Teoria geral das tensões - mário ferreira dos santos

Teoria geral das tensões - mário ferreira dos santos

(Parte 1 de 5)

Mário Ferreira dos Santos

Direitos autorais dos herdeiros do Autor

Advertência

O manuscrito “Teoria Geral das Tensões” foi escrito pelo autor em fichas numeradas, que seriam depois utilizadas no desenvolvimento da obra. Com o seu falecimento não foi realizado este trabalho. Nosso trabalho foi apenas copiar as fichas na ordem deixada.

Índice Provisório

01 Esquema do Tratado de Teoria Geral das Tensões 02 Imanência e Transcendência das Tensões 03 Tensões – Citações de livros: Cassirer – Cuvier – Goethe 04 Tese solta 05 Esquema (Divisão) 06 Tensão: Princípio de Individualidade – Fuetscher (citação) 07 Temas a ser tratados (8 temas) 08 (Sem título) – Conteúdo: Enciclopedismo; crítica 09 (Sem título) – Conteúdo: Enciclopedismo; crítica 010 Organização da Teoria Geral das Tensões 011 (Sem título) – Tem coerência com as folhas. 8 e 9 012 (Título cortado). Citação: Le jeune enfant dans le monde moderne 013 Tese solta (Loucura e símbolo) 014 Tese solta ( Visão dialética antinomista (Analogia) 015 Tese solta (O existir cósmico como ato contemporâneo) 016 A Filosofia para nós

021 Sem títuloDogmatismo
022 Sem títuloAnelo fáustico
023 Sem títuloFilosofia ocidental e oriental

017 Diferenças entre as culturas 018 Sem título : Cosmovisão 019 Sem título: Cosmovisão 020 Sem título: Crítica Cepticismo 024 Sem título 025 O juízo como tensão 026 O juízo como tensão (alusão a Ockham) 027 O juízo como tensão 028 O juízo como tensão 029 O juízo como tensão 030 A abstração no homem 031 Definição da unicidade 032 A unidade e o salto qualitativo 033 Esquema da Teoria Geral das Tensões 034 Planos e esferas 035 Lei da MPME 036 Tensão. Esquema 037 Esquema do livro Teoria Geral das Tensões 038 Causalidade 039 Ciência 040 Ciência 041 Ato e potência 042 Refutação de Kant 043 Refutação de Hegel 044 A alma 045 As relações no conhecimento 046 Conhecimento do singular e do universal 047 Categorias dialéticas. Homogêneo e heterogêneo

048 Causalidade e finalidade 049 Contingência para Wolf 050 Compreensão (Explicação) 051 Transcendência da consciência 052 Culturas incipientes 053 Contradição 054 O conceito de processo 055 Concreto 056 A influência do odor na formação das realidades extra-geométricas 057 Causa eficiente e final e conhecimento 058 Sistemas de conduta 059 Conhecimento de Deus 060 Conhecimento de Deus (Possest) 061 Pureza e liberdade 062 Pathos 063 Contradição. Estrutura. Planos, etc. 064 Cooperação dos elementos consistentes de uma tensão 065 Psicologia atomista 066 O todo e a parte 067 Potencial e atual 068 Potência intrínseca e extrínseca 069 Potência ativa e passiva 070 (Sem título) Psicologia do conhecimento 071 O conceito e a ordem 072 Ordem 073 Objeto e transobejto 074 Analogia das ordens 075 As ordens 076 A ordem 077 Incompatibilidade e recusa 078 Conceito de real

079 Relação e proporcionalidade 080 Revoluções 081 Representações como um Todo 082 As causas da revolução 083 Redutibilidade 084 As regressões 085 O nada no Ocidente e no Oriente 086 Necessidade e liberdade 087 Atividade negativa ética 088 Número 089 O número 090 Conceitos e números 091 O número 092 Número 093 O presente no tempo (Hegel) 094 Esquema de espaço e a ação da visão (exemplos) 095 Espaço e tempo 096 O fator econômico e a história 097 Fisiologia e Freud 098 Definição de Filosofia 099 As formas platônicas 100 Essência e existência 101 As formas e os átomos 102 Existir é opor-se 103 Existir e existencialidade 104 Mediação do espírito 105 Em si e por si 106 O estar como inhesão 107 Esquemas gerais 108 A exemplaridade 109 Ego habeo factum e relógio e técnica

110 Para a teoria do ciclo das formas viciosas 1 Sobre a distinção 112 Sobre a distinção 113 O sucesso de uma doutrina 114 Indução e idéia platônica 115 (Sem título) 116 (Verificar) o sujeito x objeto - dialética 117 Determinismo signalamático 118 Deus 119 Deus 120 Deus e o futuro (citação) 121 A definição tensional 122 (Sem título) 123 (Sem título) Tensão 124 (Sem título) Tensão 125 (Sem título) Tensão 126 (Sem título) Assunção 127 Distinção real-física entre ato e potência 128 Atração e repulsão e Todo 129 Potência e Ato (distinção). A síntese do Possest 130 Ato e Potência 131 Dialética do fim e da destruição das tensões 132 Ato, potência e ato puro 133 Dialética do ato e potência 134 A tensão como composição de ato e potência 135 Alteridade na consistência da tensão 136 Alteração parcial e total da tensão 137 Lei de Integração Tensional 138 Síntese do tomismo 139 As tensões como esquemas 140 Esquemas

141 Organização e adaptação 142 As formas e os átomos 143 Conexão das tensões 144 A tensão na escolástica 145 Fatores das tensões 146 Princípios tensionais 147 Ordem das tensões 148 Aspectos qualitativos e quantitativos da tensão 149 Coordenadas internas da tensão 150 Invariantes nas tensões 151 Quantidade e qualidade nas tensões 152 A formação das tensões 153 Teoria das tensões 154 Tensão e concreção 155 Princípio de interpretação dos elementos tensionais 156 Topicidade das tensões 157 A tensão no plano da totalidade 158 As tensões no plano da série, do sistema e do microcosmo 159 Os planos tensionais 160 Homogeneidade e heterogeneidade das tensões 161 Os campos interacionais 162 Elementos tensionais 163 Modificações das tensões 164 Elementos estranhos à tensão 165 Exclusão de elementos tensionais 166 Integração e desintegração da tensão 167 Lei da destruição da tensão 168 Possibilidade e desintegração da tensão 169 Lei da transfiguração e da desintegração 170 Lei da conservação da tensão 171 Fusão dos esquemas

172 Dos esquemas (formação, divisão, etc.) 173 Atualizações e virtualizações na tensão 174 Princípios dialéticos de finalidade nas tensões 175 Os elementos da tensão 176 Conservação da tensão - exemplos 177 Coordenação dos esquemas 178 O processo de acomodação-assimilação nas tensões 179 A assimilação biológica 180 As lógicas da tensão 181 As possibilidades tensionais ante o Todo 182 As possibilidades tensionais ante o Todo 183 Perfeição tópica e fáustica. O Todo 184 A contradição na dialética das tensões 185 O Todo como máximo e como minimum 186 Coincidência no ser – monopluralismo 187 O Possest como tensão 188 Ser e Estar: Ter e Haver 189 Implicância do conceito de nada com o de estar 190 O Possest e o Mal 191 A perfeição do Possest 192 O Possest como liberdade 193 O Possest como ato puro 194 Contradições no Possest 195 A tensão na biologia e na psicologia 196 Tensões na linguagem 197 A tensão 198 Variância das tensões abertas ou fechadas 199 Atualização e virtualização nas tensões 200 Tensões abertas e fechadas 201 Incorporação das tensões 202 Tensões, esquemas e forma

203 A forma das tensões 204 Esquemas matemáticos e Platão 205 Tensões e Marx 206 O todo e as partes 207 Exemplos da totalidade 208 Tensão e sua diferença da soma 209 Contra a concepção atomista 210 Auto-regulação das tensões 211 Exemplos de auto-regulação 212 Os esquemas do espaço como um todo 213 O corpo como um todo 214 As tensões na psicologia, na física e na fisiologia 215 As tensões na fisiologia 216 A visão e as tensões 217 As tensões em antagonismo 218 As tensões nos animais 219 Captação da tensão 220 Exemplos de aumento da tensionalidade 221 Antinomia fundamental das tensões 2 Críticas à teoria tensional 223 Esquemas incompletos 224 Esquemas de insatisfação 225 Esquemas de insatisfação 226 Completação e enclausuramento das tensões 227 Desintegração das tensões 228 Fluxos e refluxos nas tensões 229 As tensões como reversibilidade e irreversibilidade 230 A técnica e o homem 231 A tríada de Proclo 232 Perduração das tensões 233 Exemplos de perduração das tensões

234 Lei da incorporação e da excorporação das tensões 235 A excorporação 236 A atividade da tensão (divisões) 237 A colmeia e o formigueiro como um todo 238 A sociedade repetindo como tensão a tensão individual 239 Exemplos de tensões incompletas 240 A forma da tensão 241 Exemplos de tensão 242 Exemplos de tensão 243 Exemplos de tensão 244 O acaso e as tensões 245 Diferença entre as tensões 246 O movimento e a tensão 247 Funcionamento das tensões 248 Funcionamento de uma tensão 249 O salto qualitativo nas tensões 250 Ruyer e as tensões 251 A tensão e a biologia 252 A tensão na biologia 253 Concepção tensional 254 As tensões na sensação 255 Exemplos da influência sobre os elementos componentes 256 Exemplos de concepção tensional 257 Acontecimentos imprevistos nas tensões 258 Exemplos de acontecimentos imprevistos nas tensões 259 O número das tensões (exemplos) 260 Grau de complexidade das tensões 261 Atividade das tensões incompletas 262 Constelações tensionais como objetos das ciências particulares 263 Classificação das tensões 264 Exemplos de constelação tensional

265 As tensões no mundo da cultura e da natureza 266 Tensão do triângulo 267 O valor dos esquemas 268 O mundo físico e os nossos esquemas 269 Distinção entre o todo e suas partes na tensão 270 Funcionamento tensional das ciências 271 Tensão na natureza 272 As tensões e o valor 273 As coordenadas tensionais e o valor dos indivíduos 274 O valor da tensão enquanto tal 275 Transcendência final 276 Transcendência do Possest 277 O tensionalismo 278 Nós e Deus 279 As transfigurações das tensões 280 As tensões funcionais 281 A tensão na cultura e na história 282 As tensões na história e na cultura 283 Transfiguração nas culturas (exemplos) 284 As tensões das eras culturais 285 O homem como tensão 286 Homogeneidade e heterogeneidade das tensões 287 Totem e Tabu 288 Transfiguração 289 Todo (Possest) 290 As esferas da tensão 291 As esferas 292 Soma e Todo 293 As esferas 294 Esferas 295 Tensão na filosofia

296 Técnica 297 Exemplos da tensão da alma 298 Tensão na história 299 O todo como mais do que as partes (exemplos) 300 Funcionamento das tensões campicamente consideradas 301 Identidade e alteridade funcional 302 Tensões acidentais 303 O Todo e parte e seus impulsos 304 Tensão e relação quantitativa e qualitativa 305 O pulsativo das tensões 306 Dialética da posicionalidade e oposicionalidade das tensões 307 Número e matemática. Tensão como número 308 Exemplos de coesão 309 Exemplos de tensões móveis 310 A tensão no pensamento mágico 311 Ação da tensão como todo sobre as partes 312 A tensão no casamento 313 A tímesis parabólica e os valores 314 Todo e parte 315 Tensões e a Física 316 Tensão – Um, divisão, indivisão – conservação 317 Citação de Santo Tomás 318 Citação de Santo Tomás 319 Citação de Santo Tomás 320 Citação de Santo Tomás 321 Citação de Santo Tomás 322 Citação de Santo Tomás 323 Citação de Santo Tomás 324 Citação de Santo Tomás 325 Citação de Santo Tomás 326 Citação de Santo Tomás

327 Citação de Santo Tomás 328 Citação de Santo Tomás 329 Citação de Santo Tomás 330 Citação de Santo Tomás 331 Tempo, espaço e pensamento 332 Tensões 3 O valor das tensões 334 Citação 335 Unidade e tensão 336 Imanência e transcendência nas tensões 337 Transcendente e Imanente 338 Tensão como transcendência 339 Eternidade e Tempo 340 Tempo 341 Tensão orgânica e inorgânica 342 O nexo entre as tensões 343 Esquema como Gestalt 344 Coordenação de esquemas 345 A ordem da unificação dos esquemas tensionais 346 Os esquemas como Gestalten c/ história 347 Esquema e Gestalt 348 Tempo e espaço no pensamento operatório 349 Possibilidades numa conjuntura de tensões de novas tensões 350 Assimilação e acomodação nas tensões 351 Crítica a lei de pregnância 352 A não contradição 353 Generalização de um esquema 354 A quem servem os esquemas 355 Inteligência 356 Objetividade dos esquemas abstratos 357 Influência dos esquemas na realidade social e vice-versa

358 Relatividade dos esquemas 359 Pensamento simbólico e intuitivo 360 Esquema da formação dos conceitos 361 É assimilável apenas o semelhante 362 Construção da realidade e do pensamento na criança 363 Tensões - Dialética da intensidade e da extensidade 364 Tensões – Dialética do epimeteico e do prometeico 365 Para a Teoria das Tensões 366 Atributos do Possest (Deus) 367 A possibilidade no Todo-Homogêneo-heterogêneo no Todo 368 O Possest e a sua omnipotência 369 Participação da tensão 370 Sobre a participação de Tomás de Aquino 371 O Possest 372 O ser da parte 373 Participação 374 A participação 375 Irredutibilidade dos planos 376 O Possest 377 O Possest 378 O Possest 379 O Possest criador 380 O Possest 381 Possest 382 Deus criador de formas substanciais 383 Tensão do Um 384 O Possest 385 O Possest 386 O Possest 387 O Possest e o Ato e Potência 388 A imaginação em Nicolau de Cusa

389 O Possest 390 Possest e Potensão 391 Por que há criação? 392 Para as tensões 393 Citação 394 Tempo e espaço 395 Tempo e espaço 396 Tempo e espaço 397 Tempo e espaço 398 O Tempo 399 Metodologia em face do tempo

Esquema do Tratado da Teoria Geral das Tensões 1) As acepções do termo tensão (tam do sânscrito) – tónos de Plotino. 2) O conceito de ordem 3) O conceito de Todo e Parte e Relações Funções 4) O conceito de Harmonia – Conceitos análogos 5) Síntese da Analogia – Dialética da Analogia 6) Campo da analogia – Dialética da Analogia 7) Desenvolvimento do conceito de tensão (tónos)

Fluxos – refluxos – clímax Tesis –arsis fluxões – refluxões 8) A transfiguração – Assunção e Suscepção 9) As tensões ontológica e onticamente consideradas 10) Os esquemas como tensões: organização – acomodação – assimilação 02

Imanência e transcendência na tensão A tensão, como unidade, é imanência nas coisas, a atualização da tensão é transcendência das coisas, que são imanentes na tensão. (Vide R. Otto. Mystique d Or,

A unidade da tensão não é a multiplicidade; não é o produto do múltiplo, nem reciprocamente. A unidade da tensão é um ultrapassar da multiplicidade.

“O múltiplo visto como um “O múltiplo é visto no um “O Um é visto no múltiplo” (Plotino) “O Parmênides de Platão é mais exato; ele distingue o primeiro um, ou um no sentido próprio; o segundo um, que é uma unidade múltipla e o terceiro que é unidade e multiplicidade”(Eneadas, 5, 1, 8) . . .

Tensões

“Nenhuma criatura da natureza, segundo Cuvier, por insignificante que seja, deixa de mostrar um plano com ordenação (arreglo) ao qual está construída e ao qual se ajusta com todo rigor na ordenação de suas partes, até o último pormenor”(seg. Cassirer).

A físico-química busca as leis do devir, mas a biologia, segundo Cuvier, deve procurar as relações estruturais. Todo ser vivo não é uma combinação fortuita de partes, mas uma conexão completamente articulada, que leva implícita um tipo peculiar de necessidade. Conhecidos os tipos fundamentais dos seres vivos (e o permite a anatomia comparar), sabemos não só o que existe, mas também o que pode e o que não pode coexistir mutuamente.

Mostra-nos Cuvier que, no processo da vida, os diferentes órgãos não aparecem soltos uns a lado dos outros e cooperam todos a um fim comum, “É nessa dependência material das funções e nesse secours que elas se prestam reciprocamente que estão fundadas as leis que determinam as relações de seus órgãos, e que são de uma necessidade igual à das leis metafísicas, ou matemáticas “ (Cuvier, Leçons d anatomie comparée, t.1, pág.47) (Veja-se Cassirer, El problema del conoceimento, pág.190 em diante, De la mente de Hegel, etc.).

O espírito de homogeneidade e o de especificação (heterogeneidade) na ciência, segundo Kant (Útil para Teoria Geral das Tensões)

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