embalagens
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O filme de passivação pode ser obtido por via química ou eletroquímica, tendo como objetivo melhorar a resistência à corrosão atmosférica, a resistência à sulfuração e a aderência dos revestimentos orgânicos, como as tintas e vernizes (CABRAL et al., 1984).
A camada de óleo permite diminuir os danos mecânicos causados pela abrasão e facilita a manipulação das folhas de flandres durante o processo de fabricação (CABRAL et al., 1984).
Para o acabamento superf icial da folha de flandres existem diversos tipos, dos quais se destacam (CABRAL et al., 1984):
• Acabamento brilhante: a folha metálica passa por um processo de rolamentos de acabamento polido, é o mais usual;
• Acabamento mate: é usado para cápsulas, não passando por nenhum processo de acabamento brilhante;
• Acabamento prata: é aplicado em uso doméstico, é muito brilhante;
• Acabamento pedra: melhora a resistência à abrasão. 5.2.2 Folha cromada
Também é conhecida por “tin-free-steel” – TFS, que quer dizer aço sem revestimento de estanho. Este material é constituído por uma chapa de aço, idêntica a da folha de flandres, recoberta dos dois lados por uma fina camada de cromo metálico e óxido de cromo, obtida pela deposição eletrolítica de crómio sobre um aço de baixo teor de carbono.
Este material não solda facilmente, não apresenta grande resistência à corrosão, tem baixa resistência mecânica da camada de cromo, necessidade de envernizar os dois lados e alta dureza superficial. Quando envernizado adequadamente , oferece uma proteção compatível com grande número de produtos alimentares de baixa acidez, apresentando excelente aderência a certos vernizes (EMBALAGENS..., [200
As principais características da folha cromada são: boa aderência a vernizes; resistente à corrosão atmosférica; resistente à sulfuração superficial; resistente à temperatura superior a 32ºC; custo inferior a folha de flandres (EMBALAGENS..., [200-?]):
Quando a folha cromada é empregada para produtos alimentícios, deve-se tomar cuidado com os produtos de alta acidez, pois o cromo apresenta baixa resistência, diferentemente do estanho. Esse tipo de folha é excelente para compostos sulfurosos (EMBALAGENS..., [200-?]).
Devido a suas características específicas, a folha cromada é aplicada, principalmente, no fabrico de cápsulas, tampas e fundos. Em menor escala é, também, aplicada em latas de embutimento simples (latas de duas peças) (EMBALAGENS..., [200-?]).
5.2.3 Folha Stancron
É uma folha de aço de menor revestimento de estanho e com um filme de cromo superior ao das folhas convencionais, o que acrescenta uma proteção adicional à corrosão. Foi desenvolvida como alternativa à folha de flandres, a um custo mais baixo (SETOR 1, [200-?]).
5.2.4 Folha não revestida
A folha não revestida é um laminado de aço, sem qualquer tipo de revestimento. Deve-se aplicar verniz em ambas as faces, por apresentar baixa resistência à corrosão. Tem baixo custo, mas só é permitida a sua utilização para óleos e produtos desidratados (SETOR 1, [200-?]).
5.2.5 Folha de alumínio
O alumínio é um material não ferroso, muito leve, de fácil transformação e apresenta boa resistência à oxidação atmosférica. É utilizado nas mais variadas formas, embalagens rígidas (latas de refrigerante e cerveja), embalag ens semirrígidas (formas e bandejas), embalagens flexíveis ( sacos e embalagem de salgadinhos) que compõe o plástico ou papel, folha de alumínio para acondicionamento culinário e em embalagem longa vida, que confere barreira à luz (CABRAL et al., 1984; SETOR 1, [200-?]).
As características que favorecem a utilização do alumínio como material de embalagem são: leveza; flexibilidade; facilidade de manipulação nos processos de corte e bobinamento; alta condutividade térmica; boa resistência à oxidação atmosférica; boa resistência à sulfuração; material inerte; fácil reciclagem; aparência brilhante e atrativa; possibilidade de uso de tampas com alça de fácil abertura (CABRAL et al., 1984).
Tendo como desvantagem sua baixa resistência a alimentos ácidos; menor resistência mecânica; custo elevado e problemas com soldagens a altas velocidades, o que leva a produção de latas de duas peças (CABRAL et al., 1984
As embalagens plásticas são obtidas a partir de polímeros orgânicos ou inorgânicos de alto peso molecular, constituídos de unidades estruturais unidos entre si por ligações covalentes formando cadeias lineares ou modificadas. O plástico, como é denominado comercialmente, é um material que tem a capacidade de ser moldado em condições especiais de calor e pressão. Os químicos preferem se referir ao plástico como polímero (TRIBST; SOARES; materiais plásticos nas embalagens de alimentos têm crescido fortemente. Apesar de existir, no início, uma resistência ao uso desse material, eles firmaram-se junto ao mercado de embalagem para alimentos, obtendo uma grande economia nesse setor (TRIBST; SOARES; AUGUSTO, 2008).
Os materiais plásticos podem ser classif icados em dois tipos: termofixos ou termoplásticos.
Os termofixos ou termorrígidos são materiais que, também, podem ser moldados com a ação do calor e pressão, porém a reação é irreversível, pois com a aplicação do calor eles amolecem e após o resfriamento endurecem irreversivelmente, devido à formação deligações cruzadas. Nas embalagens flexíveis, a maior utilização de materiais termofixos é verificada na confecção e preparação de tintas, vernizes e adesivos (SETOR 1, [200-?]).
Os materiais termoplásticos são produtos moldados que amolecem quando sujeitos a ação do calor e pressão. As propriedades do plástico após resfriado são as mesmas de antes do aquecimento, não ocorrendo a formação de ligações cruzadas. Os termoplásticos são os de maior uso nas embalagens de alimentos (SET OR 1, [200-?]).
6.1 Principais termoplásticos utilizados
Os principais termoplásticos usados em embalagem de alimentos são o polietileno (PE), polipropileno (P), policloreto de vinila (PVC), poliestireno (PS) e o polietileno tereftalato (PET) (CABRAL et al., 1984).
O polietileno (PE) é conhecido como o material plástico transparente mais vendido e de menor preço atualmente no mundo. Sua densidade é a característica mais importante, ou seja, quanto maior a dens idade, maior sua resistência mecânica, temperatura e barreira. E quanto menor a sua densidade, maior a sua resistência ao impacto. Sua resistência e flexibilidade são fatores essenciais para as numerosas opções de embalagem (CABRAL et al., 1984).
Em função da densidade existem três tipos de polietileno, o de baixa densidade (PEBD), o de alta densidade (PEAD) e o de densidade intermediária. Suas características químicas não se diferem significativamente, mas suas características físico-mecânicas são distintas (SETOR 1, [200-?]).
Principais aplicações (CABRAL et al., 1984):
• Carnes: usado na forma de envoltório para carnes frescas, pois tem alta permeabilidade ao oxigênio, tanto na forma de filme como em embalagens termoencolhíveis. Também são usados para embalar carne e frango congelados, por apresentar excelente comportamento a baixas temperaturas;
• Frutas e vegetais frescos: as embalagens de frutas e vegetais de polietileno devem ser perfuradas para evitar o acúmulo de umidade na superfície interna, devido a sua baixa permeabilidade ao vapor da água;
Os filmes de polietileno, juntamente com outros plásticos, também são usados para empacotar produtos alimentícios secos como cereais, farinhas, café, leite em pó e usados nos rótulos de refrigerantes, óleos, principalmente em PET (CABRAL et al., 1984).
6.1.2 Polipropileno
É um plástico não transparente, exceto na forma de filme, quando amassado adquire uma coloração branca ou prateada. É conhecido como o mais leve dos plásticos, devido a sua densidade baixa. O polipropileno (P) durante seu processo de fabricação permite variações na sua forma, o que confere propriedades diferenciadas ao produto final, seja em recipientes ou filmes. Na sua forma não-orientada apresenta resistência à tração duas vezes maior que a do polietileno e quando orientado essa resistência torna-se quatro vezes maior (CABRAL et al., 1984).
Vantagens do polipropileno na sua forma biorentada (BOPP) aplicado às embalagens (SETOR, [200-?]): • Aumenta a barreira ao vapor de água e gases;
• Aumenta o desempenho mecânico;
• Melhora a tr ansparência e brilho;
• Aumenta a resistência ao rasgamento;
• Permite a fabricação de filme perolado.
Quando o polipropileno é revestido e metalizado aumenta a termossoldagem, a barreira a gases e a barreira ao vapor de água e à luz (CABRAL et al., 1984).
O polipropileno é usado, principalmente, nas embalagens de produtos desidratados e alimentos gordurosos, como batata frita e salgadinhos, por apresentar alta barreira ao vapor e gases. As bolachas também são acondicionadas em embalagens de P, devido a sua boa aparência e alto brilho, fatores estes que fazem o material adequado para alimentos que querem um atrativo a mais para a compra (CABRAL et al., 1984).
6.1.3 Policloreto de vinila
O policloreto de vinila, conhecido também por PVC ou vinil, é obtido a partir da polimerização por emulsão ou suspensão do cloreto de vinila. O PVC não pode ser convertido sem a adição de aditivos na sua formulação. Entre os diversos aditivos usados para modificar as propriedades do material tem-se plastificantes, estabilizantes e modificadores de impacto (SETOR 1, [200-?]).
Suas características gerais são: fácil processamento; boa barreira a gases; baixa barreira ao vapor de água; excelente transparência e brilho; boa resistência ao impacto, quando utilizado modificador de impacto; resistente a produtos químicos; baixa resistência a solventes; baixa resistência térmica (SETOR 1, [200-?]).
Na forma biorientada aumenta o seu desempenho físico-mecânico e sua transparência (SETOR 1, [200-?]).
O emprego mais frequente do policloreto de vinila é na proteção de carnes estocadas, pois reduz à perda de peso e evita a descoloração, melhorando, assim, a qualidade do alimento.
As carnes acondicionadas com filmes de PVC mantêm sua cor vermelha brilhante, devido à permeabilidade do filme (CABRAL et al., 1984).
Outros produtos que são acondicionados por recipientes de PVC são: vinagre e a água mineral, algumas empresas já estão acondicionando óleo vegetal (CABRAL et al, 1984).
O poliestileno (PS) não pode ser usado para alimentos quentes ou outras aplicações a alta temperatura, pois tem baixo ponto de amolecimento. O PS pode ser dividido em três classes (CABRAL et al., 1984):
• Filme endurecido ou de alto impacto: apresenta alta resistência ao impacto, mas baixa resistência à tração e reduz as características de transmissão de luz, fator que deixa o PS translúcido (SETOR 1, [200-?]).
• Filme biorientado: tem alta resistência à tração e rigidez, boa permeabilidade ao vapor da água e ao oxigênio e bom comportamento em baixas temperaturas (SETOR 1, [200-?]).
As embalagens celulósicas revestidas são geralmente empregadas como embalagem primária nas indústrias de alimentos, ou seja, em contato direto com o alimento em conjunto com outros materiais de revestimento, como os polímeros (filmes plásticos), alumínio, ceras e parafinas. Quando não revestidas são usadas para embalagem de produtos secos (farináceos), devido a grande sensibilidade dos materiais celulósicos à umidade
| transporte de frutas e vegetais (FIG. 8)(ITC, 1998 apud TRIBST; SOARES; AUGUSTO, 2008) |
Seu emprego nas embalagens secundárias, aquelas que não entram em contato direto com o alimento, como cartão ou papelão ondulado, é em geral para volumes maiores, devido a sua boa rigidez, facilidade de transporte e proteção contra impactos. O papelão ondulado também pode ser utilizado como embalagem primária para o acondicionamento e o
As embalagens multicamadas são elaboradas a partir de dois ou mais materiais, que tem como objetivo melhorar as propriedades de barreira, além de obter maior eficiência e praticidade. Exemplos são as embalagens de leite longa vida e as de biscoitos (TRIBST; SOARES; AUGUSTO, 2008).
A caixinha de leite longa vida (UHT) é elaborada por diversas camadas de três materiais: cartão, alumínio e polietileno (FIG. 9). A camada de cartão garante forma e resistência mecânica à embalagem. A camada de alumínio apresenta boa barreira ao oxigênio e à luz, assim, a combinação desses materiais impede a entrada do ar atmosférico na embalagem, evitando contaminação microbiológica e oxidação de lipídeos (aroma de ranço). As camadas de polietileno protegem a embalagem da umidade, separam o alumínio do produto.
ANVISA publicou diversas resoluções referente as embalagens para alimentos, seguem algumas delas (AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA, [200-?]):
• Lei n. 9.832, de 14 de setembro de 1999: proíbe o uso industrial de embalagens metálicas soldadas com liga de chumbo e estanho para acondicionamento de gêneros alimentícios, exceto para produtos secos ou desidratados.
• Resolução RDC n. 130, de 10 de maio de 2002: aprova o regulamento técnico “disposições gerais para embalagens e equipamentos celulósicos em contato com alimentos".
• Portaria n. 987, de 8 de dezembro de 1998: aprova o regulamento técnico para embalagens descartáveis de polietileno tereftalato - PET - multicamada destinadas ao acondicionamento de bebidas não alcoólicas carbonatadas.
• Portaria n. 28, de 18 de março de 1996: aprova o regulamento técnico sobre as embalagens e equipamentos metálicos em contato com alimentos.
• Resolução RDC n. 17, de 17 de março de 2008: trata do regulamento técnico sobre “lista positiva de aditivos para materiais plásticos destinados à elaboração de embalagens e equipamentos em contato com alimentos”.
• Resolução RDC n. 20, de 2 de março de 2007: aprova o regulamento técnico sobre “disposições para embalagens, revestimentos, utensílios, tampas e equipamentos metálicos em contato com alimentos".
• Resolução n. 124, de 19 de junho de 2001: aprova o regulamento técnico sobre “preparados formadores de películas a base de polímeros e/ou resinas destinados ao revestimento de alimentos”.
• Resolução RDC n. 91, de 1 de maio de 2001: aprova o regulamento técnico sobre “critérios gerais e classificação de materiais para embalagens e equipamentos em contato com alimentos”.
• Resolução n. 105, de 19 de maio de 1999: aprova os regulamentos técnicos sobre “disposições gerais para embalagens e equipamentos plásticos em contato com alimentos
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