A VIOLÊNCIA ESCOLAR NO CONTEXTO EDUCACIONAL DA ESCOLA MUNICIPAL DE ENSINO FUNDAMENTAL FELIPE PATRONI

A VIOLÊNCIA ESCOLAR NO CONTEXTO EDUCACIONAL DA ESCOLA MUNICIPAL DE ENSINO...

VII Congresso de Iniciação Científica INTRODUÇÃO

SANTOS, Dilce Caetano ¹,SOUZA,Merian Pereira¹ Orientadora : FARIAS, Cleonice Bezerra

Texto: fonte Arial, tamanho 24 AQUI VÃO OS ITENS

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Esta pesquisa foi desenvolvida na Escola Mun. de Ensino Fund. Felipe Patroni, no sentido de verificar e analisar sobre a violência no contexto educacional da referida escola. Sabe-se que a comunidade escolar e a sociedade precisam, de uma vez por todas, entender que essas condutas agressivas que não são brincadeiras de mau gosto e nem que os agressores não têm a intenção de provocar danos. Tendo como objetivo geral, Identificar as formas de violência que ocorrem no contexto educacional da escola Municipal de Ensino Fundamental

Felipe Patroni. E objetivos específicos, Analisar o contexto histórico-cultural da violência nas escolas; Identificar as causas e formas de violência existentes e Sugerir possíveis soluções para combater a violência escolar.

Fez-se a partir de uma pesquisa bibliográfica e de campo dentro de uma abordagem qualitativa utilizando-se de métodos descritivos e analíticos. Os sujeitos arrolados na pesquisa foram os alunos, professores da escola acima citada. Os instrumentos de coleta de dados foram operacionalizados através da aplicação de questionário com questões subjetivas aplicadas ao sujeito da pesquisa. Para que se obtivesse um resultado com ênfase na análise dos dados, a mesma foi realizada por categoria conforme sujeitos arrolados na pesquisa. Na perspectiva de atingir os objetivos da pesquisa, elencamos os principais fatores que causam a violência escolar, assim como, chegou-se a conclusão de que a modalidade de violência mais frequente na escola é a briga. Ela abrange desde formas de sociabilidade juvenil até condutas brutais. Briga-se por futebol, lanche, notas, por causa de apelidos e tomada de objetos uns dos outros. O olhar direto, o “encarar”, é visto como desrespeitoso e desafiador e pode levar a confrontos. Também esbarrar no outro, mesmo sem querer, pode ser interpretado como atitude pouco cuidadosa e de provocação, podendo ocasionar brigas violentas. Elas são consideradas acontecimentos corriqueiros, sugerindo a banalização da violência e sua legitimação como mecanismo de resolução de conflitos. Muitas vezes, surgem como continuidade de brincadeiras entre alunos, podendo ter ou não consequências mais graves.

Deve-se, enfim, assumir a importância da construção de uma cultura de paz. A cultura de paz pressupõe o combate às desigualdades e às exclusões sociais, assim como o respeito aos direitos de cidadania. A escola pode ser um local privilegiado de combate à violência, mas, para isso, necessita de profissionais respeitados, com conhecimento de pedagogia, cabendo ao poder público investir na formação e reciclagem desses profissionais e adotar estratégias para fazer prevalecer o direito e os deveres do professor. As informações supracitadas contribuíram nas perspectivas educacionais da escola do lócus da pesquisa e para os autores da pesquisa. A percepção tida após as análises foi que os participantes construíram conhecimentos a cerca do assunto. Dessa forma, os mesmos já terão base de como poderão prevenir, identificar e combater a violência na instituição de ensino que desenvolvem suas atividades de trabalho.

Graduanda do Curso de Pedagogia 2010,pela Universidade Federal do Oeste do Pará ¹ Graduanda do Curso de Pedagogia 2010, pela Universidade federal do Oeste do Pará ²

Quanto a quem eles recorrem nas situações de violência na escola, 76,6% dos alunos responderam: “Recorrem à direção da escola e a família”; 20% deram como resposta: “A polícia e ao Conselho Tutelar”; 3,4%responderam algo que chama a atenção: “Com outros marginais. Eles não recorrem a ninguém eles mesmos querem fazer alguma coisa.

Em análise na primeira resposta deste contexto, em que os mesmos se expressam respondendo que recorrem à direção e à família, é porque praticamente em todos os casos a família é comunicada, que é o correto, mas é a direção da escola que recorre não os alunos. Quanto às respostas que envolvem Conselho Tutelar e a Polícia, realmente nos casos mais graves, de acordo com o pesquisado, já se compareceram na escola chamados também por partes da direção da referida escola. As últimas respostas que chamaram mais a atenção são casos que em algumas vezes acontecem, principalmente quando o/a aluno (a) diz-se ser de “galera” como muitos costumam dizer.

Em análise aos dados , a pesquisa buscou agrupar convergências e divergências encontradas no discurso dos sujeitos entrevistados. Os questionários foram distribuídos entre

60 alunos da Escola Felipe Patroni cerca de 6% do total dos alunos da escola. Entre esses alunos, 40% do sexo masculino e 60% do sexo feminino ambos na faixa etária entre 1 a 17 anos, cursando as séries do Ensino Fundamental maior, levou-se em consideração a questão da cor/raça, constatou-se que 23,3% se declararam brancos, 6,7% negros e 70% pardos.

A questão seguinte refere-se à estrutura familiar, onde foi diagnosticado que 61,6% dos alunos informaram não morar com os pais, ou moram só com a mãe ou pai ou com algum membro da família. Somente 38,4% disseram estar morando com pais. A partir do exposto fica perceptível que uma das principais causas da violência escolar está na família, ou seja, são alunos que não estão tendo nenhum tipo de orientação, que parta da família para que os mesmos reflitam nas consequências que suas más ações reflitam na sociedade em geral.

Ao serem perguntados sobre que tipos de situações e atitudes consideram como ato de violência e se já tinham presenciado na escola, 100% dos pesquisados informaram que já presenciaram algum tipo de violência e responderam os seguintes tipos : “má criação, apelidos ruins, brincadeiras de mau gosto e mau comportamento, chamar palavrões aos professores, uso de drogas, racismo, ameaça, roubo”; dentre esses 100% , 30% responderam de forma resumida: “Bullying”. Percebe-se que muitos alunos já perceberam a falta de limites apresentada por alguns estudantes. Ao perguntarmos sobre que tipos de punições acontecem na escola em relação à violência. Constatou-se que 58,3% dos sujeitos pesquisados responderam que se trata de suspensão e advertências e 41,7% responderam que se trata de conversa da direção com seus pais ou responsáveis. Ao serem indagados se a situação de violência entre alunos é frequente, 58,3% dos pesquisados marcaram a alternativa, na qual, afirma que há frequência de violência na escola Felipe Patroni, ou seja, sim, 41,7%dos alunos marcaram a alternativa que caracteriza a escola como um local sem nenhum tipo de violência, ou seja, não. Nota-se um número elevado de alunos que não estão nenhum pouco se importando a certos fatos de violência que ocorrem na escola, pode-se colocar a hipótese de que talvez esses alunos sejam os autores de algum tipo de violência na instituição do lócus da pesquisa, ou até mesmo por razão de que briguinhas para eles não seja ato de violência escolar.

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