Tipos de Câncer, uso racional de medicamentos. 2016

Tipos de Câncer, uso racional de medicamentos. 2016

(Parte 2 de 4)

A importância disso é que esses tipos de câncer podem ser facilmente prevenida através da vacinação (por exemplo, vacinas de papilomavírus ), com diagnóstico de exames de sangue simples, e tratados com compostos antivirais menos tóxicos(Programa Internacional de Segurança Química. Janeiro de 1999. Recuperado 2010-05-16-SU; Ferber D, Julho de 2003; Tomatis L, 2002; CBC Markeplace, 2003).

A vacina (HPV) vírus do papiloma humano previne a infecção por certas espécies de vírus do papiloma humano associado com o desenvolvimento de câncer cervical, verrugas genitais e outros tipos de câncer . Dois medicamentos anti-HPV vacinas estão atualmente no mercado: Gardasil e Cervarix(Markowitz, LE; Dunne, EF; Saraiya, M; Lawson, HW; Chesson, H .;Unger, ER; HPV vacinas, 2011; 2009;Glaxo tiro cervical cancer aprovado na Austrália Reuters, 2007).

DST – Vírus x Câncer.

As Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) se tornaram um grande problema de saúde pública. Muitas são as causas que contribuem para esse descontrole, incluindo a falta de intervenções, o sistema precário de saúde associado a outros co-fatores, sendo um deles, o socioeconômico. E é em meio a esta visão mais ampla do processo da infecção da doença Papiloma vírus humano (HPV), que se faz presente analisar a grande necessidade da inserção de maiores intervenções que forneçam esclarecimentos específicos sobre as consequências desta doença, principalmente pelo fato dela aparecer em maior proporção no meio da população jovem afetando diretamente o comportamento dos seus portadores, causando-lhes constrangimentos e alterando sua relação de intimidade. O HPV pertence a uma grande família de vírus – DNA devido à variedade de seus subtipos “mais de 100 tipos” (BRASIL, 2006a). Sua família é conhecida como Papovavírus e atualmente é denominada como Papovaviridae, uma abreviação de seus gêneros. Sabe-se que o HPV é o grande precursor da mortalidade feminina, por ser apontado como o principal fator do desenvolvimento do câncer do colo uterino, além de ser também o responsável por outras doenças como o condiloma acuminado, papilomas laríngeos, câncer anal, vulvar e peniano.

Conceito do (HPV).

Segundo Palo et al. (1996) o “HPV pertence à família dos Papovavírus, que atualmente são conhecidos como Papovaviridae e trata-se de abreviatura que indica os vírus Papiloma, Polioma e Vacuolinizante”. O HPV é um DNA-vírus que atinge grande parte da população sexualmente ativa. Dependendo de seus estirpers poderá além de causar lesões condilomatosas, desenvolver neoplasias intra-intraepiteliais com a maior possibilidade de desenvolvimento de um câncer de colo uterino, da vulva, da vagina ou da região anal, risco este aumentado quando associados a co-fatores como o fumo e contraceptivo oral (BRASIL, 2006a).

Dos gêneros.

Dentre a família papiloma vírus da qual se origina o papiloma vírus humano existem diversos subgrupos e segundo Brasil (2006a) “mais de 100 tipos são reconhecidos atualmente, 20 dos quais podem infectar o trato genital”. A família Papovaviridae é dividida por dois gêneros. O gênero A compreende o papiloma vírus, que é constítuido pelo papiloma vírus humano, o papiloma vírus bovino e o papiloma vírus de shope dentre outros vários. Os papilomas vírus causam infecções apenas em espécie específica, ou seja, afetando apenas o hospedeiro específico de sua espécie. No caso do papiloma vírus humano, seu hospedeiro é o homem, e os vírus deste gênero não são cultiváveis. O gênero B compreende o Polioma Vírus e o SV-40 (simian vacuolinizante do macaco). São cultiváveis, e de utilização laboratoriais, e não acometem o homem (PALO et al. 1996). Dentre os vários subgrupos do HPV existem alguns que oferecem maiores riscos de desenvolvimento de neoplásias em várias regiões do corpo. Visando uma abordagem mais simples de identificação, o HPV é dividido entre os que atingem as mucosas genitais, orais e respiratórias, e os subgrupos que atingem a região cutânea como, por exemplo, áreas extragenitais. Porém, não se deve considerar que esta divisão será aplicada conforme a regra, pois pode ocorrer de lesões cutâneas estarem associadas à HPV de mucosas genitais (PALO et al. 1996). Outra divisão possível para o HPV é através do seu potencial oncogênico. Pois, existem subtipos de HPV que são classificados como sendo de baixo risco, devido à sua associação com condilomas na forma de lesões intra-epiteliais (LIE) de baixo grau e são eles o 6, 11, 42, 43 e 44. Outros são classificados como subtipos de alto risco, os quais podem causar LIE de alto grau, vindo a desenvolver cânceres do colo uterino seus agentes principais são:16, 18, 31, 33, 35, 39, 45, 46, 51, 52, 56, 58, 59 e 68 (BRASIL, 2006b). Cerca de 95% de casos de câncer são relacionados com o HPV, mas a doença poderá se desenvolver ou não, dependendo não só do tipo de HPV, mas também de outros fatores relacionados com o hospedeiro, como o estado imunológico, tabagismo e uso de contraceptivo oral (BRASIL, 2006b). Não se tem como definição a real duração do processo infeccioso do vírus HPV, pôde-se observar que a doença permanece por anos ou décadas, ou segundo Rama et al. (2005), pode ser transitório sem lesões intra–epiteliais devido à neutralização de anticorpos.O fato da doença se apresentar de forma latente dificulta relacionar com exatidão o intervalo de tempo entre a contaminação e o desenvolvimento de uma lesão, pois sua recidiva pode tanto estar relacionada com a ativação de reservatórios quanto a reinfecção pelo parceiro. Neste caso, o indivíduo pode ser portador de um ou mais subtipos de HPV. Atualmente, o HPV é a DST que mais atinge mulheres no mundo, e o maior precursor de câncer cervical (BRASIL, 2006b).

Referência Bibliográfica Temática – RBT.

  1. BRASIL, Ministério da Saúde. Manual de Controle das Doenças Sexualmente Transmissíveis DST. 4ª ed. Brasília. 2006, p. 11, 12, 86-89(a)

  2. BRASIL, Ministério da Saúde. Cadernos de Atenção Básica nº. 13. Controle dos Cânceres do Colo do Útero e da Mama. Brasília. 2006, p. 23-24, 45-47, 50, 58(b).

  3. BRASIL, Ministério da Saúde. Manual Técnico. Profissionais da Saúde. Prevenção do Colo do Útero. Brasília. 2002, p. 5, 8, 13.

  4. CAMPBELL, U. Nova vacina contra HPV, fonte: correio Brasiliense, 2008. Disponível em: <http://www.gaparp.org.br>. Acesso em 07 de Junho de 2008, 19: 04:25.

  5. CAMPOS, S. Ginecologia / Mulher HPV - papilomavírus, 2003. Disponível em: < http://www.drashirleydecampos.com.br/noticias/7471 >. Acesso em 02 de Maio de 2008, 12: 08:07.

  6. CASTRO, Therezita M.P.P.G.; DUARTE, Maria Luisa. Condiloma lingual: a case reportrelato de caso clínico. Rev. Bras. Otorrinolaringol. , São Paulo, v. 70, n. 4, 2004. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-72992004000400021&lng=pt&nrm=iso>. Acesso em: 06 Jul 2008. doi: 10.1590/S0034-72992004000400021

  7. FEDERAÇÃO BRASILEIRA DAS SOCIEDADES DE GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA. Projetos Diretrizes. Associação Médica Brasileira e Conselho Federal de Medicina. Papilomavírus Humano (HPV): Diagnóstico e Tratamento, 2002, p. 4, 6-9, 12. Disponível em: <http://www.projetodiretrizes.org.br/projeto_diretrizes/079.pdf>. Acesso em 07 de Abril de 2008, 22: 39:15.

  8. INFORMATIVO ABRIL / 2005. Papilomavirus Humano HPV, Ano I – Edição I – Volume II. Disponível em: < http://saocamilolab.com.br/wp-content/uploads/2008/01/laboratorio-sao-camilo-informes-cientificos-papilomavirus-humano-hpv.pdf >. Acessado em 23 de Abril de 2008, 10: 23 :30.

  9. MURTA, G.F. Saberes e Práticas: Guia para ensino e aprendizado de enfermagem – 4ª. ed. Ver e ampl. – São Caetano do Sul: Difusão Editora, 2008, p. 415-416.

  10. NADAL, L. R. M; NADAL, S. R. Doenças Sexualmente Transmissíveis. Indicações da Vacina Contra o HPV. Rev bras.colo-proctol.vol.28 no.1 Rio de Janeiro Jan/Mar. 2008, p. 124, 125. Disponível em: < http://www.sbcp.org.br/pdfs/28_1/19.pdf>. Acesso em 01 de Agosto de 2008, 24: 00:10.

  11. OLIVEIRA, M. D. C. Vacina contra o câncer do colo do útero HPV, 2008. Disponível em: < http://www.imunity.com.br/artigo_vacinahpv.html >. Acesso em 08 de Junho de 2008, 16: 50:05.

  12. PALO, D.G. et al. Colposcopia e Patologia do Trato Genital Inferior, 2ª. ed. Editora Médica e Científica Ltda, 1996, p. 23, 27, 31, 125, 128, 129, 133, 134, 137-139.

  13. PINTO, P. A. Co-Fatores do HPV na Oncogênese Cervical, Revista da associação Médica Brasileira 2002: 48 (1): 73-76. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/ramb/v48n1/a33v48n1.pdf>. Acesso em 03 de Maio de 2008, 12: 30:30.

  14. RAMA, C. H. et al. Detecção Sorológica de Anti-HPV 16 e 18 e sua Associação com os achados do papanicolau em adolescentes e mulheres jovens. Ver Assoc Med Bras 2006; 52(1): 43, 45, 46. Disponível em: < http:www.scielo.br/pdf/ramb/v52n1/a21v52n1.pdf >. Acesso em 12 de Abril de 2008, 20:29 :30.

Nota Técnica Conexa.

Gardasil ( Merck & Co. ), também conhecido como Gardisil ou Silgard ou recombinante vacina Papilomavírus Humano[tipos 6, 11, 16, 18], é uma vacina para uso na prevenção de certas estirpes de vírus do papiloma humano (HPV), especificamente HPV tipos 6, 11, 16 e 18. Os tipos de HPV 16 e 18 causam cerca de 70% dos casos de cânceres cervicais, e são responsáveis ​​pela maioria dos HPV que induz verruga anal, verruga vulvar, verruga vaginal, e responsável por casos de câncer de pênis. HPV tipos 6 e 11 causam cerca de 90% dos casos de verrugas genitais. O medicamento é recomendado para indivíduos positivos para HPV, pois pode proteger contra um ou mais cepas diferentes da doença, embora na cure.

O risco de taxas de HPV em mulheres sexualmente ativas idades 14-24 também estão subindo a cada ano em 27%.

O medicamento foi aprovado nos EUA em 8 de junho de 2006(US Food and Drug Administration - FDA). Em 2008, a Gardasil foi aprovado em 41 dos estados Norteamericano(Estados Unidos).

A vacina Gardasil foi aprovado também em 120 outros países. O FDA recomenda a vacinação antes da adolescência e o ingresso na fase potencial da atividade sexual(SILGARD Resumo do EPAR destinado ao público; Shi, G; Canta, HL; Bryan, JT; Wang, B; Wang, Y; Mach, H; Kosinski, M; Washabaugh, MW; Sitrin, R; Barr, E, 2007; Gardasil: desenvolvimento profilático vacina do papiloma humano; Irlanda, Corydon, 2006; Harris, Gardiner, 2006; Hellerstein, Myra, Thieroff, Amanda, 2007; McNeil, Donald G., Jr, 2006).

Cervarix é uma vacina contra certos tipos de cancro-causado pelo papilomavírus humano (HPV). Cervarix destina-se a prevenir a infecção por HPV tipos 16 e 18, que causam cerca de 70% dos casos de câncer do colo do útero. Estes tipos também causam mais verrugas genital( induzida pelo HPV), além de câncer de cabeça e pescoço. Existe ainda a proteção cruzada contra vírus reativa das estirpes de HPV 45 e 31, segundo mostraram os em ensaios clínicos. Cervarix também contém AS04 , uma propriedade adjuvante que tem sido encontrado para impulsionar o sistema imunitário de resposta por um longo período de tempo. Cervarix é fabricado pela GlaxoSmithKline . Um produto alternativo, de Merck & Co., como citado no paragrafo anterior é o Gardasil(Centros de Controle e Prevenção (CDC), 2010); Novos dados mostram Cervarix, GSK'S, 2007; Cervical Cancer Vacinas: Cervarix" . Universidade Emory,. 2006; McNeil, C., 2006; Paavonen J, Naud P, Salmerón J, et al., 2009; Einstein MH, Baron M, Levin MJ, et al., 2009; Harper, D., 2009; Marcia G. Yerman, 2010; Dr. M. Diane Harper, HPV Expert, 2010; Cervarix informação de prescrição, 2010; Schwarz, TF, 2009; Glaxo tiro cervical cancer aprovado na Austrália Reuters, 2007).

Vacina contra HPV oncogênico (16 e 18, recombinante, com adjuvante AS04).

Formas farmacêuticas, vias de administração e apresentações comercializadas.

Suspensão injetável para administração intramuscular.

Embalagem contendo 1 seringa preenchida x 0,5 mL.

Composição.

Cada dose (0,5mL) contém:

HPV-16 L1** 20,0 μg.

HPV-18 L1** 20,0 μg.

Excipientes q.s.p 0,5 mL.

Excipientes: 3-O-desacil-4´monofosforil lipídio A (MPL), alumínio, cloreto de sódio, fosfato de sódio monobásico diidratado e água para injetáveis.

Proteína L1 na forma de partículas semelhantes ao vírus (VLPs) não infecciosas produzidas por tecnologia de DNA recombinante usando sistema de expressão de baculovirus.

A Vacina contra HPV oncogênico tem como objetivo prevenir a infecção. Não é intenção prevenir a progressão de lesões causadas por HPV já presentes no momento da vacinação.

A Vacina contra HPV oncogênico é indicada em mulheres de 10 a 25 anos de idade para a prevenção de eventos que podem evoluir para o câncer cervical, incluindo infecções incidentes e persistentes, anormalidades citológicas, incluindo células escamosas atípicas de significância indeterminada (ASC-US), e neoplasia intraepitelial cervical (NIC), NIC 1 e lesões pré-cancerosas(NIC 2 e NIC 3) causadas por Papilomavírus Humanos (HPV) oncogênicos tipos 16 e/ou 18 e infecções incidentes e persistentes causadas por Papilomavírus Humanos (HPV) oncogênicos

tipos 31 e 45 (veja Propriedades Farmacodinâmicas).

Riscos do medicamento.

Contra-indicações: Alergia aos princípios ativos ou a qualquer um dos componentes da formulação. Assim como com outras vacinas, a administração da Vacina contra HPV oncogênico deve ser adiada em pacientes sofrendo de doença febril aguda grave. No entanto, a presença de uma infecção leve, como um resfriado, não deve resultar em adiamento da vacinação. Antes da vacinação é adequado haver uma revisão do histórico médico (principalmente em relação à vacinação anterior e a possível ocorrência de efeitos indesejáveis) e de um exame clínico.

Assim como ocorre com todas as vacinas injetáveis, tratamento médico e supervisão apropriados devem estar sempre prontamente disponíveis caso ocorra uma rara reação anafilática (reação alérgica intensa) após a administração da vacina. A Vacina contra HPV oncogênico , sob nenhuma circunstância, deve ser administrada por via intravascular ou intradérmica. Assim como para outras vacinas administradas por via intramuscular, esta deve ser injetada com cautela em pacientes com trombocitopenia ou qualquer distúrbio de coagulação, uma vez que pode ocorrer sangramento após uma administração intramuscular a estas pacientes. O HPV-16 e HPV-18 não são responsáveis por todos os tipos de câncer de colo de útero. Outros tipos de HPV oncogênicos também podem causar câncer de colo de útero. As infecções por HPV e os resultados clínicos originados destes outros tipos de HPV, podem não ser prevenidos pela vacinação. A vacinação é uma prevenção primária e não é substituta para os exames regulares (prevençãosecundária) ou por precauções contra a exposição ao HPV e doenças sexualmente transmissíveis.

A duração da proteção não foi estabelecida. Até o momento, a eficácia foi demonstrada por no mínimo 5,5 anos.

Uso racional do Medicamento.

Interações medicamentosas, com alimentos ou exames laboratoriais Se a Vacina contra HPV oncogênico tiver de ser administrada ao mesmo tempo que outras vacinas injetáveis, as vacinas devem sempre ser administradas em locais de injeção diferentes. Não há evidências de que os contraceptivos hormonais tenham impacto na eficácia da vacina. Assim como ocorre com outras vacinas, pode-se esperar que, em pacientes recebendo tratamento imunossupressor, a resposta adequada possa não ser atingida.

Características farmacológicas: Propriedades farmacodinâmicas - Mecanismo de Ação

A infecção persistente por subtipos oncogênicos de HPV tem se mostrado responsável por virtualmente todos os casos de câncer cervical no mundo. A Vacina contra HPV oncogênico é uma vacina recombinante não-infecciosa preparada a partir de partículas virais semelhantes (VLPs) à principal proteína L1 do capsídeo altamente purificadas dos subtipos oncogênicos de HPV 16 e 18. Como as VLPs não contém DNA viral, elas não são capazes de infectar células, se reproduzirem ou causarem doenças. Estudos em animais mostraram que a eficácia das vacinas VLP L1 é amplamente mediada pelo desenvolvimento de uma resposta imune humoral e memória celular imuno-mediada. A Vacina contra HPV oncogênico possui como adjuvante o AS04, que mostrou induzir em estudos clínicos uma ampla e duradoura resposta imune em comparação aos mesmos antígenos adjuvantados somente com sal de alumínio [Al(OH)3]. Com base em um amplo consenso de especialistas (HPV Vaccines and Screening in the Prevention of Cervical Cancer, Vaccine volume 24, suplemento 3, 2006), os subtipos mais comuns de HPV identificados no câncer cervical foram, em ordem decrescente de freqüência, HPV-16, -18, -45, -31, -33, -52, -58, -35, -59, -56, -39, -51, -73, -68 e -66.

Alerta de Farmacovigilância para analise sujeita a revisão posterior.

Veja artigos relacionados de LSN:

14 Year Old British Girl Dies after HPV Vaccination

http://www.lifesitenews.com/ldn/2009/sep/09092914.html

Deaths Associated with HPV Vaccine Start Rolling In, Over 3500 Adverse Affects Reported

http://www.lifesitenews.com/ldn/2007/sep/07092004.html

Controversial HPV Vaccine Causing One Death Per Month: FDA Report

http://www.lifesitenews.com/ldn/2008/jul/08070316.html

Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com

Veja artigo original em inglês: http://www.lifesitenews.com/ldn/2009/oct/09100603.html

6 de outubro de 2009, foi noticiado na Europa que uma moça de 18 anos sofreu graves danos cerebrais de ataques que começaram depois que ela recebeu a vacina Cervarix. Stacey Jones, de 18 anos, de Bilston em West Midlands na Inglaterra, começou a ter ataques dias depois de receber a primeira injeção. As convulsões acabaram provocando danos cerebrais tão graves que ela teve de ser internada numa unidade de fisioterapia para reaprender tarefas simples. A mãe de Stacey, Julie Jones, crê que a vacina Cervarix é insegura e provocou o inchamento no cérebro que foi diagnosticado como a causa dos problemas neurológicos de Stacey. A Cervarix, feita pela GlaxoSmithKline (GSK), vacina destinada ao uso contra as variantes 16 e 18 do papiloma vírus humano (HPV), que é uma doença sexualmente transmissível.

O objetivo da vacina é proteger contra o aparecimento mais tarde do câncer cervical, que é provocado por essas duas variantes em aproximadamente 70% dos casos. A Cervarix também contém o adjuvante AS04, que é usado para estimular o sistema imunológico do corpo para criar mais anticorpos.

O Ministério da Saúde da Inglaterra começou a vacinar meninas de 12 e 13 anos de idade com a Cervarix no ano de 2008 e seguintes; milhões de vacinas foram aplicadas até o momento. O governo inglês afirma que a vacinação generalizada com a Cervarix salvará 400 vidas por ano. A droga é recomendada pelo Ministério da Saúde, mas não é obrigatória. Houve mais de 4.600 reações adversas registradas com relação à vacina na Inglaterra. Além de ataques, outros efeitos adversos registrados incluem paralisia, náuseas, perda de consciência, tremores, dores de cabeça, fraqueza muscular, vertigem, desmaios, visão embaçada e dores.

A medicação Cervarix foi anteriormente acusada de provocar a paralisia da cintura para baixo de uma menina de 13 anos, Ashleigh Cave, que desmaiou 30 minutos depois de receber a injeção na escola. A mãe da menina, Cheryl Cave, está planejando ações legais contra o fabricante da vacina, GlaxoSmithKline. Uma menina de 14 anos morreu recentemente logo depois de receber essa vacina, embora muitos afirmem que ela provavelmente morreu por causa de algum problema pré-existente. GSK lembrou o lote usado para vaciná-la como medida de precaução. A Dra. Diane Harper, que ajudou a desenvolver a droga, afirmou numa entrevista ao jornal Sunday Express que a droga está sendo “comercializada além do normal” e que poderia haver sérios efeitos colaterais.

Os riscos de tomar a vacina, de acordo com ela, poderiam ser piores do que o risco de contrair o câncer que a vacina ajuda a prevenir. Ela também afirmou que a droga não faria nada para baixar as taxas do câncer cervical. No ano passado, a GlaxoSmithkline (GSK) ganhou um contrato com a Inglaterra para distribuir a vacina. GSK vem competindo com Sanofi-Pasteeur MSD, que estava comercializando a vacina rival Gardasil, desenvolvida pela Merck. O governo economizou aproximadamente 18,6 milhões ao decidir usar a Cervarix em vez de Gardasil. Embora a Gardasil seja usada mais amplamente do que a Cervarix, ela vem sendo ligada a muitas reações graves nos EUA, inclusive morte, aborto espontâneo e a Síndrome de Guillain-Barre.

Síndrome de Guillain-Barre.

síndrome de Guillain-Barré ou polirradiculoneurite aguda é uma doença desmielinizante caracterizada por uma inflamação aguda com perda da mielina (membrana de lipídeos e proteína que envolve os nervos e facilita a transmissão do estímulo nervoso) dos nervos periféricos e às vezes de raízes nervosas proximais e de nervos cranianos (nervos que emergem de uma parte do cérebro chamada tronco cerebral e suprem às funções específicas da cabeça, região do pescoço e vísceras).

Manifestações clínicas da Síndrome.

Dor nos membros inferiores seguida por fraqueza muscular progressiva de distribuição geralmente simétrica e distal que evolui para diminuição ou perda dos movimentos de maneira ascendente com flacidez dos músculos; Perda dos reflexos profundos de início distal, bilateral e simétrico a partir das primeiras horas ou primeiros dias.

Sintomas sensitivos: dor neurogênica, queimação e formigamento distal. Pode haver alteração da deglutição devido a acometimento dos nervos cranianos XII, X e IX (relacionados com a deglutição), e paralisia facial por acometimento do VII par craniano (que inerva os músculos da face); a paralisia facial pode ser bilateral. Comprometimento dos centros respiratórios com risco de parada respiratória. Sinais de disfunção do Sistema Nervoso Autônomo traduzidos por variações da pressão arterial (pressão alta ou pressão baixa), aumento da freqüência ou arritmia cardíaca, transpiração, e, em alguns casos, alterações do controle vesical e intestinal.

Alteração dos movimentos dos olhos decorrente de acometimento do III, IV e VI nervos cranianos e ataxia cerebelar (déficit de equilíbrio e incoordenação) associada a ptose palpebral (pálpebra caída) e perda dos reflexos sobretudo na variante Miller-Fisher. Assimetria importante da fraqueza muscular ou da perda de movimento, distúrbios graves de sensibilidade e disfunção vesical ou intestinal persistentes induzem questionamentos embora não excluam o diagnóstico.

Aulas virtuais conexas.

https://www.youtube.com/watch?v=UdhxK6PCdsQ

Incorporação para a TV MEDICINA.

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Médico explica os sintomas da rara Síndrome de Guillain Barre - parte 1

https://www.youtube.com/watch?v=RHdFTNGs6iE

Incorporação para a TV MEDICINA

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Médico explica os sintomas da rara Síndrome de Guillain Barre - parte 2

https://www.youtube.com/watch?v=8Lt5Sbk9bW8

(Parte 2 de 4)

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