Tipos de Câncer, uso racional de medicamentos. 2016

Tipos de Câncer, uso racional de medicamentos. 2016

(Parte 3 de 4)

Incorporação para a TV MEDICINA

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Holly Gerlach's Journey : From Guillain-Barre syndrome to Happily Ever After.

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Função normal de oncogenes.

As versões de função normal de oncogenes, os proto-oncogenes, são genes responsáveis pelo controle da divisão celular (mitose), da diferenciação celular e da tradução proteica. Após sofrer uma mutação génica somática, por exemplo, uma translocação, amplificação ou mutação pontual um proto-oncogene torna-se eventualmente um oncogene. Muitos oncogenes já foram identificados, os principais dos quais relacionados ao surgimento do câncer de mama. A evidência de que alguns cânceres poderiam ter etiologia isso começou em 1908, quando Ellerman e Bang demonstraram que a leucemia de galinhas podia ser transmitida a outras aves da mesma espécie, por inoculação de filtrados de células tumorais.

Divisão celular.

Durante a divisão celular, é usual ocorrer erros genéticos durante a replicação do DNA.

Erros esses que são normalmente corrigidos pela maquinaria de reparo de DNA. Quando a maquinaria de reparo de DNA falha em consertar um erro na sequência de DNA que corresponde ao proto-oncogene, esse erro é mantido, ou seja, ocorre uma mutação. Duas situações poderiam ocorrer, considerando tal mutação: O produto proteico de um proto-oncogene continua ativo e funcional - como em uma mutação silenciosa, onde a troca da base azotada permite manter o mesmo aminoácido.

A mutação confere características oncogênicas às proteínas que antes controlavam a divisão celular.

O produto proteico do que era um proto-oncogene passa a apresentar ação deficiente ou fica inativado - por exemplo., por mutação que insere códon de parada ou altera a fase de leitura do RNAm - deixando de existir qualquer controlo da divisão celular.

Quando isto ocorre diz-se que o oncogene foi ativado.

VIROSES ONCOGÊNICAS.

Em 1911, Rous constatou que o sarcoma de galinhas também era transmitido da mesma forma; em 1936, Bittner mostrou que o carcinoma mamário de camundongos era induzido por um vírus transmitido da mãe para a progênie através do leite. Gross e Friend em seguida, identificaram dois vírus relacionados á leucemia de camundongos.Aproximadamente 15% dos cânceres humanos têm etiologia viral; no entanto, é importante esclarecer que somente a infecção viral não é suficiente para induzir malignidade em um individuo. A infecção viral é um dos muitos passos envolvidos no processo de desenvolvimento de câncer.

VÍRUS ONCOGÊNICOS.

Vírus oncogênicos são vírus que participam do processo de transformação celular. Esses vírus estabelecem uma associação com a célula infectada que, em vez de destruí-la, cria condições para manter seu ciclo replicativo.

Diversos vírus são oncogênicos para animais e humanos. São citados os vírus que participam do processo de oncogênese no homem, por exemplo, o retrovírus, a herpes, o papilomavírus.

VÍRUS LINFOTRÓPICOS PARA CÉLULA T DE HUMANOS.

O vírus lintrofotrópico de células T humano tipo 1 (HTLV-1) foi descrito em 1980 como o primeiro retrovírus humano, isolado de um paciente com linfoma cutâneo de células T1.

O HTLV-1 é endêmico em várias regiões do mundo, como no sul do Japão, Caribe, África, América do Sul e ilhas da Melanésia. No Brasil, o vírus está presente em todos os estados onde foi pesquisado, com prevalências variadas. Estima-se aproximadamente 2,5 milhões de pessoas infectadas.

O HTLV-2 também se encontra presente, sendo significativa a sua prevalência entre populações indígenas brasileiras. Os portadores, em sua maioria, permanecem assintomáticos por toda a vida. Fatores genéticos e imunológicos do hospedeiro são os principais responsáveis pelo aparecimento das doenças associadas. Gessain et al., em 1985, demonstraram que pacientes portadores de paraparesia espástica tropical (Tropical Spastic Paraparesis - TSP), na região da Martinica, apresentavam sorologia positiva para HTLV-1 em 68% dos casos. Em 1986, uma condição neurológica similar foi descrita no Japão e denominada mielopatia associada ao HTLV-1 (HTLV-I Associated Mielopathy - HAM). Posteriormente, Román e Osame (1988) concluíram tratar-se da mesma doença, passando a ser usado o termo mielopatia associada ao HTLV/ paraparesia espástica tropical (HAM/TSP). Desde então, inúmeras outras doenças vêm sendo correlacionadas com a infecção: uveíte, síndrome de Sjögren, dermatite infecciosa, polimiosite, artropatias, tireoidite, polineuropatias, alveolite linfocitária, linfoma cutâneo de células T, estrongiloidíase, escabiose, hanseníase e tuberculose. Tornou-se importante o conhecimento das possíveis manifestações clínicas do vírus HTLV em diversas especialidades médicas(Poiesz BJ, Ruscetti FW, Gazdar AF, Bunn PA, Minna JD, Gallo RC.,1980; Carneiro-Proietti ABF, Ribas JGR, Catalan-Soares BC, Martins ML, Brito Melo GEA, Martins-Filho AO, 2002; Verdonck K, Gonzalez E, Van Dooren S, Vandamme AM, Vanham G, Gotuzzo E, 2007; Gessain A, Barin F, Vernant JC, Gout, Maurs, Calender, 1985; Osame M, Usuku K, Izumo S, Ijichi N, Amitani H, Igata A, 1986; Román GC, Osame M.,1988)

O número exato de infectados pelo HTLV no mundo não é conhecido. Estima-se que 15 a 20 milhões de pessoas estão infectadas, na maioria pelo HTLV-1, com uma distribuição heterogênea nas diversas regiões. Alta prevalência na população geral é observada no sul do Japão (10%), Jamaica e Trindade Tobago (6%), Guiné-Bissau, Camarões e Benin (5%)9,10. Na América do Sul (Argentina, Brasil, Colômbia e Peru), observa-se uma prevalência de 2% de soropositividade baseada em estudos em doadores de sangue. No Brasil, estudo realizado em doadores de sangue das 27 capitais, demonstrou uma distribuição heterogênea, com uma variação de 0,4/1000 em Florianópolis (SC) a 10/1000 em São Luís (MA). Destacam-se como estados de maior prevalência o Maranhão, Pará, Pernambuco e Bahia (6,7 a 10/1000). Apresentam-se com média prevalência o Acre, Amazonas, Ceará, Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais, Paraíba, Rio de Janeiro e Tocantins (3,4 a 6,6/1000). Os demais estados apresentam uma prevalência abaixo de 3,4/1000(Proietti FA, Carneiro-Proietti ABF, 2006; Catalan-Soares B, Carneiro-Proietti ABF, Proietti FA., 2005; Gotuzzo E, Moody J, Verdonck K, Cabada MM, González E, Dooren SV, et al. Frequent HTLV-1, 2007).

Quatro tipos distintos de vírus linfotrópicos para células T de humanos (HTLV) já foram identificados. O HTLV-1, em uma linhagem de células T (HUT 102) estabelecida de um paciente com linfoma cutâneo; o HTLV-2, isolado de outra linhagem de células T derivadas do baço de um paciente com uma forma rara de leucemia apresentando células pilosas; o HTLV-3 e HTLV-4, identificados em pacientes da Republica dos Camarões que tiveram contato com primatas não-humanos.Os HTLVs estão classificados na família Retroviridae.

Vírus linfotrópico de células T humanas é considerado Retroviridae (compreendendo a família de vírus e retrovírus pertencem à subfamília Oncovirinae).Eles são chamados retrovírus porque uma parte do seu ciclo de vida invertida dos processos normais de transcrição do DNA para o RNA.O vírus linfotrópico de células T humanas são tipos de vírus I e II de tipo C que infectam as células CD4 + humanos.HTLV - I está relacionada a duas doenças humanas raras:-células T do adulto Leucemia (ATLL) e paraparesia espástica tropical e linfoma.O HTLV - II geralmente não causa qualquer danos, mas, em alguns casos, está associado com a leucemia das células pilosas(Mann A, Hisada M, La Grenade L. Human T , 1999; Poiesz BJ, Ruscetti FW, Gazdar AF, Bunn PA, Minna JD, Gallo RC, 1980; Cann AJ, Chen ISY. Human T-cell, 1996; Vásquez P. HTLV - I (Human T-lymphotropic virus), 2003; Madeleine MM, Wiktor SZ, Goedert JJ, Manns A, Levine PH, Biggar R, et al. HTLV-I and HTLV-I, 1993; Gotuzzo E, Arango C, De Queiros-Campos Abelardo, Isturiz R., 2000; Poiesz BJ, Ruscetti FW, Reitz MS, Kalyanaraman VS, Gallo RC, 1981; Hinuma Y, Nagata K, Hanaoka M, Nakai M, Matsumoto T, Kinoshita KI. Adult T-cell leukemia, USA 1981; Zaninovic V, Arango C, Biojo R., 1988; Gessain A, Barin F, Vernant JC, Gout O, Maurs L, Calender A, 1985; Khabbaz RF, Hartley TM, Oberle MW. Seroprevalence of Human T-Lymphotropic Virus Type I (HTLV-I), Costa Rica. 1990; Manns A, Blattner W. The epidemiology of the human T-Cell lymphotropic virus type I and type II, 1991).

Patogênese.HTLV-1.O HTLV-1 infecta, predominantemente, células TCD4+, mas células TCD8+ também podem ser infectadas. A incorporação do HTLV-1 no genoma das células TCD4+ pode resultar em uma infecção silenciosa, em que apesar de sequencias do HTLV-1 estarem presentes na célula hospedeira, o RNAs mensageiros virais não são detectáveis. A grande maioria das infecções é assintomática, e uma pequena porcentagem de indivíduos pode desenvolver leucemia de célula T do adulto (LTA) ou a paraparesia espática tropical/mielopatia associada ao HTLV-1.

HTLV-2.Ao contrário do HTLV-1, o HTLV-2 estimula a proliferação de linfócitos TCD8+ in vivo. Embora o HTLV-2 tenha sido isolado de um paciente com uma forma atípica de leucemia de células T pilosas, seu papel como causador da doença ainda não foi definido.

HTLV-1/Leucemia de célula T do adulto (LTA).A LTA é uma leucemia de célula T que ocorre em 1 a 5% de pessoas infectadas com o HTLV-1 e é mais freqüente em homens. O tempo médio estimado entre a infecção e o desenvolvimento de leucemia é de aproximadamente 30 anos. Dados epidemiológicos indicam que a leucemia se desenvolve, principalmente, em indivíduos infectados durante o nascimento; a idade em que o indivíduo entra em contato com o vírus pode ser importante para o desenvolvimento da doença. A leucemia é uma doença agressiva é letal, com uma sobrevida de aproximadamente seis meses, possuindo quatro classificações: assintomática; pré-leucêmica; lenta e crônica e por fim aguda. A forma lenta apresenta lesões na pele e pode permanecer durante anos, e é caracterizada por poucas células leucêmicas circulantes. A LTA crônica é acompanhada por um número aumentado de células leucêmicas circulantes e infiltrada na pele, no fígado, no baço e nos pulmões; a sobrevida média é de aproximadamente 24 meses. A fase aguda que é caracterizada por uma contagem elevada de leucócitos, pode se apresentar como uma leucemia ou como um linfoma; são observados hipercalcemia, lesões de pele, lesões ósseas e envolvimento pulmonar. Apesar da quimioterapia intensa, mais da metade dos pacientes morre em aproximadamente seis meses(Carneiro-Proietti AB, Catalan-Soares B, Proietti FA and GIPH (Interdisciplinary HTLV-I/II Research Group). Human T Cell, 2002; Sanchez-Palacios C, Gotuzzo E, Vandamme AM, Maldonado Y. Seroprevalence and risk factors for human T-cell lymphotropic virus (HTLV-I), 2003; Veda K, Kusuhara K, Tokugawa K. Transmission of HTLV-I., 1988; Hino S, Yamaguchi K, Katamine S, Sugiyama H, Amagasaki T, Kinoshita K, 1985; Gotuzzo E, Escamilla J, Phillips I, Sanchez J, Wignall S, Antigoni J. The impact of human T lymphotropic virus type I/II infection, 1992; Zurita S, Costa C, Watts D, Indacochea S, Campos P, Sanchez J, et al. Prevalence of Human retroviral infection in Quillabamba and Cuzco, Peru, 1997; Manns A, Wilks RJ, Murphy EL, Haynes G, Figueroa JP, Barnett M, 1992; Yoshida M. Multiple viral strategies of HTLV-I, 2001; Yi M, Brennan MB, Sakai JA, Mora CA, Jacobson S, 2001; La Grenade L, Manns A, Fletcher V, Derm D, Carberry C, Hanchard B. Clinical, pathologic, 1998; Uchiyama T, Yodoi J, Sagawa K, Takatsuki K, Uchino H. Adult T-cell leukemia, 1977; Pombo De Oliveira MS, Matutes E, Famadas LC, Schulz TF, Calabro ML, Nucci M, 1990; Valle AC, Galhardo MC, Leite CC, Araujo AQ, Cuzzi-Maya T, Maceira JP, 2001; Gioseffi ON, Nucifora E, Fantl D, Dufour C, milone J, Di P. Leucemia-linfoma T del adulto HTLV-I positive, 1995).

Paraparesia Espástica Tropical/ Mielopatia Associada ao HTLV-1 (PET/MAH)É uma doença desmielinizante progressiva crônica que causa danos principalmente no cordão torácico-espinhal, e é mais freqüente nas mulheres. Os sintomas iniciais são fraqueza e rigidez dos membros inferiores.

Ainda não se sabe se a maior parte dos danos neurológicos ocorre no primeiro ano empós a infecção; indivíduos que após três anos do aparecimento dos sintomas inicias desenvolvem um quadro de paralisia unilateral, o tempo médio ate o confinamento em cadeira de rodas é de quatro anos.

Na leucemia de célula T pilosa, o DNA proviral HTLV-1 é encontrado predominantemente em células TCD8+, diferentemente do que se observa na leucemia pelo HTLV-1, em que é encontrado 90 a 99% do provirus em células TCD4+CD8-.

Diagnostico Laboratorial.

É feito por pesquisa de anticorpos no soro do individuo por ensaio imunoenzimático (ELIZA) ou ensaios de aglutinação de partículas de látex ou de gelatina e confirmado por Westerm blotting, sendo empregado também para diferenciar a infecção causada pelo tipo 1 e 2. Também são usados métodos moleculares como a reação em cadeia da polimerase (PCR) são necessários para determinar a linhagem do vírus.

Prevenção, Controle e Tratamento.

A prevenção e o controle têm sido feitos com a utilização de preservativos, agulhas e seringas esterilizadas, triagem sorológica em doadores de sangue e órgãos. O tratamento se torna mais eficaz quando associado à utilização da citocina GM-CSF como um fator de suporte.

Em modelos utilizando animais, inibidores de desacetilação de histonas, que induzem apoptose celular, foram capazes de reduzir o volume dos tumores, oferecendo um novo caminho para o tratamento da LTA.

Pelo fato de essa doença ser de natureza inflamatória, os glicocorticóides estão entre as principais drogas empregadas no seu tratamento, mas, apesar da resposta inicial favorável observada durante o tratamento, esse medicamento não parece alterar a progressão da doença e ainda não existe uma vacina disponível para os seres humanos.

VÍRUS DO PAPILOMA HUMANO.

O vírus do papiloma humano (HPV) foi o primeiro vírus tumorgênico a ser transmitidos experimentalmente de um hospedeiro para outro.

Os papilomavírus (PVs) são classificados baseados na homologia da seqüência de leitura aberta (open reading frames- ORFs) L1, que codifica a principal proteína estrutural do vírus. Com base neste critério, os PVs estão classificados em 12 gêneros, onde o papilomavírus humano (HPVs) estão agrupados em cinco gêneros.

Alpha-papilomavirus infecta mucosa genital e não-genital e genitália externa, embora uma espécie pertença a esse gênero infecte, principalmente, a pele e regiões não-genitais.

Os gêneros Beta-, Gamma-, Mu- e Nu- papillomavirus também infectam a pele em regiões não-genitais.

Os HPVs que infectam o trato genital são classificados de acordo com sua capacidade de induzir alterações pré-malignas ou malignas, em HPVs de baixo risco (6 e 11) e HPVs de alto risco (16, 18, 31, 33, 35, 45).

O DNA viral é uma fita dupla circular é composto por um capsídeo. O HPV é replicado no núcleo celular, porém pouco se conhece das etapas de replicação. O receptor de superfície celular para HPV ainda não foi identificado.

A maioria dos papilomavírus parecer entrar na célula através de endocitose depende de clatrinas medidas por receptores.

O desnudamento do capsídeo e a exposição do genoma viral ocorrem dentro do endossomo, e a proteína L2 é responsável pela saída e transporte do DNA viral para o núcleo celular.

A infecção latente representa a maioria das infecções pelo HPV. O período de incubação pode variar de seis semanas a dois anos.Processo de formação de um carcinoma.

O HPV penetra na mucosa através de uma microfissura, comum no epitélio feminino, onde entra em contato direto com a membrana externa das células epiteliais, com o contato ele passa interagir com a célula hospedeira, e libera o DNA viral no interior da célula.

Em seguida o DNA viral se introduz no interior do núcleo celular, onde se vale do equipamento bioquímico ali existente para se reproduzir o que faz dividindo-se e produzindo novas partículas virais.

Em condições normais o DNA viral é uma dupla hélice circular, em quanto à população viral se reproduzir mantendo o DNA como um anel fechado não existe risco imediato. Porém certos tipos de HPV, por motivos indeterminados podem sofrem alterações no seu DNA, que se rompem dentro do núcleo das novas células e mudam de um formato circular para um formato aberto.Essa mudança no DNA viral é o primeiro passo para formação do câncer de útero, pois o DNA do vírus se incorpora facilmente no DNA celular, dependendo do trecho do DNA que ocorre a junção as células infectadas começam a produzir E6 e E7 que saem do núcleo e passam a inibir as proteínas p53. Ela realiza a proteção celular, impedindo a sobrevivência das mutações celulares, sua tarefa é garantir que as divisões celulares se mantenham normais e as novas células sejam copias iguais as das células mãe, assim quando ocorre uma mutação a p53 identifica o problema e corrige o defeito ou conduz a célula defeituosa à morte celular se o conserto for impossível. Ao inibirem a proteína p53 as oncoproteínas E6 e E7 abrem a porta para a multiplicação celular desordenada e para a progreção do câncer.

Resposta imunológica.

A resposta imune células parece ser mais importante para a regressão da infecção, enquanto a imunidade humoral ajuda a impedir o espalhamento da infecção no hospedeiro infectado, além de reduzir a probabilidade de uma reinfecção. Pacientes imunodeprimidos apresentam risco de desenvolver uma infecção persistente e câncer cervical.

Manifestações clínicas.

As manifestações clínicas são dividas em infecções causadas pelo vírus que infectam a pele, e vírus que infectam mucosas, entre elas a Cutânea, exemplos: Verruga comum: são observadas em mãos e joelhos, as verrugas são múltiplas, bem delimitadas, com superfície rugosa e hiperceratinizadas,

Agente etiológicos (AE): HPVs 2 e 4; Verruga plantar: são lesões únicas, dolorosas, encontradas no calcanhar e na sola dos pés, AE: HPV 1; Verruga plana: AE: HPVs 3 e 10. As lesões são múltiplas ou únicas, pequenas, planas, encontradas nas mãos, braços e face de criança e adolescentes; Epidermodisplasia verruciforme: é uma doença rara e hereditária, observadas em pessoas com deficiência da resposta imunológica, apresentam lesões semelhantes a verruga plana e máculas coloração marrom-avermelhada na face e extremidade. AE: HPVs 3 e 10 nas lesões semelhantes à verruga plana, e os tipos 5 e 8 no carcinoma de células escamosas(Carneiro-Proietti AB, Catalan-Soares B, Proietti FA and GIPH (Interdisciplinary HTLV-I/II Research Group). Human T Cell, 2002; Sanchez-Palacios C, Gotuzzo E, Vandamme AM, Maldonado Y. Seroprevalence and risk factors for human T-cell lymphotropic virus (HTLV-I), 2003; Veda K, Kusuhara K, Tokugawa K. Transmission of HTLV-I., 1988; Hino S, Yamaguchi K, Katamine S, Sugiyama H, Amagasaki T, Kinoshita K, 1985; Gotuzzo E, Escamilla J, Phillips I, Sanchez J, Wignall S, Antigoni J. The impact of human T lymphotropic virus type I/II infection, 1992; Zurita S, Costa C, Watts D, Indacochea S, Campos P, Sanchez J, et al. Prevalence of Human retroviral infection in Quillabamba and Cuzco, Peru, 1997; Manns A, Wilks RJ, Murphy EL, Haynes G, Figueroa JP, Barnett M, 1992; Yoshida M. Multiple viral strategies of HTLV-I, 2001; Yi M, Brennan MB, Sakai JA, Mora CA, Jacobson S, 2001; La Grenade L, Manns A, Fletcher V, Derm D, Carberry C, Hanchard B. Clinical, pathologic, and immunologic features of human T-lymphotropic virus type I-associated infective dermatitis in children. Arch Dermatol 1998; 134: 439-44; Uchiyama T, Yodoi J, Sagawa K, Takatsuki K, Uchino H. Adult T-cell leukemia: clinical and hematologic features of 16 cases. Blood 1977;50:481-92; Pombo De Oliveira MS, Matutes E, Famadas LC, Schulz TF, Calabro ML, Nucci M, et al. Adult T-cell leukaemia/lymphoma in Brazil and its relation to HTLV-I. Lancet 1990;336:987-90; Valle AC, Galhardo MC, Leite CC, Araujo AQ, Cuzzi-Maya T, Maceira JP, et al. Adult T-cell Leukemia/Lymphoma associated with HTLV-I infection in a brazilian adolescent. Rev Inst Med trop S Paulo 2001;43:283-6.; Gioseffi ON, Nucifora E, Fantl D, Dufour C, milone J, Di P. Leucemia-linfoma T del adulto HTLV-I positiva en Argentina. Sangre (Barcelona) 1995;40:421-4.; Gotuzzo E, Verdonck K, Gonzáles E, Cabada M. Virus Linfotrópico Humano de Células Tipo 1 (HTLV-1): una Infección endémica en el Perú. Rev Peru Med Exp Salud Publica 2004;21:253-60; Sweet RD. A pattern of eczema in Jamaica. Br J Dermatol 1966;78 :93-100; Walshe MM. Infective dermatitis in Jamaican children. Br J Dermatol 1967;79:229-36; La Grenade L, Hanchard B, Fletcher V, Cranston B, Blattner W. Infective dermatitis of Jamaican children: a marker for HTLV-I infection. Lancet 1990;336:1345-7).

Mucosas.Papilomatose respiratotia recorrente: é uma doença que é caracterizada pela presença de lesões epiteliais de aspecto verrucoso, únicas ou múltiplas, podem ser sésseis ou pediculadas, geralmente recorrentes, apresentam grande morbidade. As lesões afetam boca, nariz, faringe, esôfago e toda árvore traqueobrônquica. Na laringe os locais acometidos frequentemente são as pregas vocais, epiglote e as pregas vestibulares. Os tipos de HPVs responsáveis são do tipo 6 e 11 na papilomatose laríngea, mas podem ser encontrados 16 e 18 em lesões com potencial de malignidade.

Infecção oral: A infecção pode sem assintomática ou associada a lesões únicas ou múltiplas em qualquer parte da cavidade oral. O papiloma oral é causado pelos tipos 6,11 e 16.

Papiloma Conjuntival: Raro, ocorre em qualquer idade. AE: HPVs 6 e 11.

Verrugas anogenitais:  Apresenta manifestações como verrugas ou condilomas na vulva, meato uretral, pênis, períneo, ânus, colo uterino e vagina. O condiloma acuminado compreende múltiplas lesões granulares e verrucosas, da cor da pele, acinzentadas, vermelhas ou hiperpigmentadas. As lesões maiores parecem uma couve-flor e pequenas podem ser filiformes(Ramos W, Galarza C, Chávez de Paz P, Bobbio L, Gonzáles D, Gutierrez E, et al. Manifestaciones cutáneas de la infección por HTLV-I, en el Hospital Nacional Dos de Mayo. Ana Fac Med (Lima) 2006; 67 (Supl 1): S58; Salomón S, Maquera L, Del solar M, Bravo F. Dermatitis infectiva asociada a HTLV-I en adultos. Fol Dermatol Per 2001;12:41-3; Aquije M, Ballona R. Dermatitis infectiva asociada a HTLV-I en el Servicio de Dermatología del Instituto de Salud del Niño. Fol Dermatol Per 2002;13:27-31; La Grenade L, Schwartz RA, Janniger CK. Chilhood Dermatitis in the tropics: with special emphasis on infective dermatitis, a marker for infection with Human T-cell Leukemia Virus I. Cutis 1996;58:115-8; Puell L, Ballona R, Cáceres H, Bravo F, Del Solar M, Castro R, et al. Características clínicas y epidemiológicas de la dermatitis infectiva infantil en dos hospitales peruanos, período 2000-2002. Dermatol Pediatr Lat 2004; 2: 109-16; Del Giudice P. HTLV-I and scabies. J Am Acad Dermatol 1997;36:134-5; Blasco M, Bravo F, Castillo W, Cairampoma R, Cabrera E, Gotuzzo E. Sarna noruega y paraparesia espástica tropical en pacientes infectados con HTLV-1. Reporte de 3 casos y discusión de la literatura. Rev Soc Per Med Inter 2003;16:25-8).

Diagnóstico Laboratorial.

Os métodos de diagnóstico laboratorial são realizados através da combinação de testes específicos e inespecíficos.

Testes inespecíficos importantes:

Colposcopia: è empregada pela detecção de lesões subclínicas. Nesse exame, são empregadas substâncias que tornam as lesões visíveis.

Citopatologia: Identifica tanto alterações celulares benignas como aquelas de maior gravidade.

Histopatologia: os critérios histopatológicos permitem o diagnostico de infecção por HPV, mas não identificam o tipo viral envolvido.

Microscopia eletrônica: Revela a presença de partículas virais intracelulares.

Imunocitoquímica: O testo é baseado na procura de antígenos em esfregaço celulares empregando anticorpos dirigidos para proteínas comuns aos papilomavírus, conjugados com peroxidase ou substancia florescente. A sensibilidade do teste é limitada, e varia com o tipo de lesão.

Testes para a detecção do ácido nucléico viral: detecta a infecção, são mais sensíveis para determinar o tipo HPV envolvido, dependendo do método empregado.

Epidemiologia, tratamento e prevenção.Apresenta distribuição mundial, torno de 30 milhões de pessoas estão infectadas com HPV, onde 470.00 apresentam incidência de câncer cervical, e 80% em países desenvolvidos. Nos países dito “civilizados”, isso ocorre devido os pacientes serem periodicamente submetidos a exames de DNA e Papanicolaou e de alto nível de infra-estrutura requerida para implementar os testes de forma efetiva abrangendo o público-alvo.

A prevenção seria a vacina que previne HPV do tipo 6, 11, 16 e 18, tendo eficiência em 95%. O controle pode ser realizado com o uso de preservativos. O tratamento consiste na remoção das verrugas pelo emprego de agentes físicos (laser, crioterapia, eletrocauterização) e químicos. Para o tratamento de verrugas cutâneas, existe um fitoterápico à base de extrato alcoólico da planta Thuya occidentalis. Em casos de carcinoma cervical, recomenda-se remoção cirúrgica acompanhada de quimioterapia e/ou radioterapia.

VÍRUS EPSTEIN-BARR.

Mais conhecido pela denominação inglesa, Barr Vírus (EBV), foi descoberto, em 1964, por um estudo de microscopia eletrônica, cultura de células obtidas de linfoma de Burkitt. Quatro anos após, em 1968, demonstrou-se que o EBV era o agente etiológico da mononucleose infecciosa.

Estudos posteriores comprovaram que, na realidade, as células B da orofaringe, representam o sítio primário da infecção.

Epstein-Barr vírus ou simplesmente EBV, é um vírus da família Herpes, conclusão é que causa a mononucleose infecciosa, em humanos. Existe forte correlação entre a infecção latente pelo EBV e o desenvolvimento de diversos tumores malignos, como o linfoma de Burkitt, a doença de Hodgkin, o linfoma B e ocarcinoma nasofaríngeo. Há, também, evidências de que o EBV possa estar associado a outras neoplasias malignas, principalmente a carcinomas gástricos, carcinomas mamários, leiomiossarcomas, linfomas T e carcinomas linfoepitelioma-like de glândulas salivares, pulmão e timo. Várias das proteínas expressas pelo EBV atuam diretamente, como oncogene, estimulando a proliferação das células infectadas. Além disso, o DNA viral, ao integrar-se ao genoma do hospedeiro, pode causar mutações em genes reguladores do ciclo celular, sobretudo no gene supressor, tumoral, p53, favorecendo o aparecimento de células neoplásicas.

Doença de hodgkin ou linfoma de Hodgkin.

ALH, caracteriza-se por ser uma neoplasia do sistema linforreticular, em que o EBV esta presente nos tumores.

Apresenta característica clinica e histológicas distintas. Origina-se de uma única célula B.Dois Grupos:LH Nodular e LH Clássico.

Sintomas são linfonodos aumentado no pescoço, na axilia ou na virilia na pele pode apresentar prurido intenso.

O DNA do EBV ou proteínas virais podem ter um papel patogênico em carios outros tumores nos quais eles tem sido detectados, linfoma nasais de células T.

O DNA viral ou proteínas também já foram detectados e linfomas de células T periféricas, os quais podem ser acompanhados de uma síndrome hemofagocitica associada ao vírus.

Linfoma não-hodgkin.

Classificado como a segunda neoplasia mais comum em pacientes infectados pelo HIV.

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