havendo defensores de ambas as concepções.

Evolução histórica de auditoria Nos EUA

  • Outra questão foi o impacto que os impostos tinham no lucro das empresas. O Act of 1913 da SEC reconheceu que a taxa de imposto deveria ser feita numa base de caixa; por sua vez o Act of 1918 da SEC veio estabelecer regras de cálculo dos impostos sobre os lucros.

Evolução histórica de auditoria Nos EUA

  • Fase da contribuição das instituições (1933-1959)

  • Esta fase compreende o período entre 1933 e 1959, e é caracterizada pelo desenvolvimento dos GAAP - General Accounting Standards Principles (Princípios Contabilísticos Geralmente Aceites), por instituições como a SEC (Securities and Exchange Commission), pela AICPA (American Institute of Certified Public Accountants) e pelo CAP (Committee on Accounting Procedure).

Evolução histórica de auditoria Nos EUA

  • A SEC é uma instituição federal norte americana, que supervisiona as entidades com activos cotados nas Bolsas de Valores daquele país (num total de cerca de 12.000 empresas), sendo membro da IOSCO (International Organisation of Securities Commissions).

  • O AICPA é uma organização profissional de certificação da contabilidade, que assumiu grande importância para o desenvolvimento dos GAAP. Emitiu normas através do CAP e do APB (abaixo indicado). Ainda hoje existe o AICPA, sendo a principal instituição no desenvolvimento de normas de auditoria.

Evolução histórica de auditoria Nos EUA

  • O CAP foi constituído em 1939, tendo procedido à emissão de 51 ARB (Accounting Research Bulletins) relativos a vários assuntos contabilísticos, até 1959.

  • A criação da SEC foi o primeiro grande passo para o estabelecimento de princípios contabilísticos, pois uma das suas comissões ficou encarregue de “legislar” a informação financeira que era necessária apresentar e que items deveriam conter os Balanços das Empresas e as Demonstrações de Resultados.

Evolução histórica de auditoria Nos EUA

  • A AICPA defendia que a criação das normas contabilísticas deveriam ser discutidas por diversos organismos e com os profissionais da contabilidade por forma a criar as melhores práticas de contabilidade. Esta Instituição defendia também que qualquer empresa deveria escolher o seu método contabilístico, dentro de certas limitações, aplicados de ano para ano de uma forma consistente.

Evolução histórica de auditoria Nos EUA

  • Os anos de 1957 a 1959 foram marcados pela existência de grandes críticas ao trabalho desenvolvido pela CAP, com base nos seguintes argumentos:

    • Não desenvolveu um sistema compreensivo de princípios contabilísticos;
    • Trabalhou em assuntos considerados secundários;
    • Limitou as suas medidas à prévia aprovação da Direcção das Empresas.

Evolução histórica de auditoria Nos EUA

  • Fase da contribuição dos profissionais (1933-1959)

  • Em termos globais, e no que respeita ao período compreendido entre 1959 e 1973, podemos caracterizar esta fase de intervenção profissional na definição das normas contabilísticas como uma fase menos positiva em virtude das críticas e insatisfação generalizada dos intervenientes no processo.

  • Nesta fase podemos destacar as normas emitidas pelo APB (Accounting Principles Board) e pela AAA (American Accounting Association).

Evolução histórica de auditoria Nos EUA

  • O APB foi constituído em 1959, integrando 18 membros, com o objectivo de estabelecer princípios contabilísticos e descrever apropriadas práticas contabilísticas. Foi posteriormente extinto em 1973, tendo publicado 31 APB Opinions.

  • A American Accounting Association (AAA) é uma associação privada, que agrupa primordialmente os professores de contabilidade e todos os contabilistas com interesse no desenvolvimento teórico da contabilidade. Os seus objectivos são o desenvolvimento da teoria contabilística, o encorajar da pesquisa em contabilidade, o respectivo patrocínio e o melhoramento da educação contabilística nas universidades.

Evolução histórica de auditoria Nos EUA

  • As críticas formuladas ao APB assentavam nas seguintes situações:

    • Não conseguiu estabelecer uma estrutura conceptual;
    • A obrigatoriedade dos APB’s não era clara;
    • Existência de técnicas alternativas mais flexíveis e fáceis de utilizar, que eram as predilectas dos contabilistas, em desfavor das defendidas pelo APB.
  • A esta forte contestação ao APB juntaram-se algumas associações de profissionais da contabilidade.

Evolução histórica de auditoria Nos EUA

  • Fase da contribuição politica (1973 até a data)

  • A fase política inicia-se em 1973, vigorando até aos nossos dias.

  • O ano de 1973 coincide com o momento em que foi constituído o FASB (Financial Accounting Standards Board), que sucedeu ao APB.

Evolução histórica de auditoria Nos EUA

  • O FASB estabelece e desenvolve normas de contabilidade e de prestação de contas, para orientação e de educação dos utilizadores da informação. Integra 7 membros, nomeados por mandatos de 5 anos renováveis. Os seus membros exercem actividade em dedicação exclusiva. Os membros desta Instituição são designados e respondem unicamente perante a FAF (Financial Accounting Foundation).

  • O FASB pode recorrer aos conhecimentos dos vários grupos de trabalho constituídos para a resolução de diferentes projectos, bem como à FASAC (Financial Accounting Standards Advisory Council).

Evolução histórica de auditoria Nos EUA

  • As limitações das fases anteriores, nomeadamente das fases da contribuição da gestão e dos profissionais conduziram ao desenvolvimento da teoria da contabilidade através de uma aproximação dedutiva bem como o desenvolvimento do “processo político” na elaboração das normas.

  • Com efeito, o processo de desenvolvimento das normas contabilísticas passou a contar com a colaboração e contribuição dos utentes e destinatários das normas.

Evolução histórica de auditoria Nos EUA

  • A criação de normas/técnicas é um acto puramente político, porque por mais perfeita, lógica e pura cientificamente que for um determinado dispositivo, se ele não for aceite pelas partes envolvidas, nunca poderá ser implementado. Isto significa que um projecto de norma para se tornar norma e, consequentemente, ter força jurídica, era necessário ter a aprovação da maioria dos peritos e dos destinatários dessas mesmas normas.

Evolução histórica de auditoria Na Europa e outros continentes

  • Na Europa, e exceptuando os casos da Grã-Bretanha e Holanda, o desenvolvimento desta actividade não foi tão pronunciado, se bem que os países do centro e Norte estejam nitidamente mais avançados que os países latinos, onde, tal como no caso da América do Sul, a auditoria entrou a reboque das multinacionais.

  • Nos outros continentes verifica-se que a auditoria também se instalou nos países que têm sofrido influências económicas dos grandes países industrializados. Foi o que sucedeu na Austrália, Japão, Africa do Sul, etc.

Evolução histórica de auditoria Em Moçambique

  • É uma actividade relativamente recente no nosso país.

  • Apenas as empresas internacionais podem exercer a actividade de auditoria.

  • Empresas internacionais em Moçambique:

    • BDO
    • E & Y
    • PwC
    • DT
    • GT
    • KPMG

Outros tipos de auditoria

  • O termo auditoria aplicado tradicionalmente à auditoria financeira tornou-se recentemente, com o aparecimento das novas tecnologias e desenvolvimento das actividades empresariais, num termo difuso de aplicação muito vasta que tem sobretudo em conta a finalidade concreta que atingir, as áreas da actividade empresarial onde intervém e os meios que utiliza. De facto, quase que nos podemos afirmar que cada função ou cada tipo de operação constituem objecto potencial susceptível de ser auditado.

Outros tipos de auditoria

  • Verifica-se até que não existe ainda uma total uniformidade nas denominações utilizadas entre os diferentes autores, situação que se atribui ao aparecimento recente de diferentes classes de auditoria, nomeadamente:

    • Auditoria interna
    • Auditoria operacional
    • Auditoria de gestão
    • Auditoria Previsional (ou prospectiva)
    • Auditoria Informática
    • Auditoria Fiscal
    • Auditoria Estratégica
    • Etc

Outros tipos de auditoria Auditoria Interna

  • A Auditoria Interna (IIA) é uma função de avaliação independente, estabelecida numa organização, para examinar e avaliar as suas actividades, com serviço a própria organização. O objectivo da auditoria interna é de auxiliar os membros da organização no cumprimento eficaz das suas responsabilidade.

  • A auditoria interna fornece análises, avaliações, recomendações, concelhos e informações respeitantes às actividades objecto de revisão. O objecto da auditoria inclui a promoção d um controlo eficaz a custos razoáveis.

Outros tipos de auditoria Auditoria Interna

  • O âmbito de auditoria interna que compreende o exame e a avaliação da adequação e eficácia do sistema do controlo interno da organização e a qualidade do desempenho ao executar responsabilidades atribuídas, nomeadamente:

    • Confiança e integridade da informação;
    • Conformidade com as políticas, planos, procedimentos, leis e regulamentos;
    • Salvaguarda dos activos;
    • Uso económicos e eficiente dos recursos;
    • Realização dos objectivos e metas estabelecidas para operações ou programas.

Outros tipos de auditoria Auditoria operacional

  • A Auditoria Operacional traduziu-se no alargamento das funções dos auditores internos que decorre do desenvolvimento da actividade empresarial e do alargamento da auditoria às diferentes áreas operacionais, designadamente compras, existências, controlo de qualidade, marketing, controlo financeiro, etc.

  • Trata-se de uma auditoria que ultrapassa o âmbito da auditoria financeira, embora se sirva das técnicas de auditoria financeira para proceder ao controlo das actividades operacionais e do controlo dessas actividades.

Outros tipos de auditoria Auditoria operacional

  • O campo de investigação da auditoria operacional é o conjunto do controlo interno, pelo que a primeira se preocupa antes de mais com a eficácia das operações e o cumprimento e adequação das políticas

Outros tipos de auditoria Auditoria de gestão

  • A Auditoria de Gestão é técnica relativamente recente podendo ser entendida como um dos segmentos ou extensões da auditoria operacional, uma vez que ela pretende sobretudo avaliar o desempenho das diferentes actividades desenvolvidas na empresa, mediante a obtenção de determinados objectivos previamente definidos.

  • É uma auditoria que pretende avaliar a economia, eficiência eficácia dos recursos das áreas funcionais da empresa e consequentemente se os mesmos estão a ser utilizados de forma a proporcionarem a maximização dos seus objectivos.

Outros tipos de auditoria Auditoria de previsional (ou prospectiva)

  • Cada vez mais os utentes da informação financeira proporcionada pelas empresas e outras entidades, nomeadamente os seus investidores (de capital mutuado ou de capital de risco), se preocupam com as perspectivas de evolução da posição financeira e dos resultados dessas empresas e entidades num futuro previsível. As perspectivas são essências nas suas decisões de investir ou não, e constituem a base em que o mercado fundamenta o valor a atribuir à empresa ou entidade. É de assinalar que a IOSCO obriga a que a informação prospectiva seja divulgadas aos interessados.

  • A Auditoria Previsional visa dar uma opinião sobre a razoabilidade e credibilidade dessa informação financeira prospectiva.

Outros tipos de auditoria Auditoria informática

  • A evolução dos meios informáticos nos últimos anos determinou a sua utilização generalizada no processamento das operações de todas as actividades da empresa e ao consequente desenvolvimento da auditoria informática realizada por auditores externos e internos.

  • A Auditoria Informática visa sobretudo avaliar a existência de sistemas de controlo nos programas informáticos, a sua implementação e a sua eficiência e não a aplicação das técnicas de auditoria desenvolvidas em ambiente informático, tendo em vista um processamento mais rápido e mais seguro da informação.

Outros tipos de auditoria Auditoria fiscal

  • A Auditoria Fiscal tem por objectivo verificar o cumprimento dos procedimentos fiscais bem como sua adequacidade, cujos exames são feitos através de testes aplicáveis a cada espécie de imposto, nomeadamente:

    • IRPC
    • IRPS
    • IVA
    • Outros
  • A extensão da auditoria no domínio fiscal decorre da importância cada vez maior da fiscalidade na gestão financeira das empresas e por razões históricas porque durante muito tempo a contabilidade foi utilizada para fins fiscais e adaptou os seus procedimentos a essas normas.

Outros tipos de auditoria Auditoria estratégica

  • A rapidez com que actividade empresarial se tem desenvolvido nos últimos anos levou a que todas as empresas, grandes e pequenas, a terem necessidade de definir a sua estratégia, que consiste, segundo Claud Sicard “em estabelecer um diagnóstico da empresa, evidenciando os seus pontes fortes e fracos e proceder à analise do meio envolvente efectuando uma listagem completa das oportunidades e das ameaças.

  • A análise estratégica fundamenta os seus conceitos fundamentais, nos seguintes aspectos: objectivos, crescimento, actividade, domínio da actividade estratégica, a gestão da carteira das actividades de crescimento e as manobras estrategicas.

Outros tipos de auditoria Auditoria estratégica

  • Cabe a Auditoria Estratégica evidenciar a estratégia seguida pelas empresas em dado momento e avaliar a pertinência e as mudanças de sucesso, análise efectuada através dos seguintes procedimentos:

    • Evolução da empresa nos últimos anos
    • Descrição da empresa e das suas potencialidades;
    • Análise da estratégia da empresa e as perspectivas da sua evolução.
  • São aspectos para os quais a auditoria financeira e auditoria operacional se revelam insuficiente para uma análise da empresa de médio e longo prazo.

Auditoria Interna

  • A auditoria interna, é função de apoio à gestão, no momento em que esta tem de tomar as suas decisões, planeadas ou não, quer sejam grandes ou pequenas e médias empresas necessitando de ajuda na condução da gestão de modo a estabelecerem vantagens competitivas num mercado globalizado.

  • Nas grandes organizações a auditoria interna é por excelência uma actividade imprescindível e que poderá incorporar equipas de auditores multidisciplinares. Nas PME’s em que a relação custo beneficio é determinante, a auditoria interna é na maioria das vezes dispensada.

Auditoria Interna

  • No entanto, as PME’s para subsistirem no mercado globalizado buscam a qualidade como vantagem competitiva, em que a certificação pelas normas ISO são cada vez mais procuradas.

  • Os requisitos das referidas normas obrigam a que as empresas possuam uma supervisão do desempenho do sistema da gestão da qualidade a efectuar pelos auditores internos avaliando se o sistema está a funcionar de acordo com o estabelecido, se está operacional se irá conduzir à concretização dos objectivos definidos.

Auditoria Interna

  • O auditor interno deve desenvolver o seu trabalho com base no modelo do COSO que apresenta uma forte correlação com o sistema da gestão da qualidade e as suas componentes com os requisitos das normas de certificação. Este modelo destaca a adaptação do sistema às PME’s e a necessidade que estas têm criar sistemas flexíveis e adaptáveis à sua dimensão. No trabalho a desenvolver pelos auditores internos deverão efectuá-lo segundo o modelo do internal control integrated framework.

Auditoria Interna Enquadramento da auditoria interna na gestão

  • A auditoria interna é uma função ao serviço da gestão e de apoio a toda a organização, com uma crescente responsabilidade social, sensível ao risco do negócio procurando sistematicamente avaliar a eficácia dos processos de gestão de risco, controlos mais adequados para os minimizar e processos de governance.

  • Foi a partir da definição apresentada por Sawyer (1988), que muitos auditores começaram a encarar a sua profissão como uma parceira da gestão, no sentido de ajudar a solucionar problemas, prevenir dificuldades e corrigir deficiências.

Auditoria Interna Enquadramento da auditoria interna na gestão

  • Chambers (1998) afirma que os melhores auditores internos são também os melhores gestores e Hammer, (1998), defende que os auditores internos podem ter um papel vital ajudando a gestão a traçar novos rumos de negócio, procurando o nível desejado de controlo, de forma mais eficiente, criando desafios para si próprios.

  • A organização da auditoria deverá ser entendida por todos como um recurso para toda a organização.

Auditoria Interna Enquadramento da auditoria interna na gestão

  • Moeller e Witt (1999) confirmam os autores anteriores e “Os auditores precisam de compreender os processos e teorias da gestão, como os gestores orientam os seus objectivos e como eles identificam e resolvem os problemas para atingir esses objectivos. Todos os auditores internos devem aprender a pensar igual aos gestores de modo a formar uma relação de parceria com eles. Devem estabelecer ligações de comunicação de forma a receber a informação que a gestão precisa e lhe interessa. Uma importante razão para compreender a teoria e prática da gestão deve-se ao facto dos auditores internos serem eles mesmos gestores.”

Auditoria Interna Enquadramento da auditoria interna na gestão

  • A ligação entre auditores internos e gestores é a avaliação do risco e as suas consequências no alcance dos objectivos estratégicos estabelecidos, envolvidos no processo de negócio, supervisionando os controlos da organização. (…) O auditor é um verdadeiro partner da gestão.

  • Os auditores internos têm de ser pro-activos e visionários, isto é, já não lhes basta serem “os olhos e os ouvidos” da gestão mas deverão, também, configurar um prolongamento, “extensão”, da gestão, acrescentando-lhe valor, actuando também como consultores internos.

Auditoria Interna Novos desafios da auditoria Interna Surgimento da auditoria interna

  • A auditoria interna forma-se, qual segmento, a partir do conceito amplo de auditoria, pela necessidade da constante tomada de decisões, pelos vários interessados, baseadas em informações fidedignas.

  • Com a evolução no tempo e o consequente crescimento das organizações, impôs-se a concepção de complexos sistemas de controlo interno, registando-se paralelamente uma evolução nos objectivos da auditoria.

Auditoria Interna Novos desafios da auditoria Interna Surgimento da auditoria interna

  • Os auditores independentes, para o pleno desempenho da sua actividade, necessitavam de ter acesso a informações, documentos e activos físicos, que os conduzissem ao conhecimento mais profundo e à análise das diferentes contas e transacções. Assim, foram designados quadros da própria organização para efectuarem essas auditorias, originando uma segmentação do mercado da auditoria independente (financeira). Estava, então, lançada a semente da auditoria interna, pois, com o decorrer do tempo, esses funcionários, foram aprendendo a dominar as técnicas de auditoria e utilizá-las nos trabalhos solicitados pela Direcção das organizações.

Auditoria Interna Novos desafios da auditoria Interna Surgimento da auditoria interna

  • Estas, por sua vez, aperceberam-se de que poderiam reduzir os seus custos com a auditoria externa, se utilizassem melhor esses funcionários, criando um serviço de conferência e revisão interna, contínua e permanentemente. Os auditores internos, viram também, reforçada a sua posição, uma vez que assim dedicar-se-iam exclusivamente ao exame das demonstrações financeiras – seu principal objectivo.

Auditoria Interna Novos desafios da auditoria Interna Fases de evolução

  • Apesar de recente, (a mais antiga concepção de auditoria interna surge da criação do IIA em 1941), podemos já distinguir quatro fases:

  • 1ª fase –Inspecção

  • 2 ª fase –Cumprimento

  • 3ª fase – Auditoria Operacional

  • 4ª fase – Os Novos Desafios

Auditoria Interna Novos desafios da auditoria Interna Surgimento da auditoria interna

  • 1ª fase –Inspecção - Inicialmente a auditoria interna aparece ligada à área contabilistico-financeira,dependendo somente das direcções administrativas ou dos departamentos de contabilidade. A gestão de topo encontrava pouco apoio na auditoria interna e esta por sua vez também oferecia escassa assistência, sendo mesmo considerada de ínfimo conteúdo e pouca relevância. A sua actividade desenvolvia-se com ênfase especial na salvaguarda dos activos e avaliava o controlo interno, baseado num conceito relacionado exclusivamente com o controlo contabilístico e administrativo. A sua missão consistia no exercício das funções inspectora e fiscalizadora, assumidas por pessoal cujo nível de qualificação era bastante limitado e consubstanciada a sectores especificamente financeiros.

Auditoria Interna Novos desafios da auditoria Interna Surgimento da auditoria interna

  • 2 ª fase –Cumprimento - O crescimento e desenvolvimento das economias nacionais e internacionais impulsionou a necessidade de melhorar e formalizar os procedimentos operacionais e garantir o seu cumprimento, de modo a que a auditoria interna se preocupasse com a verificação do cumprimento das normas e procedimentos, externos e internos, aplicáveis à organização, através das análises das demonstrações financeiras das sedes e filiais e colaboração com a externa. A auditoria interna situava-se na dependência da área financeira ou do controller, por ser esta a que mais se concentra na verificação do cumprimento das normas e procedimentos.

Auditoria Interna Novos desafios da auditoria Interna Surgimento da auditoria interna

  • A observância das políticas, planos, procedimentos e leis, passaram a constituir elemento principal, dada a progressiva complexidade do ambiente do controlo interno nas organizações. A auditoria interna passou a ser desempenhada por profissionais mais qualificados, fruto da aprendizagem desenvolvida conjuntamente com os auditores externos. Os departamentos tornaram-se mais bem estruturados e a função era exercida de uma maneira mais formalizada e documentada.

Auditoria Interna Novos desafios da auditoria Interna Surgimento da auditoria interna

  • 3ª fase – Auditoria operacional - A agressividade da competitividade ao nível global obrigou as organizações a concentrarem a sua atenção na eficácia e eficiência dos recursos e na definição de mecanismos de controlo, que os salvaguardassem, e desse modo a auditoria interna alargou o seu âmbito de trabalho, estendendo-o à auditoria operacional. Partindo da identificação das áreas de risco da organização, avaliava se a organização e as áreas específicas cumpriam os objectivos estabelecidos pela Direcção; e profissionalizou-se dotando os auditores de formação multi-disciplinar, para além das áreas contabilística e financeira.

Auditoria Interna Novos desafios da auditoria Interna Surgimento da auditoria interna

  • O perfil do auditor interno registou uma alteração das suas competências, no âmbito da capacidade de compreensão, análise lógica e na busca constante de indicadores adequados à utilização de critérios de custo-benefício;

  • O sistema de controlo interno sofreu alterações, promovendo a utilização económica, eficaz e eficiente dos recursos disponíveis.

Auditoria Interna Novos desafios da auditoria Interna Surgimento da auditoria interna

  • 4ª fase – Os Novos Desafios - A revolução dos sistemas informatizados permitiu a obtenção de informação, financeira e outra, mais oportuna e fiável, como suporte das necessidades da gestão.

  • Esta revolução originou mudanças profundas no modo de organizar e gerir as organizações, nomeadamente as normas escritas e os procedimentos foram substituídos por sistemas de informação, gestão e controlo, totalmente automatizados. A substituição dos sistemas manuais, pelos sistemas automatizados reduziu a componente humana e aumentou a dependência dessa informatização, de tal forma que surgiu a necessidade de assegurar a sua fiabilidade e segurança, ao ponto de:

Auditoria Interna Novos desafios da auditoria Interna Surgimento da auditoria interna

    • Recorrer-se, inicialmente, a profissionais de informática, que dependiam directamente do departamento de informática, isto porque não existiam auditores internos de informática, originou a duplicação de recursos humanos;
  • Os auditores internos obtiveram formação específica em trabalhos de auditoria informática, o que eliminou a dependência deste departamento face ao departamento de informática, A auditoria foi crescendo em larga escala, que consistia em prevenir, detectar e dissuadir as fraudes. Os objectivos básicos do controlo interno evoluiram no sentido de envolverem toda a organização, sobretudo a Direcção, ao nível da prevenção. Assim, a auditoria interna procura garantir que os sistemas de informação, gestão e controlo sejam adequados, seguros e fiáveis, a partir do momento da sua definição e implantação, o qual só é possível desde que conte com a participação e o envolvimento de todos os membros da organização.

Auditoria Interna Novos desafios da auditoria Interna Surgimento da auditoria interna

  • A auditoria interna atingiu um novo status profissional, tornando-se numa função de apoio e consulta para a Direcção

  • Outros factores eclodiram ainda nesta fase de grandes desafios, nomeadamente a importância exímia do interesse dos organismos públicos pelo controlo e auditorias internas. Por outro lado, a preocupação pela qualidade, como factor concorrencial, conduziu à necessidade de levar a cabo auditorias internas e externas ou de certificação, cada uma com âmbito e finalidades diferentes.Assim, para as auditorias internas, um novo marco se ergueu com as ISO 9000.

Auditoria Interna Novos desafios da auditoria Interna Surgimento da auditoria interna

  • À semelhança do que aconteceu com a auditoria informática, também a nível da qualidade se verificou a necessidade de uma duplicidade de recursos. Dado haver a necessidade dos auditores internos dominarem as normas da qualidade, engenheiros dessa especialidade passarem a integrar os departamentos de auditoria interna no âmbito da qualidade. Mais recentemente, surge a problemática relacionada com as ISO 14.000, isto é ligadas ao meio ambiente, cujos departamentos de auditoria interna terão de dispor de profissionais oriundos das áreas de engenharia biológica, protecção ambiental, entre outros.

Auditoria Interna Novos desafios da auditoria Interna Conceito actual de auditoria interna

  • O conceito actual apresentado pelo IIA (1999) definiu “A Auditoria Interna é uma função, independente e objectiva, de garantia (assurance), consultoria e apoio, estabelecida com o objectivo de acrescentar valor e melhorar o funcionamento da organização. Ajuda a organização a atingir os seus objectivos, através de uma condução sistemática e disciplinada, para avaliar e melhorar a eficácia dos processos da gestão de risco, controlo e governabilidade.”

  • RIDLEY (1999) divulgou os requisitos assumidos pelo grupo de investigação, que estiveram na base da nova definição:

Auditoria Interna Novos desafios da auditoria Interna Conceito actual de auditoria interna

    • A profissão de auditoria interna destacar-se-á em função da qualidade do desenvolvimento dos seus serviços e não de quem os realiza, ou daquilo que são;
    • Para continuar a ser viável, a profissão de auditoria interna precisa de ser vista como acrescentando valor às organizações;
    • Os auditores internos devem ter a perspectiva de toda a cadeia de valor;
    • A estrutura conceptual da auditoria interna deverá prosseguir para além dos seus próprios processos, de forma a reflectir as orientações organizacionais no seu serviço;
    • As normas, e outras orientações profissionais devem, não só, servir para conduzir a profissão, mas, para dar uma imagem de diferente qualidade ao mercado.

Auditoria Interna Novos desafios da auditoria Interna Valor acrescentado de auditoria interna

  • FACE A CADEIA DE VALOR

  • Segundo Porter (1989), a cadeia de valor é constituída por actividades primárias e actividades de apoio e dentro destas subdividindo-as em:

    • Aquisição;
    • Desenvolvimento de Tecnologia;
    • Gestão de Recursos Humanos e Infra-estrutura da organização. A actividade de apoio de infra
    • Estruturas da organização, ao contrário das outras actividades de apoio, geralmente dão apoio em toda a cadeia de valor.

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  • Consideramos a auditoria interna como sendo uma actividade de apoio de infra-estrutura da organização, pois pode desenvolver o seu trabalho em qualquer ponto do processo ou em qualquer actividade da organização primária ou de apoio. A cadeia de valor engloba a margem e as actividades de valor.

  • Assim, quanto mais a auditoria interna contribuir para o aumento da margem, maior a vantagem competitiva oferecida pela organização, por via da liderança em custo e ou por via da diferenciação consubstanciada na qualidade.

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  • Se a auditoria interna estiver presente em cada actividade da organização, avaliando, recomendando e contribuindo para a tomada de decisão, poderá obter uma dupla vantagem traduzida pelos ganhos de melhoria contínua dos processos e melhoria da performance do próprio departamento de auditoria interna (com redução de tempos de auditorias, redução de procedimentos, ciclos de auditoria, et cetera).

  • Estes tipos de auditoria interna influenciam a imagem do que se pretende que seja o trabalho de auditoria. Dentro de cada tipo existe uma variedade de práticas, algumas tradicionais, algumas novas e outras de orientação futura que controlam a situação em vez de reagir às consequências (proactive), que competem com outros serviços tanto internos como externos à organização para quem estão a trabalhar.

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  • VISÃO DA AUDITORIA INTERNA

  • A nova definição não põe em causa nem as qualidades, nem os limites, no âmbito dos serviços tradicionalmente desenvolvidos pela maioria dos departamentos de auditoria interna. Estas actividades persistirão enquanto a organização lhes reconhecer valor. Contudo, à medida que a mudança acelera, a auditoria interna deve perspectivar e enquadrar novas oportunidades de forma a ir ao encontro das necessidades organizacionais.

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  • As investigações desenvolvidas e comprovadas no trabalho intitulado CFIA Competency Framework for Internal Auditing, pelo IIA (1999), dá-nos uma perspectiva global da auditoria interna, os seus potenciais, e a suas necessidades, os seus padrões de competência, identifica temas que irão marcar o processo evolutivo e transmite-nos claramente a imagem da auditoria interna tal como ela irá ser praticada, revitalizando-a para contribuir em processos e criar valores dentro das organizações.

  • A visão do futuro da auditoria interna que é baseada em quatro vectores correntes: (i)Perspectiva global do negócio; (ii) Risco; (iii) Controlo e confiança; (iv) Valor e tomada de decisão.

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  • Perspectiva global do negócio - O futuro papel da auditoria será conduzido pela mudança global e organizacional dentro do mercado global, em que desenvolvimentos tais como inovação tecnológica, liberalização das políticas de mercado mundiais, mudanças nas políticas de emprego e comunicação estão a revolucionar processos, procura e distribuição, conceitos que representam o âmago e a substância desta. Os auditores internos têm de compreender o negócio no seu sentido mais amplo e responder vigorosamente e profissionalmente aos seus desafios

  • Todas as competências especificas recomendadas sublinham o profundo conhecimento das organizações - os seus objectivos e estratégias, as suas exposições aos riscos.

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  • Risco - O primeiro elemento de competência identificado no estudo do CFIA é desenvolver a compreensão dentro de uma organização acerca dos riscos inerentes ao seu funcionamento e contexto. Este é um desafio porque à medida que os ambientes internos e externos se tornam cada vez mais complexos, a habilidade das organizações para identificar, analisar e gerir o risco torna-se cada vez mais crítico e mais difícil.

  • Compete à auditoria interna contribuir para a melhoria do funcionamento da gestão de risco e sistemas de controlo da organização.

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  • Controlo e confiança - Enquanto a prática da auditoria tradicionalmente se focava em fazer auditoria aos sistemas de controlo, as investigações projectaram a sua atenção no sentido de identificar e avaliar riscos organizacionais assegurando que os sistemas de controlo estão bem desenhados e enraizados em relação a esses riscos. No CFIA sugerem que a auditoria interna como uma função avaliadora, no futuro possam agrupar todos os seus sistemas de confiança como um processo composto por várias partes, funcionando como um mecanismo que garanta a confiança, assegurando que situações de risco serão correctamente entendidas e geridas em contexto que dinamicamente mudam.

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  • A expansão do papel da confiança nos auditores internos reflecte a crescente complexidade do mundo dos negócios contemporâneo, sendo da sua competência providenciar a continuidade da confiança na organização e no seu controlo.

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  • Valor e tomada de decisão - Como o valor dos activos tangíveis tendem a representar uma proporção cada vez mais pequena do valor de mercado das organizações, os auditores internos precisarão de compreender e dominar técnicas de avaliação emergentes que são baseadas na contribuição do conhecimento e de outras fontes de capital intelectual.

  • As técnicas de avaliação precisarão de reflectir o papel de partilhar estratégias, relações entre organizações no processo de criação de valor, e as implicações destas relações terão de ser consideradas a partir da perspectiva da tomada de decisão.

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  • A responsabilidade dos auditores internos pode centrar-se em assegurar a integridade da organização no processo da tomada de decisão, especialmente no que diz respeito à aquisição, desenvolvimento, aplicação e supervisão da performance dos recursos.

  • Os auditores internos serão envolvidos em funções que envolvam a tomada de decisões, tais como: as análises dos assuntos base da tomada de decisão, ferramentas e técnicas aplicadas nos processos; as atribuições e o modo como os grupos colaboram na tomada de decisões; responsabilização por critérios em que se irão envolver para dar o seu parecer.

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  • Contudo, os ambientes mudam tão rapidamente que temos de começar a considerar imediatamente onde e como a auditoria interna precisa de se envolver. Temos de avaliar constantemente:

    • Que valor estamos a acrescentar às nossas organizações?
    • Que capacidades e conhecimentos são necessários para enfrentar as inevitáveis exigências do futuro?
  • São elementos fundamentais como resposta às questões colocadas, gerir a função Auditoria Interna eficazmente segundo as novas competências e geri-la contextos dinâmicos que suportam o trabalho da função.

Profissão de Auditor

  • A série de escândalos ocorrida recentemente nos Estados Unidos e na União Europeia puseram em evidência o facto de a auditoria constituir um elemento importante para assegurar a credibilidade e a fiabilidade das demonstrações financeiras das empresas. Por outro lado, provocou prejuízos económicos consideráveis para os mercados de capitais e para a economia.

  • Os escândalos verificados recentemente confirmam igualmente a urgência e a necessidade das iniciativas dos organismos reguladores adaptarem a actividade as novas exigências.

Profissão de Auditor Obtenção da qualificação profissional

  • A grande maioria dos países determina que apenas pode obter a qualificação de Auditor (Chartered Accountant / Revisor Oficial de Contas) quem tiver :

    • O grau académico de admissão à universidade;
    • Completado o curso de conhecimentos teóricos;
    • Efectuado o estágio profissional;
    • Obtido formação prática e ter obtido aprovação num exame de aptidão profissional de nível correspondente ao exame de fim de estudos universitários, organizado ou reconhecido pelo Estado.

Profissão de Auditor Obtenção da qualificação profissional

  • A prova de conhecimentos teóricos incluída no exame abrangerá, em especial, as seguintes matérias ( 8 a Directiva da EU):

    • Teoria e princípios da contabilidade geral;
    • Requisitos e normas legais relativos à elaboração das contas individuais e consolidadas;
    • Normas internacionais de contabilidade;
    • Análise financeira;
    • Contabilidade analítica e de gestão;
    • Gestão de risco e controlo interno;
    • Auditoria;
    • Requisitos legais e normas profissionais relativos à revisão legal das contas e aos revisores oficiais de contas;
    • Normas internacionais de auditoria;
    • Qualificações profissionais;
    • Deontologia profissional e independência.

Profissão de Auditor Obtenção da qualificação profissional

  • Abrangerá igualmente as seguintes matérias, na medida em que sejam relevantes para auditoria:

    • Direito das sociedades e governo das sociedades;
    • Direito da insolvência e procedimentos análogos;
    • Direito fiscal;
    • Direito civil e comercial;
    • Direito de segurança social e direito do trabalho;
    • Tecnologias da informação e sistemas informáticos;
    • Economia empresarial, geral e financeira;
    • Matemática e estatística;
    • Princípios básicos da gestão financeira das empresas.

Profissão de Auditor Obtenção da qualificação profissional

  • Em Portugal, o acesso a profissão é regulado pelo Decreto de Lei 487/99, de 16 de Novembro, que estabelece as condições para o acesso à profissão de revisor oficial de contas (ROC).

  • De acordo com este normativo, uma pessoa singular apenas se pode inscrever para ROC desde que cumpra determinadas condições:

    • Possuir licenciatura em auditoria, contabilidade, direito, gestão de empresas ou cursos equiparados;
    • Realizar com aproveitamento o exame de admissão à ordem
    • Realizar com aproveitamento o estágio profissional

Profissão de Auditor Obtenção da qualificação profissional

  • Exame será constituído pelos seguintes grupos de módulos de matérias nucleares e de apoio, considerando-se como nucleares as correspondentes aos módulos que tenham um peso relativo de, pelo menos, 50% no respectivo grupo, tal como definido no quadro seguinte:

    • Grupo 1: Economia, Matemáticas financeiras e Métodos quantitativos e Direito;
    • Grupo 2: Contabilidade financeira; Contabilidade e controlo de gestão; Actividades financeira e seguradora;
    • Grupo 3 : Fiscalidade; Finanças empresariais; Sistema de informação de gestão;
    • Grupo 4: Revisão/Auditoria; Teoria do comportamento; Ética e deontologia e Estatuto profissional.

Profissão de Auditor Formas de exercer a profissão

  • A actividade profissional de auditor externo ou independente pode ser exercida de duas formas:

  • A nível individual, ou

  • Em firmas de auditores.

  • Nos países onde a profissão esta mais desenvolvida é raro encontrar-se auditores a trabalhar individualmente e sem qualquer tipo de apoio.

  • A forma mais comum de exercer a profissão é através das chamadas firma de auditores.

Profissão de Auditor Formas de exercer a profissão

  • A nível internacional existem milhares de firmas de auditores, algumas das quais são verdadeiras empresas transnacionais, nomeadamente:

    • BDO
    • Deloitte
    • E&Y
    • GT
    • PwC
    • KPMG

Profissão de Auditor Formas de exercer a profissão

  • A forma como cada firma de auditores está organizada varia de caso para caso:

    • Ao pessoal do sector administrativo compete a realização das tarefas de tipo auxiliar e necessárias ao normal funcionamento da firma;
    • O pessoal técnico, que pode ser especializado numa ou mais áreas de actuação das firmas de auditores (auditoria, consultoria, assistência contabilística, impostos, etc) está normalmente inserido num esquema hierárquico.
  • A título exemplificativo, a cadeia hierárquica relativa a uma empresa de auditoria pode ser:

Profissão de Auditor Formas de exercer a profissão

Profissão de Auditor Formas de exercer a profissão

  • Managing Partner: é o responsável gestão da firma;

  • Assurance Partner: é o responsável pela gestão do departamento de auditoria;

  • SManager e Manager: são os responsáveis directos perante os Partner, sob cujas directivas orientam simultaneamente a execução de diversos trabalhos.

  • Supervisor: São os responsáveis directos perante os Managers e os encarregados das equipas na realização do trabalho de campo distribuindo, orientando e revendo tarefas.

  • Senior: São responsáveis coordenar pequenos trabalhos e reportam aos Supervisores

  • Trainne: Responsáveis pelo trabalho de campo

Profissão de Auditor Formas de exercer a profissão

  • Em muitas firmas de auditores, o acesso ao início de carreira profissional (Trainee) esta vedado a quem não possuir com habilitações académicas mínimas a licenciatura em contabilidade, auditoria, gestão ou áreas equivalentes.

  • O número de anos em cada categoria depende do desempenho e interesse demonstrado a nível de aprendizagem e desenvolvimento e da capacidade e responsabilidade profissional que forem sendo atingidas.

Bibliografia

  • AHMED, A.M. et al. (2003) ; “ Self-assessment Mathodology: The route to Business Excellence”;QMJ; vol.10 - ASQ,N.1/2003; pp. 43-57

  • BARBIER, Etienne; (1999); Mieux piloter et mieux utiliser L’audit ;Paris; Éditeur Maxima Laurent du Mesnil; Collection IFACI-Institut de L’audit Interene; p.36

  • BIRKETT, William P. et al.; (1999); Competency: Best Practices and Competent Practitioners; Volume III da colectânea CFIA-Competency Framework for internal Auditing; Florida; Research Foundation do IIA; p.21

  • COSO of the Treadway Commission; (1994); Internal Control Integrated Framework; pp.13-16

  • COSO of the Treadway Commission; (2003); Enterprise Risk Management, Draft, www.coso.org

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  • IIA; (2003); Guidance Professional Pratices Framework; PA 2120.A1-2; www.theiia.org

  • Instituto Português da Qualidade; (2000); Versão Portuguesa do Sistema da Gestão da Qualidade NPEN ISO 9002; CT176 (APQ); Edição Dezembro -2000; p.p.23-24;

  • MOELLER, Robert e WITT, Herbert N.; (1999); Brink’s Modern internal Auditing; fifth edition; New

  • York e Canadá; John Wiley & Sons, Inc.; pp.24-31

  • MORAIS, Georgina; (2001); Dissertação de Mestrado em Gestão de Empresas, Auditoria interna e a importância do controlo interno preventivo; p. 30.

Bibliografia

  • PORTER, Michael E.; (1989); Vantagem Competitiva; 4ª edição; Rio de Janeiro; Editora Campus; p.31.

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  • SAWYER, Lawrence B. et al.; (2003; Sawyer’s Internal Auditing – The pratice of Modern Internal

  • Auditing; 5th edition; Florida; IIA; p.424

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  • COSTA, CARLOS BAPTISTA DA, Auditoria Financeira: teoria e prática, Rei dos Livros, Lisboa, 2000.

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