Contribuição teórico-prática na área de educação ambiental para a formação de professores de educação infantil e séries iniciais do ensino fundamental

Contribuição teórico-prática na área de educação ambiental para a formação de...

(Parte 2 de 7)

Contribuições para a Educação Ambiental na Visão de Piaget e Vygotski ...................................................................................... 44

O Professor e a Educação Ambiental ........................................ 47

A Formação de professores e a Educação Ambiental ............... 50

A EDUCAÇÃO AMBIENTAL E O FAZER PEDAGÓGICO ............ 53

O Planejamento Participativo e a Proposta Pedagógica da Escola 55

Relato das Experiências ............................................................... 62

4.2.1 Cronograma da distribuição das aulas ........................................ 67

Depoimentos dos Grupos de Alunas do Curso Normal ................ 69

Práticas agrícolas nas Escolas de Ensino Fundamental ............... 74

CONCLUSÃO .............................................................................. 77

BIBLIOGRAFIAS ...........................................................................

ANEXOS ........................................................................................

1 RESSIGNIFICANDO O CONCEITO DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL

(...) onde se faz Educação seriamente, educadores e educandos porque comprometidos e porque conscientes, desenvolvem uma atitude de profundo respeito pelos homens e pela natureza (...). (GARCIA, 1993, p.35).

A Educação Ambiental está intimamente ligado ao próprio surgimento do homem e de seu longo processo evolutivo no tempo e no espaço.

Os homens aprenderam a controlar o fogo muito antes de começarem a utilizar a escrita. Essa última descoberta é considerada o marco entre a Pré-Historia e a História; entretanto, o controle do fogo foi muito mais significativo para o conjunto da sociedade do que a invenção da escrita: todos os homens aprenderam a fazer fogo e a dele se utilizarem em múltiplas aplicações, enquanto que o domínio da escrita permaneceu restrito a uma camada privilegiada, ou seja, ainda hoje existem pessoas extremamente analfabetas. Ao contrário das outras espécies animais, o homem é relativamente mal equipado fisicamente para enfrentar as condições do meio natural. Devido a essa “fragilidade” física, o homem, dotado de um cérebro grande e complexo, foi obrigado a fazer o seu equipamento material (instrumentos de defesa, de ataque, vestuário, etc.), transformando a Natureza, adaptando-se às condições ambientais, fazendo a sua própria cultura, consolidando, assim, o seu domínio sobre a Natureza, enfim, tornando-se um criador (“a sua própria força”).

No Período Paleolítico, os homens viviam em bandos, praticavam uma economia coletora, de subsistência (caça, pesca e coleta de frutos e raízes comestíveis) e, a propriedade dos meios de produção (florestas e rios) era coletiva. Foi a profunda transformação ocorrida no interior da comunidade primitiva, quando a economia, antes coletora e predatória, se transformou em produtora, através do início da agricultura e da domesticação dos animais.

O homem primitivo ao dominar a Natureza realiza uma revolução – no seu modo de vida. A revolução neolítica trouxe uma economia produtora, com produção de excedentes agrícolas, aparecimento da metalurgia, domínio do uso dos metais (cobre, bronze e, depois, ferro), divisão do trabalho entre agricultores e artesões; aparecimento da escravidão, utilização da energia animal (arados de bois), e dos ventos; invenção da roda, aplicada aos transportes (carro de bois), e ao artesanato (cerâmicas e do barco à vela) onde:

Os homens primitivos observaram muito a Natureza, experimentando e descobrindo novas formas de relacionar-se com ela .( AQUINO, 1989).

Lentamente ao longo de seu processo histórico o homem, a partir de sua fixação na terra – sedentalização – vai assegurar sua subsistência a partir da crescente exploração dos recursos naturais.

As primeiras sociedades organizaram-se às margens dos grandes rios: Subárea do Oriente Próximo, em forma de meia-lua, onde predominavam os vales e planícies aluvionais. Formado pelo Egito (Vale do Nilo), Síria, Palestina (vales e planícies e estreita faixa litorânea) e Mesopotâmia (curso inferior dos rios Tigre e Eufrates), ainda rio Amarelo na China, e do Indo e do Ganges na Índia, onde: “As cheias periódicas, depositando nas margens dos rios um adubo fértil, tornando a economia agrícola excepcionalmente fecunda”.

Para o homem primitivo, a terra onde plantava não existia separada das suas relações sociais. Não era desligada da sua vivência religiosa, da sua relação de parentesco, enfim, de todos os aspectos que faziam parte de sua existência. A terra tinha uma dimensão sagrada. Ele criou ritos mágicos para auxiliá-lo a vencer a Natureza. Foram os ritos mágicos que deram as primeiras manifestações artísticas desenhadas e pintadas nas cavernas com carvão, tintas minerais e vegetais, simbolizando a fecundidade da Natureza: assim como as crianças nascem das mulheres, as plantas e os frutos nascem da mãe-Natureza, pois:

O homem primitivo dependia universalmente da Natureza (...) da sucessão regular das estações, da queda das chuvas nas ocasiões apropriadas e o crescimento das plantas e da reprodução dos animais. Esses fenômenos naturais não ocorreriam a não ser que ele cumprisse certos sacrifícios e ritos. Instituiu, assim, cerimônias destinadas a fazer chover, nas quais se borrifava água sobre espigas de milho para imitar a precipitação das chuvas (...) A totalidade dos habitantes de uma aldeia, ou mesmo dos componentes da sua tribo, vestia peles de animais e arremedava os hábitos e atividades de algumas espécies da qual dependesse para a obtenção de alimento. Pareciam ter a vaga noção de que, com o imitar o gênero de vida da espécie, estavam contribuindo para garantir a sobrevivência dela. (AQUINO, 1989, p. 20).

Ainda hoje, na América Latina, Oceania, África e Ásia, povos pré-letrados maravilham-se com os ciclos do nascimento e morte, expressando sua íntegra ao da Natureza através de rituais cuja principal característica é a vivência a participação de todos os membros da tribo nas cerimônias religiosas. A economia e a vida da tribo são cíclicas e repetitivas, como também o são a própria Natureza e o organismo humano.

Complexos e elaborados sistemas explicativos introduzem entre os grupos humanos, animais, plantas e acidentes geográficos unidos ao homem por laços míticos de parentesco, propiciando a compreensão sobre estabilidade e o sentido dos fenômenos da Natureza.

Isso ocorre, com as diversas tribos indígenas brasileiras que habitam o Parque Nacional do Xingu e que tem em comum nas suas tradições míticas, aspectos que explicam a origem e o domínio das forças naturais, bem como o papel desempenhado pelo herói lendário, que ensina aos homens civilizados, como se ambientar ao meio:

Que seria do homem sem os animais? Se todos os animais desaparecessem, o homem morreria de grande solidão de espírito. Porque tudo o que sucede aos animais não tarda a suceder ao homem. Todas as coisas estão ligadas. - Carta do Cacique Seattle ao Presidente dos Estados Unidos.

Ao buscar lucros com os excedentes e principalmente o poder sobre os outros homens é que o meio ambiente passou a ser desrespeitado, pois, enquanto a população humana era proporcionalmente pequena, as alterações ambientais provocadas por técnicas inadequadas de manejo tinham dimensão regional e, na maioria das vezes, provocavam danos irreversíveis. Enquanto, o crescimento populacional e a industrialização multiplicaram em muitas vezes o poder de ação humana. Como conseqüência, a grande maioria das interferências tem se mostrado extremamente danoso para a manutenção do equilíbrio ambiental e para a sobrevivência dos seres humanos.

Dentre todos os avanços do homem, é imprescindível destacar o advento da Revolução Industrial na Inglaterra (1777) mais o conjunto de mudanças sociais ocorridas na Europa marcando para sempre a trajetória do homem – devido a suas conseqüências.

Esta mudança no modo de produção, que levou a sociedade mundial ao Capitalismo Industrial e hoje ao Industrial Financeiro, transformou as relações econômicas, sociais e principalmente o meio ambiente.

Hoje, sabemos que a maioria dos problemas ambientais tem suas raízes em fatores sociais, econômicos, políticos, culturais e éticos.

Os modelos de desenvolvimento econômico adotado pelos países ricos são causadoras de degradação ambiental. Tais modelos, nos países pobres, além da degradação ambiental causam desigualdades sociais e a miséria.

O homem de hoje tem muitas razões para se orgulhar de suas conquistas em todas as áreas. Nunca, em tempo algum, se acumulou tanto saber em tão curto espaço de tempo, favorecendo a reformulação das Ciências e colocando nas mãos do homem um enorme poder.

Em face do domínio crescente sobre o Universo, colocam-se inúmeras situações preocupantes – fome, violência, desagregação social, poluição, doenças – que aparecem como sintomas de uma grave enfermidade e conduzem a uma seria reflexão sobre a vida no planeta. Os problemas do meio ambiente deixam de ser preocupação só dos ecologistas e passam a preocupar os meios políticos econômicos e científicos, constituindo-se, inclusive, em pautas de “Reuniões Ministeriais”, de “Encontros de Países Ricos e Pobres” e de “Conferências Científicas”.

Ainda assim, não se pode ser ingênuo a ponto de pensar que os problemas ambientais seriam equacionados apenas por medidas políticas. Eles precisam ser tratados como conseqüência que são de várias causas sociais, econômicas, científicas, filosóficas e educacionais.

As principais causas dos problemas do Meio Ambiente estão relacionados com questões sócio-político-econômicas e seus equacionamentos exigem o posicionamento da sociedade, através de novos valores, para que se possa garantir a continuidade e a qualidade de vida.

A dinâmica dessas relações sugere a necessidade de novos valores como garantia para a continuidade e qualidade de vida, ainda que tais valores dependem do desenvolvimento de uma consciência crítica e de uma consciência ética e, conseqüentemente, de uma consciência ecológica.

Nesse contexto faz-se necessário o entendimento de Meio Ambiente como uma questão cultural, pois, para uns, a maior parte dos problemas atuais pode ser resolvida pela comunidade científica, pois confiam na capacidade da humanidade produzir novas soluções tecnológicas e econômicas a cada etapa, em resposta aos problemas que surgem, permanecendo basicamente no mesmo paradigma civilizatório dos últimos séculos.

Para outros, a questão ambiental representa quase uma síntese dos impasses que o atual modelo de civilização acarreta, pois consideram o que se assiste no final do século XX, não só como crise ambiental, mas civilizatória, e que a superação dos problemas exigirá mudanças profundas na concepção de mundo, de natureza, de poder, de bem-estar, tendo por base novos valores. Faz parte dessa nova visão de mundo a percepção de que o ser humano não e o centro da natureza, e deveria se comportar não como seu dono mas, percebendo-se como parte dela, e resgatar a noção de sua sacralidade, respeitada e celebrada por diversas culturas tradicionais antigas e contemporâneas.

É preciso encontrar uma outra forma de adquirir conhecimentos que possibilite enxergar o objeto de estudo com seus vínculos e também com o contexto físico, biológico, histórico, social e político, apontando para a superação dos problemas ambientais. A problemática ambiental exige mudanças de comportamentos, de discussão e construção de formas de pensar e agir na relação à natureza. Isso torna fundamental uma reflexão mais abrangente sobre o processo de aprendizagem daquilo que pode ser importante, mas que não se consegue compreender suficientemente só com lógica intelectual. Hoje essa necessidade é clara.

E, aponta também, para atividades que possibilitem o estabelecimento de relações entre os problemas ambientais e os fatores econômicos, culturais , políticos e históricos, objetivando uma análise crítica das questões ambientais. Justificando a importância que é conferida a este aspecto da Educação Ambiental, cabe citar as palavras a seguir:

(...) somente quando compreender os temas de seu tempo é que os homens podem interferir na realidade em vez de serem meros espectadores. E somente desenvolvendo uma atitude permanentemente crítica é que os homens poderão superar uma postura de ajustamento. (FREIRE, apud GIROUX, 1997, p.108).

Para isso, é imprescindível pensar Educação Ambiental como caminho para a formação de um cidadão consciente e crítico. Tal formação, fundamenta-se também no conhecimento do ambiente natural, cultural e social. A construção dessa consciência relaciona-se com o sentir do indivíduo como parte integrante do meio em que vive, suas múltiplas relações econômicas, políticas, sociais e ecológicas. Implica no estabelecimento de critérios de uso racional do ambiente, visando com isso não só a sobrevivência das espécies e do próprio homem.

Assim, a conscientização construída pela Educação Ambiental requer uma ampliação da visão de mundo, visão que supera o antropocentrismo estreito atingindo a perfeita integração homem/homem, homem/natureza, pois:

É incontestável que entre os seres da natureza o homem ocupe o lugar de preeminência. A ele foi consignado o poder de administrá-la e dar-lhe significado, pois sem a sua inteligência, o mundo careceria de sentido. Nem por isso a concepção dominadora – que finca suas raízes na antiguidade judaica e o define como ‘rei da criação’ e ‘senhor do universo’ – parece hoje invulnerável à crítica (...) (SEARA FILHO, 1992,p.40).

Tal crítica exige uma desacomodação, com a transferência de valores do “ter” para o “ser”, oportunizando o questionamento da sociedade e de seu modelo de desenvolvimento, dos quais decorrem a desintegração, o descomprometimento e a desarmonia.

Concebida assim, a Educação Ambiental é a educação do homem na sua integridade. É um processo contínuo de aprendizagem construindo o conhecimento e exercendo a cidadania de forma efetiva. Pois ao mesmo tempo em que o estudo do solo, da água, do ar, dos principais grupos de animais e vegetais, das trocas de energia, através de atividades experimentais e complementado com investigações sobre a poluição e agressões aos ecossistemas, constituem elementos para que os alunos construam sua cidadania na medida em que atuam de forma crítica e ativa e não como espectadores passivos do cotidiano; o estudo e as descobertas sobre a realidade próxima, com possibilidade de um posicionamento crítico do educando, a partir da exposição e defesa de seus pontos de vista é, também, um exercício indispensável par a significação dos valores que vem sendo desenvolvidos desde a entrada no ensino fundamental. Estes valores dizem respeito ao ambiente e a consciência crítica referente a racionalização, na utilização dos recursos naturais.

A preocupação ambiental perpassa, hoje, vários setores da sociedade e se reflete no ensino e na escola. Tanto que, após a Lei Nº 9795, de 27 de Abril de 1999, que criou a Política Nacional de Educação Ambiental (PNEA), o Ministério da Educação apresentou a sociedade brasileira os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) em 1997, que passou a orientar metodologicamente a implantação do tema nas escolas, onde, entre os objetivos propostos, destaca-se que os alunos sejam capazes de:

- perceber-se integrante, dependente e agente transformador do ambiente, identificando seus elementos e as interações entre eles, contribuindo ativamente para a melhoria do meio ambiente. PCN – pág. 7 – Livro Amarelo.

É preciso, no entanto, cuidado ao referir-se a temática ambiental, para que esta não se torne um tema ou termo vazio, tão amplo e absoluto que não se consiga colocar em prática. Quanto a esta preocupação, “é preciso difundir a conservação do meio ambiente, dos recursos naturais, mas também preparar para a cidadania, para o convívio com outros seres. Educação Ambiental tem, hoje, uma dimensão ampla”, nos alerta o Professor Eduardo Mazzaferro Ehlers, Coordenador do Curso de Tecnologia e Gestão Ambiental da Faculdade do SENAC.

A partir destes pressupostos entende-se que questões relacionadas à Educação Ambiental, dão ênfase, as relações existentes entre os aspectos filosóficos, sociais, econômicos e culturais, já mencionados, que imprimem um caráter interdisciplinar a Educação. O próprio papel da escola, conceitos de currículo, formação de professor, inter-relações sociais, econômicas, políticas e filosóficas precisam ser consideradas na definição dos objetivos e metas desta,

A Educação Ambiental deve promover uma tomada de consciência e uma compreensão da evolução do meio social e físico e sua totalidade, seus recursos naturais, artificiais, culturais e espirituais, junto ao uso e a conservação racional desses recursos par o desenvolvimento. (Conferência de Educadores Africanos, Membassa, Kenia, 1968, apud Mayha – Nunes, 1991,p.65).

A construção coletiva origina-se da participação e a escola é o espaço ideal para o seu desenvolvimento. É onde o indivíduo pode se preparar para o exercício da cidadania, para a co-responsabilidade na tomada de decisões que afetam o coletivo para o engajamento na tarefa de construir uma sociedade comprometida pois: se a escola pretende estar em consonância com as demandas atuais da sociedade, é necessário, segundo os PCN, que trate de questões que interferem na vida diária dos alunos, contribuindo para a formação do cidadão participativo, plenamente reconhecido e consciente de seu papel na sociedade. A definição oficial da Educação Ambiental, do Ministério do Meio Ambiente, diz mais ou menos a mesma coisa:

Educação Ambiental é um processo permanente, no qual os indivíduos e a comunidade tomam consciência do seu meio ambiente e adquirem conhecimentos, valores, habilidades, experiências e determinação que os torna aptos a agir – individual e coletivamente – e resolver problemas ambientais presentes e futuros. Ministério do Meio Ambiente.

A Educação Ambiental deve pautar-se nos valores da solidariedade, da cooperação, do respeito e do compromisso com o coletivo, da participação e da responsabilidade.

Estes, vinculando-se as finalidades da Educação Ambiental de:

  • Ajudar a compreender claramente a existência e a importância da interdependência ecológica, social e política nas zonas urbanas e rurais.

  • Proporcionar para todas as pessoas a possibilidade de adquirir os conhecimentos, o sentido dos valores, as atitudes, o interesse ativo e as aptidões para proteger o meio ambiente.

  • Apontar novas pautas de conduta aos indivíduos, aos grupos sociais e a sociedade em conjunto, de respeito ao meio ambiente.

Assim, o desenvolvimento da Educação Ambiental, hoje, objetiva a uma nova concepção de sociedade, outro modo de vida, que depende de um novo homem, sujeito de uma nova educação, pois não se preocupa apenas do conhecimento sobre o meio ambiente, mas busca sobretudo uma mudança significativa de comportamento.

2 HISTÓRICO DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL

Ainda que suas raízes intelectuais sejam antigas, a Educação Ambiental, tal como se descreveu em Estocolmo, é um conceito relativamente novo, (...). (MAYNÉ-NUNES, 1991, in Revista de la Confederación Interamericana de Educación Católica, p.65).

2.1 Educação Ambiental: ontem e hoje

O surgimento e desenvolvimento da Educação Ambiental, cuja origem data dos anos 60, nasceu na tomada de consciência de que a Revolução Industrial e o desenvolvimento tecnológico, ao lado dos benefícios gerados para a humanidade, provocaram uma série de conseqüências desastrosas, o que tornou urgente e necessária a sensibilização das populações quanto à responsabilidade de cada indivíduo.

Em várias partes do mundo, a poluição causada pelas industrias estava destruindo os rios e tornando o ar das cidades muito carregado de gases venenosos e poeira tóxica.

Além disso, o uso abusivo e incorreto de fertilizantes e biocidas (inseticidas, fungicidas, herbicidas...) estava envenenando as águas e os solos causando o desaparecimento de espécies de animais e vegetais.

Em 1962, a jornalista Raquel Carson em seu livro “Primavera Silenciosa”, denunciava a ação destruidora do homem, em todo o mundo, degradando o ambiente.

Em 1968, a Unesco realizou um estudo comparativo, respondido por 79 países, sobre o trabalho desenvolvido pelas escolas com relação ao meio ambiente. Nesse estudo, formularam-se proposições que depois seriam aceitas internacionalmente, entre elas:

  • a Educação Ambiental não deve se constituir numa disciplina;

  • por “ambiente” entende-se não apenas o entorno físico, mas também os aspectos sociais, culturais, econômicos e políticos inter-relacionados. (p.229).

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