Olavo de Carvalho - Cristianismo

Olavo de Carvalho - Cristianismo

(Parte 1 de 8)

nrsmo de Carvalho

Advento do Cristianismo

Aula 8 por

Olavo de Carvalho coleçâo

História Essencial da

Filosofia

^ftento do cristiânismo por Oloro de Câwãlho cole{áo flistóna Essencial ita Fito$fâ

Àcoúprrha estâ publicâçáo uÍl D1'D, que náo pld€

§er veídido §e!&adüEnte.

úspllsso no Brâú ahil de 2007

Copydght @ 2003 by Olâvo de caryalho foto OIâío de clÍâlho

Mário CaliêUo

Edllor Edson Manoel de oliveiB Filho

Proisro Gúíco

MoDique §chenLel§

Dla$e.§io Dàgui Dosig! e Dqgúlr Rlízolo tr!D!.rt@ aê.Ea ,úúh laurengo PeEtra

Os diEitos iutõIáis destâ edisÁo perten em à

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Advento do Cristianismo

Aula 8 por

Olavo de Carvalho coleçáo

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Ínotivs$o ftosófica nítida.

Tbda filoso§â é um e§ÍÔr§D que por

§i Ú€s- mo é htêltg(vel rir 3ei àm'eiI6t(jó i l, bü§(a ds htçle!§áo.9 e$qiçÔ propli!úeti& ãho é oB simêltüô bt§âüê tntÊligÍ$eli nrüʧe qu€

E§,Frêirú§.iatüâdpioêriÍErido í§tti- a§60 tiétrdoí{o'c ulÍo,:nee9s§ids& hrrtiim firnd&nÉidàI.

f4ac qtiêÍdó ciirÍ@rÍ 4 t?árotê! tênria§ ɧgiri§tteq sogr9 a.{uelâ de que de\,eúo! üveÍ como um raió solüo @ meio do deserto, é didcil

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Ílo§óúú4 n§o d,sc6drnia; entao; ten-§q quo âpalar paiÉ 4 ersltc.$ó,1úie,lóSfê,.E$aexpüiie§á9 é bs!áâate cqrresíurál, pory$ lrê têút polrqúíislÍIos dêda§§rú&4Íida ilêr§ss pê§roai E, àsiozes, e motivaçâo póicdógiaâ também n8o é ru§cient!, entiio paÍte-6e psrâ a.pdôr!4tológic& garte.§e.pqraa eqpüte§ão soAri,tido ÍiroQôtólútleq

*{oe!ça e$idiuÀ e

*ssite pordlsntÊ. No fini il⧠cont§s' a{àüdi'no§ é

náo entendendo por que os suieitos disseram essas coisas - o máximo que chegâmos a dizer é que ali nâo há muito o que entender Nâo en- tendemos, mas iambén náo havia muito o que cntcnder; é anotar que islo aconteceu, ficar um pouco perplexo e passar adiânte.

Isso náo qucrdizcr quc dcssss estados patológicos, psicopatológicos ou noopatológicos, nadâ se âproveitâ, porque tüdo isso fdz parie experiência humana. Náo vale como doutrina, nAo vale como teoria, náo vale como idóia. lnas vale como traslado- Como tcstcmunho dc experiênciâ vivida, às vezes chega a ser lundamentâl- Creioque muitos scrcs humanos se sentiram mais como Diórgenes do que como Platáo, cerlâmente. PâÍa sent;r-se como Dióryenes, basta esiar desesperado; pâra scnlir-!c como

Platâo, precisa algo mais,

Todo csse pcríodoquc cstudamos vcnl dcsdc muito antcsdo cristia- nismo e se prolongâ depois; mâs há outros proccssos conconlitanles.

Temos quc nos rcsguardardcssa idóia dc conlinuidadc lincarna Hisiória.

Na verdade, tem-se vários movimentos s;multáneos que às vezes não apenas sc contradizem, mas até se ignoÍam completamente, passam unsàmârgemdos outros. Enumperíododeum século antcrior ao cris- tianismo até uns dois séculos já na era cristã, exisie um Ilorescimento de movimentos muito estranhos, seiias rcligiosas, algumas vindas do

Oriente, outras improvisadas com a costura de vários elementos, tudo isso dcnotândo uma conseqüência daqueles lenômenos que já dissemos:

a decomposiçào dâ polis e â angústiâ generalizâda de náo ter a que ater

(as pessoas não têm um ponto de orientaçáo na existência).

Essc periodo, cvidentcmentc, náo era muiio favorável àespeculaçâo filosófica, pois esta prcssupÕe, por um lado, ummotivo, e essemotivoé, por certo, uma dúvida, um espanto, uma perplexidade: pressupõe, por ouiro lâdo, âlguns meios. Os motivos existiam nesse período, querdizer pcrplexidade náo Ialtava. mas faltavam os meios, Os meios seriam, em pdmeiro lugâr aquilo que assinalamos iá no comcço da Filosofia, uma csrta elaborâçáo prévia leita em nivel retórico; as questõcs públi- cas têm que estar mais ou menos ariiculâdas retoricâmente para que dclas se possa fazer entáo umâ elaboraçâo filosófica. Mas quando perplexidades sáo muilas, e a conlusáo também ó muita, essas várias linhas de pcnsamento náo chegâm â se âlticulaÍ em discursos retóricos que possâm seÍ de êlguma maneiÍa con{ronlados.

Quândo hoie examinamos, por cxcmplo, algumas doutrinas ditas gnósticas quc apareceram nesse periodo, elas sAo tao complicadas, c tão estramboticâmente mitológicas.

queàsvezestemos dificuldadecm sâb€r do que estão falando. Elcs começam a enumerar divindades inle(medi- árias que nos pârecem merâs ligutas de lingüagem, que cstão tratando comose fossementidades reais. Mas sáo cntidades esquisitíssimas, que náotêm paranós amenorpreseÍça, nem mesmo a consistência poética dos deuses dâ mitologiâ; então a impressão quc temos é estar lidando co frguras de pesâdelo.

Aí havia a motivâçáo, mâs náo havia a condição, náo havia os ins- trumentos. Mas náo podemos dizcr que cssc cstado lbi geral e que iodo mundo Íoi contaminado porele. Nào, houvc nesse período pelo menos um esforço filosófico dos mais noiáveis, cquc surgc dc uma situaçáode perplexidade que é daquclas tipicâs que geram à motivaçãc filosófica, uma confrontaçáo, unla contradiçáo cntrcduas coÍrcntcs de idéias quc estáo perleitamente delincadas.

Na época, havia muitos iudeus espalhados por toda a parte

Ocidente, e â religião iudaica estava nunr acclcrado processo de disso- luçáo. Esrava todo mundo âderindo a uulra cuisâ. mais ou menos como acontcccu iambém aos judeus modernos nos séculos XIX e X, uma espécie de debandada geral: üm €ntra para a maçonariâ, outro entra para o Partido Comunista, evai sc integrando em outros esqsemas sem deixar de ser jüdeu e ter alguma raiz na comunidade judâicâ.

Nessa altura, havia então cntre os porta-vozes, representantes da

tradiçáo judâica, uma preocüpaçao müito grande cÔm esiâ confusáo-

Elcs temiâm quc as novas

Seraçõf'dc iudcus ia ná'J c{rnse8uis§em sequeÍ compre€naler alo que Moisé5 cstavâ fâlando mesmo porqüe a mâioria deles já não sabia falar hebÍaicoi e âeducação era inteiramente

Iatina ou grega. E foi justamenie um desses camaradâs que, não sabendo falar hcbrâico mas se considerandd um iudeu de coração, tenta fazer uma conírontação entre a tradição júdaica e a filosofia grc8a, tomando a tradiçâo judâicâ na sua expressáo biblicâ e já com todôs os comen' tários tradicionais ponanto, tem'se aíuma doutrina perfeitamcnte exposrarbemconhccida- ca lradi(áogrcga navcrsáuqucapare(iâ na Academia plâtônicâ.

E5sa é uma situaçào de contradiçAo e de perplexidade, mas náo de tôrãl confusáo - a toial confusáo náo podc ser elaborada filosoficâmente, tem qúe ter uma pÍirneira claboração num nívelpelomenos poélico_retó_ rico. Nestecaso, ó uma contradiçào, umaconfusão, mas filosoficamente elàborável.

Entáo apârece csse cidadào, que se chamavâ Filon, da cidade de Álexandria, que tenta expressar o judaísmo nos termos da filosofia grega, com a ialéia de que mais ou menos tudo aquilo que os gÍegos tinham descobeÍto e elaborado já estava, pelo menos em germe, dentro da

BÍblia. Ele esüeve um livro quc

§e chama A ciaÇào do filndo seeundo Moisés, que é úm do§ grandes livros filos(ificos de todosostempos, no qual ele usa intcrpíetações simbólicas ealegóricas para buscar a ialcntidadc cntre as doutrina§ híhlicâs e o ensinâmeniÔ de Platáo e de Aristóíelcs, |nâs padicularmente o de Plaiáo, tal como apaÍece no livro O Tineu-

Essa expressáo de umâ aloutrinabíblica em termos frlosólicos gregos ou vice_versa, de uma Iilosofia gÍerâ em termos bíblicos, é uma coisa quevamosver reaparecer mtlito mais tarde, deniro do contexto cristáo'

Durâ,1le loda a históriâ do cristianitmo, haverá umâ elaboraqáo muito profunda da técnica da inlerprela(àoalegorica.

e o curioso i ver que uma boa pârte disso já está em Filon de Alexandria, antes do cristianismo-

Filon nasceu uns quarentâ anos antes de Cristo e moffeu uns quarenta anos depois. Ele não teve contato com o cristiânismo apârentemcnte náo ficou sabendo; pode ser que tenha ficado sabendo, mas na obra cscrita nâo aparcce nada disso-, então ele está lidândo exclüsivamente com o Ântigo Testamento c com o materiâl grego,

Existem muitos autores que vêem nessa obra de Filon algum arti- ficialismo, como se ele estivesse fazcndo um truque pâÉ a,eitar uma coisa à outra. Mas é o tal negócio: o primejÍo suieiio qu€ faz alSumâ coisa nunca faz direito. Essâ iécnica da intcrpretâçâo alc'góricâ teve qüe scr muito âprofundada, criticadâ e claborada, e só vamos verum pleno domín io disso nos gland(:s escolásticos, como HugodcSáoVitot Santo

Tomás dcÂquino. Mâs, considerando quc Filon estavâ trabalhando até antes do cristianismo, aquilo é uma coisâ de gigante mesmo.

Müiias vczcs, o historiâdor com uma excelente bagag{:m lilosófica, mas sem muitâ compreensão justamente destâ linguagem simbólica e âlegórica, enxerga contradiçóes na Íilosofia de Filon. Muitos autores dizem que Filon confunde duas coisas, por cxcmplo, as hierâÍquias angélicâs com a hierarquia das idéias, que sáo incompatívcis. Na ver- dade, não são incompaiíveis, não sáo teorias allernativas - âfinal de contas, âs idéias eternas sáo o conteúdo do LoSos divino, o conteúdo dâ Inteligência divina.

EIas náo tén1 nâda a ver coÍn o modus opeÍa di da açáo divina.

Dessâ maneira, se você cxplicou todas as coisas exis_ tent€s a paúiÍ de aÍquéiipos eternos que estáo na Inteligência divina, ou seja, asfamosas formas ou idéias, é como se tivesse exposto a planta daCriaçáo, omâpa daCriâÇão, cnáoo scu modo de construção. Entáo, a rigo! náo há nenhuma contradiçáo entre â ,déia das formas eternas platônicas e as hierarquias angélicâs, seiamelas como Filon as descleve, se,a de qualquer outra maneira.

Outra coisa também notabilissimà em Filon é que ele sintetizâ, de

algum modo, aidéiâdo Supremo Bem platônico (em Platáo, a realidade pÍimeira e inicial é o que ele chama de Suprcmo Bem) com o Primeiro

Motor Imóvel de Aristóteles. Tâmbém náo sáo düas idéias antagônicas, náo sáo teorias. O pÍimeiro princípio é o Supremo Bcm ou éo Primeiro

Motor Imóvcl? É o

Primeiro Motor lmóvel, o qual é o próprio Supremo

Bem. E Filon já diz isso de mâneira explícita. Para clc, Dcus é o Supre- mo Bem e, ao mesmo tempo, o Primciro Motor Inóvel dc Arislóteles.

Isso corresponde a se falar de Deus numa l;nguagem moral ou numa linguagem metalisica, mas, no fim, sc está falando da mesma coisa.

Essa obra de Filon

(creio que em lidâ até a década de 1930 ou 1940 doséculo xX) pareciâ uma coisa, mas, nos anos que se seguiram, hou- ve um progresso imenso da interyretaçáo dos lextos sacÍos, graças autores como Henry Corban, Friijof Schüon, Seyyed Hossein Nasr E quânto mais isto progride, mais sevô quc aqucle univcrso de !-ilon íaz muito scntido.

Tiatâ'se, entáo, de uma época de extrcma dccadôncia filosófica, de confusão, de degradação.

Mas tem ali um camârâdâ que não paÍticipa inteimmente do âmbiente de degradaçao, poÍque pertencia a uma outra comunidade. Ele náo podia se considerar um individuo que estivesse desorientado âpenas por câusa da queda da polr's.

Ele não estavadeso- rientado coisíssima nenhuma. estava com a Lei de Moisés debaixo do brâço, sabia pcdeitamente o que estavâ fâzendo, então não padece pessoâlmente da confusáo ambiente.

Note bem que todo problcma, parâ poder ser fllosoficamente elabo- rado, precisa quc o filósofo mântenha umâ certa distânciaem relaçao a ele, senao não tem nem a linguagcm para expressá-lo. Todo problema que nos acerta no coraçào ou [o figado só pode ser expresso poeticamente; se náo tem nem â expressão poética, ele não tem elabomção alguma, a coisa náo tem nem nome. E quando se iratâ deum problema existencial dircto, quer seja pessoal, queÍ seja da comunidade, a primeira expressáo é necessariamente poética. A elaboraçáo filosóficâ iinha que ser muito posterior a isso, iá supondo o dor nio dos instrumentos lingüísticos ne_ cessifuios para nomcar, classiicaÍ as coisás, ctc.

Filon pôde ser um graode filósofo nurn período de decadência filo_ sófica precisamente por esiar poupado da dcgradâçáo coletiva, mas, ao mesmo tempo, por ter nâ máo um problemâ lllosófrco passivel dc ser equacionado e tratado, que é o problemâ exatamente da relaçáo enlÍe a sabedoria judaica e a sabedoÍia grega.

Notc bem que até ho,e, de vez cm quando, súÍgem esscs

Problemas ale influência de uma tmdiçáo na outra. É evidcntc que o delensoÍ ou porta-voz de umatradiçáo lenta mostrar quc a deleé majs antiga, mais bonita:

"Tudo o que elcs sabemaprenderam comagente...". Se i§so for interpÍetado historicâmente, tudoo que Filon disse está errado, porque não há nenhumâ prova de quealgum suieito discípulo de Moisés tenha ido até a Crécia ensinar algo; náo há nada, nada- Historicamente, isso não faz sentido; o que

Iâz sentido ó uma prioridade de certo modo ontológica.

o conhecimento que os iudeus tinham de Deus, podemos dizer, foi feito por umâ experiência históricâ. Todo o tra,eto dosiudeustinta sido um constante diálogo com Deus. A história é praticâmente sempre a mesmar Deus os mandâ fazer alguma coisa, quc eles não fazcm direito, daívoliam para trás, consertam, começam de novo..- Sáo cinco n lanos assim; então cles têm uma experiência disso. E, por outro lado, como estavam muito interessados na sua própria história e nas suas rclâções comDeus, elestinham relativâmente pouco intffess€ pelo univeÍso físico vejâ que praticamente a totalidade dos assuntos com que lidamos pode ser articulada numa cruzi temos, por um lado, o úlo supeíor realidade (châme Deus, Infinito ouAbsoluto, como quciÉ);poÍ outo, o pólo inferior/interio! queé â âlma humana, nós mesmos; na horizontal,

temos os dois dados do mundo externo, que sáo, um, a naturezasensível e, ooutro, o mundo da sociedade, dahistória, etc. Podemos dizerque o mundojudaico searticula todo emtorno de dois pólos: Deus ea história do próprio povo iudeu.

As referências à alma individual sáo pouca§, e as reÍerência5 à nâiurcza lisica sáo purarnrnlc urasionais

Ora.

a cultura grega é exatâmente ao conirário; ela está intores- sada sobretudo na naturcza e na alma do indivíduo-

Claro que esiá inieÍessâda também na polis, na constituiçáo do Estado, etc., poÍém, náo como um fenômeno que devesse ser estudado em si mcsmo, mas como uma conseqúência normativa a serextraída do conhecimento da nalureza e da alma humâna: r'Conhecendo â consiiluição do cosmos c â constituiçáo da alma humana, daí deduzimos como deve ser a cons- tituiçáo do Esiado". Mas náo sc vcrá nclcs, por exemplo, um inteÍesse por sua sociedadc considcrâda historicamente. tal como se vô entrc os judeus, que têm uma espócic dc qisiro da continuidade da história.

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