Poesia de Carlos Augusto- Mocambique. pdf

Poesia de Carlos Augusto- Mocambique. pdf

Por que Almejas uma Fé de ração?

Aceito que existe a monção entre nós,

Existe entre nós uma pluridade

Multinação domina nossos passos

Domina as fronteiras dos nossos corações, Sentimentos e até da nossa historia.

Cada canto desta pátria

Há milhares de línguas

Milhões de nações, danças e culturas

Nascemos diferentes, dentro Da unicidade soberana da pátria

Existe nesta pátria mulheres e homens

Crianças e a adultos, milhares de sonhos,

Desejos, opiniões, gostos e sentimentos Existe apenas uma só pátria

Caminhei pelas terras do corno de África

Lá nas terras de Adis Abeba , encontrei

Rios de línguas e milhares de nações Cada canto daquelas terras observei

Milhares de fé de rações

Caminhei ainda pelas terras de Abuja

Encontrei milhares de nações, gentes

Grupos e religiões, cada um vivia Na sua sociedade de fé de rações

Nestas terras apresentou-se a fé de ração

Como sendo o remédio, a solução dos apetites

E interesses, cozinhou-se ali uma fé de ração Uma fé de ração sem pátria

Vi eu, nas terras de Abuja o acender de violência

Ascendia oceanos de fogos, a guerra

Consome o sangue das nações

Ouvi os gritos de socorro de mulheres e crianças

Vigoram nas terras de Adis Abeba os senhores de guerra Por que almejas uma fé de ração?

Abnego a existência de penúria,

Da penúria nas vilas e cidades Sei que dentro de si, existe um força

Um força do bem-estar, o desejo

De uma vida de luxurias e prazeres

Compreendo os seus intentos

Eles fazem parte da nossa natureza Então, por que almejas uma fé de ração?

Vi nos seus olhos o fervor do seu alvo

Observei que lutas pela sua sobrevivência,

Apesar de tudo, creio que ainda no seu interior existe o sentido da pátria

És patriota! Então, por que almejas uma fé de ração?

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