curso contrabaixo basico

curso contrabaixo basico

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Seja Bem Vindo!

Curso

Contrabaixo Básico Carga horária: 25hs

Contra Baixo – Teoria e prática

Dicas importantes

• Nunca se esqueça de que o objetivo central é aprender o conteúdo, e não apenas terminar o curso. Qualquer um termina, só os determinados aprendem!

• Leia cada trecho do conteúdo com atenção redobrada, não se deixando dominar pela pressa.

• Explore profundamente as ilustrações explicativas disponíveis, pois saiba que elas têm uma função bem mais importante que embelezar o texto, são fundamentais para exemplificar e melhorar o entendimento sobre o conteúdo.

• Saiba que quanto mais aprofundaste seus conhecimentos mais se diferenciará dos demais alunos dos cursos.

Todos têm acesso aos mesmos cursos, mas o aproveitamento que cada aluno faz do seu momento de aprendizagem diferencia os “alunos certificados” dos “alunos capacitados”.

• Busque complementar sua formação fora do ambiente virtual onde faz o curso, buscando novas informações e leituras extras, e quando necessário procurando executar atividades práticas que não são possíveis de serem feitas durante o curso.

• Entenda que a aprendizagem não se faz apenas no momento em que está realizando o curso, mas sim durante todo o dia-a-dia. Ficar atento às coisas que estão à sua volta permite encontrar elementos para reforçar aquilo que foi aprendido.

• Critique o que está aprendendo, verificando sempre a aplicação do conteúdo no dia-a-dia. O aprendizado só tem sentido quando pode efetivamente ser colocado em prática.

Contra Baixo – Teoria e prática

1. O Contra Baixo4
2.4. Questões Técnicas da Aprendizagem17

Conteúdo 1.1. A origem do nome contrabaixo _ 4 1.2. Partes do Contra Baixo _ 5 1.3. Afinando seu Contra-Baixo _ 6 2. Teoria Musical _ 7 2.1. O braço do contrabaixo e as notas musicais _ 8 2.2. Escalas Musicais _ 10 2.3. Escalas - Alguns desenhos básicos no Braço do Baixo _ 14 2.5. Exércicios Técnicos _ 19 3. Técnicas _ 25 3.1. As principais técnicas do Contra-Baixo _ 25 3.2. A Condução e a Execução _ 26 3.3. Técnica do SLAP _ 26

Contra Baixo – Teoria e prática

1. O Contra Baixo

É importante que se tenha em mente que o contrabaixo é um instrumento de acompanhamento, sua principal característica e que não deve nunca ser esquecida. Deve-se sempre estar imbuído desse “sentimento de acompanhamento” para que o contrabaixo exerça sua função, que é intermediária entre o ritmo e a harmonia, sendo então um instrumento com uma função de equilíbrio dentro da música.

A função do contrabaixo “solista” é uma decorrência do tipo de música que se toque, mas para que se atinja a condição de solista, é preciso conhecer a base do instrumento, conhecer sua técnica, para que depois se desenvolvam outras aptidões.Considero que a base do estudo são a técnica e a leitura, pontos fundamentais por onde se adquirirá uma base sólida para posteriormente, naturalmente, se desenvolverem aptidões maiores e, principalmente, um estilo próprio de tocar.

Existe também um dado que considero importante é a parte psicológica do contrabaixo e do contra baixista.Existe uma transferência de funções entre o contrabaixo e o contra baixista e vice-versa.Sendo o contrabaixo um instrumento de equilíbrio dentro da música, esta é uma qualidade que se transfere para o contrabaixista.

O contrabaixista há que ser uma pessoa equilibrada, assim ele transferirá para sua música esse traço do seu caráter. Da mesma forma, uma pessoa desequilibrada emocionalmente assim tocará um estilo pessoal agradável e seguro.Normalmente, a própria função de equilíbrio desempenhada pelo contrabaixo na música, se transferirá para o contrabaixista, tornando-o mais seguro e equilibrado, e daí para diante se formará um círculo vicioso em que o instrumento ajuda o músico, o músico se torna mais seguro, tornando sua música mais equilibrada, e assim por diante.

A segurança se adquire primeiro através da educação de sua própria personalidade, depois através do estudo e da prática musical, tocando todo e qualquer tipo de música com o mesmo amor e interesse. Tudo é válido e necessário para o aperfeiçoamento próprio.Outra condição importante para o músico é o lado profissional. É muito importante procurar ser um bom profissional em todos os momentos de sua carreira. Sempre que estiver tocando, dê o máximo e o melhor de si, que só benefícios receberá em troca.

1.1. A origem do nome contrabaixo

A origem do nome contrabaixo vem da classificação do instrumento em sua família. Geralmente a palavra contra e acrescentada ao nome do instrumento quando esse é o mais grave entre os membros de sua família. O contrabaixo é o instrumento mais grave da família do violino: violino, viola, violoncelo e contrabaixo.

O contrabaixo elétrico foi unia das modernizações tecnológicas, sonoras e de linguagem musical nos meados do século X. Depois da criação da guitarra elétrica

Contra Baixo – Teoria e prática e do amplificador na década de 40 os músicos sentiram necessidade de um instrumento que pudesse ser facilmente amplificado e que além de possibilitar um transporte mais cômodo, permitisse um aperfeiçoamento da linguagem e sonoridade, pois o contrabaixo acústico era difícil de ser amplificado com os equipamentos da época e seu tamanho dificultava o transporte e a modernização da linguagem c sonoridade musical que estavam a todo vapor. Foi então que um lulhier (artesão, construtor de instrumentos musicais) chamado Léo Fender, lançou o primeiro contrabaixo elétrico o “Fender precisiont. O nome “precision” foi escolhido porque o instrumento possuía trastes na escala ao contrario do contrabaixo acústico, permitindo assim, que as notas fossem obtidas com "precisão". O contrabaixo é afinado em intervalos de quarta justa entre suas cordas, seja ele de quatro cordas (mi, lá ré sol), cinco cordas (si, mi, lá ré e sol) ou seis cordas (si, mi lá rê sol e do). Essa afinação se dá uma oitava abaixo da afinação da guitarra, ou seja, mais grave, por essa razão o comprimento de sua escala é maior e seu corpo mais robusto.

1.2. Partes do Contra Baixo

Iremos nesse capítulo fazer uma breve explanação sobre componentes do baixo elétrico. Esse conhecimento do instrumento é muito importante para seu aprendizado.

PONTE – Uma peça muito importante do baixo. Embora pareça que seja apenas um apoio para as cordas, é ela quem faz a transferência das vibrações da corda para a madeira do corpo. Em alguns baixos, as cordas não são presas na ponte, mas sim diretamente no corpo, visando um melhor aproveitamento dos graves.

CAPTADORES – Tem a função de transformar a vibração das cordas em som.

Através da indução magnética, o som é captado e transmitido para a saída. Entre os vários modelos de captadores, os mais comuns são o JAZZ (padrão Jazz Bass), precision e piezo.

CORPO – Responsável direto pelo timbre do instrumento. Assim como no violão existe a caixa acústica, o corpo do baixo é quem vibra, dando sustain e grave necessário ao baixo,

MÃO – É a parte onde se prende as cordas as tarraxa. Além de servir para fixação das tarraxas, tem muita influencia no equilíbrio do instrumento.

TARRACHAS – Responsável pela afinação do instrumento, merece cuidados especiais quanto à manutenção e conservação.

BRAÇO – Parte fundamental do instrumento, deve ser firme o suficiente e de madeira estável. Requer cuidados quanto ao uso do tirante, que é interno ao braço. Recomenda-se apenas pessoas qualificadas faça a regulagem deste.

TRASTES – São pequenas faixas de metal que se extendem ao longo do braço, são responsáveis pela limitação e localização das notas.

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1.3. Afinando seu Contra-Baixo

Os acessórios mais importantes que você pode ter para afinar são seus ouvidos. Por isso eduque-os com paciência.

Para afinar o baixo temos que primeiramente acertar uma das cordas através do "Diapasão", procure sempre manter seu instrumento no diapasão, esta é a melhor referência para seus ouvidos.

Existem três tipos de diapasão: 1) Diapasão de garfo - Emite a vibração da nota Lá. Como a terceira corda do baixo solta é justamente a nota Lá basta acerta-la com o diapasão e depois, usando-a como referência afinar as demais cordas.Você vai perceber que o diapasão emite um Lá bem agudo enquanto a corda Lá do baixo é bem grave, no começo é um pouco difícil acertar as mesmas notas em oitavas tão distantes por isso aí vai uma dica:

Sem apertar a corda coloque o dedo suavemente sobre o traste à frente da quinta casa na corda Lá, isto produzirá um "Harmônico Natural". Este harmônico é a nota Lá também. Agora fica mais fácil de comparar com o diapasão.

2) Diapasão de sopro - É um apito que emite o som da nota Lá na mesma altura da corda solta. Há também modelos com seis apitos, cada um emitindo o som de uma das cordas do violão.

3) Diapasão eletrônico - Este aparelho capta o som da corda e indica se está na altura correta ou não, mostra através de um led ou uma seta se é preciso tencionar ou afrouxar mais a corda até chegar na altura exata. Apesar de muito útil para shows ao vivo, palcos escuros, etc. este diapasão não deve ser usado como desculpa de quem não consegue afinar o instrumento, qualquer pessoa pode treinar o ouvido a ponto de reconhecer quando as notas estão igualadas e portanto afinadas.

Após adquirir um diapasão tenha o hábito de sempre manter seu instrumento devidamente afinado de acordo. Como sabemos este instrumento geralmente tem quatro cordas que devem ser contadas de baixo para cima, ou da mais fina para a mais grossa: a primeira é a corda sol, a segunda é a corda Ré, a terceira é a corda Lá e a quarta é a corda Mi. Como percebemos cada corda solta leva o nome de uma nota musical, memorize-as. Supondo que você já tenha ajustado o som da terceira corda (Lá) com o diapasão a maneira mais comum de afinar o instrumento é igualando o som emitido quando se aperta a quinta casa de uma corda com o som da corda abaixo solta.

Veja o gráfico abaixo e interprete como as cordas de seu instrumento devem ser afinadas:

Primeira corda ( G ) 0

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Segunda corda ( D )0 5
Terceira corda ( A )0 5
Quarta corda( E ) 5

Muita gente pode perguntar como ficaria no caso dos baixos de cinco ou de seis cordas. Simples. Vamos a resposta!

O baixo de cinco cordas recebe uma corda mais grave, a corda SI. A ordem das cordas fica então "Sol, Ré, Lá, Mi e Si" e o processo de afinação é o mesmo: igualar o som da quinta casa com a corda abaixo solta.

Em relação ao baixo de cinco cordas o de seis recebe mais uma corda aguda, é a corda Dó. Portanto a ordem das cordas será: Dó, Sol, Ré, Lá, Mi e Si.

2. Teoria Musical

Nesta seção nós temos o início da teoria musical em termo de formação de acordes. Preste bastante atenção, pois pode parecer moleza, mas você iniciante precisa estar a par dos conceitos abaixo, pois eles serão fundamentais em nosso aprendizado. Então vamos a eles:

Música = Arte científica de combinar os sons de modo agradável ao ouvido, obedecendo aos critérios do ritmo, melodia e harmonia.

Ritmo = São movimentos em tempos fracos e fortes com intervalos regulares. O ritmo faz a música andar.

Melodia = Sucessão rítmica, ascendente ou descendente de sons simples, a intervalos diferentes e que encerram certo sentido musical. A melodia faz a música ter vida.

Harmonia = São notas diferentes executadas juntas em conformidade ou em harmonia entre si formando uma cossonância lógica. Sua função é dar vida a música.

Em síntese, a música é feita pela execução de acordes diferentes, mas que tenham coerência entre elas.

Os Acordes

Antes de tudo, quero deixar uma coisa bem definida: Nota é diferente de

Acorde pois:

Nota: É a menor divisão de um acorde, ou seja qualquer barulho é uma nota. As notas, por sua vez, estão contidas dentro de uma série de oito notas musicais mais conhecida como "escala cromática" com intervalos de tom e semitons entre uma nota e outra, começando e terminando com a mesma nota, Ex.: Dó, Ré, Mí, Fá, Sol, Lá, Sí,Dó.

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Acorde: É a união de várias notas, em harmonia, formando assim um único som.

Os acordes podem ser classificados em:

notas, ex.: C, D, E, F, G

Maiores - São as notas puras, sem nenhuma distorção ou mistura com outras

Menores - É a união de três tons e um semitom.

fascinado! ex.: A4, B5+, etc
Cossonantes - São notas que se misturam à outras, ex.: C/G, G/F, etc
Tom - É a distância entre dois tons, ex.: C-D,F-G, etc
Semitom - É a menor distância entre dois tons, ex.:C-C#, D-D#, etc

Dissonantes - É uma nota que causa uma dissonância e produz uma distorção e não condiz com o real absoluto, deixando o iniciante confuso e ao iniciante

2.1. O braço do contrabaixo e as notas musicais

Obviamente você conhece a escala musical convencional, certo ? Bom, por via das dúvidas aí vai:

Ré Mi Fá Sol Lá Si

É usual que se repita a primeira nota da escala, neste caso o Dó, de tal sorte que do ponto de vista prático temos uma escala com 8 notas, sendo a oitava uma repetição da primeira. Você deve também saber que cada uma das notas musicais é usualmente representada por uma única letra. Aliás, esta é a notação que iremos usar durante a maior parte do tempo. Neste caso a escala musical comum pode apresentar-se da seguinte forma:

CD E F G A B C

Esta escala de 8 notas é conhecida por escala diatônica. Em resumo:

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C = Dó D = Ré E = Mi F = Fá G = Sol A = Lá B = Si

Passemos à prática. Observe o braço do baixo. Se você prender a 3a corda no 3o traste terá um C (convém lembrar que a primeira corda é a mais fininha, e a 4a a mais grossa). A seqüência da escala musical você obterá se seguir o esquema a seguir:

Observe a distância (comumente denominada de intervalo) que separa cada uma das notas no braço do instrumento. Cada 2 trastes equivalem a 1 tom. Portanto, o intervalo entre C e D é de 1 tom, o mesmo ocorrendo entre D e E. Porém, entre E e F este intervalo é de apenas 1/2 tom, ou seja, de apenas 1 traste. Isto se repete entre a 7a. e a 8a. nota da escala, ou seja, entre B e C. Uma das perguntas lógicas que pode se seguir a esta explicação é a seguinte: se existem apenas 7 notas musicais (dó, ré, mi, fá, sol, lá e si), que notas então são estas que ficam entre o C e o D, entre o D e o E e assim por diante ? Estas notas equivalem a

1/2 tom (apenas 1 traste) e, cada uma delas recebe o nome da nota que a antecede mais o sufixo sustenido (#) ou, o da nota que vem a seguir mais o sufixo bemol (b).

Apenas para ilustrar vale dizer que num piano estas mesmas notas são tocadas nas teclas pretas, enquanto a escala convecional se obten nas teclas brancas.

Parece complicado mas não é. A nota entre o C e o D (a do segundo traste) é então um C# ou Db, a do quarto traste um D# ou Eb. As notas seguintes são: F# ou Gb, G# ou Ab e A# ou Bb. Observe que, não há notas entre o E e o F, não existindo, portanto, o E# ou Fb. O mesmo ocorrendo entre o B e o C, ou seja, não existe B# ou Cb. Assim, do ponto de vista prático, existem na verdade 12 notas musicais, que são:

C C#(ou Db) D D#(ou Eb) E F F#(ou Gb) G G#(ou Ab) A A#(ou Bb) B

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Esta escala completa com 12 notas musicais é conhecida como escala cromática. Baseados nisto e, conhecendo a nota que corresponde a cada uma das cordas soltas de uma guitarra com afinação tradicional, é possível deduzir a posição de cada uma das notas ao longo de toda a extensão do braço da guitarra. Veja o esquema abaixo:

A partir do 12o. traste o padrão de notas repete-se integralmente. Observe que neste traste as notas são exatamente as mesmas obtidas com as cordas soltas.

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