Trabalho natureza e propriedade do solo

Trabalho natureza e propriedade do solo

(Parte 2 de 2)

Sem a mecanização, tratores, máquinas agrícolas e etc., as atuais produções em grande escala seriam virtualmente impossíveis, pois com o trabalho manual, mesmo com grande quantidade de mão de obra, a qualidade e a quantidade da produção agrícola estariam definitivamente comprometidas. A mecanização ajuda o produtor agrícola a preparar o solo para a plantação, fazer a manutenção das lavouras, transforma o processo de plantio e colheita em operações rápidas e eficientes, sem falar em uma dezena de outras aplicações.

12 2.7 Desmatamento

Atualmente todas as formações vegetais, em maior ou menor grau, encontramse modificadas pela ação humana. Isso ocorreu principalmente por causa das atividades agropecuárias e pelos impactos causados pela industrialização e urbanização. Em muitos casos, sobram apenas algumas manchas em que a vegetação original é encontrada, nos quais, embora com pequenas alterações, ainda preserva suas características principais. A primeira consequência do desmatamento é o comprometimento da biodiversidade, por causa da diminuição ou, mesmo, da extinção de espécies vegetais e animais. As florestas tropicais tem uma enorme biodiversidade e, por isso, possuem um valor incalculável. Muitas espécies, hoje ainda desconhecidas da sociedade urbano-industrial, podem vir a ser a solução para a cura de doenças e poderão ser usadas na alimentação ou como matérias primas. Com o desmatamento, há o risco de essas espécies serem destruídas antes de serem descobertas e estudadas.

No Brasil, os incêndios ou queimadas de florestas, que consomem uma quantidade incalculável de biomassa todos os anos, são provocados para o desenvolvimento de atividades agropecuárias, muitas vezes em grandes projetos que recebem incentivos governamentais e, portanto, sob o amparo da lei. Podem também ser resultado de práticas criminosas ou ainda de acidentes, inclusive naturais.

A devastação já ocorrida deve-se basicamente a fatores econômicos tanto na

Amazônia quanto nas florestas africanas e nas do Sul e Sudeste Asiático. Suas principais causas são:

- Extração de madeira; - Instalação de projetos agropecuários;

- Implantação de projetos de mineração;

- Instalação ou expansão de garimpos;

- Construção de usinas hidrelétricas;

- Incêndios;

- Queimadas (técnica de cultivo tradicional).

13 2.8 Monocultura

O sistema implantado no Brasil desde o século XVI é realizado por meio da substituição da cobertura vegetal original por uma única cultura. Uma prática perigosa e que traz muitos impactos ambientais negativos para o solo e para o meio ambiente. Isso porque, ao derrubar – em alguns casos, queimar – uma grande área, há a interrupção do processo natural de reciclagem dos nutrientes, tornando o solo pobre e diminuindo a produtividade. Além disso, entre os fatores negativos, podemos citar compactação do solo, desmatamento, consumo excessivo de água e energia em projetos irrigados e processo de assoreamento de rios e nascentes. O sistema ainda compromete a biodiversidade, aumentando a população de insetos e diminuindo a quantidade de animais silvestres. Ao retirar uma área vegetal diversificada, os animais também enfrentam problemas, já que passam a ter dificuldade em se alimentar, encontrar abrigos e, consequentemente, se reproduzir. Existem casos em que os animais que sobreviveram procuraram áreas urbanas para se abrigar, tornando-se presas fáceis.

Os impactos da monocultura atingem também a economia e a sociedade.

Isso porque o sistema corre risco com doença ou pragas, além da queda do preço do produto no mercado, colocando a cadeia produtiva regional em perigo.

14 3. CONCLUSÃO

É consenso geral que o controle da erosão na agropecuária pode ser feito através de um Planejamento Rural consciente. Ou seja, não é necessário parar a produção, apenas racionalizar o uso da terra segundo as suas características e aptidões. O Planejamento Rural pode trazer uma série de benefícios econômicos ao produtor, por exemplo, a diminuição dos custos com fertilizantes e reformas de terra, a não geração de um passivo ambiental que seria oneroso para remediar e etc, ou seja, a produção pode ficar mais fácil e mais barata.

15 4. BIBLIOGRAFIA

MOREIRA, I. V. D. Avaliação de impacto ambiental. Rio de Janeiro: FEEMA, 1985. 34 p.

CLAUDIO, C. F. B. R. Implicações da avaliação de impacto ambiental. Ambiente, v. 1, p. 159-162, 1987.

SILVA, E. Avaliação qualitativa de impactos ambientais do reflorestamento no Brasil. 1994. 309 p. Tese (Doutorado) - UFV, Viçosa, 1994.

FEEMA - FUNDAÇÃO ESTADUAL DE ENGENHARIA DO MEIO AMBIENTE. Manual de meio ambiente.

TUCCI, C. E.; Collischonn, W. Drenagem Urbana e Controle de Erosão. ABRH, 1998.

(Parte 2 de 2)

Comentários