Relatorio de bioquimica 1 (332

Relatorio de bioquimica 1 (332

  1. INTRODUÇÃO

    1. História das Balanças:

A balança, no antigo Egito, era um elemento relacionado a religião,sendo tomada como um objeto místico, comparecendo com frequência nas ilustrações dos papiros, em pinturas e nos baixos-relevos em diversas paredes das edificações. Para os povos da Babilônia, com seus avanços na área da astronomia e astrologia, a balança representava a igualdade dos dias e das noites; ou seja, o equinócio de primavera e outono. Esta simbologia estava associada às suas observações e constatações de que o Sol entrava na constelação de Libra no equinócio de outono, e é por isso que o signo de Libra é o único representado por um objeto: a balança. (AFONSO & SILVA, 2004,p.1022)

Centurión (1994) afirma que os antigos babilônios, os egípcios, gregos e romanos padronizaram diversos “pesos e medidas” para atender as necessidades da sua sociedade. O peso de um corpo depende de sua posição, porque varia de ponto a ponto. Na análise quantitativa o interesse recai na quantidade de matéria contida no corpo, isto é, na sua massa. A balança, estritamente, determina massa e não peso. (LOPES, A. R. C; 1995).

1.2 A Bioquímica e a técnica de Titulação Volumétrica

Os métodos volumétricos são muito utilizados em química analítica quantitativa para determinar a concentração ou o teor de um reagente ou analito. A volumetria ou titulação volumétrica consiste em fazer reagir completamente um volume conhecido de uma amostra que contém o analito com um volume determinado de um reagente de natureza e concentração conhecidas (solução-padrão). A espécie química com concentração previamente definida recebe o nome de titulante e a solução cuja concentração se pretende determinar designa-se por titulado. Normalmente, para se efetuar uma titulação manual, utiliza-se um balão erlenmeyer, onde são misturados o titulado, água e um indicador) e uma bureta, que contém o titulante (Vogel, 1992; Skoog, 2006).

As titulações ácido-base, também conhecidas como titulações de neutralização, são baseadas nas reações completas entre ácidos e bases. Neste processo, faz-se reagir um ácido com uma base para que se atinja o ponto de equivalência, que se define como sendo o ponto teórico alcançado quando a quantidade adicionada de titulante é quimicamente equivalente à quantidade de analito na amostra. As teorias ácido-base procuram sistematizar e explicar o maior número possível de fatos químicos, bem como prever e resolver os novos que possam surgir, definindo o que é um ácido e uma base e como reagem entre si (Atkins e Jones, 1999; Skoog et al, 2006)

Segundo VERGARA (2007),a análise quantitativa tem como objetivo mensurar e permitir o teste de hipóteses ,visto que,as resultados são mais concretos e,conseqüentemente,menos passíveis de erros de interpretação.

O objetivo dessa aula é conhecer a técnica de titulação para se determinar a concentração exata de uma solução, aprender a utilizar balanças em laboratório ao conhecer as técnicas de pesagem e diferenciar os tipos de balanças existentes.

2. MATERIAL E MÉTODOS

Para melhor aproveitamento da aula subdividiu-se a 2ª turma em 3 bancadas e denominou-as de G4, G5, G6.

2.2.Experimento com o Béquer:

Pediu-se para que cada bancada adicionasse através da pisseta 20 mL de água destilada para um béquer com graduação de 50 mL.

2.3.Experimento com o Dosador:

Foi usado um dosador e pediu-se para que caso precisasse fosse adicionado gotas no béquer obtivessem os +/- 20 mL ao olhar o menisco.

2.4.Experimento com a proveta:

Pediu-se para que os alunos passassem a água destilada do béquer para a proveta. Onde G4 e G6 utilizaram uma proveta de 25 mL e G5 utilizou uma proveta de 50 mL.

2.5.Experimento com a Pipeta Graduada:

Utilizou-se uma pipeta de 5mL e pipetou-se 2mL de água destilada. Após o experimento observou-se a graduação de cada vidraria.

3. RESULTADOS E DISCUSSÃO

3.1. Experimento com o Béquer:

Cada bancada obteve +/- 20 mL, porém quando analisado e descrito o conceito de menisco o resultado seguiu o seguinte esquema:

No béquer apenas a bancada G4 teoricamente teria acertado a exatidão do menisco.

Na tentativa de obter a medida de 20 mL de água destilada caiu-se no erro de paralaxe nas bancadas G5 e G6, pois a superfície do líquido não estava a “nível dos olhos” e o conceito de menisco não era conhecido para a medição do líquido transparente. É sabido que menisco é a curva resultante da interação entre o sódio das bordas do vidro (no caso o béquer) com a água destilada contida no recipiente. Existe uma força intermolecular atuante entre as moléculas da água e as moléculas do vidro, como se elas quisessem se grudar. Se não existisse essa força intermolecular existiria uma linha reta demarcando o volume do líquido e não uma curvatura, que é o menisco. Como o meio da vidraria não possui sódio interagindo é formado essa curva no meio onde não possui líquido. Recipientes de plásticos, como seringas, não possuem a interação que leva à formação do menisco. No caso de ser água dentro do vidro, o menisco apresentado na imagem acima será sempre um menisco côncavo. Caso no lugar da água fosse utilizado mercúrio, por exemplo, o menisco observado seria convexo. A bancada G4 no béquer teoricamente acertou os 20 mL, pois ao “nível dos olhos” a parte inferior do menisco toca tangencialmente o plano superior da linha de referência ou traço de graduação, mantendo assim o plano de visão coincidente com esse mesmo plano. A bancada G5 se aproximou mais que a G6 de acertar o menisco, pois na G5 metade da curvatura (espaço sem líquido) ficou para fora e metade ficou para dentro da linha de referência (20 mL); enquanto que na G6 toda a curvatura (menisco) ficou para o lado de dentro da linha de referência. O certo como foi dito é a borda inferior da curvatura (menisco) tocar a linha de referência.

3.2.Uso do Dosador:

Para a correção da medida, a bancada G5 adicionou 11 gotas e a G6 adicionou 36 gotas, enquanto a G4 não adicionou nenhuma gota. Após entender o conceito de menisco e do erro de paralaxe as bancadas tentaram colocar a borda inferior do menisco em contato com a linha de referência. Como G6 foi o que mais errou em obter a medida de 20 mL precisou-se adicionar um número maior de gotas. No caso da bancada G5 adicionou-se menor quantidade para acertar a borda inferior, que foi um total de 11 gotas apenas. G4 não precisou adicionar nada.

3.3.Experimento com a Proveta:

Ao transferir a medida de +/- 20 mL do béquer para a proveta observou-se que G4 apresentava 17,5 mL em uma proveta de 25 mL; G5 apresentava 19 mL em uma proveta de 50 mL; e G6 obteve 22,75ml na proveta de 25 ml.

Quando transferiu 20 mL do béquer para a proveta, observou-se que na verdade não existiam 20 mL exatos no recipiente e ainda foi observado que o menisco era melhor visto na proveta. A partir disso gerou-se a dúvida: “Quanto melhor a visualização do menisco, melhor a precisão?”. O resultado nesse momento da experiência foi contraditório, pois o menisco foi observado após a utilização do dosador e mesmo assim na proveta foi identificado que não existia os 20 mL de água destilada, que era o objetivo inicial da prática. A proveta possui um cone mais afunilado e por isso o menisco é melhor de ser visualizado, mas será que a proveta é mais confiável por aparecer mais o menisco? Essa dúvida entrou em contradição com o que foi dito até agora sobre menisco. No resultado, mesmo G4 tendo acertado o menisco no béquer e se aproximado mais da medida de +/- 20 mL, ele foi o que mais errou na transferência, pois possuía apenas 17, 5 mL na proveta. Já G5 possuía na verdade 19 mL e foi o que mais se aproximou da medida do objetivo inicial, enquanto que G6 passou totalmente da medida com 22,5 mL.

3.4. Experimento com a Pipeta Graduada:

Quando se utilizou a pipeta para pipetar uma medida qualquer foi observado que ela possuía maior precisão do que o béquer e a proveta.

Ao utilizar a pipeta, observou-se que ela era a que mais possuía precisão e era mais a confiável até agora. Porém, nela o menisco era mais difícil de ser observado. A partir daí, a teoria de que quanto maior a visualização do menisco maior era a precisão foi dada como errada e mais um conceito foi aprendido, que é o de Graduação das Vidrarias. Cada vidraria possui uma graduação específica para cada finalidade que ela for usada, nessa prática observou-se que o béquer era menos preciso que a proveta, e que esta era menos precisa que a pipeta graduada. Quanto maior a graduação de uma vidraria maior é a precisão dela e menor é a margem de erro. O menisco é muito importante de ser observado em líquidos transparentes como foi utilizado, porém não quer dizer que quanto maior menisco maior a precisão.

Como apresentado na figura 2: O béquer utilizado no início é 100 x menos preciso que a pipeta de 2mL , pois enquanto o béquer mede de 10 mL em 10 mL a pipeta mede de 0,1 mL em 0,1mL possuindo maior precisão. Essa mesma pipeta utilizada é 50x mais precisa que a proveta de 25 ml, pois ao observar a graduação ocorre o mesmo processo, pois a graduação de 0,1ml é maior que a de 0,5. Já a proveta de 25 mL é 20x mais preciso que o béquer de 50 ml, pois aquela mede de 0,5 em 0,5 mL enquanto esta mede de 10mLem 10 mL. Em resumo pode-se visualizar melhor na figura 2 abaixo:

4. CONCLUSÃO

Portanto, o conhecimento das grandezas é de suma importância para nós acadêmicos de fisioterapia. Pois diante a rotina da unidade de terapia intensiva se faz necessário o conhecimento da fiel mensuração volumétrica aplicada ao paciente, pois quanto maior a graduação do instrumento maior a sua precisão.

5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BETTELHEIM, Frederick A. et al. Introdução à bioquímica. São Paulo: Cegage Learning, 2012.

FELTRE, Ricardo. Fundamentos de Química. 4ª ed. São Paulo: Moderna, 2005.

GODOI, Ângela Maria da Silva. Grandezas e Medidas do Cotidiano no Contexto Escolar. Paraná. 2008-2009. Disponível em: (http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/pde/arquivos/2170-8.pdf).Acesso em:25 ago. 2016.

HONDA, Ricardo. Experimentos-Técnicas de medição de volume em laboratório. Disponível em: (http://professorh9.dominiotemporario.com/doc/Experimento_-_Tecnicas_de_medicao_de_volumes_em_Laboratorio.pdf ). Acesso em: 25 ago. 2016.

PEREZ, Marlene. Grandezas e Medidas: representações sociais de professores do ensino fundamental. Curitiba. 2008. Disponível em: http://ri.uepg.br:8080/riuepg//handle/123456789/669. Acesso em: 25 ago. 2016.

QUEIROZ, José Humberto de.; RIBON, Andréa de Oliveira Barros. BOQUIÍMICA - Práticas de Laboratório. Viçosa: UFV, 2007

8

Comentários