Calendário Nacional de Vacinação da Criança (PNI) – 2016

Ao nascer BCG – ID (1) Dose única Formas graves de tuberculose

Vacina hepatite B (2) Dose Hepatite B

2 meses

Vacina pentavalente (DTP + HB + Hib)

(3) 1ª dose Difteria, tétano, coqueluche, hepatite B, meningite e outras infecções causadas pelo Haemophilus influenzae tipo b.

VIP (vacina inativada poliomielite) (4) 1ª dose Poliomielite (paralisia infantil)

VORH (Vacina Oral de Rotavírus Humano) (6) 1ª dose Diarreia por Rotavírus

Vacina pneumocócica 10 (valente) (7) 1ª dose Doenças invasivas e otite média aguda causadas por Streptococcus pneumoniae sorotipos 1, 4, 5, 6B, 7F, 9V, 14, 18C, 19F e 23F.

3 meses Vacina meningocócica C (conjugada)(8) 1ª dose Doenças invasivas causadas por Neisseria meningitidis do sorogrupo C.

4 meses

Vacina pentavalente (DTP + HB + Hib)

(3) 2ª dose Difteria, tétano, coqueluche, hepatite B, meningite e outras infecções causadas pelo Haemophilus influenzae tipo b

VIP (vacina inativada poliomielite) (4) 2ª dose Poliomielite (paralisia infantil)

VORH (Vacina Oral de Rotavírus Humano) (6) 2ª dose Diarreia por Rotavírus

Vacina pneumocócica 10 valente (7) 2ª dose Doenças invasivas e otite média aguda causadas por Streptococcus pneumoniae sorotipos 1, 4, 5, 6B, 7F, 9V, 14, 18C, 19F e 23F.

5 meses Vacina meningocócica C (conjugada)(8) 2ª dose Doenças invasivas causadas por Neisseria meningitidis do sorogrupo C.

6 meses

Vacina pentavalente (DTP + HB + Hib)

(3) 3ª dose Difteria, tétano, coqueluche, hepatite B, meningite e outras infecções causadas pelo Haemophilus influenzae tipo b

VIP (vacina inativada poliomielite) (4) 3ª dose Poliomielite (paralisia infantil)

9 meses Vacina febre amarela (9) Dose inicial Febre amarela

12 meses

SRC (tríplice viral) (10) 1ª dose Sarampo, caxumba e rubéola.

Vacina pneumocócica 10 valente (7) Reforço Contra doenças invasivas e otite média aguda causadas por Streptococcus pneumoniae sorotipos 1, 4, 5, 6B, 7F, 9V, 14, 18C, 19F e 23F.

Vacina meningocócica C (conjugada)(8) Reforço Doenças invasivas causadas por Neisseria meningitidis do sorogrupo C.

15 meses VOP (vacina oral poliomielite) (5) 1º reforço Poliomielite (paralisia infantil) Vacina hepatite A (1) Dose única Hepatite A

DTP (tríplice bacteriana). (12) 1º reforço Difteria, tétano e coqueluche SCRV (tetra viral) (13) Dose única Sarampo, caxumba, rubéola e varicela.

4 anos

DTP (tríplice bacteriana). (12) 2º reforço Difteria, tétano e coqueluche VOP (vacina oral poliomielite) (5) 2º reforço Poliomielite (paralisia infantil) Vacina Febre amarela (9) reforço Febre amarela

9 anos HPV quadrivalente (14) 2 doses Infecções pelo Papilomavírus Humano 6, 1, 16 e 18.

Influenza (15) 2 doses ou dose única Infecções pelos vírus influenza

(1) BCG – ID - Administrar dose única, o mais precocemente possível, preferencialmente nas primeiras 12 horas após o nascimento, ainda na maternidade. Crianças com baixo peso: adiar a vacinação até que atinjam 2Kg. Na rotina dos serviços, a vacina é disponibilizada para crianças até 4 (quatro) anos 1 meses e 29 dias ainda não vacinadas. Crianças vacinadas na faixa etária preconizada que não apresentam cicatriz vacinal após 6 (seis) meses da administração da vacina, revacinar apenas uma vez.

Contatos prolongados de portadores de hanseníase: vacinação seletiva, nas seguintes situações: o Menores de 1 (um) ano de idade: - Não vacinados: administrar 1 (uma) dose de BCG.

- Comprovadamente vacinados: não administrar outra dose de BCG.

- Comprovadamente vacinados que não apresentem cicatriz vacinal: administrar uma dose de BCG seis meses após a dose de rotina.

o A partir de 1 (um) ano de idade: - Sem cicatriz: administrar uma dose

- Vacinados com uma dose: administrar outra dose de BCG, com intervalo mínimo de seis meses após a dose anterior. - Vacinados com duas doses: não administrar outra dose de BCG.

Indivíduos expostos ao HIV: o Crianças filhas de mãe HIV positiva podem receber a vacina o mais precocemente possível até os 18 meses de idade, se assintomáticas e sem sinais de imunodeficiência; o Crianças com idade entre 18 meses e 4 (quatro) anos 1 meses e 29 dias, não vacinadas, somente podem receber a vacina BCG após sorologia negativa para HIV; o A partir dos 5 (cinco) anos de idade, indivíduos portadores de HIV não devem ser vacinados, mesmo que assintomáticos e sem sinais de imunodeficiência. Entretanto, os portadores de HIV que são contatos intradomiciliares de paciente com hanseníase devem ser avaliados do ponto de vista imunológico para a tomada de decisão. Pacientes sintomáticos ou assintomáticos com contagem de LT CD4+ abaixo de 200/mm³ não devem ser vacinados.

(2) Hepatite B - Para recém-nascidos: administrar 1 (uma) dose ao nascer, o mais precocemente possível, nas primeiras 24 horas, preferencialmente nas primeiras 12 horas após o nascimento, ainda na maternidade. o Esta dose pode ser administrada até 30 dias após o nascimento. o Completar o esquema de vacinação contra hepatite B com a combinada vacina penta (vacina adsorvida difteria, tétano, pertussis, hepatite B (recombinante) e Haemophilus influenzae B (conjugada), aos 2 (dois), 4 (quatro) e 6 (seis) meses de idade.

Para crianças que iniciam esquema vacinal a partir de 1 (um) mês de idade até 4 (quatro) anos 1 meses e 29 dias: administrar 3 (três) doses da vacina penta (vacina adsorvida difteria, tétano, pertussis, hepatite B (recombinante) e Haemophilus influenzae B (conjugada), com intervalo de 60 dias entre as doses.

Em recém-nascidos de mães portadoras da hepatite B, administrar a vacina e a imunoglobulina humana anti-hepatite B, preferencialmente nas primeiras 12 horas, podendo a imunoglobulina ser administrada no máximo até 7 (sete) dias de vida.

Recomendações: Administrar a imunoglobulina humana anti-hepatite B em grupo muscular diferente de onde foi administrada a vacina hepatite B, anotando na caderneta de vacinação local de aplicação.

(3) Pentavalente - Administrar 3 (três) doses, aos 2 (dois), 4 (quatro) e 6 (seis) meses de idade, com intervalo de 60 dias entre as doses. Considerar o intervalo mínimo de 30 dias entre as doses apenas para as crianças acima de 6 (seis) meses de idade. Na rotina dos serviços, em crianças de até 4 (quatro) anos 1 meses e 29 dias, que vão iniciar esquema vacinal, administrar 3 (três) doses com intervalo de 60 dias entre as doses, mínimo de 30 dias. Esta vacina é contraindicada para crianças a partir de 7 (sete) anos de idade.

(4) VIP - Administrar 3 (três) doses, aos 2 (dois), 4 (quatro) e 6 (seis) meses de idade, com intervalo de 60 dias. Em situação epidemiológica de risco, o intervalo mínimo pode ser de 30 dias entre elas.

(5) VOP - Administrar o primeiro reforço aos 15 meses de idade e o segundo reforço aos 4 anos de idade. O esquema vacinal está indicado para as crianças até 4 (quatro) anos 1 meses e 29 dias. Repetir a dose se a criança regurgitar, cuspir ou vomitar.

Recomendações: Esta vacina é contraindicada para crianças imunodeprimidas, crianças internadas, contato domiciliar de pessoas imunodeprimidas, bem como que tenham histórico de paralisia flácida associada à dose anterior da VOP.

Os indivíduos com 5 anos de idade ou mais residentes no Brasil que viajarão para países com recomendação da vacinação contra poliomielite:

o Sem comprovação vacinal: administrar 3 (três) doses da VOP, com intervalo de 60 dias entre elas, mínimo de 30 dias; o Com esquema incompleto: completar esquema com a VOP; o Gestantes e imunodeprimidos e/ou seus contatos devem receber esquema com a VIP. o Para aqueles indivíduos que receberam três doses ou mais de VOP ou VIP, caso a última dose tenha sido administrada há mais de 12 meses, garantir antes da viagem uma única dose de reforço com VOP ou VIP.

(6) VORH - Administrar 2 (duas) doses, aos 2 (dois) e 4 (quatro) meses de idade. A primeira dose pode ser administrada a partir de 1 (um) mês e 15 dias até 3 (três) meses e 15 dias. A segunda dose pode ser administrada a partir de 3 (três) meses e 15 dias até 7 (sete) meses e 29 dias. Manter intervalo mínimo de 30 dias entre as doses. Se a criança regurgitar, cuspir ou vomitar após a vacinação, não repetir a dose.

(7) Pneumocócica 10 valente - Administrar 2 (duas) doses aos 2 (dois) e 4 (quatro) meses de idade, com intervalo de 60 dias entre as doses, mínimo de 30 dias, em crianças menores de 1 (um) ano de idade. Administrar 1 (um) reforço preferencialmente aos 12 meses de idade, considerando o intervalo de 6 (seis) meses após o esquema básico, intervalo mínimo de 60 dias após a última dose, podendo ser administrado até os 4 anos 1 meses e 29 dias. Crianças entre 12 meses e 4 anos 1 meses e 29 dias de idade sem comprovação vacinal, administrar uma única dose.

(8) Meningocócica C (conjugada) - Administrar 2 (duas) doses, aos 3 (três) e 5 (cinco) meses de idade, com intervalo de 60 dias entre as doses, em crianças menores de 1 (um) ano de idade. Administrar 1 (um) reforço preferencialmente aos 12 meses de idade. Crianças que iniciam o esquema básico após 5 (cinco) meses de idade, considerar o intervalo mínimo de 30 dias entre as doses e administrar a dose de reforço com intervalo de 60 dias após a última dose, podendo ser administrada até 4 anos 1 meses e 29 dias. Crianças entre 12 meses e 4 anos 1 meses e 29 dias de idade sem comprovação vacinal, administrar uma única dose.

(9) Febre amarela - Indicada para residentes ou viajantes para as áreas com recomendação da vacina (pelo menos 10 dias anteriores à data da viagem na primovacinação): todos os estados das regiões Norte e Centro Oeste; Minas Gerais e Maranhão; alguns municípios dos estados do Piauí, Bahia, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Indicada também para pessoas que se deslocam para países em situação epidemiológica de risco.

Administrar 1 (uma) dose a partir dos 9 (nove) meses de idade. Administrar 1 (um) reforço aos 4 anos de idade (intervalo mínimo de 30 dias entre as doses). Indivíduos a partir de 5 anos de idade que receberam uma dose da vacina antes de completar 5 anos de idade administrar uma única dose de reforço, com intervalo mínimo de 30 dias entre as doses. Indivíduos a partir de 5 anos de idade que nunca foram vacinadas ou sem comprovante de vacinação administrar a primeira dose da vacina e 1dose de reforço 10 anos após a administração dessa dose. Indivíduos a partir de 5 anos de idade que receberam 1 dose da vacina após completar 5 anos de idade administrar o reforço 10 anos após a administração dessa dose. Indivíduos a partir dos 5 anos de idade que receberam 2 doses da vacina considerar vacinado. Não administrar nenhuma dose. Esta vacina não está indicada para gestantes, mulheres que estejam amamentando crianças de até 6 (seis) meses de idade e indivíduos com 60 anos e mais que ainda não receberam a vacina febre amarela e vai recebêla pela primeira vez. Em situação de risco de contrair a doença, o médico ou enfermeiro deverá avaliar o benefício/risco da vacinação. Em menores de 2 anos de idade primovacinados não administrar a vacina febre amarela simultaneamente com a vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) e/ou tetra viral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela) e/ ou varicela. Estabelecer o intervalo mínimo de 30 dias, salvo em situações especiais, que impossibilitem manter o intervalo indicado.

(10) SCR - Administrar a 1ª dose aos 12 meses de idade com a vacina tríplice viral e a 2ª dose aos 15 meses de idade com a vacina tetra viral, sendo que esta poderá ser administrada enquanto a criança for menor de 2 anos de idade para as crianças que já tenham recebido a 1ª dose da vacina tríplice viral.

Para as crianças acima de 2 anos de idade administrar a segunda dose com a vacina tríplice viral observando o intervalo mínimo de 30 dias entre as doses. Considerar vacinada a criança que comprovadamente tenha 2 (duas) doses de vacina com componente sarampo, caxumba e rubéola. Em situação de bloqueio vacinal em crianças menores de 12 meses, administrar 1 (uma) dose entre 6 (seis) meses e 1 meses de idade. Essa dose não é considerada válida para a rotina. Em caso de esquema vacinal incompleto completar o esquema, de acordo com a faixa etária. Não administrar simultaneamente com a vacina febre amarela (atenuada) em crianças menores de 2 anos de idade, estabelecendo o intervalo mínimo de 30 dias, salvo em situações especiais que impossibilitem manter o intervalo indicado.

(1) Hepatite A - Crianças de 15 meses até menores de 2 anos (1 ano, 1 meses e 29 dias) devem receber uma dose. O PNI não disponibilizará a vacina hepatite A para as crianças acima de 2 anos de idade e para as que já receberam uma dose em clínica particular.

(12) DTP - Administrar 2 (dois) reforços, o primeiro aos 15 meses de idade e o segundo aos 4 (quatro) anos de idade. Administrar o primeiro reforço com intervalo mínimo de 6 (seis) meses após a 3ª dose do esquema básico; intervalo mínimo de 6 (seis) meses entre os reforços; Crianças entre 4 (quatro) anos de idade e 6 (seis) anos 1 meses e 29 dias, sem nenhum reforço, administrar apenas 1 (um) reforço.

Crianças entre 5 (cinco) anos de idade até 6 (seis) anos 1 meses e 29 dias, sem histórico de vacinação com a pentavalente, devem receber 3 (três) doses com intervalos de 60 dias entre as doses e mínimo de 30 dias. Nos comunicantes domiciliares e escolares de casos de difteria ou coqueluche menores de 7 (sete) anos de idade, não vacinados ou com esquema incompleto ou com situação vacinal desconhecida, atualizar esquema. Esta vacina é contraindicada para crianças a partir de 7 (sete) anos de idade.

(13) SCRV - Administrar 1 (uma) dose aos 15 meses de idade (até 1 ano, 1 meses e 29 dias), em crianças que já tenham recebido a 1ª dose da vacina tríplice viral. O PNI não disponibilizará a vacina tetraviral para as crianças que não receberam a primeira dose da tríplice viral e aquelas acima de 2 anos de idade.

(14) HPV - Administrar 2 doses da vacina HPV com intervalo de 6 meses entre a primeira e a segunda dose (0 e 6). Não administrar a vacina em meninas grávidas, que tiveram reação grave à dose anterior ou a algum componente da vacina.

(15) Influenza - A vacina influenza é oferecida anualmente durante a Campanha Nacional de Vacinação contra Gripe para crianças de 6 meses a menores de 5 anos de idade e para crianças a partir de 5 anos portadoras de doenças crônicas ou condições clínicas especiais.

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