Técnicas verticais aplicadas à ambientes não urbanos: a utilização de ancoragens como meio de fortuna em ocorrências de salvamento em altura.

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5.5 Pontos de ancoragens

Exército Brasileiro (2000) expõe que os pontos de ancoragem são as bases empregadas para qualquer amarração, na verdade, são chamadas de ancoragens as manobras realizadas com cordas ou fitas. Esses pontos devem apresentar características que os tornem eficientes para qualquer manobra executada pelo profissional, principalmente, no que diz respeito à segurança (USTCH, 1999).

Na verdade, são variados os meios para servirem de base para as diversas amarrações. Esses pontos podem ser encontrados no local, tanto em proporções ideais, como também de forma desproporcional, sendo ainda qualificados de diversas formas, tais como:

Naturais: são aqueles que classificamos como vindos da própria natureza, mas que também podem ser encontrados no meio urbano e rural. Podemos citar como exemplos de ancoragens desse tipo: árvores, pedras e raízes, etc. Estruturais: são aqueles que classificamos como arquitetados, construídos e/ou habitados pelo homem. Encontramos essas estruturas no meio urbano, fazendo parte das edificações. Artificiais: são aqueles que implantamos no local da atividade. São assim classificados por serem os únicos meios desenvolvidos com a finalidade exclusiva de servirem como pontos para ancoragens. Eles podem ser chamados ainda de fixos e móveis Meios de fortuna: na realidade, nenhum dos pontos, tanto entre os naturais e os estruturais, são pontos de ancoragens propriamente ditos, pois não foram criados para tal atividade, portanto, como eles já existem no local e podem servir como base para ancoragens, são utilizados para essa

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finalidade. Podem ser classificados como sendoum meio de fortuna. Existem outros materiais aos quais damos essa denominação, tais como: armários, mesas, sofás, camas, etc. (ARAÚJO, 2010, p. 87;8, grifos do autor)

A escolha de um sólido ponto de ancoragem, portanto, dependerá do trabalho a ser realizado, do bom senso e do conhecimento teórico/prático do bombeiro. É bom salientar apenas que em cabos aéreos os pontos de ancoragem são muito mais solicitados que num simples Rapel (HOFFMANN, 1996).

Por fim, vale ressaltar que, em casos extremos, quando não houver nenhum ponto de ancoragem disponível, dois ou mais bombeiros de maiores pesos na guarnição, podem ser usados como ponto de fixação da corda para uma descida em Rapel, nesse caso, realizado pelo bombeiro mais leve. Para tanto basta providenciar uma equalização nas cadeirinhas dos bombeiros mais pesados e confeccionar a ancoragem (CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DE MINAS GERAIS, 2005).

6. METODOLOGIA

O desenvolvimento deste estudo será caracterizado por uma pesquisa bibliográfica sobre o tema proposto com diversos autores. Será confeccionado um questionário contendo oito perguntas que servirão de base para a construção de gráficos para subsidiar uma quantização dos dados. Esse questionário será repassado aos cursos ofertados pela academia bombeiro militar, nos batalhões: 1° BBM; 2° BBM e 8° BBM e aos especialistas do curso de salvamento em altura do CBMGO. Serão realizados testes de resistência das ancoragens por meio do aparelho MEDIDOR DE CARGA ENFORCER PARA SISTEMAS DE CORDAS 300750 - CMC RESCUE, cujas as características são: Leitura Máxima 20kN; força mínima de ruptura 50kN e precisão de +/- 2%.

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7. CRONOGRAMA

Ação/Mês Dezembro Janeiro Fevereiro Aceite do orientador X Elaboração do projeto X Levantamento bibliográfico X X Verificação de necessidades X X Estudo de campo X X Aplicação dos questionários X X Elaboração do TCC X X X Correção da redação final X Entrega do TCC X

ADAD, BRUNO C. BILBAO. Segurança do Trabalho em Atividade em Diferença de Nível. SENAI, 2011.

AGUIAR, Eduardo José Slomp. Resgate Vertical. 2ª ed. , Curitiba: Associação da Vila Militar – Departamento cultural, 2016.

ARAUJO, Francisco. Manual de instruções técnico-profissional para Bombeiros. Apostilas Didáticas. CBMDF/Centro de Treinamento Operacional, Brasília, 2010.

BRASIL. Ministério do Trabalho em Emprego. NR 35: Trabalho em Altura. Brasilia, DF: 2012.

BROWN, Michael G. Engineering Practical Rope Rescue Systems. 1ª ed., E.U.A.,2000.

CARNEIRO, Sandro Alves Lima. Técnicas Verticais em Escaladas. São Paulo: LTC, 2008.

Coletânea de Manuais Técnicos de Bombeiros: manual de salvamento em altura

CORPO DE BOMBEIROS DA POLICIA MILITAR DO ESTADO DE SÃO PAULO. 1° ed., São Paulo: vol. 26, 2006.

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CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DE MINAS GERAIS. Apostila de Salvamento em Altura, vol. 2, 2005.

CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO (CBMERJ). 2011. Curso de formação de Sargentos. Apostila de Salvamento Unidade I/2011.

CORPO DE BOMBEIROS DA POLICIA MILITAR DO PARANÁ. Salvamento: Técnicas Verticais – Descesão em rapel simples Plano Anual de Instrução/ Módulo IV, 2001.

CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DE SANTA CATARINA. Apostila de curso de salvamento em altura. 1. ed. Florianópolis: CEBM, 2011.

COSTA, Alberto Andarde da. Resgate em Ambiente Elevados. Fortaleza: Vercato, 2002.

DELGADO, D. Rescate urbano em altura. 3. ed. Madrid: Desnível, 2004.

EXÉRCITO BRASILEIRO. Apostila do Estágio Básico do Combatente de Montanha. 2ª ed., São João Del Rey, 2000.

GUIA TÉCNICO DE SALVAMENTO EM ALTURA. CBMGO, Curso de Salvamento em altura, 2014.

GONÇALVES, Marco Aurélio Tenente. Salvamento em altura no Corpo de Bombeiros de Santa Catarina; Florianópolis; 2001

HOFFMANN, Michael. Manual de Escalada. 4ª ed., Madrid: Ediciones Desnivel, 1996.

REDONDO, Jon. Manual de Seguridad en Trabajos Verticales. 1ª ed., Madrid: Ediciones Desnivel, 2001.

REQUIÃO, Cristiano. Cordas & Nós para Montanhistas. 1ª ed., Rio de Janeiro: 2002.

RESCUE TECNOLOGY. Rescue Equipament Catalog. EUA, 1999.

RIGONI, Capitão Rodrigo de Souza, Curso de Formação de Bombeiro Profissional Civil, 2007.

SAMPAIO, João Costa. Resgate em Altura. Rio de Janeiro: Cortez, 2007.

SOUZA, Leonel Azevedo Alves de. Segurança no ponto de ancoragem na prática do Salvamento em Altura. Curso de Formação de Soldados. Biblioteca CEBM/SC, Florianópolis,2011.Disponível em: <htt://w.biblioteca.cbm.sc.gov.br/biblioteca/>. Acesso em: 2 de nov. 2016.

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OLIVEIRA, Salomão Cintra de. Sistemas de Ancoragens em Trabalhos Verticais Curitiba: Atlas, 2012.

UNIDADE ESPECIAL DE RESGATE E EMERGÊNCIAS (UERE). Apostila de Técnicas Verticais. 2ª ed., Belo Horizonte, 2001.

USTCH, Marcelo Henrique. Escalada Esportiva. 1ª ed., Belo Horizonte, 1999.

Goiânia, 12 de dezembro de 2016.

Marlúcio Anderson da Conceição TRAJANO – Cad QP/Esp CFO 3 – 25ª Turma Amazonia

SANCLER Ramos – 1º Ten QOC Orientador

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